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sexta-feira, março 31, 2006

Retalhos da manhã na Avenida de Roma

Não resisto a pensar na palavra “ternurento” quando percebo que o empregado do café se dirige a uma cliente cinquentona tratando-a por “menina”. Quase me sinto tentado a dizer que o universo reconstruiu-se-me, mas com ideal e esperança.

[Leonardo Ralha]

Miss Stone is ready for her close-up

O Verão de 1992 foi o meu último na condição de adolescente. Guardo escassas recordações desses meses em que já era estudante universitário e debatia-me com cadeiras teóricas que - adivinhava já e agora tenho a certeza - em nada me preparariam para a profissão que já então escolhera. Mas há uma lembrança obrigatória: a falta de dinheiro manteve-me em Lisboa ao longo desses meses tórridos e por isso acabei por ser desafiado a ir ao cinema (provavelmente no defunto Alfa Triplex) umas três ou quatro vezes para assistir ao célebre descruzar de pernas em “Instinto Fatal”. Sempre que alguém regressava à capital fazia questão de rapidamente inteirar-se da existência de Sharon Stone, recém-chegada à ribalta quando já contava a idade que eu actualmente tenho. Acabei por ver o filme apenas duas vezes. Mais do que isso seria um exagero.
Hoje de manhã fui ao visionamento da sequela “Instinto Fatal 2”. Não fiquei especialmente impressionado e não irei desvender grande coisa sobre o “plot”, mas é certo que os anos foram carinhosos com a senhorita Stone, que continua para as curvas. Literalmente.

[Leonardo Ralha]

O fim da blogosfera começa amanhã

Desta, pelo menos. Outras blogosferas virão.

[PPM]

Europa-Atlântico

Nada como elogiar uma boa rádio, superiormente dirigida por quem também lê blogues. Fi-lo aqui merecidamente a propósito da Rádio Europa Lx, uma estação que transmite jazz instrumental com notícias e belos programas pelo meio em 90, 4 (entre outros, constam programas de Helena Matos e Paula Moura Pinheiro).

Pois bem, a partir de domingo a oito, poderão escutar por lá um programa semanal de debate em parceria com a Revista Atlântico. Chama-se Descubra as Diferenças e promete muita discussão. Em estúdio estará a directora da Rádio Europa, Antonieta Lopes da Costa, moi même e mais dois dos quatro membros do Conselho Executivo da Atlântico: João Marques de Almeida, Luciano Amaral, Rui Ramos e Vasco Rato.

[PPM]

A pedido dos milhares de fãs do Rodrigo Moita de Deus

Aviso que ainda está em licença de parto e de ressaca do Benfica-Barcelona. Mas para os milhares de milhões de fãs do nosso socialista cristão lembro que neste momento só o podem ler na sua coluna O Marialva. Este mês escreve sobre "Enologia e o Excesso de Citações".
Na revista Atlântico, como sempre.

[PPM]

I have a dream

Alexandre Soares Silva e Pedro Mexia à beira da Atlântico.

[PPM]

A causa....

...veio para aqui. É o malandro do maradona em mudanças.

[PPM]

PS. O Francisco Trigo de Abreu tem toda a razão e assumo todas as responsabilidades. O raio do corrector transformou o maradona em marafona no artigo deste mês da Bola Quadrada na revista Atlântico. O maradona até pode ser sportinguista, como aliás o Francisco Trigo de Abreu, mas marafona é que não.

Sei que é Primavera e que as feromonas ou lá o que é andam a saltar, mas há que salvar a honra do convento

Por isso, tragam também o Emmanuel:

kant

Kant, é claro.

[PPM]

quinta-feira, março 30, 2006

E as mexicanas?

Será que também trazemos as mexicanas?

[Tiago Geraldo]

O 1º Blogue-release da Guerra e Paz (recebido por email)

"Aos Blogues portugueses

Não sei se, até hoje, alguma editora se dirigiu directamente aos blogues portugueses no seu conjunto, propondo-lhes a divulgação, a crítica e a discussão das suas iniciativas e dos seus lançamentos.

Para a “Guerra e Paz, Editores, S.A.” os blogues constituem hoje uma comunidade de gostos e de opinião que é, mal grado a distância que vai do papel ao digital, muito próxima da “família do livro”. A escrita, algumas vezes a paixão pela escrita, constitui o traço comum. É, por isso, com muito gosto, que nos apresentamos e submetemos à vossa apreciação a nova editora.

Vamos ter 6 colecções principais, dedicando particular atenção a livros portugueses. Propomo-nos publicar 25 títulos em 2006 e começamos agora, no dia 10 de Abril, com 4 livros:

- Fama e Segredo na História de Portugal, de Agustina Bessa-Luís

- Sophia de Mello Breyner, Jorge de Sena – Correspondência (1959-1978)

- Singularidades de uma Rapariga Loura, de Eça de Queirós, com prefácio de Maria Filomena Mónica

- Impressão Indelével, de Camilo Castelo Branco, com prefácio de João Bénard da Costa.

Juntamos, para vossa análise, os “blogue-release” de cada um desses livros, bem como a foto das capas. Para facilitar o tráfego os materiais seguem em 4 e-mails sucessivos. Este contém os materiais de “Fama e Segredo”

Estamos à vossa disposição para outras iniciativas.

Cordialmente

Manuel S. Fonseca"

[PPM]

Sobre um país que não precisa de quotas











Condoleezza rules.

[PPM]

Tragam as espanholas! II


[FMS]

Chat Acidental (Re:)

Em contrapartida, Eduardo, sempre podes aprender aí umas coisas sobre futebol com o Miguel Sousa Tavares.

[FMS]

Chat Acidental

Paulo, estou em Nova Iorque e tenho procurado a Atlantico por todo o lado. Ja fui a dezenas de quiosques e nao encontro. (Quero ler o artigo do maradona - diz que (diz que sim) e' genial). Ve la se fazes qualquer coisa. Afinal de contas, estes gajos sao nossos amigos.

[ENP]

Pronúncia Balanta

Escreve, com graça, José Mexia, no Nortadas:

"Segundo Diego Bedford Hayeck, conhecido historiador e pesquisador da história dos guerrilheiros N’caldas, toda esta instabilidade se deve ao descontrolo dos ritos tribais"

Chamar-me Diego em vez de Diogo pode ser coisa de galego, trocar Belford por uma marca de camiões pode até ser apropriado, mas escrever Hayek da mesma forma que o Rodrigo Moita de Deus... Não vale a pena descer tão baixo.

[DBH]

Insultos

Para que não hajam dúvidas, quero, antes de mais, referir que a Margarida Rebelo Pinto é minha amiga.
Não vou dar a minha opinião sobre a obra dela, porque nunca falo das atitudes, feitos ou defeitos dos meus amigos em público.
Os livros da Margarida são, provavelmente, dos mais comprados e lidos da minha geração. São, como quaisquer outros livros, artigos de consumo dirigidos a um público que, de forma evidente, os aprecia.
Não sei se são ou não “insultos à inteligência”, o que sei é que quem os apelida dessa forma está a insultar gratuitamente centenas de milhares de pessoas que os compra e lê.
Este tipo de critica não se pode confundir com a critica séria e meritória do João Pedro George que, mais uma vez, está de parabéns por ter a noção de que para se poder criticar é preciso estudar bem aquilo que se critica.
É curioso, e penso que demonstrativo de uma certa inveja que a Margarida desperta, o barulho que se faz quando esta faz auto-plágio e o assobiar para o lado quando autores como o José Eduardo Agualusa (penso que também denunciado pelo João Pedro George) fazem exactamente o memo.

[Pedro Marques Lopes]

Tragam as espanholas!

Por acaso, cara Helena, o momento a que te referes - e que só vi à noite, já com o tratamento romanesco da televisão - até me pareceu o melhor da carreira política do nosso Primeiro-Ministro. Acho que já estamos todos cansados do aspecto robótico do senhor, principalmente o próprio. É demasiado tempo com o mesmo semblante, com o mesmo fato, a mesma gravata, a mesma camisa, a mesma austeridade. Sócrates foi para o governo com a mentalidade de um funcionário das finanças, rígido nos objectivos e um autómato nos procedimentos. Foi bonito ver aquele momento de descompressão, quando, rodeado dos colegas do trabalho, gritou, levemente rebarbado: "Tragam as espanholas!" Só lhe fica bem, com a vantagem comparativa a seu favor de que os funcionários das finanças, ao aventurarem-se nestas galhofas de requisitar senhoras, normalmente chamam por brasileiras ou ucranianas. O sr. Primeiro-Ministro está de parabéns. Mostrou humanidade, bom-gosto e sofisticação.

[FMS]

Só mais esta

anuncio_atlantico_abril_independente_JÁ

[PPM]

Não esquecer

É o primeiro debate organizado pela revista Atlântico (que está hoje nas bancas), em conjunto com o Centro de História Contemporânea e Relacões Internacionais e a Editora Edeline. A propósito do livro "A Ascensão ao poder de Cavaco Silva 1979-1985", de Adelino Cunha. Com moderação do jornalista José Eduardo Fialho Gouveia, a sessão tem como convidados os historiadores Rui Ramos e António Costa Pinto. Espera-se mais do que um choque ideológico pelas 18 horas em ponto no próximo dia 10 de Abril, na FNAC do Chiado. Estão todos convidados. Brevemente serão anunciadas novas iniciativas no âmbito das Conferências Atlântico, um projecto obviamente liberal.

[Paulo Pinto Mascarenhas]

Tomar providências

Não acho que o 25 de Abril seja chamado ao caso, mas alguém já se devia ter lembrado de pedir uma providência cautelar especificada contra a publicação da próxima obra de Margarida Rebelo Pinto por constituir mais um insulto à inteligência.

[PPM]

Podrá, podrá

O maradona foi buscar uma citação de um jornal catalão que diz que o Benfica é medíocre e o Barcelona empatou com a "mala suerte" e mais uma série de baboseiras muito interessantes mas não se lembrou e parece que não viu o penalty que ficou por marcar contra a fabulosa equipa de Ronaldinho, o sorridente. Compreende-se, o tal escriba Casanovas é catalão, está no seu papel, não é português, se fosse deveria ser do Sporting ou do Porto, mas o mais engraçado é que no fim de se ler o texto todo citado pelo maradona percebe-se que o homem está preocupado e ainda que não o escreva directamente tem medo que alguma coisa falhe no Camp Nou, ao dizer que "contra el Benfica no se podrá fallar".
Podrá, hombre, podrá.

[PPM]

quarta-feira, março 29, 2006

Os mistérios que nem o tempo resolve!!

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O que é feito do loden (esse autêntico casaco tirolês) de Freitas do Amaral?

[MCB]

É por isso que estarei sempre com Bush (recebido por email)



















Natalia Bush. Ver mais aqui.

[PPM]

Kiki?

A resposta está algures aki.

[FMS]

Hoje é o Dia Nacional da Criança Portuguesa Não Nascida

Marques Mendes: "Sr. Primeiro Ministro, os portugueses têm o direito de nascer na sua terra! Os portugueses têm o direito de nascer em Portugal!"

José Sócrates: "Sr. Deputado, o governo dá a todos os portugueses o direito de nascerem em Portugal!"

(Debate surreal, há pouco, no Parlamento e em directo na SICNotícias)

[FMS]

Boa pergunta

Pergunta bem, o Francisco. Como se concluirá, com a decisão arbitral que atribui o direito de indemnização às vítimas da Casa Pia (e que, portanto, reconhece a existência de vítimas), se ninguém for condenado no processo-crime em curso? Que não houve vítimas? Seria uma solução fatal para a coerência interna do sistema judiciário. Coisa que, aliás, foi já posta em causa: o Estado promove uma decisão arbitral, enquanto um dos seus órgãos de soberania (os Tribunais) não proferiu ainda sentença sobre se existem, de facto, vítimas. E se o Tribunal ainda não decidiu, não há, juridicamente, qualquer vítima. E, já agora, o que acontecerá se se concluir que não foram os arguidos em julgamento os efectivos autores dos crimes? Quem responderá pelo falhanço da investigação? E ainda mais outra: a "rede" interminável de que se falou resume-se àquela meia-dúzia de cavalheiros?

[FMS]

Perdoa-lhe

Não deixa de ter algum chiste o modo caridoso como o editorialista de hoje no "DN" se predispõe a perdoar ao primeiro-ministro "o pecadilho do exagero", em nome da necessidade colectiva de "auto-estima". Sabemos que a imprensa em geral e alguns jornais diários em especial precisam mesmo de se auto-estimarem, mas também não era caso para tanto.

[PPM]

Será que é desta ?

Será que é desta que o CDS se vai afirmar de uma vez por todas como um partido liberal com um programa claro de reformas económicas e sociais ? Ou será, que se vai deixar afundar, até ao desaparecimento, na morte lenta de “partido de causas” na maioria delas patéticas e sem qualquer tipo de relevância para o desenvolvimento do país ?

[Pedro Marques Lopes]

Amanhã nas bancas

Pages from Atlantico_13_tudo

[PPM]

Já o maradona...

É um craque da bola internacional, mas quando escreve sobre o futebol português perde-se em fintas escusadas e mete golos na própria baliza. Falha quase tanto como quando diz cobras e lagartos de blogues tão bons como o Tristes Tópicos. Ser sportinguista é uma espécie de maldição, bem sei, porque tenho um sobrinho que é do Sporting e só aos 18 anos conseguiu ser campeão. Ainda hoje, uma melancolia que só se dissipa quando o Benfica perde.

[PPM]

Agradecimento a sério

Não sei ao certo a que mini-polémica se refere o Paulo Gorjão a propósito da Atlântico - talvez esteja a falar das primeiras palavras que o dr. Pacheco Pereira escreveu alguma vez sobre a revista desde que esta foi criada há pouco mais de um ano - mas agradeço a sua simpática nota sobre o primeiro debate Atlântico.

[Paulo Pinto Mascarenhas]

terça-feira, março 28, 2006

Só mais uma nota de reportagem sobre o Benfica-Barcelona desta noite

Apenas uma resposta rápida a um comentador do poste em baixo, de seu nome Rui Rocha: eu não escrevi que o Barcelona não foi superior ao Benfica, mas o facto indiscutível é que existiu um penalty claríssimo na grande área do Barcelona que não foi marcado. De resto, empatar com a melhor equipa do mundo, quando todos esperavam - todos os que não são do Benfica em Portugal - que a minha equipa fosse simplesmente esmagada pelo Barcelona, já me parece um resultado aceitável. Mas se o penalty claríssimo fosse marcado...

[PPM]

O Barcelona é a melhor equipa do mundo

Escusava de contar com a ajuda do fiscal de linha para empatar com o Benfica.

[PPM]

Parabéns

Ao Leonardo Ralha, um sportinguista que sabe dizer fora de jogo em catalão. Pergunto-me se ainda se lembra como é que se diz golo em russo.

[PPM]

Essencial: “Liberalismos”

Martim Avillez Figueiredo, no Diário Económico:

1.
Não é assim: há muitos liberalismos.

Portugal tem mercado a menos e Estado a mais, mas pode pensar liberal sem que isso implique que a valorização de um conduza ao fim do outro.

liberalismo nacional. Parece a quadratura do círculo. Não é.


2.
Liberalismo não é a nova luz no céu ocidental. É apenas política. Não é um deus menor do califado da utopia destinado a projectar um Homem ou um Indivíduo. É apenas uma forma de gerir homens em permanente conflito. Está a montante e não a jusante. E não tem respostas para tudo. E há mesmo vários. Perceber a América é perceber a guerra permanente entre liberalismos: conservadores liberais, liberais progressistas, libertários, etc.

A Portugal, mais do um liberalismo económico, faz falta aquele conservadorismo liberal, de índole céptica e institucional. Um liberalismo que olhe para a constituição não apenas para mudar "direitos adquiridos" (alguém me explica o que são "direitos adquiridos"? É que, lamento informar, ninguém da minha geração sabe o que é isso!) mas também para reordenar a relação entre os poderes da república. Que relação entre Poder e Justiça? Temos mesmo separação de poderes em Portugal? Não se anda a confundir separação de poderes com total impunidade da justiça? Queremos continuar a ter altos representantes com poderes constitucionalmente ambíguos? (ambiguidade e constituição são absolutos antónimos... excepto em Portugal).

Há mesmo vida além do défice. Os liberais, em Portugal, antes de contar tostões, deveriam fazer pressão no sentido de mudanças institucionais. O debate (ainda tabu) em relação a estas modificações constitucionais é mais significativo do que a constante ladainha sobre a economia. De que serve um modelo económico liberal quando temos uma justiça iliberal, diria mesmo, venezuelana?

[Henrique Raposo]

Breve dicionário de catalão prático

Eis uma abnegada contribuição para ajudar a entender o que vai acontecer hoje à noite.

Guarda-redes: Porter
Treinador: Tècnic
Livre: Tir lliure
Jogo: Joc
Lesão: Lesió
Tempo de compensação: Temps de descompte
Fora de jogo: Fora de joc
Árbitro: Àrbitre
Estádio: Estadi

E, “last but not the least”...

Golo: Gol

Já Ronaldinho, Deco e Eto’o são iguais nas duas línguas.

[Leonardo Ralha]

Mas há uns que são portugueses há mais tempo do que outros:

simao_sabrosa


Como os meus amigos Bernardo e Francisco demonstram aqui em baixo, o Glorioso Benfica é tão grande que até consegue unir sportinguistas e portistas pela negativa, pouco tempo depois de um jogo da Taça em que valeu tudo menos tirar olhos.

[PPM]

Hoje somos todos portugueses



[FMS/BPL]

P.S.: O Bernardo gostaria de se revelar um circunstancial apoiante da luta armada pela independência da Catalunha, se necessário for para que uma tragédia não se abata sobre Lisboa. Portugal já tem tragédias que cheguem.
P.S 2: O Francisco, em nome desse mui nobre princípio que é a "lealdade orgânica", julga ser a altura de afirmar que se sente motivado para subir a Sagrada Família em pelota, se tal assegurar que um certo e determinado grupo desportivo terá hoje uma das suas noites mais negras.

Primeiro debate "Atlântico"

É o primeiro debate organizado pela revista Atlântico, em conjunto com o Centro de História Contemporânea e Relacões Internacionais e a Editora Edeline. A propósito do livro "A Ascensão ao poder de Cavaco Silva 1979-1985", de Adelino Cunha. Com moderação do jornalista José Eduardo Fialho Gouveia, a sessão tem como convidados os historiadores Rui Ramos e António Costa Pinto. Espera-se mais do que um choque ideológico pelas 18 horas em ponto no próximo dia 10 de Abril, na FNAC do Chiado. Estão todos convidados. Brevemente serão anunciadas novas iniciativas no âmbito das Conferências Atlântico, um projecto obviamente liberal.

[Paulo Pinto Mascarenhas]

Simplex 333

É sempre bom ouvir o primeiro-ministro anunciar medidas; o primeiro-ministro é realmente bom a anunciar medidas; 333 medidas deve ser muito bom para o país; os jornais gostam muito de anunciar as medidas anunciadas pelo primeiro-ministro; os comentadores apreciam comentar as medidas anunciadas; mas não seria melhor que o primeiro-ministro começasse por as aplicar de facto? E que as 333 medidas fossem realmente novas?

[PPM]

Vida Negra

Rebeldes do N'Caldas

"O problema do CDS é africano: o presidente não pode virar as costas que lhe fazem um golpe de Estado" - José Ribeiro e Castro, em entrevista à RR.

"O tom cordato e sereno como JRC fala de quem lhe tem feito a vida negra só pode ser sinal de estarmos perante a presença de um bom cristão." - Carlos Furtado, Nortadas, sobre a mesma entrevista.


[DBH]

segunda-feira, março 27, 2006

Autobiografia de uma ideia

«À segunda ideia de liberdade pode chamar-se o ideal 'burguês'. Declarava que a liberdade implicava o direito de fazer tanto o bem como o mal, que a liberdade podia ser usada de forma positiva ou negativa - em suma, que era necessário fazer uma distinção entre a liberdade e a 'licenciosidade'».

Esta prosa superior não nasceu da pluma esclarecida do Prof. Diogo. Foi Irving Kristol, em 1975, num artigo sobre o «Conservadorismo e Capitalismo», quem o escreveu.
É sabido que os neo-cons estão por todo o lado. Mas não deixa de ser incrível perceber onde podemos encontrá-los.

[Tiago Geraldo]

Quai d'Orsay

Quando penso na crise em França e vejo na TV o homem do leme, Dominique de Villepin, lembro-me do verso de Nuno Júdice onde o actual PM francês (à data, Ministro dos Negócios Estrangeiros) encontrou a decisiva justificação para a posição da França sobre a Guerra do Iraque («Descobri que o medo é a melhor parte de mim»).
Nos tempos conturbados em que vive, não percebo como é que o bom Dominique, uma espécie de Manuel Alegre gaulista, ainda não se lembrou de recitar às massas este naco tão actual:

quando as serpentes regatearem o direito a colear
e o sol fizer greve para ganhar o salário mínimo -
quando os espinhos olharem as suas rosas alarmados
e os arco-íris estiverem seguros contra a velhice

quando um tordo não puder cantar nenhuma lua nova
se todas as corujas não tiverem aprovado a sua voz
- e qualquer onda assinar sobre a linha ponteada
senão um oceano é obrigado a fechar

quando o carvalho pedir licença à bétula
para criar uma bolota - os vales acusarem as suas
montanhas de terem altitude - e março
denunciar abril por sabotagem

então acreditaremos nessa incrível
humanidade inanimal(e não antes)

e.e. cummings, XAIPE (1950)

[Tiago Geraldo]

Teatrinho

No Dia Mundial do Teatro, o Governo resolveu brindar o país com mais uma bela encenação. Boas medidas e o frenesi do costume. A coisa, como vai sendo hábito, corria manifestamente bem até António Costa se permitir tentar uma piada. Parodiando a «reconhecida aversão do Primeiro Ministro aos resíduos naturais», o nosso Ministro resolveu mostrar um depositório para «resíduos burocráticos» que fez corar o nosso Primeiro. A propaganda do Governo parece-me politicamente legítima. O problema é outro e reside na elementar noção de bom senso e na sacramental noção de bom gosto: no teatro, como na vida, a encenação tem limites.

[Tiago Geraldo]

Aleluia, nasceu mais um filho de Deus

O António, filho do Rodrigo Moita de Deus, é claro.
Muitos parabéns ao pai e sobretudo à Mãe.

[PPM]

A ver se percebo

Diz o Bruno:

"Apesar das minhas (conhecidas) diminutas simpatias pelo CDS/PP, encarei com bons olhos a subida de Ribeiro e Castro à liderança do dito partido. Ao contrário da dicotomia entre liberais e democratas-cristãos que a comunicação social logo colocou, a luta no Congresso do CDS/PP foi uma luta entre a uma orientação assente na caça ao voto, ao sabor do vento (o percurso portista, e a actuação do grupo parlamentar em algumas questões, como as posições de Teresa Caeiro na questão na Saúde), e uma linha programática. A confirmar-se a inevitabilidade do falhanço de Ribeiro e Castro, confirma-se a inevitabilidade do falhanço do CDS/PP enquanto partido capaz de ser um pouco mais que um veículo de protagonismo do seu líder. Independentemente de tudo o resto, é pena."

A ver se percebo, meu caro. É por gostares de "linhas programáticas" e te afirmares contra esse tipo de "orientação assente na caça ao voto, ao sabor do vento" (sensibilidade bastante estimável) que votas no PSD. Entendi bem?

[FMS]

Agora mais a sério

Também sou religioso. Não sou católico, e o meu protestantismo é assaz difuso - o único templo onde costumo comungar ao lado de outros fiéis é o Estádio de Alvalade -, mas creio em Jeová e isso influencia, para o mal ou para o bem, a minha existência. Não obstante, parece-me muito errado pegar nas minhas crenças morais individuais e irradiar os outros com elas. Uma matriz política ligada a uma qualquer igreja talvez seja compreensível no Iraque ou na Turquia, mas não num país europeu do século XXI. E nem se trata de uma questão de ser pouco “sexy”. Apenas de não fazer qualquer sentido.

[Leonardo Ralha]

Pede-se a quem de direito...

...que não puna o árbitro Rui Costa pelo resultado do Sporting-Penafiel, que manteve o clube de Alvalade na corrida pelo título nacional. Os dois golos nasceram de remates de muito longe, sendo extremamente difícil anulá-los por fora de jogo ou qualquer outro tipo de falta. Também não se deve culpar o excelentíssimo representante da Associação de Futebol do Porto pela falta de cartões amarelos e vermelhos a futebolistas do Sporting em risco de exclusão. Aquele Paulo Bento é um manhoso e convenceu-os a não protestar sempre que sofriam uma falta violenta e nem falta era marcada.

[Leonardo Ralha]

O fim da blogosfera (IV)

Não querendo revelar futuros projectos - porque o segredo é a alma do negócio - quero porém só esclarecer - e já o fiz rapidamente ao André Azevedo Alves na caixa de comentários do respectivo poste n' O Insurgente - que não considero que a blogosfera não tem futuro. Bem pelo contrário. O que acredito é que a blogosfera não continuará a ser sempre esta e que esta está realmente a acabar. O futuro passa inevitavelmente pela conexão e até pela fusão entre os vários meios de comunicação social existentes, incluindo a blogosfera ou similares, o papel, a rádio e a televisão.
Se a blogosfera foi a primeira grande liberalização da opinião - sujeita às leis do mercado, como é claro, porque acabam por contar e pesar as opiniões que são mais lidas - inevitavelmente será chegada a altura de liberalizar a informação e de não ficarmos apenas sujeitos às notícias que alguns senhores da comunicação social tradicional entendem como relevantes. O modo como a informação é editorializada, editada ou destacada, como é decidido o que é a notícia do dia, como ela é tratada com maior ou menor pormenor - será um dia alterado. A liberdade de escolha dos próprios leitores sobre a informação a que pretendem ter acesso, incluindo a que pensam ser mais importante e por isso merece mais desenvolvimentos, terá de se tornar um facto da democracia em que vivemos.

[Paulo Pinto Mascarenhas]

domingo, março 26, 2006

O fim da blogosfera (III)

O blasfemo jcd traz também de novo à colação um texto que escrevi de introdução ao livro d' O Acidental. É claro que quem conta a história conta-a de modo subjectivo, mas lembro ao jcd que comecei a ler a blogosfera quando ainda era apenas jornalista e no meio do jornalismo fui um dos primeiros a escrever sobre a blogosfera. Ora a verdade é que os blogues que se falavam e sobre os quais se escrevia fora da blogosfera, que eram citados com regularidade, eram basicamente a Coluna Infame, o Barnabé e o Blogue de Esquerda, para além do Abrupto, mais por razões de notoriedade pública do próprio autor. O Blasfémias, caro jcd, como outros, poderiam ser já interessantes iniciativas, mas tinham reduzida relevância ou notoriedade para lá das fronteiras da internet portuguesa.
Os blogues que se afirmavam claramente de direita eram pouco comentados ou referidos, a não ser por um reduzido número de conhecedores (o Abrupto não me parece um exemplo apresentável de blogue de direita, até porque o seu autor tem dias em que não reconhece como válida a dicotomia esquerda-direita).
Com o fim da Coluna Infame - anterior ao início d' O Acidental - tornou-se claro - lá fora, repito, mas também cá dentro -, o entendimento que a blogosfera passou a ser dominada em termos de audiências e de notoriedade pela esquerda ou extrema-esquerda.
Era o que acontecia na altura em que apareceu O Acidental, queira ou não o jcd. Julgo que o jcd concordará que O Acidental contribuiu em grande medida para que essa situação se alterasse e basta ir consultar as audiências para verificar isso mesmo: entre os blogues políticos, estão nos dois primeiros lugares o Abrupto e o Blasfémias (e ambos não se assumem como sendo de direita, mas também não são obviamente de esquerda), seguindo-se a Rua da Judiaria (não propriamente etiquetável no quadro esquerda-direita) e O Acidental.
É certo que há, como hoje reconheço, uma repercussão interna e um passado glorioso de que foi exemplo o UBL (a União dos Blogues Livres), onde se contavam e contam alguns dos melhores blogues - mas todos eles, desculpem os próprios, não tinham à altura a notoriedade e a repercussão pública que O Acidental rapidamente alcançou na imprensa e na comunicação social tradicional. Como blogue de direita que era, é e continuará a ser enquanto existir.

[PPM]

O fim da blogosfera (II)

Compreendo a reacção de alguns monstros sagrados deste meio, desde logo o jcd do Blasfémias, mas também do caro André Azevedo Alves, sobre o meu vaticínio quando ao fim da blogosfera. JCD pensa que é mais uma daquelas minhas boutades narcisísticas - que também as tenho e as tive no passado, é verdade - mas confunde tudo, como também acontece, por vezes, aos melhores.
Sobre a questão do passado, de novo levantada pelo jcd (porque lhe ficou nitidamente atravessada), gostaria de lhe responder com um simples pedido: diga-me uma só vez em que o Blasfémias se tenha assumido como um blogue de direita e eu reconheço o meu erro. Que um ou dois dos seus membros se tenham assumido como sendo de direita, isso é outra conversa, mas o que eu já li por lá foi precisamente o contrário: o de que os liberais não devem trazer o liberalismo para a discussão direita-esquerda e que esta discussão é até contraproducente.


[PPM]

Grandes entrevistas de fim de semana

De Jerónimo de Sousa, como ferrenho benfiquista, na "Pública" (aquela do Mantorras ser "um querido", é de antologia), e de Maria José Nogueira Pinto na revista do "Expresso" - concorde-se ou não com ela - e em diversos pontos, nomeadamente ideológicos, não concordo - não há qualquer dúvida de que se trata de uma grande mulher e de uma grande política, das que são imprescindíveis em qualquer partido que se preze. Fossem alguns homens como ela.

[Paulo Pinto Mascarenhas]

A notícia do fim deste blogue...

...foi manifestamente exagerada. Tenham calma - sobretudo os nossos adversários - que "isto" ainda não acabou. Pelo menos até ao dia 8 de Abril, data do segundo aniversário, faço questão de vos ir irritando por aqui um bocadinho. E esperem pelas novidades, que não vão tardar.
Aos nossos leitores amigos, fica um abraço e um muito obrigado pelas mensagens e pelos comentários. Para já, posso anunciar que dia 6 de Abril teremos festa no Frágil e que, muito brevemente, as Noites à Direita*Projecto Liberal terão um novo nome e um novo modelo.

[Paulo Pinto Mascarenhas]

sexta-feira, março 24, 2006

E por hoje é tudo, da minha parte é claro

Como diria Raul Durão nos velhos tempos deixo-vos com um pequeno interlúdio para publicidade, com um curto pormenor da capa da próxima revista Atlântico, que sai no dia 30 deste mês (na próxima quinta-feira), a propósito de um belo trabalho sobre a história de Belmiro de Azevedo, o maior empresário português:

capa artigo meia pag2

Ilustração de Lucy Pepper para a revista Atlântico

[PPM]

O fim da blogosfera

Agora que O Acidental já quase tem dois anos e está a ficar velhinho, começo a sentir que isto já deu o que tinha a dar. E quando digo isto, digo esta blogosfera, tal como é, cheia de opiniões sobre as opiniões alheias. Parece-me que está para nascer um upgrade qualquer, talvez chegue com o filho do Rodrigo, quem sabe.

[PPM]

Choque antológico

















Via 19 Meses Depois.

[PPM]

O Beto está para chegar

Não se chama Beto mas será certamente do Benfica. O nosso Rodrigo anda à procura de um hospital razoável onde a querida mulher dele possa ter o filho que aí vem. É o segundo.
Que tudo corra pelo melhor.

[PPM]

Banho Checo

"República Checa já é mais rica do que Portugal"

Via Contra a Corrente

[PPM]

O Acidental à escuta

Aqui há tempos, Pacheco Pereira associou todos os colaboradores da revista Atlântico, nos quais me incluo, às ambições políticas de Paulo Portas. Também me chamaram cavaquista por aquilo que escrevi em defesa da eleição de Cavaco Silva. Este primarismo de extinguir a individualidade de uma pessoa deixa-me sempre siderado. Se me permitem a seguinte observação lógica: quando um político vem ter connosco, é ele que vem ter connosco.

E não só. Oiço com abundância que quem escreve sobre política tem forçosamente uma agenda. Por agenda entende-se um objectivo político ou uma aspiração concreta ligada ao exercício do poder. É claro que toda a gente tem uma agenda, no sentido em que expõe um ponto de vista ou defende valores. Mas o que dizer de quem só tenta escrever sobre o que se passa, sem maquinações ocultas ou outros propósitos? O que dizer de quem só quer ser lido? O maior perigo de um jornalismo de agendas é que ele transforma a mera análise dos argumentos em algo dispensável.


Pedro Lomba, no "DN" de hoje.

[PPM]

Pergunto-me eu

Alguns analistas e comentadores têm dito e escrito que o dr. Marques Mendes e o dr. Ribeiro e Castro deram o passo político indicado ao convocarem directas e um congresso extraordinário, respectivamente, porque obrigam a ir a jogo ou a calarem-se para sempre todos aqueles que nas "oposições internas" apenas os querem deixar a "grelhar" ou a "cozer" até 2008. Mas - pergunto eu - se o dr. Marques Mendes e o dr. Ribeiro e Castro ganharem as directas e o congresso extraordinário não terão de ficar "lá" até 2008? E esta não é a data exacta até à qual - segundo os sábios comentadores e analistas - os críticos internos os pretendem deixar a "grelhar" ou a "cozer"?
Pergunto ainda se será que nenhum dos dois percebeu que se não existirem candidaturas alternativas credíveis, o que é sempre uma possibilidade, pelo menos académica, as actuais lideranças do PSD e do CDS ficarão expostas ao sofrimento acrescido de correrem sozinhas, contra si próprias e com poucos espectadores? Eleitos em plebiscito, por falta de comparência, com uma reduzida percentagem de votos e eleitores?
Pergunto também se, ao correrem o dr. Marques Mendes e o dr. Ribeiro e Castro contra si próprios, não serão as directas e o congresso extraordinário entendidos pela maioria do eleitorado e dos próprios militantes como desnecessários, para não dizer absurdos? E se ninguém apresentar uma candidatura alternativa, será que as directas do dr. Mendes ou as indirectas do dr. Ribeiro e Castro - no último ano eleito em congresso e em directas - oferecem a qualquer deles alguma legitimidade política acrescida, para além da que já têm, a que se soma o facto de supostamente - e sempre segundo os sábios comentadores - continuarem a "grelhar" ou a "cozer" até 2008?
Quanto aos "críticos" se calarem, porque haveriam de calar-se perante aquilo que poderá ser considerada uma vitória de Pirro do dr. Marques Mendes e do dr. Ribeiro e Castro sobre si mesmos? Mas não foram estes mesmos "críticos" que se declararam contra as directas ou contra o congresso extraordinário, por os considerarem métodos desnecessários ou absurdos? A registar-se este cenário, não ganhariam os "críticos" uma legitimidade acrescida para apontar futuros fracassos em 2008?
Estas as perguntas talvez ingénuas de alguém que é de direita e se identifica com a área política a que pertencem o CDS e o PSD. Mas se eu fosse o dr. Marques Mendes ou o dr. Ribeiro e Castro - dois homens de inegável valor - perguntar-me-ia finalmente se não deveria ficar desconfiado ao ler e ouvir tantos adversários externos do PSD e do CDS a elogiar os seus últimos passos, desde logo a convocação de directas e de um congresso que poderá vir a ser realmente extraordinário.

[Paulo Pinto Mascarenhas]

quinta-feira, março 23, 2006

E quando é que começa a "altura" em Portugal?

UE: Sócrates diz que é altura de aplicar medidas para promover emprego.

[PPM]

Só para ver se isto anima

ABAIXO AS CLAQUES! TODAS, SEM EXCEPÇÃO!

[PPM]

Sócrates anuncia na segunda-feira 400 medidas, mas nos últimos dias têm sido divulgadas algumas só para o efeito teaser

Resiste a velha questão: este governo gosta de aparecer muito ou faz mesmo as coisas?
Depende, às vezes faz mesmo só para poder aparecer.

[Rodrigo Moita de Deus]

A frase da semana

"A Ana e eu estávamos em ponto de rebuçado"

Marcelo Rebelo de Sousa, sobre a substituição de Ana Sousa Dias por Maria Flôr Pedroso na "moderação" do seu programa na RTP.

[PPM]

O Acidental à escuta

Tal como os vagabundos de Beckett, em À Espera de Godot, os régulos do PSD bem podem esperar por Cavaco que, tal como Godot, ele não há-de vir. Curiosamente, isto não significa que Cavaco esteja parado. Pense-se o que se pensar dos seus nomeados para a Casa Civil ou assessorias, eles mostram a sua vontade de marcar terreno. Infelizmente para o PSD, o terreno não é de oposição programática, mas apenas de criação de um certo "ambiente", o qual tem umas tonalidades conservadoras, mas piscando sobretudo o olho para o lado da ética e dos costumes.

Luciano Amaral, no "DN" de hoje.

[PPM]

Coisas realmente importantes: Oh my God! They killed Chef

Os criadores da série norte-americana «South Park» vingaram-se de Isaac Hayes ao matar a personagem à qual o cantor dava voz, «Chef». Hayes abandonou o projecto em protesto contra um episódio que satirizou a seita da qual faz parte.

[Rodrigo Moita de Deus]

May I say something?

Como não vi o jogo nem li os comentários sobre o mesmo - no meu clube, o Benfica, só nos interessamos por competições internacionais - não posso tecer qualquer comentário adicional ao recentemente exarado pelo Francisco Mendes da Silva (como diria o técnico-táctico Rui Santos). Posso porém dizer que o prefiro ler quando escreve sobre assuntos realmente exaltantes, como é o caso do texto dele que sai este mês na Atlântico sobre Boris Johnson, o fantástico ex-director da revista Spectator. E é só.

[PPM]

A estupidez aparece de muitas formas

A ONU, esse Farol da Liberdade, publicou este cartaz (entretanto retirado), cuja lógica é simples:

Racismo = Dinamarca = Lego.


[com o devido agradecimento ao Bruno, mais um ressabiado]

[FMS]

Quem nasceu para lagartixa, nunca chega a jacaré

Eu estive lá, por via de um bilhete que dizia "Adeptos SCP", na primeira fila, rodeado de lagartixas exaltadas, mesmo em frente ao "penalty" do Pepe. Presumo que em casa, depois de 379 repetições em slow motion, a coisa possa parecer intencional. Quem lá esteve sabe bem que a proximidade e velocidade do lance fazem concluir o contrário, mas enfim. É triste ver por aí, por exemplo na blogosfera, gente racional e inteligente a servir de guarda pretoriana dos débeis mentais da bola, nomeadamente do Sr. Paulo Bento, que é muito mais ridículo do que o seu corte de cabelo permitiria suspeitar. E gente que se diz de direita mas que nestas ocasiões se comporta como uns ressabiados de esquerda.

Não sei se a televisão o mostrou, mas o mais bonito do espectáculo foi a reacção do McCarthy após a marcação do penalty, dirigindo-se com coreografia símia e vingativa à escumalha da Juventude Leonina, um conhecido poiso e campo de recrutamento de grupelhos nazis, que passou o jogo inteiro a lançar insultos racistas ao nosso Benni. Aliás, para que fique registado, no golo do Porto, um cigano e um preto deram cabo do "orgulho branco".

Quanto ao jogo, na mediocridade geral, ganhou quem foi mais impaciente quem nunca se convenceu em ir para prolongamento e penalties.

E Adriaanse continua miserável.

[FMS]

Vem aí uma nova Atlântico

capa abrilFINAL FINAL

Belmiro, o rei da OPA

Rui Ramos sobre a Constituição, conservadores e liberais.
Constança Cunha e Sá sobre as debilidades do PSD e do CDS.
Manuel Falcão sobre a parcialidade da TSF.
Maria Filomena Mónica sobre a Pátria.
Vasco Rato sobre José Pacheco Pereira e a Atlântico.
M. Fátima Bonifácio sobre o PCP de Jerónimo.
Luciano Amaral sobre os Óscares ideológicos.
Esther Mucznik sobre a clareza moral.
Paulo Tunhas sobre Freitas do Amaral.
João Marques de Almeida sobre a crise francesa.
Carla Quevedo sobre os blogues.
João Pereira Coutinho sobre Fernando Gil.
Pedro Lomba sobre o realismo conjugal.
Rita Barata Silvério sobre o último filme de Almodóvar.
André Azevedo Alves
sobre o ideal da taxa única.
Bruno Cardoso Reis sobre a esquerda.
João Pedro Marques sobre a História nos tribunais.
Nuno Garoupa sobre a ETA, o PP e Zapatero.
Henrique Burnay sobre a União Europeia.
Constantino Xavier sobre a Índia e os Estados Unidos.

E muito mais: Correspondentes de guerra, Notas do Mês, Verdade & Consequência, gostos, livros, vidas, discos, mulheres, roteiro de conferências e debates, viagem a Nova Iorque, Deste Mundo e do Outro, IndieLisboa 2006, etc.

E ainda, a grande revelação do mês: mARADONA - the man - como O Homem da Margem.

Dia 30 nas bancas. Atlântico, uma revista para quem gosta muito de ler.

[Paulo Pinto Mascarenhas]

Ao cuidado do Professor Gago

(a lua à frente do sol! estes americanos conseguem fazer tudo!)
Parabéns pelo acordo com a Universidade de Austin.
Só uma dúvida: o papel assinado é um acordo acordo? Protocolo acordo? Princípio de acordo protocolo? Entendimento de acordo? Ou um acordo de protocolo de entendimento?

[Rodrigo Moita de Deus]

E que tal uma unidade de coordenação para coordenar os coordenadores?

Leio que o novo comissariado para a baixa-chiado vai coordenar a Sociedade de Reabilitação urbana da Baixa Pombalina, a Unidade de Projecto da Baixa-Chiado, a Agência de Promoção da Baixa-chiado e o Fundo Remanescente do Chiado. Obviamente que a existência de quatro organismos públicos a fazer a mesma coisa já exigia a existência de um quinto para os coordenar.

[Rodrigo Moita de Deus]

PS: O executivo admite estar a pensar no modelo da EXPO quando criou este comissariado. Eu também acho boa ideia. A EXPO é, aliás, um excelente exemplo. Passei por lá no outro dia, está linda e muitíssimo bem planeada com uns prédios uns em cima dos outros. E o buraco financeiro da brincadeira é bastante acessível para um país rico como o nosso.

A pequena era uma garantia de desopinião num programa de comentário

Leio que Ana Sousa Dias foi elegantemente afastada do programa “as escolhas de Marcelo”. Em nome da coerência era bom que alguém reclamasse contra o fim do “contraditório”.

[Rodrigo Moita de Deus]

Pois. Parece que sim.

Parece que um transeunte inocente foi gravemente ferido durante as manifestações em Paris. Parece que acidentalmente passou junto de senhores que atiravam pedras à polícia de choque* quando ia comprar leite para a família ou coisa que o valha.

[Rodrigo Moita de Deus]

*coisa inteligente

Comentário possível de um benfiquista ao Porto-Sporting

Confesso que não achei o árbitro assim "tão mau”. Mas admito estar errado. O último jogo de futebol que vi foi o Benfica com a Naval.

[Rodrigo Moita de Deus]

POOOOOOOOOORTOOOOOOOOO

No Panamá, está neste momento a decorrer uma grande celebração popular. O povo saiu à rua para comemorar a vitória do FC Porto.

[Pedro Marques Lopes]

quarta-feira, março 22, 2006

850 mortos,

e um novo cessar-fogo (o sexto, e quem sabe se o último?).

Em Espanha tal como cá, os terroristas renunciam à luta armada, não por reconhecerem a legitimidade do estado democrático contra o qual lutaram, mas porque foram derrotados pelo Estado de Direito (200 detenções de terroristas bascos nos últimos 2 anos).

Em Espanha, tal como cá, quem renunciou ao terrorismo, não se arrepende nem pede desculpa ao País e às vítimas.

Em Espanha, ao contrário de cá, as vítimas não foram nem são esquecidas.

[Manuel Castelo-Branco]

Há quem confunda caducidade com retroactividade

Mas quem vai ser penalizado pela quebra do sigilo fiscal de António Carrapatoso?

[Manuel Castelo-Branco]

Buenos Aires me mata


El Dia que me Quieras ...

















[Pedro Marques Lopes]

Dias da rádio

Já existe uma belíssima alternativa a ter de aturar de manhã os fóruns esotéricos da TSF e quejandos. Uma rádio de luxo que só passa jazz instrumental, com notícias pelo meio. Descobri-a ontem e não quero outra coisa. Chama-se Rádio Europa e sintoniza-se no 90, 4 FM.

[PPM]

José Ramos (10 de Julho de 1954 – 21 de Março de 2006)

A Voz que me chamava lá do fundo no bar da Sampaio e Pina “ò seu miúdo” deixava-me os joelhos a tremer. A clientela, essa, passados tantos anos ficava ainda em sobressalto. Eram os tempos em que a rádio se fazia sem computadores. Que Voz.

Os anos passaram. Eu cresci, casei, tive filhos e nem por isso deixei de ser “miúdo”. Faz sentido, ele também não mudou. Miúdo, sempre, grande e ternurento abrutalhado. Senhor de gargalhada endémica que enchia sozinha uma sala. Ficou sempre naquele desassossego de consumir a vida antes que a vida se consumisse.

Que privilégio ouvir-lhe a Voz ao telefone. Regalia minha que outros pagavam. E que Voz. Tinha o talento único de tornar a mais enfadonha bula numa melodiosa prosa arrebatadora de paixões. Dom nascido mas lavrado com o afinco próprio do rendeiro. Horas e horas de labuta maestral até que a Voz fosse instrumento mais próprio de sinfonia que ferramenta desperdiçada no uso diário das coisas menores.

Que delicioso pesadelo trabalhar com a Voz. Quando todos insistiam que não era possível fazer melhor, ele ainda investia o tempo que ninguém tinha até que ficasse provado que só ele era dono daquela razão. E o deleite ainda maior, que esbanjava entre os amigos, deixar que a inigualável Voz declamasse Ary ou Eugénio de Andrade. E que Voz.

E que saudades das horas ganhas contigo, das conversas importantes e das outras mais pequenas que essas, quando o tempo passava, estupidamente pouco apreciado, no instante da tua gargalhada. Não era tanto a Voz, mas o que ela dizia.

Ontem morreu José Ramos.
O senhor da “Voz”.
Ontem morreu um grande amigo.
Até já.

[Rodrigo Moita de Deus]

O Acidental à escuta

Para criar uma alternativa ao eng. Sócrates, convinha começar desde já a definir orientações, trabalhar em políticas, convencer os cidadãos. Três anos não são muito tempo – para quem tem grandes projectos e grandes ambições. Por isso, quando vemos as elites do PSD e do CDS proclamar que ”é muito cedo”, uma coisa se torna claro: não há ali líderes, mas apenas seguidores; não há ali ideias, mas apenas truques. De que estão à espera? De um golpe de secretaria na véspera das eleições de 2009, para depois fazerem, à pressa, uma campanha eleitoral com meia dúzia de ‘sound bites’ que ninguém levará a sério? Ou já deram por perdidas as eleições de 2009, e só contam com o dia seguinte? Talvez não seja cedo: talvez seja é demasiado tarde.

Rui Ramos, no "Diário Económico" de hoje

[PPM]

A propósito das figuras tristes dos partidos políticos

A morte matada de Slobodan Milosevic

O PCP continua a sua costumeira defesa e exaltação de assassinos em massa. Mas ah e tal o Jerónimo tão simpático e moderno que é. Um nojo.

[Via O Insurgente via Rabbit's Blog]

[FMS]

terça-feira, março 21, 2006

You sexy little thing

Discute-se o estado da oposição. A oposição está fora do sítio, fora do tempo. As razões são notórias e conhecidas. Com este PS, os discursos oficiais do PSD e CDS só no grau e no acessório se conseguem demarcar do Governo. O Governo de Sócrates tomou de assalto atributos de que o PSD, enquanto partido de poder, se costumava arrogar: rigor e eficiência na gestão das contas públicas, capacidade de captar investimento, abertura à iniciativa privada.

Tempo ideal para este PSD, esvaziado de sentido e a fazer oposição socialista ao Governo PS, perceber a necessidade e a urgência de um realinhamento que, tendo em conta o actual quadro partidário, terá inevitavelmente de passar pela afirmação crescente de uma cultura individualista e liberal. A construção de uma direita liberal passará sempre - não será despiciendo repeti-lo - por um combate cultural sério, capaz de criar na sociedade uma disposição tendencialmente hostil à intervenção do Estado e que privilegie as instituições que maximizam a liberdade pessoal.

Infelizmente, depois das últimas legislativas e da miserável percentagem a que CDS e PSD ficaram reduzidos, a famigerada «refundação da direita» discutiu-se em todo o lado menos nos partidos, que não se abriram nem se dispuseram a ouvir, sem plausivelmente percebermos porquê. Ninguém honestamente acredita que o improvável Marques Mendes chegará um dia ao poder nem que Ribeiro e Castro tenha um dia assento garantido no Conselho de Ministros. Pelos dois anos e meio de Governo que protagonizaram e que terminaram como se sabe, PSD e CDS vão passar muito tempo arredados de S. Bento. Durante a travessia, para além da expiação dos muitos pecados cometidos, estes dois partidos deveriam procurar compreender a natureza da tal «direita sociológica» e agir em consonância - o que, desgraçadamente, não consta que algum dia tenha acontecido. Para o bem e para o mal, o único e já remoto seguro de vida destes dois partidos está nas lealdades partidárias que, como se sabe, não quebram à primeira escarramuça.

Quanto ao CDS, um partido incompreensivelmente pequeno para o número de sensibilidades que acolhe, é absolutamente necessário para o equilíbrio de forças dentro e fora do parlamento, a quem cabe fundamentalmente introduzir temas fortes na agenda mediática (sem o espalhafato do outro lado). Para já, as reacções entusiastas que o CDS tem provocado entre as hostes santanistas na bancada parlamentar do PSD, pouco ou nada auguram de bom na difícil tarefa de credibilizar o partido e fazer política de uma forma exigente.

Já o PSD mostra hoje, com notória evidência, a aberração que é em termos de posicionamento ideológico. Com os liberais do PS no Governo - os verdadeiros social-democratas - chegámos enfim ao dia em que o país tem sobre o PSD esta singular opinião: que, em próprio, nada lhe pertence. Nem a acção, nem as ideias, nem mesmo o nome. Uma coisa tão inexplicável só podia ser um partido político. Nunca um partido sexy.

[Tiago Geraldo]

Publicidade institucional

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24 '03 Encontro de Bloggers - Furnas MAR06
Hotel Terra Nostra
24 a 26 de Março

Apresentação

Os Blogues são uma ferramenta de edição para a internet que têm vindo, desde o início deste século, a conquistar globalmente um lugar privilegiado na utilização que o comum das pessoas faz das auto-estradas da informação. Em Portugal e depois dos anos da euforia, em 2003 e 2004, quando os Blogues assumiram o estatuto de verdadeira moda nacional, esta ferramenta têm vinda paulatinamente a solidificar a sua importância, não só como forma de entretenimento, mas acima de tudo como fonte de informação e veiculo de debate e reflexão.

Também nos Açores este fenómeno se expandiu atingindo hoje praticamente todas as ilhas e assumindo-se como uma grande plataforma de informação e debate sobre as questões açorianas e globais, constituindo-se também como um fundamental elo de contacto entre a realidade açoriana e as suas comunidades dispersas pelo mundo. O “blogoarquipélago” é hoje uma realidade vibrante contando com mais de uma centena de blogues desde os mais íntimos e reservados até aos blogues de equipas e com largas centenas de leitores diários.

Objectivos

A intenção deste encontro é fomentar o contacto pessoal entre esta comunidade internauta que já se conhece virtualmente e que terá assim a possibilidade de aprofundar conhecimentos e trocar experiências. Pretende-se ainda através da informação veiculada pelos próprio blogues e pelos convidados para este evento, chamar a atenção para a comunidade blogger açoriana e dar maior visibilidade aos blogues açorianos e por acrescento ao próprio Arquipélago dos Açores.

Convidados (já confirmados)

Francisco José Viegas
Ivan Nunes
Medeiros Ferreira
Paulo Pinto Mascarenhas
Paulo Querido
Pedro Lomba
Pedro Mexia

Para mais informações ler o site do MUU, ou procurar no :Ilhas.

[PPM]

Parabéns ao PSD...

Muitos parabéns ao PSD pela consagração estatutária da eleição directa do respectivo líder. Como alguns oportunamente apontaram, a eleição do presidente por colégio eleitoral (congresso), a que as estruturas locais acediam plenamente através de ponderadas e ponderosas correcções do modelo de representação interna, era um elemento constitutivo do PSD, e uma marca perene da sua história singular. Contrariamente ao que alguns revisionistas têm vindo a decretar, aflitivamente, nos últimos anos, o PSD não é um simples resultado lógico da credibilidade de três fundadores principais, ou uma mera projecção do valor apodíctico e evidente das ideias perfilhadas pela ala liberal ou pelos católicos do Porto. É justo dizer, pelo contrário, que, de certo modo, a instalação e consolidação do PSD por todo o território nacional, de forma não comparável a nenhum outro partido, resulta, precisamente, do insucesso da visão ingénua de alguns dos principais fundadores. Para além das conspirações centrais, o partido afirmou-se localmente, entre golpes e contra-golpes diários, negociando a paz e a guerra passo a passo, através de caciques, regionalistas, homens de bigode e de barba rija (os quais soube, como nenhum outro, incorporar e disciplinar). Estas pequenas revoluções, que alguns insignes militantes em pleno delírio contemplativo consideravam tão contrárias a um Estado de Direito então inexistente, livraram o país da guerra civil e abriram caminho à democracia que temos hoje; foram justamente os golpes, as arrojadas negociatas e os demais acontecimentos políticos locais da lavra dos militantes locais, que credibilizaram o PSD enquanto partido nacional, dotando-o de um corpo heterogéneo de filiados. Francisco Sá Carneiro, recorde-se, andava longe em 1975; quando volta, preocupa-se em pôr na ordem os conspiradores envolvidos na trama local, embrulhados em compromissos com militares e outro intervenientes. As coisas deram na cisão de Aveiro, e posterior pacificação do líder com os dissidentes. A tensão entre a direcção nacional e o verdadeiro partido, o partido que estava no terreno, marcou o destino desta virtuosa associação política desde muito cedo. Resta-nos perceber que o sucesso do PSD resulta de uma verdadeira simbiose entre aqueles dois mundos diferentes, entre duas ordens sociais e políticas até então separadas, e que foi essa simbiose que converteu o partido numa amálgama sociológica extraordinária, e, simultânea ou consequentemente, num vector de democratização local inigualável. No fim-de-semana passado o PSD esqueceu tudo isto e passou a ser igual a todos os outros. Ser igual está na moda. Desejos supérfulos também. Os meus parabéns, portanto.

[Jacinto Bettencourt]

Boas notícias

O Contra a Corrente está de volta, em grande como é (era) habitual. Já agora, Carlos, parabéns atrasados pelos três anos de blogue. Foi um dos primeiros que comecei a ler antes de andar por aqui.

[PPM]

Um argumento liberal

Vodafone rejeita concentração

A Autoridade da Concorrência (AdC) terá de ouvir a Portugal Telecom, a Vodafone, a Oni e a Cofina, que se mostraram contra a operação de concentração da PT e da Sonaecom, para se constituírem contra-interessadas. A Vodafone, que fez uma declaração pública, acredita que "os eventuais 'ganhos' para os consumidores dos serviços de comunicações fixos resultantes da OPA não podem ser obtidos à custa de prejuízos decorrentes da distorção das condições de concorrência no mercado das comunicações móveis", pelo que as quotas de mercado resultantes de uma fusão da TMN com a Optimus "podem conduzir a uma posição crescentemente dominante da empresa, resultante da eventual fusão, com riscos elevados para a concorrência e consumidores".


Na Economia do "DN" de hoje.

O que está em causa é a concorrência. Será que o João Miranda concorda?

[PPM]

O Acidental à escuta

Talvez a morte seja sempre injusta. Porém, a morte de alguém como Fernando Gil, no auge de um percurso intelectual que tinha tanto de realização como de promessa, é de uma injustiça a que não nos resignamos facilmente.

Diogo Pires Aurélio, sobre Fernando Gil, no "DN" de hoje

[Paulo Pinto Mascarenhas]

Ora aqui está um Clube de Jornalistas interessante e bem moderado

CJ na TV: Jornalismo desportivo e clubes de futebol – Uma relação perigosa?

O próximo Clube dos Jornalistas terá como tema “Jornalismo desportivo e clubes de futebol – Uma relação perigosa?”. No programa, que irá para o ar na próxima quarta-feira, dia 22, pelas 23 e 30, tentar-se-á dissipar todas as dúvidas sobre o relacionamento por vezes pouco ortodoxo entre os jornais desportivos e os clubes de futebol.

Para responder a perguntas tão polémicas como “Há ou não promiscuidade entre os jornais e os clubes desportivos?”; “Os clubes utilizam ou não os seus jogadores como arma de arremesso contra os jornais?”; “Os jornais cedem ou não às chantagens de que são alvo por parte dos dirigentes dos clubes de futebol?”, estarão presentes em estúdio Rui Santos, comentador desportivo e ex-jornalista do jornal “A Bola”; Alexandra Tavares-Teles, jornalista desportiva do Correio da Manhã e da revista Sábado; e Rui Cartaxana, ex-director do jornal “Record” e actual Provedor do Leitor do mesmo jornal. O debate será moderado por Fernando Esteves.

[PPM]

segunda-feira, março 20, 2006

Favor ler

Primeiro, a crónica - perdão: a crônica - do João Pereira Coutinho sobre Art Buchwald e Jeffrey Bernard. Depois, o livrinho que os meus bolsos melhor conhecem.



[FMS]

Esta semana nas bancas

K_RI-Nº9

[PPM]

Ainda não percebi muito bem o que é que alguns têm contra um partido sexy

Exemplo de um partido sexy:



















Madonna é um bom partido, como se dizia antigamente. E sexy, também.

[PPM]

Dúvida existencial

Se Luís Filipe Menezes ganhar, quem é que vai continuar a defender as directas?

[PPM]

Pensamento do dia

É suposto o Governo governar e a oposição opôr-se.

[PPM]

O Zé do Big Brother também achava o mesmo

Realmente, só apetece ir para a rua e gritar.

Joana Amaral Dias no "DN" de hoje, a propósito das manifestações em França.

[PPM]

O Acidental à escuta

REPRESSÃO EM CUBA. ‘O calor da Primavera’, de Raúl Rivero.

«No autocarro que nos levava para a prisão, uma manhã de Abril de 2003, perguntei ao poeta e jornalista Ricardo González Alfonso qual havia sido para ele o momento mais duro durante o fulminante processo que nos condenou a passar 20 anos na prisão por escrever e dar opiniões no país em que nascemos. ‘A noite em que puseram na minha cela o rapaz que iam fuzilar no dia seguinte’, disse-me, e meteu a cabeça entre as mãos, muito juntas por obra e graça das algemas. Muito juntas, como se fosse começar a rezar. ‘O que é que lhe disseste, de que é que falaram essa noite?’

Fiquei calado, não falamos de quase nada. Ele era um homem sem crenças religiosas e iam matá-lo ao amanhecer. O que é que lhe podia dizer? Creio que, quando o foram buscar e ele se levantou do beliche, senti que algo de mim ia com ele. É assim, a vida. O azar ou a ambição e a maldade de um ditador levam-te a lugares que não queres, em viagens reais ou sonhadas.

Este sábado [18 de Março], eu, que sou só um homem livre devido à Espanha e por vontade de muitos homens livres no mundo, viajo às prisões onde 60 amigos meus, 25 deles jornalistas, estão há 36 meses fechados a cadeado apenas porque a sua maneira de ver o mundo (o seu mundo) não coincide com a do Governo que Cuba tem desde os anos 50 do século passado. Fazem hoje três anos que aconteceu ali a Primavera Negra e continuam obscuros e nocturnos os Verões e os leves Invernos, e o Outono, desapercebidos.

Lá estão Ricardo González e Pedro Pablo Alvarez, no Combinado do Leste, de Havana, empenhados em escrever poemas atrás do ferro das grades pintadas com alcatrão. Lá estão Luís Milán e José Rámon Castillo, a rabiscar sonetos na prisão de Santiago de Cuba, e Normando Hernández e Horácio Piña, na de Pinar del Rio, doentes, amontoados, em perigo. No centro do país, próximo de Varadero, com os seus 22 quilómetros de espuma e água azul, Ariel Sigler Amaya, condenado a 25 anos, mas mais atormentado por a sua mãe, uma anciã octogenária, ter a casa cercada por turbas governamentais que a insultam [os chamados ‘actos de repúdio’, frequentes nos anos 80, agora de regresso]. Lá estou, com todos eles, hoje e até ao dia em que chegue a liberdade.»


Esta crónica é inédita em linha e foi hoje publicada na imprensa portuguesa e estrangeira. Raúl Rivero é jornalista e poeta cubano. Cumpriu 2 anos de prisão, depois de uma ofensiva das autoridades de Havana contra 75 dissidentes e jornalistas independentes. Reside, exilado, em Madrid.


Publicado por Tiago Barbosa Ribeiro, no Kontratempos, um blogue recentemente criado e a seguir com muita atenção.

[PPM]

Lá se foi a pureza ideológica

Foi com espanto pasmo e estranheza que notei que José Ribeiro e Castro, o único democrata-cristão do país, marcou uma reunião partidária para um Domingo, dia do pai.

[Rodrigo Moita de Deus]

domingo, março 19, 2006

I know what you did last summer

Contra os despedimentos sem causa, dizem eles.

[Tiago Geraldo]

Fernando Gil



Fernando Gil morreu. Aos 69 anos. Não vale a pena dissertar. Não é o momento. Mas vale a pena lembrar. Nunca irei esquecer uma frase que proferiu no programa da Ana Sousa Dias: “até aos 50, estive apenas a aprender e só agora estou a desenvolver alguma coisa que julgo ser meu”.

[Henrique Raposo]

Fernando Gil (1937-2006)

Filósofo, ensaísta e professor universitário. Realizados os estudos liceais em Moçambique, e após permanência, durante um ano, na Universidade de Witwatersrand de Joanesburgo cursando Sociologia, muda-se para Lisboa onde se licencia em Direito. Não chega, contudo, a concluir o estágio de advocacia, partindo para Paris em 1961. Aí licencia-se em Filosofia pela Universidade de Sorbonne (1961-64). No mesmo período e como aluno titular na École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS), prepara uma tese, que não conclui, sobre a obra de L. F. Céline, sob a direcção de Lucien Goldmann. Ainda nesse período, traduz para português obras de autores como Karl Jaspers, Romano Guardini, Cesare Pavese e M. Merleau-Ponty. A partir de 1966, inicia na Universidade de Paris, e sob a orientação de Suzanne Bachelard, um doutoramento em Lógica, de que resulta a tese La Logique du Nom, publicada em França no ano de 1972. Entra nos corpos docentes da Faculdade de Letras de Lisboa em 1976, vindo em 1979 a integrar o Departamento de Filosofia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, então fundada. É desde 1988 professor catedrático nessa Universidade. Em 1989, foi eleito directeur d'études (grau equivalente a professor catedrático) na EHESS. Além da docência nestas duas instituições, leccionou, como professor visitante, em várias universidades europeias e sul-americanas, designadamente nas Universidades de Porto Alegre e S. Paulo, integrando desde 1985 a direcção da Sociedad de Filosofia Iberoamericana. Com a publicação de Mimesis e Negação (1984) recebe o Prémio Ensaio do Pen Club, distinção que lhe será atribuída uma segunda vez com a publicação de Viagens do Olhar (1998). No espaço de tempo que medeia a publicação destas duas obras, outras três, Provas (1988), Tratado da Evidência (1993) e Modos da Evidência (1998), permitem reconstituir um itinerário de investigações a vários níveis notável. Longe de se permitir uma redução da Filosofia, enquanto trabalho de investigação, ao seu estudo histórico, e sem sequer se filiar numa das vias de pensamento já disponíveis, o opus de Fernando Gil recorre tanto àquele como a estas, exibindo em ambos os casos um impressionante domínio, para lançar e desenvolver um projecto de investigação pleno de ambição e actualidade. Primeiramente sob a égide do problema da prova, problema crucial da epistemologia, questiona-se sobre as condições de um conhecimento objectivo, da sua validade e universalidade (no essencial, procurando responder à pergunta pela verdade do que se sabe). A partir do Tratado da Evidência, a investigação centra-se num momento particular das preocupações epistemológicas até então desenvolvidas; em concreto, em vez de tematizar a prova, toma em atenção precisamente aquilo que a dispensa, a evidência, sem que se possa afirmar o contrário. E fá-lo introduzindo o conceito de "alucinação originária", uma hipótese forte que visa explicar o que seja a evidência. Tanto Modos da Evidência como Viagens do Olhar procuram experimentar esta hipótese, com a diferença de a segunda destas obras, em co-autoria com Hélder Macedo, o fazer no campo da literatura portuguesa renascentista (com Os Lusíadas, Menina e Moça de Bernadim Ribeiro e a poesia de Sá de Miranda). O interesse e investigação da cultura e literatura portuguesas conduziu-o ao cargo de director do Centre d'Études Portugaises entre 1990 e 1997 e do Seminário Francisco Sanches desde 1992. Além das obras individuais que assinou, dirigiu um conjunto de importantes obras colectivas (entre as quais, O Balanço do Século, 1990; Scientific and Philosophical Controversies, 1990; Philosophy in Portugal, a Profile, 1999; A Ciência tal Qual se Faz, 1999) e publicou para cima de 150 estudos, escritos em diferentes línguas, quer como artigos de revistas, quer como comunicações e apresentações a colóquios. Fundou e dirigiu a revista Análise e integra os comités de redacção de diversas outras revistas e publicações, designadamente as encicliopédias Universalis, Britannica e Einaudi (sendo o coordenador dos quarenta volumes da edição portuguesa desta última). Em virtude do seu mérito científico, internacionalmente reconhecido, foi agraciado, em 1992, com o grau de Grande Oficial da Ordem Infante D. Henrique, por proposta do presidente da República, Mário Soares, de quem foi aliás conselheiro especial. É também distinguido em 1993 com o Prémio Pessoa. O governo francês agraciou-o em 1995 com o título Chevalier da Ordem das Palmes Académiques. Finalmente, foi consagrado em 1998 doutor honoris causa pela Universidade de Aveiro.

in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. VI, Lisboa, 1999

[Paulo Pinto Mascarenhas]




Uma pergunta:

Por que razão a RTP 1, neste momento, está a fazer propaganda de ambientalismo barato e populista contra a energia nuclear? Já não há jornalismo? Será que os jornalistas se transformaram em contadores das estórias “certas”? Já não questionam? O gato comeu-lhes as perguntas? E que tal ouvir o outro lado? E que tal não ter tantas certezas ideológicas? E que tal evitar transmitir uma convicção ideológica como se fosse a verdade óbvia e absoluta?

Não me incomoda o jornalismo de causas. Só há jornalismo de causas. Fico apenas irritado com falta de honestidade.

[Henrique Raposo]

Contraditório

Marques Mendes diz que o país está pior com o PS.

O DN exerce, em letras garrafais, o direito ao contraditório. Sou só eu a pensar que isto não é coincidência?

[Tiago Geraldo]

sábado, março 18, 2006

maradona na Atlântico

Correspondendo aos mais diversos pedidos de fãs e outros adeptos fanáticos do maradona (com m minúsculo) cabe-me anunciar que o próximo número da revista Atlântico (sai dia 30) contará com texto assinado pela indicada excelência. Não sobre futebol, como alguns pretendiam, mas para isso já lá temos o esquerdino Francisco Trigo de Abreu e podemos sempre ler a causa foi modificada. Graças aos melhores esforços de Pedro Lomba, é bom que se diga e agradeça, teremos assim entre nós o melhor ponta-de-lança da blogosfera. Acabei de o ler há pouco e só posso revelar para já que a qualidade não vai surpreender, porque é conhecida de todos os milhares de espectadores.
Não querendo fazer alarde das minhas últimas contratações, aviso que estreará também o excelente Tiago Geraldo, com a sua Almada Connection, assim como o Bruno Cardoso Reis, que jogará preferencialmente à nossa esquerda. O próprio Pedro Lomba inaugura a sua Coluna Social. Depois do Nuno Amaral Jerónimo, do Bruno Alves, e do Tiago Cavaco, entre muitos outros (e não falo dos cá da casa, para não ter de aturar bocas foleiras), a equipa masculina já está mais do que constituída e pronta para conquistar muitas coisas boas, como diria o saudoso Artur Jorge.

[Paulo Pinto Mascarenhas]

sexta-feira, março 17, 2006

Não era hoje?

Era hoje que o Sporting ia aprovar as directas no Pavilhão Atlântico, ou o dr. Marques Mendes é que ia pedir que os militantes aprovassem a venda do património não-desportivo?

[PPM]

Que será que o Chile tem que o faz tão diferente dos outros países da América do Sul ?

Chegar a Santiago do Chile depois de ter estado em Lima, Guayaquil ou mesmo Bogotá, é como subir – neste caso descer - do inferno ao paraíso.

[Pedro Marques Lopes]

Palacio La Moneda, lagartixa IV


Parece que foi aqui que um ditador mandou assassinar outro ditador

[Pedro Marques Lopes]

Já que ninguém escreve e eu também não tenho tempo, aproveito para fazer alguma publicidade até porque vem a propósito da semana que passou























Cartoon de Lucy Pepper e Alexandre Borges para o nº 11 da revista Atlântico.

Ah, é verdade, no dia 30, última quinta-feira deste mês, sai a edição de Abril. Depois falamos, que ainda há um número nas bancas.

[PPM]

Nunca é tarde

Inês reached C company lines.

[FMS]

Entre a síndroma Peter Pan e o princípio activo da corrupção

Assustam-me aqueles discursos da arrogância social dos outros. Da vitimização no género: “andei descalço em criança”. O problema de quem tem a mania de repetir as tragédias da sua infância é que, quando no poder, em vez do bem comum, garantem primeiro que os seus próprios filhos não tenham de passar pelo mesmo.

[Rodrigo Moita de Deus]

Ò para mim a fazer um poste académico sobre doutrina política

Primeira falavam do hayeck, hayeck e do hayeck. Agora é só hobbes, hobbes e hobbes. Eu cá nunca li hobbes. Nem sequer entendo a importância que algumas pessoas dão a um tigre imaginário. O Calvin simplesmente não me convence.

[Rodrigo Moita de Deus]

quinta-feira, março 16, 2006

Nada melhor que uma explicação simples

A mim parece-me que Ribeiro e Castro candidatou-se a presidente do CDS e só agora percebeu que foi eleito presidente do PP.

[Rodrigo Moita de Deus]

Negacionismos benfiquistas

- E o jogo de ontem?
- Jogo? Que jogo?

[Rodrigo Moita de Deus]

tenho a certeza que há alguém que é pago só para se certificar que este género de coisas não acontece

A política na ilha da madeira já foi arrojada. Depois cómica. Depois diferente. Hoje é só embaraçosa. Não há ninguém que tome conta do assunto?

[Rodrigo Moita de Deus]

Afinal Santana Lopes já não vai comprar o Audi de volta

Vejo pelas notícias que o banco lhe recusou o crédito.

[Rodrigo Moita de Deus]

É verdade que o Benfica jogou pouco

Mas não deixo de achar extraordinário que numa página inteira dedicada ao jogo na Luz, no "DN", não se leia uma única linha sobre o modo como o golo foi marcado depois de uma assistência com o braço. Pode ser um pormenor, mas não deixa de ser importante.

[PPM]

O futebol desperta paixões

E até jorges sousas ou paulos paratys. Mas falar de "teatrinhos" quando se tem em casa um actor de primeira linha como o Liedson, já me parece demais, caro Ralha.

[PPM]

Será mesmo verdade?

Dizem-me que um comentador da RTP 1, estação pública, paga com os impostos de todos nós e que tem a suposta missão de educar e elevar os portugueses, afirmou que o “teatrinho” com que o benfiquista Petit logrou sacar um infrutífero segundo cartão amarelo a um jogador do Vitória de Guimarães - para quem não a viu a transmissão, o internacional português agarrou-se à cara depois de ser tocado, sem particular brutalidade, no tronco - não é um acto condenável mas sim uma demonstração de grande “experiência”.

[Leonardo Ralha]

Aviso aos amigos e camaradas benfiquistas

Pode ser coincidência, mas quando o presidente do Nacional, Rui Alves, resolveu comparar a grandeza do seu clube com a do Sporting, também perdeu e empatou uma série de jogos seguidos...

[Leonardo Ralha]

Só mais uma world press photo























3º prémio na categoria Fotos-Notícia: fotografia de um sobrevivente do atentado à bomba em 7 de Julho de 2005, em Londres, realizada pelo fotógrafo britânico Edmond Terakopian para a Press Association.

[PPM]

Vamos ao que interessa!

É importante que o Dr. Filipe Franco perca a Assembleia-Geral do Sporting! Já chega de Roquette a mandar no clube. Queremos eleições livres e sem espadas ao pescoço. Acho que a tal venda de património mais não é do que vender Alvaláxia a preço baixo em favor de alguns que depois ganharão muito dinheiro quando for construída a "cidade" nas instalações do antigo estádio, que valorizará em muito o Shopping! Cheira a negociata. E os sócios não se devem deixar encostar à parede.

[Luís Goldschmidt]

Alaridos e silêncio abrupto

Não compreendo muito bem o alarido que por aí vai acerca dos nomes escolhidos por Cavaco Silva para Belém e para o Conselho de Estado. João Carlos Espada, por exemplo, tem recebido críticas da esquerda a alguma direita, mas parece-me uma belíssima escolha, mesmo que politicamente incorrecta para alguns ilustres bem-pensantes.
De resto, Cavaco continua igual a si próprio. Mas quem é que acreditou que ele fosse outro? Paulo Gorjão, por exemplo, está aparentemente escandalizado por ter descoberto esta evidência: o Presidente da República é o mesmo que um dia foi primeiro-ministro, apenas com pouco mais de uma década em cima. Interessante é o silêncio abrupto de José Pacheco Pereira, que passou ao lado das escolhas do novo PR, ao contrário de Marcelo Rebelo de Sousa. Presume-se que esteja a guardar o seu profundo pensamento sobre o assunto para um artigo mais longo no "Público" ou talvez para uma das suas próximas obras literárias.

[Paulo Pinto Mascarenhas]

Perguntam e eu respondo

Perguntam-me algures insistentemente porque é que não comento os últimos episódios no CDS e as últimas declarações do presidente do partido, dr. Ribeiro e Castro. Eu respondo: o presidente do CDS tem, julgo eu, um mandato até 2007. Todas estas convocações de conselhos nacionais antecipados ou de putativos congressos extraordinários não me parecem de grande utilidade para um partido que se quer afirmar e crescer para além dos actuais 4,8 por cento. Ao contrário do que escreve o Paulo Gorjão, não me parece sequer que exista o risco de o dr. Ribeiro e Castro perder neste momento a presidência do CDS. A não ser... a não ser que existisse alguém do seu núcleo mais próximo que o estivesse a pretender minar internamente. Mas esta é apenas uma mera suposição de um observador distante.
A direita e o centro-direita deveriam dedicar-se a fazer oposição ao Governo, que não está a governar assim tão maravilhosamente como nos querem fazer pensar (e algumas boas almas de direita parecem acreditar). As lideranças devem olhar para cima e para fora; não para dentro e para os lados. Devem agir, nunca reagir.

[PPM]

PS. Poderia repetir algumas destas palavras em relação ao PSD. A história das directas - talvez a melhor forma que se conhece de um presidente eleito manter o poder indefinidamente e uma demagogia política que só quem não conhece os partidos pode defender - tem sido um dos episódios mais lamentáveis na história do partido de Francisco Sá Carneiro.

quarta-feira, março 15, 2006

O fim dos aforismos

O Tiago Mendes fechou o “Aforismos e Afins”. Até breve, camarada.

[Henrique Raposo]

A minha terceira world press photo preferida
















2º prémio de Arte e Espectáculo: vítimas do maremoto de 2004 durante uma cerimónia de comemoração na Tailândia, realizada pelo chinês Xin Zhou para o diário Guangzhou Daily

[PPM]

Parabéns ao Guimarães

Por ganhar ao Benfica no Estádio da Luz com um golo marcado depois de um passe de belo efeito com um braço. O árbitro estava ali bem perto da jogada mas deve ter achado bonito. Espero que agora os inúmeros cartões amarelos não impeçam o Guimarães de jogar com a sua melhor equipa contra um dos três possíveis próximos adversários, entre eles Porto e Sporting. O futebol português, sobretudo quando é jogado em Portugal, tem umas regras muito engraçadas e os apitos, às vezes, também são meio amarelados.

[PPM]

lagartixa, parte III


Apesar de tudo, Miraflores, em Lima, é um sitio fantástico... mas só porque o Varguitas andou por aqui muito tempo.


[Pedro Marques Lopes]

O Acidental à escuta

A incompreensão e o cinismo acabaram por prevalecer, confortando as velhas convicções de que os "bons jornalistas" são aqueles que são politicamente dóceis para nós e agressivos para os demais. Será que tu, caro Augusto, também te rendeste definitivamente a estas socráticas evidências?

Carta aberta ao ministro dos Assuntos Parlamentares
Ficção e realidade audiovisual

Vicente Jorge Silva no "Diário de Notícias" de hoje

Um artigo muito interessante sobre jornalistas e políticos. Ou sobre a máquina de propaganda - muito eficaz, muito eficaz - do actual Governo. E é preciso que seja um comentador de esquerda, ex-deputado do PS, como o Vicente Jorge Silva, a escrever sobre estas coisas, porque a direita parece por vezes mais interessada em discutir o seu pequeno umbigo.

[PPM]