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terça-feira, fevereiro 28, 2006

Nas bancas



Elogio de Bento XVI

Numa altura em que a formidável regressão islâmica, na sua dedicação ao ódio e no seu aplauso à morte, dá a pior imagem possível da crença religiosa, conforta constatar que não tem de ser sempre assim. Aquilo que aprendemos a apreciar – a bondade, a inteligência, o amor, o desejo de liberdade e de melhor viver – tem guarida noutras crenças. Como prova a encíclica Deus caritas est de Bento XVI

Paulo Tunhas, na Revista Atlântico de Março

[PPM]

(Ah, ia-me esquecendo: Espero que o João Miranda concorde.)


121 mil empregos criados na função pública desde 2001.

Definitivamente, a direita não estava preparada para governar!

Quando haverá outra oportunidade?

[Manuel Castelo-Branco]

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

Bacteriologicamente Puros

O Panorama BBC, emitido na SIC-N, mostra-nos de que massa é feita a extrema-direita europeia. E que vemos nós? Vemos, desgraçadamente, um bando de meninos e meninas apostado na promoção da brutalidade física e, como se não bastasse, também intelectual.
Depois de filmar a imensa actividade conspirativa daquela gente, a câmara leva-nos à institucionalíssima sede do partido nazi alemão. E é esta a imagem que o NPD ostenta no figurão da sua primeiríssima porta.

Adenda às 21h21m: Espero que o João Miranda concorde.

[Tiago Geraldo]

Benfica 1 - Porto 0

Bicarbonato de sódio (1,976 g)
Ácido cítrico (1,000 g)
Ácido acetilsalicílico (0,324 g)

Vulgo Alka-Seltzer.

[JB]

Tarefas de fim-de-semana

Arrumar livros (evito a referência a biblioteca para não ferir susceptibilidades). Não há nada mais relaxante do que sentir que nos é concedido o poder de reorganizar o ente durante umas breves horas, de acordo com os princípios que nós, biblio-demiurgos, legislamos para a criação - i.e., a "nossa" universalidade de livros enquanto tal.

É claro que Deus jamais hesitaria no que diz respeito ao destino das conferências de Berlin (coloquei-as em generalidades; aflige-me classificá-las, implicitamente, como algo mais profundo do que um ensaio sobre a reprodução das beterrabas, até porque me basta ter Popper e Ayer a contaminarem as prateleiras filosóficas!), ou das colectâneas de doutrina social da Igreja (para já, calhou-lhes um pequeno espaço distante de ciência política, filosofia, teologia, junto a generalidades como o livro de S. Cipriano, um dicionário de maçonaria, os "Annais de Franco-Maçonaria", e o livro do Graínha cuja capa não encontro).

[Jacinto Bettencourt]

E nada ficou como dantes

O Insurgente nasceu há um ano.

Espero que o João Miranda concorde.

[FMS]

Parabéns aos verdadeiros insurgentes

O Insurgente faz hoje um ano e merece parabéns por já ser um dos melhores blogues em actividade. Sou leitor diário e recomendo. Abraço ao André Azevedo Alves e companhia.

[PPM]

Quero o meu Porto de volta

Segundo o moralismo dominante, o inferno guarda um lugar especial para aqueles que, quando a sua circunstância exigia trabalho, afinco e criatividade, optaram pelos prazeres da preguiça. "The devil will find work for idle hands to do", cantava Morrissey, entre o irónico e o resignado. Mas então que dizer dos outros, daqueles que, perante a papinha feita, resolvem cuspir na sopa? Aqueles que, diante de um manual de instruções perfeitamente elaborado, que tudo explica e tudo prevê, se decidem por elaborações laboratoriais de resultado insondável? Que dizer de um tipo que trata a tradição como um incómodo que atrapalha? Que dizer de Co Adriaanse?

Na sua passagem blitzkrieg pelo Porto, Mourinho deixou um legado como nenhum outro. O melhor e o mais inesquecível foram, obviamente, os dois Campeonatos, a Taça de Portugal, Sevilha e Gelsenkierchen. Mas houve mais, muito mais. Mourinho deixou um estilo de jogo quase perfeito, uma táctica quase irrepreensível, uma disponibilidade mental de encarar todas as partidas como só os melhores as enfrentam.

E o que fizeram Del Neri, Fernández e Adriaanse? Experimentaram, inventaram, impuseram as suas ideias (?!) peregrinas a uma realidade perfeitamente sedimentada e organizada. Octávio Machado gosta de verberar os Big Ladens (sic) do futebol português. Pois os problema do Porto está nestes Robespierres de pacotilha.

Por falar nisso, Adriaanse levou Baía e Jorge Costa à guilhotina. Este facto, que, desportivamente, não terá talvez a importância que lhe tem sido dada, é todavia revelador da atitude que o holandês com cara de prisão de ventre trouxe para o Porto: destruir o que lhe foi dado e construir todo um admirável mundo novo a partir do ano zero. Quando, aliás, as características do plantel lhe permitiriam manter e aproveitar o modelo Mourinho - Lucho é Maniche, Assunção é Costinha, Diego é Deco, Lizandro é Derlei. Não quis. Mordeu a mão que lhe deu de comer e o resultado aí está. Uma equipa completamente descaracterizada, que raramente se impõe nos relvados com aquela arrogância que lhe foi um dia típica e cujos adeptos - pelo menos este - têm vergonha de ver jogar.

Ontem, pela primeira vez, decidi não ver um Benfica-Porto. Não foi porque sabia que ia perder (pressentia-o, de facto), mas porque sabia que a equipa ia jogar temerosa, comezinha na ambição, a pensar no empate como o melhor que lhe poderia acontecer. E isso é coisa a que eu, um adepto dos mais sobranceiros, anti-benfiquista orgulhoso, me dispenso de assistir.

Claro que gente como o inenarrável Rui Santos gosta de Co Adriaanse. Segundo o comentador da Sic, o senhor é um arquitecto e isso, só por si, é elogio suficiente, parece. Ora, o futebol, ao contrário da mentira e do lirismo reinantes, não é uma arte. Ou então, é-o pelo menos tanto quanto é uma ciência. Existem modelos pré-definidos, que comummente são aceites como os mais idóneos em determinadas situações. Toda a gente sabe a merda que, no futebol português e não só, provocaram soluções como os três centrais de Adriaanse ou a defesa em linha de Del Neri. Menos os próprios.

A preguiça, como todas as nobres virtudes conservadoras, vive tempos de má reputação. Mas é de gente preguiçosa que o Porto precisa. Gente cábula que peça ao André o dossier que o Mourinho lhe deixou. Está lá tudo. Aquele dossier é o fim da história. Vejam o Barcelona. Foi a Londres ganhar ao Chelsea com a exacta atitude e táctica cínicas do senhor. Rijkaard é bom treinador porque sabe aprender. Não quer ensinar nada.

Por causa desta engenharia social aplicada à ciência do esférico, o Porto perdeu o campeonato passado e vai certamente perder este. E, pelo que se viu e se vê dos adversários, nem sequer era preciso o Mourinho para os ganhar.

Espero que o João Miranda concorde.

[FMS]

Entre medalhas, viagens e discursos, não resta mais nada.

Segundo dados recentemente divulgados pelo PortugalDiário, Jorge Sampaio condecorou 1926 pessoas (entre as quais a ex-terrorista convertida em nutricionista Isabel do Carmo) e fez 113 visitas ao estrangeiro.

Relativamente ao seu antecessor, o País poupou quase 33% nas viagens ao estrangeiro e 17% na produção de medalhas. Em contrapartida, brindou-nos com um número infindável de discursos mais ou menos banais, incompreensíveis ou extemporaneos. Durante o seu mandato, Portugal divergiu da Europa e sofre hoje a maior crise económica dos últimos 50 anos. Ainda que Jorge Sampaio não tenha sido o causador da crise, em nada contribuiu para a resolver, tendo em muitos casos funcionado como uma força de atraso ou bloqueio às reformas que o País tanto necessita.

Desconfio que, daqui a uns anos, quando Rui Ramos ou António Costa Pinto escreverem a História de Portugal, Jorge Sampaio não será mais que uma pequena nota de rodapé.

[Manuel Castelo-Branco]

É o Luciano, estúpido!













Quem é aquele senhor sentado ao lado do Luciano Amaral?
Fotografia retirada do blogue É a Cultura, estúpido!

[PPM]

Polémica na Atlântico

A invenção de uma agenda política

José Manuel Fernandes

O “caso da Teresa e da Lena” mostrou-nos como um grupo de interesses particular se alia de forma eficiente aos valores do jornalismo dominante para impor ao país uma agenda política que ninguém sufragou


(...)

em Dezembro passado, o Expresso proclamava em primeira página que um milhão de portugueses eram homossexuais. O estudo, como se podia ler nas letras pequeninas da ficha técnica, depara-se contudo com a recusa de resposta por parte da maioria dos entrevistados e a sua amostra não era representativa do universo. Isso não impediu o Expresso de somar homossexuais e bissexuais, chegar aos míticos dez por cento e, depois, extrapolar para os dez milhões de portugueses, como se até os recém-nascidos fossem sexualmente activos.


De forma consciente ou inconsciente, a verdade é que o caminho ficou assim aberto para que, em finais de Janeiro e início de Fevereiro assistíssemos à montagem de um incidente destinado a obter larga cobertura mediática com o objectivo confesso de promover uma agenda política particular: a “tentativa” de casamento de duas lésbicas de Aveiro num cartório de Lisboa.

(...)

Foi uma operação exemplar em que, como sublinhou Manuel Pinho no blogue Jornalismo e Comunicação, “as fontes, por efeitos da sua crescente organização e profissionalização, ou em consequência de se terem socializado nos valores-notícia do jornalismo dominante, encontrariam, cada vez mais, formas de influenciar e marcar a agenda mediática. O ‘caso Teresa e Lena’ constitui, nos tempos mais recentes, um dos melhores exemplos desse poder de agendamento. E tem todos os ingredientes para pôr um certo jornalismo a salivar. Foi pensado para isso e vai seguramente conseguir o que projectou. Veremos.”


(...)

A verdade é que entre o mau jornalismo do Expresso, o hábil agendamento mediático do caso (simpático) da Teresa e da Helena e as petições entregues na Assembleia e subscritas por jornalistas e directores de jornais (como fizeram a repórter que cobre estes temas no Diário de Notícias, assim como o seu director e um dos seus directores adjuntos), acabámos perante uma daquelas situações onde antes mesmo de se expor um argumento já se está catalogado e ninguém está disponível para ouvir.

Na revista Atlântico, hoje nas bancas.

[Paulo Pinto Mascarenhas]

O que é afinal o défice de oposição?

O Primeiro-Ministro de um país soberano com oitocentos anos encontra-se com a terceira figura de um instituto de ensino para assinar um protocolo que estabelece que um dia vai ser estabelecido um protocolo.

[Rodrigo Moita de Deus]

Adriaansen e um feito único

Quando vemos o FC Porto, com Pepe e companhia, a jogar no estádio da luz com três defesas e acabar o jogo com seis avançados, percebemos porque razão Co Adriaansen, em dez jogos, nunca conseguiu ganhar a Ronald Koeman.

[Rodrigo Moita de Deus]

Que se lixe a felicidade, a saúde, a família e mais a paz no mundo

Costinha (jogado do Dínamo de Moskovo) disse na RTP que o sonho da vida dele era ter um Porsche.

[Rodrigo Moita de Deus]

Aaatchim!

[Tiago Geraldo]

domingo, fevereiro 26, 2006

Intervalo para publicidade























Confissões de Maria Filomena Mónica
. Sobre Deus.
Segunda-feira nas bancas. Na revista Atlântico.

[PPM]

A liberdade para o disparate

A liberdade de expressão inclui o direito ao disparate. Como é o caso de quem compara os cartoons de Maomé com os insultos de David Irving à memória de milhões de pessoas assassinadas pelo totalitarismo nazi. Misturar umas caricaturas - ainda que muito ofensivas - com a tentativa de branquear a solução final de Hitler, como fez uma vez mais Daniel Oliveira no "Expresso", é pura desonestidade intelectual. Para não dizer bandalhice. Razão teria o Manuel Castelo-Branco, se não pudéssemos ler o João Pereira Coutinho na página ao lado.

[PPM]

A caminho de Liverpool

Benfica renasce frente ao Porto

[PPM]

A culpa deve ser dos cartoons

Papa Bento XVI condena confrontos inter-religiosos no Iraque e na Nigéria

Os actos de violência entre comunidades xiita e sunita nos últimos dias fazem temer um confronto generalizado e uma guerra civil no Iraque, onde um importante lugar santo xiita, o mausoléu de Samarra, e outras mesquitas, foram alvo de ataques na quarta-feira.


[PPM]

A propósito da Colecção Berardo























Tenho lido e ouvido os maiores disparates. Nomeadamente que não é liberal o Estado oferecer as condições ideais para o espólio de Berardo ficar em Portugal e não ir para França. Parece-me óbvio que em qualquer parte do mundo civilizado qualquer instituição pública ou privada ofereceria de mão beijada um espaço para a fabulosa colecção do comendador. Este sábado fui ao museu de arte moderna em Sintra onde está a exposição de fotografias de Fernando Lemos - fantástica - que pertence também à mesma colecção. Fiquei a pensar se um dia só a poderemos ir ver a Nova Iorque ou Paris. Com a excelsa política cultural que temos e a respectiva ministra - a que se soma algum comentário liberal de trazer por casa - é possível que assim aconteça. Espero bem que não.

[PPM]

sábado, fevereiro 25, 2006

Ainda não somos muitos mas amanhã seremos milhões

Hoje entrei em desintoxicação intelectual. Pela primeira vez em muitos anos, deixei de comprar o jornal “Expresso”. Os efeitos são já visíveis no humor, sanidade mental e harmonia familiar.

Manuel Castelo-Branco

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

E um ménage à trois em Meca (II)?

The "proven" medical effects of masturbation - which, of course, include damage to the eyesight - were once listed by Abd al-Aziz bin Baz, the late Grand Mufti of Saudi Arabia, and his list is reproduced on numerous Islamic websites. According to bin Baz, masturbation causes disruption of the digestive system, inflammation of the testicles, damage to the spine ("the place from which sperm originates"), and "trembling and instability in some parts of the body like the feet". In addition, there is a weakening of the "cerebral glands" leading to decreased intellect and even "mental disorders and insanity". Furthermore, "due to constant ejaculation, the sperm no more remains thick and dense as it normally occurs in males". This results in sperm which is not "mighty enough" to make a woman pregnant or produces children who are "more prone to disease and illness".
[...]
There is generally more consensus among scholars on the question of kissing. Males and females should not kiss unless they are related by blood or marriage. Same-sex kissing, on the other hand, is allowed as long as it is done without "lust" and avoids the person's mouth. Hands and cheeks are the preferred places to kiss. The forehead is also good because the Prophet reportedly once gave a man a smacker between the eyes.»


[JB]

E um ménage à trois em Meca?

Os interlocutores do Prof. Diogo Freitas do Amaral são estes:

«Delivering a fatwa on oral sex, 79-year-old Dr Qaradawi describes it as a disgusting western practice, resulting from westerners' habit of "stripping naked during sexual intercourse".» *...

[Jacinto Bettencourt]

* Leitura não recomendada para espíritos não impressionáveis neste contexto.

E agora um pouco de publicidade, enquanto outro acidental não entra de serviço (e andam poucos, pelos vistos)

Atlantico-Publicidade-Paulo-3,5.N-11.QXD



[PPM]

Contas Freitas pelo "DN"

São curiosas as diferentes leituras do "DN" sobre a sua própria sondagem ao estado dos partidos e do Governo no que diz respeito aos ministros. Freitas do Amaral é um dos dois ministros que desce, mais precisamente 4 pontos percentuais. Na capa do "DN" podemos ler, porém, que o "Caso dos 'cartoons' não afecta Freitas do Amaral" - sendo que logo em baixo enumera-se "quanto caiu a popularidade" do mesmo.
Já nas páginas interiores, o jornalista Filipe Santos Costa parece discordar ligeiramente de quem fez os títulos de capa: é que, afinal, "o caso dos cartoons parece ter afectado" o ministro. "Pouco", mas ainda assim alguma coisa. É um facto que "continua a ser o mais popular" - como sempre foram todos os ministros dos Negócios Estrangeiros de todos os governos - mas, ainda assim, "desliza". Ora, se "a regra entre os governantes é o aumento das opiniões positivas, e só dois destoam", entre eles "o já referido Freitas do Amaral", calculo eu que o deslize tenha alguma coisa a ver com o "caso dos cartoons".
Em que é que ficamos? Com a opinião de quem fez a capa e defende que o ministro não foi afectado? Ou com o jornalista que entende que afectou, mas pouco? Perguntem ao "DN".

[PPM]

Prognósticos antes do jogo

Não tenho por seguro que o Sporting consiga levar de vencida a valorosa Académica e o portuense árbitro Jorge Sousa. No entanto, caso Liedson e os demais resolvam, o “derby” Benfica-FC Porto marcado para domingo será dos mais aguardados pelos viscondes nas temporadas mais recentes. Qual é o resultado ideal? A meu ver, mais do que na terça-feira - quando legiões de sportinguistas e portistas não escondiam torcer por Crouch, Gerrard & Co. -, teremos de ser todos encarnados. E esperar que a recuperada titularidade de Vítor Baía seja ainda mais performativa do que os tiques primadonistas de um maldisposto trasmontano.

[Leonardo Ralha]

Não me queiram mal por gostar tanto dela

Há um par de anos escrevi um romance que obteve algumas críticas simpáticas e moderado - no patamar inferior do "moderado" - sucesso comercial. Mas foi o suficiente para que benévolas revistas femininas me encomendassem crónicas pagas a peso de zinco e para que o suplemento “Mil-Folhas” do “Público” me desafiasse a responder ao inquérito semanal. Pena é que, ao fazê-lo, tenha cometido um crime de lesa-majestade: escrevi “desfolhar” jornais em vez de “folhear” jornais. Um leitor enviou-me uma mensagem de “e-mail” a fustigar-me pelo erro cometido, de que só então me apercebi. Fiquei envergonhado e com um peso no estômago durante a semana inteira.
Embora seja um ávido consumidor de revistas e de “sites” norte-americanos e muitas vezes prefira não esperar longos meses pelas traduções dos meus autores favoritos, gosto muito da língua portuguesa. O trabalho que escolhi implica trabalhá-la quase todos os dias e gasto as meninges a encontrar formas de, dentro das minhas modestas possibilidades, fazer-lhe justiça. Custa-me vê-la maltratada. Não me queiram mal por isso.

[Leonardo Ralha]

Surrealismo na Almirante Reis

A redacção do Independente é um local divertido nas tardes de sexta-feira, dia que poderá ser visto como um período refractário após cada edição chegar às bancas. Ainda assim, nada me preparou para um acontecimento como a súbita entrada de duas simpáticas senhoras, autoproclamadas representantes da Xerox, que apareceram sem aviso prévio e queriam falar com o “responsável pelos equipamentos”. Pessoas mais diligentes do que eu foram procurar um interlocutor para as visitas, cabendo-me testemunhar a ternura com que as duas falaram de uma velha máquina fotocopiadora - actualmente reconvertida em estante e obstáculo à circulação -, asseverando uma para a outra que era “dos tempos de D. Afonso Henriques”. Ainda temi que chamassem o IPPAR para que a velha Xerox fosse declarada de interesse público, mas a dupla sumiu-se após segundos de conversa com o responsável pela informática. E a paz regressou a este piso de um edifício da Avenida Almirante Reis. Pode ser que até ao final da tarde também surjam as senhoras da Avon para ver se alguém quer comprar uns cosméticos...

[Leonardo Ralha]

Macro-Causa mAMA

mARADONA AO MUNDIAL DA ALEMANHA (mAMA)

(o nome da macro-causa é uma sugestão hilariante do JPH e este é, citando Vasco Barreto, "um movimento de apoio à ida de maradona como enviado especial para a cobertura do campeonato do mundo de futebol na Alemanha.)

Subscrevo a causa que me chegou via Mau Tempo no Canil.

maradona ao Mundial da Alemanha, JÁ!

[PPM]

O Acidental à escuta

José Manuel Fernandes critica Expresso e DN na revista "Atlântico" que sai segunda-feira

Em causa está a sondagem do semanário sobre a homossexualidade em Portugal e uma petição favorável aos casamentos das lésbicas Teresa e Helena, subscrita por Fernanda Câncio, jornalista do "DN", que assinava as notícias do caso, e António José Teixeira, director do diário.


No "Correio da Manhã" de hoje.

[PPM]

Eu pecador me confesso

Nunca tinha entrado no El Corte Inglés de Lisboa até à passada quinta-feira. Não por mero acaso ou por esta grande superfície ficar muito distante das minhas rotas habituais. Em boa verdade, até fica bastante mais perto do que os templos do consumo do tio Belmiro onde alegremente rebento orçamentos à custa da Fnac, da Tema e de tantas outras lojas “ready to please”.
Nunca tinha entrado no El Corte Inglés de Lisboa - cheguei a ficar um quarto de hora à porta enquanto a minha “better half” foi comprar uma prenda, o que me assegura entrada directa para o “top ten” dos teimosos - por militância. Não queria dar um mísero cêntimo à grande superfície que melhor representa o avanço de Espanha sobre a economia portuguesa, considerada por “los hermanitos" extensão natural da sua própria. Uma vã filosofia facilmente enquadrável no nacionalismo serôdio, mas que segui religiosamente, sem precisar de incendiar a Embaixada de Espanha para lavrar o meu protesto (e continuando a fazer compras nas lojas da Inditex, com a justificação de se tratar de um grupo galego).
Mas na manhã de quinta-feira entrei no El Corte Inglés de Lisboa. O táxi deixou-me à porta e, com alguma relutância, embrenhei-me pelos seus corredores - lembrando-me dos Armazéns do Chiado e do Grandella da minha infância, quando a austeridade (geral e familiar) fazia com que os produtos expostos nas montras fossem tão inacessíveis quanto o turismo no Espaço -, sentindo-me vagamente desconfortável por ali me encontrar. Acabei por gastar um par de euros num pequeno-almoço alternativo, ao qual não o pastel de nata mais tristonho que tive a infelicidade de degustar nos últimos anos - mas talvez seja mesmo o mau feitio a subverter a informação das papilas gustativas -, e encaminhei-me para as salas de UCI.
Entrei no El Corte Inglés de Lisboa graças aos senhores da Vitória Filmes, que naquelas coordenadas realizaram o visionamento de “A History of Violence”, novo filme de David Cronenberg, no qual Viggo Mortensen poderá ou não ser um ex-mafioso descoberto após 20 anos em que se dedicou a construir uma família, uma existência numa pacata cidadezinha do Midwest e, acima de tudo, uma nova personalidade. O filme só chega às salas a 16 de Março, mas ficam já avisados: vê-lo é de tal modo obrigatório que justifica pecados maiores do que entrar num símbolo de Espanha cravado no coração de Lisboa.

[Leonardo Ralha]

P.S. - Espero que o professor Diogo perdoe tão licenciosa xenofobia e o apelo à guerra das civilizações.

Publicidade Institucional Acidental

Hoje, pelas 21h30, no Teatro Aveirense, concerto do nosso Luciano "O Excelente" Amaral com os seus Lisbon Swingers (não tem nada a ver com troca de casais, espero).

[FMS]

Angústias de um andrade

Quem tem Co, tem medo...

[Pedro Marques Lopes]

Um mundo de pernas para o ar

Os homossexuais querem casar, o FC Porto acusa o Benfica de dominar o sistema, Freitas quer passar por politicamente incorrecto e o CDS/PP acusa Governo PS de «tiques de autoritarismo» .

[Rodrigo Moita de Deus]

Um dia gostava de ouvir um argumento contra as directas

Há muito boa gente no partido social democrata que acredita que um militante, cidadão eleitor com direito de voto para eleger autarcas, deputados e presidentes da república, pode não ter maturidade democrática suficiente para eleger o líder do partido. Faz sentido.

[Rodrigo Moita de Deus]

A place called Vertigo

O jornal da RTP dá-me sono. O da TVI dá-me náuseas. O novo cenário da SIC dá-me vertigens.

[FMS]

José Afonso


O maior músico português de todos os tempos morreu há 19 anos. Era maior que o mundo.
Dorme em paz.











Dorme meu menino a estrela d'alva
Já a procurei e não a vi
Se ela não vier de madrugada
Outra que eu souber será p'ra ti

Outra que eu souber na noite escura
Sobre o teu sorriso de encantar
Ouvirás cantando nas alturas
Trovas e cantigas de embalar

Trovas e cantigas muito belas
Afina a garganta meu cantor
Quando a luz se apaga nas janelas
Perde a estrela d'alva o seu fulgor

Perde a estrela d'alva pequenina
Se outra não vier para a render
Dorme qu'inda a noite é uma menina
Deixa-a vir também adormecer

José Afonso

[Pedro Marques Lopes]




quinta-feira, fevereiro 23, 2006

E agora um momento de publicidade























A propósito de "Brokeback Mountain! (Efeitos Secundários)", a não perder o texto sobre o filme - e não só - assinado por Leonardo Ralha. Na revista Atlântico, dia 27 de Fevereiro nas bancas. Ou assine já para ler antes.

[PPM]

Brokeback Mountain! (Efeitos Secundários) II















[PPM]

Brokeback Mountain! (Efeitos Secundários)



















[PPM]

De facto, vale tudo

Há quem seja liberal na política e na economia, mas populista no futebol.

[PPM]

A bola e o turismo como solução para o fundamentalismo

Vale a pena ler a nota de "Esclarecimento sobre a liberdade de expressão e a relação entre o Ocidente e o mundo islâmico", assinada por Sua Excelência o Ministro dos Negócios Estrangeiros português no "Público" de hoje, infelizmente sem linque.
Sem querer fazer muitos comentários, porque já se está a tornar confrangedora esta sucessão de explicações explicativas de explicações anteriores, resta informar que, para além das suas afirmações sobre a polémica dos "cartoons" terem sido "truncadas", o professor propõe afinal muito mais do que um campeonato de futebol euro-árabe para estabelecer "o diálogo entre o Ocidente e o islão". Sim, é verdade, acreditem, está escrito, o campeonato de futebol não chegaria para atingir essa finalidade e Freitas do Amaral queria "ir mais longe e mais fundo". Queria, por exemplo, "pôr os cidadãos de um lado e doutro do Mediterrâneo a dialogar, a conhecerem-se melhor, e (sic) a confraternizar". Dessa amistosa confraternização, acrescenta o ministro, fariam parte "encontros de professores e cientistas dos dois lados, de escritores e artistas, de historiadores, de teólogos, de empresários e sindicalistas, de comerciantes, de jovens, etc." E também "a intensificação do intercâmbio de turistas árabes e ocidentais".
Para terminar apenas uma nota. Segundo Freitas, a única diferença entre o próprio e os muçulmanos é a graduação da culpa do Ocidente: se "para os muçulmanos, o Ocidente é o único culpado ou, pelo menos, o principal culpado"; para o ministro, "o Ocidente também tem as suas culpas". Ficamos definitivamente esclarecidos.

[Adenda: uma vez mais, fui ultrapassado pela pena fulminante do VPV. Assim não vale.]

[Paulo Pinto Mascarenhas]

O PPM recomenda

O eng. Sócrates propôe-se fazer “reformas” a partir da esquerda. Só que a esquerda não quer as reformas – incluindo a maior parte do PS. À direita, curiosamente, pouca gente percebeu ainda este problema, que é a chave de tudo. O PS escolheu o eng. Sócrates para ganhar eleições, mas nunca para fazer os cortes e mudanças, que ele, antes de chegar ao Governo, teve o cuidado de não anunciar ou até de negar. A vida governativa do eng. Sócrates está toda marcada por estes equívocos.
Rui Ramos, no "Diário Económico" de ontem

Quando as liberdades de expressão e de imprensa – dois pilares “sagrados” da velha Europa – são defendidas de forma tão titubeante e heterogénea pelos seus actuais líderes, devemos ficar preocupados. E muito atentos. De contrário, talvez acordemos um dia a perguntar se a liberdade ainda mora aqui.
Tiago Mendes no "Diário Económico" de hoje

[PPM]

Outras coisas simples que eu também não sou capaz de entender

Só porque foram apanhados uma vez, é absurdo pensar-se que os senhores da Bragaparques usam a corrupção como método em todos os seus negócios. Obviamente aquela foi a primeira vez do senhor. Aliás, reza que ele até estava bastante inibido.

[Rodrigo Moita de Deus]

Serviço público de televisão


Hoje no primeiro canal: Kilas o mau da fita

[Rodrigo Moita de Deus]

Coisas simples que eu não consigo entender

Se em todo o mundo há limites de velocidade para que raio os carros são produzidos para ultrapassar esses limites?

[Rodrigo Moita de Deus]

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Se o Rodrigo é Marx, eu sou Engels

Pois é Rodrigo; durante séculos, os homens limitaram-se a comer o mundo. Chegou a altura de o cozinhar.

[Jacinto Bettencourt]

E quando estava tarrachado a festejar o golo do Luisão dei-me conta que...

...o capitalismo obriga que todos os Homens sobrevivam como pasteleiros.

[Rodrigo Moita de Deus]

PS: Poste com dedicatória ao André Azevedo Alves

O Acidental à escuta

Qual Pulido de Valente qual carapuça. A descoberta de um sentido de humor em Rui A. é um dos factos mais relevantes da blogosfera este ano. De facto, só Deus para revelar o que os outros têm de melhor.

[Rodrigo Moita de Deus]

Pai, empresta aí o carro


[FMS]

Nota sobre David Irving


Só para lembrar que poucos Estados na história da humanidade foram tão adeptos da liberdade de expressão incondicional como a República de Weimar.

[Rodrigo Moita de Deus]

O natal é sempre que um homem quiser

O benfica, cheio de brasileiros, tentou jogar à inglesa contra ingleses. O jogo foi péssimo. Koeman é mau treinador. O Liverpool não é assim tão bom. A equipa está sub-aproveitada. Que se dane. Ganhámos, não ganhámos?

[Rodrigo Moita de Deus]

Olha, olha isto é nacionalismo económico, não é? Aqueles espanhóis (suspiro) sempre tão reaccionários.

Zapatero tenta travar OPA alemã sobre a maior eléctrica espanhola
In Público (só para assinantes)

[Rodrigo Moita de Deus]

Graçolas futebolísticas

- Então e o helton? Tem jogado bem?
- Tão bem que se arrisca a ser chamado pelo scolari
- Mas ele não é brasileiro?
- É. Mas o Scolari pensa que um dos defeitos da selecção é ter muitos portugueses.

[Rodrigo Moita de Deus]

Já cá cantam!

12 Agosto, Estádio do Dragão
[Bernardo Pires de Lima]

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Eu já tenho onde passar o Carnaval!











Vou caçar com o homem mais perigoso da actualidade. E logo no Carnaval: afinal, ninguém leva a mal!


Foto da última caçada grossa:













[LG]

O anti-semitismo já mata em França!










Ilan Halimi
Torturado e morto em França

French Min. Sarkozy: Killing of Jewish man was anti-Semitic act

French Interior Minister Nicolas Sarkozy denounced the torture and killing of a young Jewish man on February 13 as an anti-Semitic crime on Tuesday and said police had found literature linking some suspects to Muslim causes.
Police had previously said the killing was motivated by greed for a ransom and not any religious motive.

Sarkozy called the killers barbaric criminals and urged people not to draw racist conclusions - a clear warning against blaming France's Muslim community, which was widely suspected in a wave of anti-Jewish attacks several years ago."The truth is that these crooks acted primarily for sordid and vile motives - to get money - but they were convinced that 'the Jews have money' and ... his family and community would provide it," Sarkozy told parliament.

"That's called anti-Semitism by conflation," he said, adding four of six other people the gang tried to kidnap were Jewish. Sarkozy said police had linked some suspects to documents supporting Palestinian and arch-conservative Islamic causes.

By Reuters

[LG]

Sem comentários














[PPM]

E a meio da noite dei por mim a pensar nisto:

O capitalismo assenta na premissa infantil de que por serem gulosos todos os Homens serão obrigatoriamente bons pasteleiros.

[Rodrigo Moita de Deus]

Big time crooks

A redução do estado, ao pé da moralização do dito, é tarefa para meninos. Segundo o Jornal de Negócios,


Ainda de acordo com a versão impressa da notícia, serve o expediente para retraír os contribuintes do recurso aos tribunais e consequente diminuição da pendência de acções. Ora, eu sou pouco de me escudar ou de argumentar com uma constituição que gostaria de ver substituída. Mas esta medida fere três dos princípios mais sagrados de uma comunidade política e que qualquer constituição de inspiração democrática, seja qual for a ideologia que lhe subjaz, contém inexoravelmente: o da reserva da intimidade da vida privada, o do acesso à justiça e o da defesa do particular perante actuações abusivas da administração. O que o estado português se prepara para fazer é misturar o que não é misturável, derrogando o que é inderrogável e chantageando os indivíduos, as famílias e as empresas com o que é inegociável.

O governo sabe bem que a tendência jurisprudencial quanto à derrogação do sigilo bancário, nomeadamente nos tribunais superiores, lhe é hostil. Por isso vem com estes mecanismos indigentes e trapaceiros. Espero que a oposição e o novo Presidente não fiquem a dormir. A fiscalização prévia não serve só os sindicatos e a esquerda nostálgica.


[FMS]

Eu, como não almocei, só pergunto

Está tudo louco, ou o ataque do Morumbi resultou de um súbito sobressalto brasileiro de um amigo que estava desaparecido e que resolveu voltar, mas anónimo?

[PPM]

Hoje, depois de almoço, acordei assim

Aflige-me a filosofia política que se define numa perseguição ao "memorando" anglo-saxónico, descrevendo, relações, contextos e influências, fabricando movimentos, intuições potestativas, ocasos da moral formal. O memorando a que escapa a razão de personagens tão distintas e em tão distantes períodos serem capazes de encarrilar por difíceis e cruéis vitalismos, romantismos, nacionalismos, terminologicamente unidos, como primos entroncáveis na subjectividade bastarda, parida pelo Idealismo continental e filha natural do tosco Hume, seu pai. Aflige-me a torpe remissão que a servil ignorância ordenou para uma outra nebulosa Idade Média, ora revista à luz do incauto e redutor progressismo, que alegremente nos vai imunizando contra qualquer desconstrução revitalizadora. E continuamos com a tenebrosa e diabólica perversão, objectivando-se em conspiração, e enfardelando num Bin Laden o turbante de Dilthey, o orgasmo de Bergson e a arte de Nietzsche, escondendo as preocupantes razões do pragmatismo intelectualmente imberbe: o ódio ao pensar, distinto do classificar, conceptualizar, sistematizar, instrumentalizar, orientar; o ódio a um pensamento que toma o real como algo carente de proximidade, como o que desperta; o ódio ao que pensa apenas habitando poeticamente. E assim se pariu o mundo a quem se chama de liberal, do qual nasceu o merceeiro e a mercearia - a razão pragmática -, logo importados por uma Europa continental privada de razão calculativa. Abandonaram-nos, a mim, a ti, ao terceiro, segredando meigos postulados morais, numa imensa rede de prestação e contra-prestação, negócios causais abstractos, promessas em retroversão e comunicação horizontal. Newton foi a prostituta que infectou o vírus: Darwin. E eis que chegamos, por fim, finalmente, ao Ocidente, desprovido de sentido, sem "polis", onde o que "há" irrompe programadamente, onde somos terminais comunicantes passando uma mensagem individualmente descontextualizada, imersos nas nossas neuroses recorrentes, em que o Outro é o Teddy Bear e o dono do franchising. Este, sim, é o Ocidente outrora reluzente que se desconstruiu na Europa, que fez da Europa o próprio movimento circular de desconstrução, e que a razão pragmática não pensa, ainda que partilhando a mesa e dominando em brindes a um Sócrates martirizado em leituras apressadas ou substituído por "calquitos". Este, sim, é o Ocidente que está, e estará, sempre na origem aquando do retorno, e do qual a razão programática é nota de rodapé. Antes a vida, agora a morte. A desconstrução é o sal da Europa; o sonho sedutor que por lá definha não volta a nascer. E quem cuida se é de esquerda ou se é de direita? O grande engano começou aqui: não há história política, apenas uma história das interpretações políticas.

[Jacinto Bettencourt]

U2, ontem no Morumbi!

﴾oe۞is†


[José Bourbon Ribeiro, de passagem]

Hoje é dia de trilogia benfiquista


Por causa da hora, lá vou de gravata para o estádio. Mas em caso de regabofe dá jeito o sapatinho com sola de madeira para bambolear o corpo num qualquer salsifré cabo-verdiano ali para os lados do nosso tejo. Conta o meu pezinho que os pezinhos dos jogadores não me virem a desejada tarrachinha em morna com refrão no saudade.

[Rodrigo Moita de Deus]

Oposição e oposição

OPOSIÇÃO - s. f., acto ou efeito de opor ou opor-se; antagonismo; contraste; impedimento; obstáculo; resistência; partido ou partidos políticos contrários ao Governo; figura de retórica pela qual se reúnem ideias que parecem antagónicas. (in Dicionário da Língua Portuguesa online)

Em países civilizados (não os vou enumerar por respeito ao nosso) estar na Oposição é também sinónimo de Poder. A maiúscula não está lá por acaso. Nessas democracias, têm-se a noção que a política é feita de dois ou mais lados, de um ou mais debates, de posições contrárias que se respeitam mas onde não há tréguas para quem tem a responsabilidade de governar. Isto melhora a prática governativa, ao mesmo tempo que transmite aos cidadãos a confiança necessária face às alternativas de governo em futuras eleições. Já aqui referi diversas vezes a necessidade de "gabinetes sombra" ou até de "ministros sombra". Que isto dê muito trabalho até percebo. A coisa leva o seu tempo e os aparelhos estão mais virados para as coisas que nós sabemos.
No entanto, convém não esquecer que tudo na vida é efémero e que há lugares que nem dão para aquecer. E se a estratégia passa por falar à 1h da manhã no canal 2 ou andar entretido com directas em congressos, pode o Eng. Sócrates dormir descansado porque, mesmo de muletas, continuará a governar (e em algumas matérias, até agora, bem) para lá de 2009.

[Bernardo Pires de Lima]

Fellatio com mel


José Lello é, como já se reparou, um dos intelectuais de primeira linha do partido socialista. Às terças somos honrados com as suas dissertações aos microfones da TSF: Mel é a política do Governo; fel é a opinião da oposição sobre a política do Governo. Simples eficaz e sobretudo acessível para as massas.

Apesar de ter ficado de fora do elenco governativo de Sócrates, Lello tem provado o seu valor nestes extraordinários fellatios hertezianos. Sou insuspeito para o dizer, mas a verdade é que Lello já merecia uma promoção para um instituto público qualquer ou, quem sabe, mesmo para a GALP ou a EDP.

Sócrates teima em negar-lhe a pretensão. Também percebo porquê. Deve saber bem, uma vez por semana, acordar a sorrir.

[Rodrigo Moita de Deus]

Finalmente vamos jogar com uma equipa do nosso campeonato














Agora, seja o que Deus e o Nuno Gomes quiserem.

[PPM]

O Acidental à escuta

Os “Maomés” (passe a ironia) que vivem na Europa gozam de direitos, não porque são muçulmanos, mas porque habitam sociedades que atribuem direitos a todos os indivíduos, independentemente da sua origem, raça ou religião. É assim que deve ser e é assim que espero que a situação se mantenha. A maior das caricaturas foi termos ouvido governos de países onde não se respeita os direitos humanos mais elementares dizerem que os direitos dos muçulmanos foram violados pela Dinamarca. Será que é preciso recordar por que razão muitos muçulmanos deixam os seus países, vindo viver para a Europa?
Como mostra a história moderna, os direitos individuais são atribuídos por constituições políticas e não pelas religiões. É por isso que convém manter os dois domínios muito bem separados.


O que é o Islão?
João Marques de Almeida, no "Diário Económico"

[PPM]

Um ano depois

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O governo continua de muletas, com o desemprego a aumentar e a Comissão Europeia a barafustar com a falta de rigor nas finanças. Vale a máquina da propaganda do PS e ministros como Freitas que conseguem desviar as atenções da triste realidade económica. Mas a verdadeira muleta de José Sócrates tem sido a oposição. Ou a falta dela.

[PPM]

And now, for something completely different!
























Se os judeus não tivessem sentido de humor, porque os convidariam para apresentar "The Oscar Night"?












Ou para escrever n'
O Acidental?


[LG]

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

A ideologia do islamismo

[…] Une guerre totale, à ses yeux, presque un conflit cosmique, indissociablement mystique et politique. Son oeuvre monumentale, élaborée au milieu du XXe siècle, semble appartenir à un autre temps. Elle évoque, pour nous, le Moyen Age et le totalitarisme fanatique. Sa lecture est à tous égards impressionnante. Cet homme se nomme Sayyid Qutb (prononcez « Kot'b »).

Célébrissime dans nombre de pays musulmans, son nom, ici, n'est connu que des experts. Pourtant, depuis les années 1970, sa pensée n'a cessé d'exercer une influence considérable sur les mouvements islamistes. Khomeyni vénérait sa mémoire, l'Iran a d'ailleurs émis un timbre à son effigie. Les dirigeants du Soudan se réclament de lui, aussi bien que les groupes islamiques armés (GIA) d'Algérie. Les talibans l'enseignaient à Kaboul. Oussama ben Laden lui-même fut un des étudiants de Mohammed Qutb, son frère, éditeur de la version autorisée des 4 000 pages de l'oeuvre principale de Sayyid. Ayman Al-Zawahiri, théoricien de Ben Laden qui condamnait récemment la loi française contre les signes religieux à l'école, est un de ses disciples les plus directs.


Roger-Pol Droit

[HR]

Para quê fugir para outros canais?






Se ainda podemos ver:

00:00: JOGO FALADO

01:00: HERANÇAS D´OURO
ANTÓNIO SALA

05:30: JOGOS SEM FRONTEIRAS 1994
MALTA I

[Nuno Costa Santos]

Óptimo tempo no canal







O telejornal ainda ia a meio quando fiz zapping para a RTP Memória. Aí fiquei, a descansar de raptos de bebés e da gripe das aves. Tive sorte no gesto: o canal transmitia um documentário sobre Vitorino Nemésio, realizado no ano da morte do escritor. Entrevistas com o próprio. Poemas ditos por outros. Imagens marcantes. Depoimentos sumarentos de Natália Correia e David Mourão-Ferreira. Um programaço. Oxalá repita.

[Nuno Costa Santos]

Publicidade Propriamente Minha (PPM)

capa

O caso dos cartoons de Freitas do Amaral: será blasfémia representar o Ministro dos Negócios Estrangeiros português? A revista Atlântico acha que não é pecado e não pede desculpas.

[Paulo Pinto Mascarenhas]

A vida secreta de uma artista







O Diário de Notícias de hoje traz uma citação de Mariza (retirada do Correio da Manhã). Disse ao jornal a fadista: "Tenho as minhas ideias políticas. Mas são íntimas. Nem as partilho com os amigos".

Ora, isso permite ao melancólico cidadão imaginar um reservado diálogo entre a fadista e uma amiga:

- Olha, Carina, quero partilhar contigo uma coisa muito íntima. Prometes que não dizes a ninguém?

- Estás grávida?!

- Não, voto no PSD.


[Nuno Costa Santos]

Islamitas

But the real Leninists in this new millennium were not the neocons; they were the Islamists.
Andrew Sullivan

[HR]

Somos uma porta


Gateway country for Latin American cocaine and Southwest Asian heroin entering the European market (especially from Brazil); transshipment point for hashish from North Africa to Europe; consumer of Southwest Asian heroin

[Henrique Raposo]

Conciliar a carreira com o estudo

Paulo, a notícia desse pasquim é uma horrível mentira. Não estive envolvido em qualquer altercação num bar da Mealhada. Estive a estudar, porque não quero chegar ao fim da carreira só com o 9º ano de escolaridade. O mister é que não gosta que eu fique a estudar. É realmente difícil conciliar a carreira com o estudo.
[Luciano Amaral]

Mais papistas do que o Papa?

Parecem ter sido Freitas do Amaral e outros em Portugal. É que se Bento XVI pede o respeito "necessário e urgente" pelas religiões, não se esquece porém de sublinhar que "a intolerância e a violência nunca podem ser justificáveis como resposta às ofensas, dado que não são compatíveis com os princípios sagrados da religião". E critica "as acções daqueles que se aproveitam deliberadamente da ofensa causada aos sentimentos religiosos para fomentar actos de violência, tanto mais que estes servem objectivos estranhos à religião".
Nem todos os que se dizem católicos parecem estar sintonizados com o Papa. Afinal, há quem prefira falar do respeito e só lateralmente, como se fosse afinal o menos importante, escreva (quando escreve) umas notas sobre a violência.
Como já escrevi - e já agora proponho que leiam o editorial da "Economist" da semana passada - nenhum cartoon, por mais brutal ou ofensivo que seja, justifica a violência e as ameaças dos países islâmicos (as últimas 48 horas ficaram marcadas pela morte de mais algumas dezenas de pessoas durante violentas manifestações na Líbia e na Nigéria), como aliás também afirma Bento XVI. Mas como sempre, nestas coisas da liberdade ou da falta dela, há quem prefira ser mais papista do que o papa, optando por contestar os valores ocidentais, ao invés de criticar quem os está a pôr em causa.

[Paulo Pinto Mascarenhas]

A liberalização dos contratos a termo é boa para os trabalhadores

Menos contratos de trabalho a termo = menos contratações de trabalhadores

Menor período de vigência dos contratos a termo = menor período de emprego de muitos trabalhadores

Maior dificuldade em celebrar contratos a termo = maior dificuldade em arranjar emprego para a grande maioria dos trabalhadores

A liberalização dos contratos a termo é boa para os trabalhadores, boa para as empresas e boa para o emprego.

[ENP]

O que é andaste a fazer, Luciano?

Luciano está sob a alçada disciplinar do clube

[PPM]

Um proposta honesta

Não seria boa ideia aceitarmos ou discordarmos das opiniões de cada um como sendo apenas de cada qual, sem entrar no jogo fácil dos rótulos da "malta da esquerda", da "nova direita", da velha esquerda ou do diabo a quatro? Sei que tenho as minhas culpas no cartório, mas o Luís Goldschmidt ainda agora aqui entrou e só muito dificilmente poderá ser catalogado ou enquadrado nessas subcategorias da política à portuguesa. Ele, como julgo que todos os acidentais, pensa e escreve pela sua própria cabeça.

[PPM]

O português é um tipo de peixe cuja memória dura 364 dias

Há um ano e um dia, uma alegada grande parte do país superiormente orientado por dois canais de televisão, revoltava-se com a decisão do Governo em decretar um dia de luto nacional por ocasião da morte da Irmã Lúcia.

Um ano depois, três televisões generalistas portuguesas e grande parte do país outrora revoltado com perturbantes colonizações de Sodoma pelo Reino dos Céus, deixam-se possuir pelo violento irromper do volksgeist cristão português, confessando em uníssono uma escondida mas inabalável fé.

[JB]

O Acidental à escuta

João Morais Leitão (1938-2006)
AMN no Arte da Fuga


Subscrevo da primeira à última linha.

[ENP]

Mas que grande maçada esta da “mão invisível” nem sempre manejar para o lado que queremos

De acordo com a douta opinião de alguma da rapaziada de esquerda e da “nova direita”, o Estado, para ser de facto laico, deveria impedir os canais privados de transmitirem cerimónias religiosas. Liberais? Vão brincar com outro.

[ENP]

O novíssimo politicamente correcto

Se um tipo torce o nariz a provocações religiosas, numa altura em que se discutem umas caricaturas sobre Maomé, logo é apelidado de bloquista, inimigo da liberdade e simpatizante do fundamentalismo islâmico. Mas se esse mesmo tipo é contra o casamento de duas pessoas do mesmo sexo (apesar de ser claro que não é contra homossexuais) é imediatamente considerado reaccionário, salazarista, retrógrado, inimigo da liberdade, etc., etc. Se elogia uma ou outra política nada socialista de um governo PS, é acusado de estar a fazer o jogo do inimigo; e se critica alguma iniciativa (socialista ou pura e simplesmente disparatada) da sua área política, é porque padece de falta de lealdade orgânica. Se se abstém de elogiar a guerra do Iraque (embora por razões diametralmente opostas às da esquerda) é porque é anti-americano - quiçá primário - e inimigo da liberdade. E se refere um artigo de uma revista reconhecidamente conservadora que sustenta posição semelhante, logo há que dizer que a revista (em tempos muito apreciada) é arabista e tem medo de perder patrocínios. Finalmente, se se der o caso de ser, simultaneamente, pouco dado a provocações religiosas e crítico da guerra do Iraque, então, caramba, não há qualquer dúvida, é um anti-ocidental empedernido. E um inimigo da liberdade.

[ENP]

Um post nada acidental




Agora que acredito, estarei condenado a ser livre?

[JB]

O Acidental à escuta

Secretary of Iran's Supreme National Security Council (SNSC) Ali Larijani said in an interview with French radio:

"The Islamic Republic of Iran stands ready to cooperate with the EU in this regard and it is appropriate to avoid the language of threat and imposition in this process. Therefore, should the EU change its discourse and stand ready to clearly recognize Iran's rights in the framework of the NPT, there will be a complete readiness on Iran's side to cooperate with Europe."
The Islamic Republic of Iran, he added, is ready to negotiate and with all other countries (except the Zionist regime) on the issue. "The cancellation of the construction of the Bushehr power plant by the Siemens of Germany, the refusal of France's EURODIEF to deliver Uranium and failure of the United State's to honor its commitment to deliver the Uranium for Tehran's research reactor, which had been paid for, are but a few examples of behaviors that are not comprehensible”.

- In Islamic Republic News Agency (Feb 19)

O que eles querem, é um choque tecnológico!

[LG]

Who are we?

WE ARE SORRY

In the middle of all the mayhem surrounding the Danish cartoons controversy, a group of Arab and Muslim youth have set up this website to express their honest opinion, as a small attempt to show the world that the images shown of Arab and Muslim anger around the world are not representative of the opinions of all Arabs. We whole-heartedly apologize to the people of Denmark, Norway and all the European Union over the actions of a few, and we completely condemn all forms of vandalism and incitement to violence that the Arab and Muslim world have witnessed. We hope that this sad episode will not tarnish the great friendship that our peoples have fostered over decades.

In www.sorrynorwaydenmark.com/

Acção de contracção ou falta de verbas para pagar salários?
Tentem escrever no guestbook!

[LG]

domingo, fevereiro 19, 2006

Mais um curto intervalo para publicidade

PUB_ATLANTICO_ilus

A não perder também no próximo número da revista Atlântico:

Correspondentes de Guerra

André Azevedo Alves, em Londres, sobre O Big Brother e a Nova Agenda da Velha Esquerda.
Henrique Burnay, em Bruxelas, sobre o regresso do anti-federalismo bom.
Nuno Garoupa, em Madrid, sobre revisionismo histórico do PSOE e a resposta do PP.
Susana Nunes, em Paris, sobre o fundamentalismo e a a diferença francesa.

E ainda:
João Luís Neves no Brasil e o nosso agente em Washington.

[PPM]

Politicamente correcto: um novo "Comintern"


1. O politicamente correcto é (foi) a oficialização da vitória dos anos 60, da “Nova Esquerda”, dos revolucionários sem revolução, como diria Nelson Rodrigues. O termo surgiu na academia americana depois da fúria, durante os decadentes anos 70.

2. O politicamente correcto está ligado a duas coisas: a culpa pós-colonial e a deferência total pela vitimização de minorias. A minoria é sempre uma vítima. O Ocidente é sempre culpado; o Outro é sempre um anjo. Eis, sucintamente, o politicamente correcto.

3. O pior: há uma proibição de crítica em relação ao elemento que representa a fusão das duas componentes: o Outro que vive no Ocidente, isto é, as minorias étnicas e religiosos que vivem em estados ocidentais. A ordem é esta: não se pode criticar qualquer manifestação conduzida por não-brancos a viver no Ocidente. E, com isto, os caros politicamente correctos julgam que estão a ser tolerantes. Lamento! Isto não é tolerância; é suspensão do juízo crítico em nome de uma concepção bíblica de culpa. Não, muito obrigado. Gosto muito da bíblia, mas é só para ler.

4. O politicamente correcto é um eficaz auto-policiamento. Politicamente Correcto é auto-censura baseada na cor da pele. Não, muito obrigado. Isto é racismo simpático, orientalismo invertido, racismo altruísta. O politicamente correcto é o velho paternalismo europeu em roupagens cool. É o velho fardo do homem branco revestido por uma overdose de culpa. Quando a culpa passar (sim, meus caros, ela não é eterna) descobriremos que o velho paternalismo nunca foi erradicado.

5. Sim, auto-censura. Hoje, todos temos medo de pensar em certas coisas. Todos temos medo de criticar o Outro. É o medo de sermos apelidados de racista. Este racista, constantemente atirado à cara das pessoas por tudo e por nada, é o fascista do politicamente correcto. Antigamente, quando a Esquerda era mesmo de Esquerda, todos aqueles que não concordavam com a Luz na terra eram apelidados de fascista. Era a linguagem do Comintern: havia esquerdistas e fascistas. Mais nada. Hoje, quem ousa pisar os dogmas do politicamente correcto corre o risco de ser apelidado de xenófobo. Foi isso que sucedeu com os cartoons. Há um novo Comintern. E mais eficaz. Não é preciso uma URSS no financiamento. Basta a culpa.

6. O argumento, a razão e o juízo foram substituídos pela emoção da culpa. Peço imensa desculpa, mas já tenho emoção que chegue.

[Henrique Raposo]

Síndroma do desaparecido

E por falar em saudade, onde anda você,
Onde andam seus olhos, que a gente não vê?















- Irão os governantes do mundo esquecer-se de ti?
- Irão, irão!

[LG]

Habemos corpus

Transladação do corpo de Lúcia, a pastora vidente, em directo na canal 1, 3, 4 e 5! Estado laico? Vão brincar com outro…

[Luís Goldschmidt]

O verdadeiro Silicon Valley: Bangalore



[Henrique Raposo]

Password do XXI: Índia

There has been remarkably little discussion in the United States of what is perhaps the major strategic initiative of the Bush second term. The administration is pursuing an objective, which, if successful, could bear some similarities to Nixon's opening to China in 1973: a proposed nuclear agreement with India.
Fareed Zakaria, "Nixon to China, Bush to India".

[Henrique Raposo]

Ideologia da moda: ter vergonha do Ocidente


«…os que nunca seriam capazes de viver senão no Ocidente mas que detestam o que é essencial no Ocidente: os seus valores», José Manuel Fernandes

1. Durante a Guerra-Fria, milhões de radicais europeus criticavam os EUA e a Europa Ocidental. Gritavam. Cuspiam, até. Quando faziam excursões, ao estilo da escola primária para fanáticos, ao leste da Europa, tinham a pretensão de trazer a boa nova para junto daqueles que viviam as agruras dessa... boa nova. Diziam: “sim, o comunismo é que é bom”. Isto era afirmado perante o espanto dos dissidentes democráticos como Havel. Estes, ainda incrédulos, respondiam: “não meus amigos, o comunismo não é bom; nós queremos o que Suas Excelências têm no outro lado da cortina de ferro”. Os tipos amuavam e voltavam para casa. E, apesar de cantarem louvores ao comunismo, estes radicais nunca por lá ficavam. Nunca percebi uma coisa: por que não ficavam por lá? Por que razão voltavam para a tal corrupta sociedade capitalista? Seria tudo agente do Comintern? Tudo isto tem um nome em ciência política: cuspir no prato onde se come.

2. Hoje a situação é um pouco diferente. Já não se trata de dizer que o comunismo é melhor do que o capitalismo. Agora, aquilo que garante charme intelectual instantâneo é dizer que tudo é relativo. O Ocidente é igual (ou pior) ao Islão, China, etc. Pois claro que é. Como dizem os brasileiros, está na cara. Deve ser por isso que milhões de muçulmanos emigram para os países ocidentais. Gostava de saber quantos relativistas já emigraram para países islâmicos? (tipos que trabalham para as petrolíferas não contam).
Apesar de todas as evidências históricas, os milhões de relativistas, que substituíram os milhões de crentes no comunismo, afirmam que o Ocidente não é melhor do que as outras civilizações. Lamento, mas não é assim. Prova? A máxima: os milhões que para aqui emigram. Mais: é espantoso ver que esta afirmação de índole ética (tudo é relativo) é feita por aqueles que afirmam a morte da ética. Eis o relativismo: a morte da Ética às mãos de uma máxima ética absoluta (tudo é relativo). Isto tem um nome: contradição conceptual.

3. Constatar o óbvio (os países ocidentais propiciam melhor condições de vida do que qualquer país muçulmano) não é sinónimo de conivência com a tese fácil do Choque Civilizacional. Mas isso já é outra conversa.

[Henrique Raposo]

Sobre o jantar no Olivier e as loas a bloggers que as nao merecem - uma aliteraçao

Fellatio em falo flácido é pura falácia.

[FMS]

sábado, fevereiro 18, 2006

Portugal, 2006

O maior partido da oposição hesita entre Luis Marques Mendes e Luis Filipe Menezes.

[FMS]

Fumus bonus



[um velho macaense a fumar cachimbo]

E hoje tenho dificuldade em pensar noutra coisa.

[JB]

Médicos ao Poder!



1. Assim de repente, conheço quatro formas de Progressismo: o neoconservadorismo (isto é, o Excepcionalismo Americano) mimado por Bush durante o primeiro mandato; o humanitarismo liberal de Blair; a Utopia da comunicação de Habermas/Fischer e, não esquecer, esta paranóia com a saúde de burocratas anónimos armados com “estudos”.

2. Esta santidade da saúde irrita. Os telejornais abrem com o leite estragado de Condeixa-a-Nova ou com a fuga de uma galinha em Famalicão. Irrita. Está em todo o lado. Ameaça tornar-se cultural. Hábito. Até política. Aliás, já é política. Têm os políticos poder para enfrentar esta cultura médica que controla a nossa sociedade? Imagine-se, por exemplo, o que seria se um político afrontasse esta paranóia do tabaco. Imagine-se? Seria, no mínimo, escândalo para uma semana. E a dita semana terminaria com o fim político do dito político. Gostava de viver num tempo com políticos bêbados, fumadores e que chamassem nomes aos jornalistas... e aos médicos.

3. Os velhos instintos científicos dos progressistas morreram. Isto é, já ninguém acredita que a História é controlada por leis. O progressismo morreu no que diz respeito a forças exteriores ao homem. Mas, agora, parece que o instinto científico quer controlar não as forças exteriores mas as forças interiores do Homem - as forças do seu próprio corpo. A velha ciência histórica queria melhorar o Homem, em nome do Bem Comum. Hoje, esta cultura médica quer também reinventar o Homem, em nome de uma coisa que nunca ninguém viu: Saúde Pública. Lamento, mas saúde é privada. Na minha saúde, mando eu. E os meus vícios não são alvos para o burocrata do estetoscópio.

4. Mas a intolerância permanence. A intolerância daqueles que mandavam na História passou para aqueles que mandam no Corpo. Esta cruzada contra o Tabaco também tem o seu Capital. Tem estudos. Os estudos que estão ao serviço da intolerância de quem trabalha, aqui e agora, para a tolerância perfeita dum futuro que haverá de chegar. Não se conseguiu um Homem Novo pelas leis da História e Economia. Agora o Novo Homem será alcançado pelo estetoscópio

5. Esta paranóia também é típica da sociedade da imanência. A sociedade pós-moderna decretou a guerra a qualquer tipo de valor transcendente. Há apenas o aqui e agora. E nada é mais imanente do que na nossa carcaça. O corpo é sagrado. A saúde do corpo é o santo Graal. Não se acredita na santidade da liberdade de expressão mas acredita-se que deixar o tabaco é prova de grande fibra moral!

[Henrique Raposo]

Calatrava em NY



[HR]

A culpa é das caricaturas?

18-02-2006 1:02:00. Fonte LUSA.
Maomé/Caricaturas: Pelo menos 11 mortos em assalto a consulado italiano na Líbia


[PPM]

E agora um pequeno momento de publicidade

PUB_ATLANTICO_ilus

A capa, antes da arte final.

[Paulo Pinto Mascarenhas]

Um cartoon da Spectator
























Dedicado ao meu amigo Eduardo (ENP).

[PPM]

Jantar muito acidental

Hoje quase de madrugada estive num jantar verdadeiramente acidental no meio de um atribulado fecho da revista Atlântico. Entre os comensais, altas individualidades das várias direitas - da marialva à liberal, passando pela ala conservadora. Nuno Costa Santos, Eduardo Nogueira Pinto e Francisco Mendes da Silva - estes, os dois homens mais bem acompanhados da noite - Jacinto Bettencourt, Rodrigo Aspirina de Deus - desculpem, Moita de Deus - e, last but not least, Tiago Geraldo, que deve ter ficado a pensar com que bando de malucos é que se veio meter - desculpa, Tiago, mas, como bem disseste, esta é apenas mais uma prova de como a direita que é liberal preza a diferença, o debate e, acima de tudo, a liberdade.
Entre a defesa da poligamia como instinto natural da humanidade e as relações de estranho concubinato de alguns elementos deste blogue com perigosos esquerdistas anti-americanos, acabei por ver interrompido o repasto por um telefonema da gráfica a dizer que tinha havido um engano nas páginas e era preciso mudar alguma coisa para o próximo número da Atlântico ser ainda melhor. Assim foi. A sobremesa, o café e o balão ficam para a próxima.
Talvez para depois do Irão.

[Paulo Pinto Mascarenhas]

Na Polónia não há falinhas mansas, há líderes políticos!

Poland will not let Iran examine scale of Holocaust in Poland
By Reuters

WARSAW - Poland's Foreign Minister Stefan Meller on Friday ruled out allowing any Iranian researchers to examine the scale of the Holocaust committed by the German Nazis on Polish soil during World War Two.

Meller's remarks came after repeated denials of the Jewish Holocaust by Iranian officials and their suggestions that more research is needed to establish the truth about what happened to European Jews.

"Under no circumstances we should allow something like that to take place in Poland," Meller told Polish news agency PAP. "It goes beyond all imaginable norms to question, even discuss or negotiate the issue."

Quem fala assim não está na cauda da Europa!

[Luís Goldschmidt]



sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Os assassinos entre nós

Questões de localização geográfica do meu local de trabalho levam a que me cruze, com espaçada mas ainda assim excessiva regularidade, com um fulano muito dado à representação e que em tempos liderou uma organização terrorista apostada em subverter o Estado de Direito. Entre as acções dessa organização constam vários crimes de sangue, entre os quais - como fiquei a saber esta semana - aquele em que foi assassinado o pai de um meu camarada de blogue.
Sempre que me cruzo com esse fulano, faço o que a consciência me dita. Sinto-me extremamente furioso por ele não ter sido forçado a pagar pelos seus crimes. Não entro no mesmo elevador em que ele esteja e já azedei um almoço de aniversário de uma camarada de redacção ao aperceber-me que ele também estava no restaurante. Só tenho pena que muitos não entendam o meu azedume.

[Leonardo Ralha]

Há sempre alguém que aplaude, há sempre alguém que diz sim

Uma estranha sucessão de eventos levou a que contactasse com o diário “A Bola” - o meu quinto jornal desportivo favorito, bem atrás do “Record”, “O Jogo”, “Gazzetta dello Sport” e da “Marca” -, mas ainda bem que assim fiz. De outro modo não ficaria a saber que o ex-ministro José Lello logrou reunir forças para escrever a propósito da ideia do professor Diogo de organizar um campeonato euro-árabe de futebol que tal se trata de “uma positiva [sic], atendendo a quanto a modalidade poderá ser um elo de ligação entre civilizações e culturas”.

[Leonardo Ralha]

Carta de leitor

Caro Manuel Castelo-Branco
"Excelentes os dois artigos, o de Maria José Oliveira no "Público" e o seu n' O Acidental. Como sabe, acompanhei o caso FP-25 e escrevi dois ou três artigos no "Semanário" da altura, um dos quais V. cita. Permita-me por isso que para além de exprimir-lhe mais uma vez a minha solidariedade lhe envie também o meu testemunho: o que conta sobre o assassinato de há 20 anos está correcto: a memória de seu pai foi alvo de um esquecimento premeditado, que não podia haver reconhecimento e louvor público a uma personalidade que enfrentou os terroristas e a sua máquina de condicionamento da opinião. E neste aspecto penso que fica um pouco aquém da verdade quando fala das pressões de "alguns movimentos cívicos de duvidosa parcialidade mas que obtinham ainda assim algum eco na imprensa". Algum eco? Um barulho ensurdecedor. Era um movimento poderoso no sentido de evitar o julgamento, e, se não fosse possível, evitar a condenação, e, se não fosse possível, evitar o trânsito julgado (com o apoio de um juiz do Tribunal Constitucional, indicado pela direita, que no caso das FP-25 primeiro meteu o processo na gaveta durante três anos e depois votou à esquerda).
Não o conseguiram completamente já que um dos processos de organização terrorista com a mesma matéria do de Otelo - o dos chamados operacionais, que decorreu uns meses depois com jurados, numa sala ao lado também em Monsanto, esse processo... transitou em julgado. Os homens do gatilho (os executores que não os dirigentes) foram mesmo condenados em definitivo por crime de organização terrorista. Alguns ainda cumpriam pena quando o PS e o PCP, a solicitação de Mário Soares, votaram a amnistia em 1995. Foram postos na rua pela amnistia. Sendo certo e sabido que depois de o poder político maioritariamente ter "perdoado" aos terroristas não haveria tribunal neste País, como não houve, capaz de os voltar a mandar para a cadeia. Suponho que entre os que cumpriam pena e foram soltos pela amnistia estaria o autor material da morte do seu pai, decidida no EPL (ou em Caxias?) pelos dirigentes das FP-25, pretensos grevistas da fome, como constava aliás na acusação. E alguns deles retomaram a política... activa. Estiveram activíssimos no último Congresso do Bloco de Esquerda. Um deles (a quem foram dados como provados tiroteios sobre civis, crimes de sangue) foi indigitado pelo BE como seu candidato nas autárquicas. E foi eleito. Os 22 assassinatos das FP-25 estão esquecidos, ficaram impunes."

José Teles

Everyday I Love You Less and Less

Ao sentar-me no 24 E da British, deparo-me com três senhoras, no banco de trás, um tanto ou quanto exaltadas. Não me parecia haver qualquer razão para tal, mas pelo sim pelo não dei-lhes o benefício da dúvida. Por poucos segundos. A excitação aumentava à medida que o avião se preparava para descolar. O simples facto de estarem num avião parecia aumentar-lhes a adrenalina. Daqui à má língua tuga foi um passo. Estavam apenas à espera da descolagem para bombardearem todo o avião com a história dos últimos anos da empresa. Não, não falamos de balanços e balancetes. O tema é muito nosso retracta a perfeita inutilidade de duas horas de conversação entre três portuguesa(e)s vulgares.
“Sabias que a Rute Paula e o Teixeira dos Reis..... Ó Ludovina, faz uma pausa aí no tema da Alexandra e vamos agora ao que ias dizer sobre o que ouviste do Fonseca da Silva e da Cátia Andreia! Ó Gilda, tua sabes que eu não sou de comentar a vida dos outros, mas sabias que....”. Enfim, houve apenas espaço para três minutos sobre as suas vidas, com a ponta de orgulho que o jantar mensal com o marido tinha de clique na relação....
D. Ludovina e D. Gilda, se me estão a ouvir, que tal copiarem a leitura compulsiva dos londrinos nos transportes públicos, ah?

[Bernardo Pires de Lima]

Figuras de estilo da gramática política portuguesa

Comparação - Aproximação entre dois conceitos através de uma partícula comparativa
ex: Foi um amor tão efémero como um presidente da protecção civil.

[Rodrigo Moita de Deus]

Olimpíadas intelectuais: Book throwing


À semelhança da laranjinha o Book Throwing é um desporto tipicamente português, praticado geralmente em recintos virtuais. Na sua modalidade mais popular, duelo, o Book Throwing é utilizado para desempatar debates, discussões e outras contendas. O atleta tem de derrubar o seu adversário atirando-lhe lombadas de livros à tola até que este reconheça a sua menoridade intelectual. Quando jogado em alta competição o Book Throwing pode combinar técnicas de outras modalidades olímpicas como é o caso do Name Dropping.

As teses sobre as melhores práticas divergem. Alguns acreditam numa maior cadência de tiro, privilegiando a quantidade de títulos. Outros afirmam que bastam dois ou três calhamaços de 800 páginas para resolver qualquer querela. A existência de ideias próprias é motivo para a desqualificação, por incapacidade, do jogador.

[Rodrigo Moita de Deus]

Garanto que não fui eu…


S. Qutb (1906-66)

For instance Qutb's view of an elite vanguard to lead an Islamic revolution is borrowed directly from Lenin's Vanguard of the Proletariat.

and the well-read Qutb also seems to have had a passing knowledge of Mein Kampf. Several Islamist groups have embraced Nazi like anti-Semitism, as an outgrowth of Islamist anti-Zionism.


[Henrique Raposo]

Nova regra do debate pós-moderno: um argumento só pode ser usado uma vez

2 + 2 = 4.
Pá, que coisa tão velha! Que coisa tão requentada! Vamos ser originais: 2 + 2 = 456. Assim é que é giro.

Lei da gravidade
Pá, lá está V. outra vez com factos. Que seca! Vamos inventar outra lei da gravidade. Vamos provar que um avião, quando embate num arranha-céus, não está necessariamente a colocar em causa a integridade da estrutura.

URSS foi um regime totalitário
Pá, já chega disso. Vamos falar de outra coisa. Mais: só pode dizer que Castro é um ditador uma vez. Depois já não conta.

Gulag foi a consequência lógica do regime comunista
Pá, V. já usou isso uma vez. Não pode repetir. Se repetir torna-se mentira.

[Henrique Raposo]

PS: os velhos leninistas seguiam uma máxima: uma mentira repetida muitas vezes transformar-se-ia numa verdade. Os esquerdistas de hoje inventaram uma coisa nova: uma verdade repetida muitas vezes passa a ser uma mentira ou uma “seca”.

PS: a Esquerda, outrora senhora da História, tem hoje com a dita a mesma relação que os gatos mantêm com a água.

No fun

Só mais uma passagem:

Britain, and indeed every other Western, Christian nation, faces a serious threat from Islamic extremists, whose mission, quite openly, is to undermine our freedom and way of life. This threat must be countered much more strongly than it has been in the past. We must also defend our own traditions and our own religion from being undermined by well-meaning liberals as well as by Islamicists. But the way to achieve these things is not by printing juvenile crtoons of Mohammed. On the contrary, those who have published the cartoons merely demonstrate that they fail to understand the gravity of the threat to our way of life.


[ENP]

E a capa?



"The new superpower"

"Iran is the real victor of the war in Iraq"


São as diferenças entre Oldcons e Neocons.

[ENP]

No joke

We are not publishing the cartoons which caused such offence after they appeared in Denmark, and we believe other British newspapers are right not to have published them. There is a history of irreverence at The Spectator, but there is a difference between irreverence and causing gratuitous offence. Why humiliate members of another faith by ridiculing what they hold most sacred?

Some have said the cartoons had to be published, or republished, to uphold the right of freedom of speech. But this is not an issue of free speech; neither our government nor any other European government has sought to ban the publication of the cartoons. This magazine opposed the Religious Hatred Bill, and reaffirms that position. Yet just because we possess the right to do something does not mean that it is sensible to exercise that right. Printing the cartoons was a childishly provocative gesture. To support publication by quoting the line attributed to Voltaire — I disapprove of what you say but I will defend to the death your right to say it — is fatuous (...)


Sobre o assunto cartoons/liberdade de expressão, este editorial da Spectator diz tudo o que penso. Mais à frente, o mesmo editorial, depois de dar uma porrada na media francesa pela falta de "liberdade de expressão" demonstrada durante anos ao ocultar o passado de Miterrand, adianta ainda algumas das coisas que devem ser feitas para evitar a tão falada capitulação do Ocidente (no caso do Reino Unido) perante o islamismo radical. De entre elas, não constam a publicação, republicação ou proliferação de cartoons. Ainda que como reacção a reacções selvagens de intimidação e chantagem.

[ENP]

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Vamos lá falar de coisas sérias



"This way,
that way
this way
that way,
God, how sex implores you !"

[Pedro Marques Lopes]

Twilight Zone


1. Ideia escutada ontem: a invasão do Kuwait [aquela de 1990] foi um acto de justiça de classe. Os oprimidos responderam aos opressores. Os iraquianos como eram mais pobres tinham a legitimidade para atacar os vizinhos ricos.

Tradução: ânsia de reescrever a história pelo único ângulo que resta à velha esquerda: anti-americanismo.

2. O humor, quando é involuntário, tem algo de trágico.

[Henrique Raposo]

E um último poste sobre a política externa da administração Bush


- Dick, are you sure about this?
- Positive George! Can’t you see? That´s a weapon of mass destruction.

[Rodrigo Moita de Deus]

Ben-Hur e Rio Vermelho



Antepassados de um filme que está agora na moda.

[Henrique Raposo]

Mais um poste sobre a política externa da administração Bush

George, Rummy I guarantee: that’s a quail!

[Rodrigo Moita de Deus]

you are now entering in the twilight zone' ti ni ni ni ti ni ni ni


1. «Máximo Gorky… muito influenciado pelas ideias de transferência de pensamento introduzidas pelo psicólogo russo Naum Kolik, que em 1904 proclamou ter descoberto aquilo a que chamou «raios N», filamentos psíquicos invisíveis que explicavam a leitura e a transferência do pensamento e que ajudavam a manter a coesão das multidões e dos movimentos de massas. Depois de 1917, estes pontos de vista foram sustentados pelo cientista Vladimir Bekhterev, que via no bolchevismo como uma espécie de hipnose de massas; o seu Comité para o Estudo da Sugestão Mental elaborou nos anos 20 uma teoria geral da telecomunicação do pensamento de massas, que Gorky achava que poderia ser aproveitada pela literatura para produzir uma sociedade revolucionária optimista»
Richard Overy, “Os Ditadores”, p. 439.

2.Agora percebo por que razão ainda há comunistas: são seres hipnotizados. A persistência do marxismo na cabeça de tanto europeu é, portanto, um caso clínico, do foro psiquiátrico, e não um assunto de análise política! Estou mais descansado. Ainda ontem num debate público, alguém tentou salvar a alma da URSS. Agora já sei a resposta certa. Não pode ser uma resposta histórica e política, mas sim clínica. Portanto, tenho de passar a andar com o psiquiatra dentro do bolso para casos destes.

[Henrique Raposo]