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quarta-feira, abril 05, 2006

The rain in Spain falls mainly in the plain

Chamem-me optimista mas depois dos brócolos do corte inglês, dos sapatos prada e de outros apetites mais aburguesados vejo na f. uma betinha de enorme potencial. Sim. É verdade que a f. defende o casamento dos homossexuais, a igualdade entre todos os Homens a solidariedade para com os miseráveis e sabe Deus quantas mais causas perdidas e birras de minorias. Exige trabalho, mas é possível, garanto-vos. Faria da f. uma tiazorra de impressionar cortes e fidalgos.

Duas semanas e começava com a terminologia. Na mesma caixa arrumava a “empregada doméstica”, os “lábios”, os “cortinados”, o “vermelho” e a “carpete”. Entre vocabulário próprio de uma senhora, ensaiava-lhe o solfejo com a frase “odeio pobres”, repetida à exaustão até que o resultado fosse melodia em Estoril puro.

E por falar em linguagem, ainda antes de sair de casa, avultava-lhe a elegância nos gestos e no andar para inveja das invejosas duquesas de Palermo. Num final de tarde quente perguntar-lhe-ia: a menina dança? Valsa, porque obrigatório, mambo porque divertido, tarrachinha, porque ainda mais divertido. f feita Salomé com este desditoso ceifando cabeças por caprichos dela. Compreendam que tamanha expectativa me deixe com arritmia.

Só depois a decoração. Um banho de loja e outro de iodo para ganhar uma corzinha. Qual Gucci, Prada ou Chanel. Tudo isso já foi coisa na década de oitenta. George Rech, para soirées, Buckles, mais arrojada e Fendi em assessórios. Entretinha a minha Barbie com vestidos e vestidinhos. Entretinha-me de Ken garantindo-lhe ocasião para os usar a todos.

Dar mundo. Dar Proust pelo jantar à minha odalisca ao som de Albinoni. Dar conta das bravatas dos antigos nas areias das arenas e daquelas nas costas de África. Dar Óscar Wilde, furtivo, entre dois, sob o luar de Marraquexe. Dar aconchego no frio de um nascer do sol numa varanda do George V e uma estreia de tiara Swarovski no metropolitan. Finda a encenação sussurrar-lhe-ia ternurento ao ouvido: “chama-me Escamillo”.

Da nativa festa de branco ali no T ao baile de gala na eterna Viena. A minha odalisca, já diplomada nas artes de salão, verdadeira betinha de jet e ligeiramente entediada do melhor que a vida consegue oferecer, cumularia êxitos com feminis protestos a este “horrível mundo de mendicantes, suburbanos e debochados sexuais”.

[Rodrigo Moita de Deus]

Comments on "The rain in Spain falls mainly in the plain"

 

Anonymous Mariana Abrantes said ... (11:12 da manhã) : 

Caro Rodrigo,
Há coisas que só o berço dá. Mil voltas que desse a esse espécime e o máximo que conseguiria seria uma nova-rica vulgar (talvez já o seja por força de tentar chegar ao «estilo eng») . Aliás, nenhuma pessoa de bom gosto perde tanto tempo a falar de si mesma porque isso é incrivelmente vulgar … Achei brilhante ela postar (sobre ela) a responder a comentários de anónimos (sobre ela) … mais uma vez: péssimo gosto (e notória insegurança)- desista, o caso está perdido, nunca será Dama, e Deus nos livre que o seja (primeira i.e.)

 

Blogger BSC said ... (11:22 da manhã) : 

Esta é das melhores 'postas' que já li aqui no Acidental!

Só faltaram os Manolo Blahnik para ser perfeito!

;)

 

Blogger Rui Castro said ... (11:42 da manhã) : 

Fantástico post!

 

Anonymous miss doolittle said ... (12:05 da tarde) : 

Que excessivo, Mr. Higgins...

 

Blogger Sam said ... (2:01 da tarde) : 

Só li o título e tenho a dizer o seguinte:
"The rain in Spain STAYS mainly in the plain".

 

Blogger crack said ... (3:20 da tarde) : 

Bingo!!!
Excelente post!
Como vamos passar sem o RMD?
Valha-me Deus!

 

Anonymous nemesio said ... (5:37 da tarde) : 

Sra Mariana A.:
Esse rancor resolve-se (ou tenta-se resolver) numa boa psicoterapia.
Permita-me já agora, INVEJA é coisa feia e a Classe vem de dentro, apesar de alguns acessórios ajudarem.

 

Anonymous Anónimo said ... (6:04 da tarde) : 

Pobre Mariana Abrantes
Nem classe, nem estilo, nem segurança, nem gosto nem... sexo! Não seja invejosa, sua má-língua de baixa classe.

Joao Manuel Castro

 

Anonymous Anónimo said ... (6:36 da tarde) : 

raio das sopeiras, que não deslargam a conversa.. ó raparigas, vós não tendes de ir aos repolhos?

caramelo

 

Anonymous tia said ... (1:59 da tarde) : 

Mais uma posta rodrigueira digna de uma margarida rebelo pinto . Veja lá se inda é processado por plágio, kido...

não que que eu leia tal literatura popularucha, de todo, mas as postas do menino lembram-me imensamente um certo tipo de literatura de gajas sobre gajas...

Olhe lá , o menino não estará a tresler???

 

Anonymous Manuela Paiva said ... (4:05 da tarde) : 

Ai queridos, o que vocês se roem... A sôdona Manuela Abrantes então, cruz credo! Ó minha cara, essa do berço já tem teias de aranha e a dos novos-ricos então.... A menina deve ser uma dessas que berço tem, mas não tem mais nada... Vai-se a ver, anda práí a alimentar-se de entradinhas com caviar nas festas para onde ainda é convidada por causa do apelido, veste-se com roupa emprestada, ainda que seja Prada, ou Gucci, e faz plásticas com o alto patrocínio das clínicas de estética.

Mas isso é que é ser-se fina, ó lá se é.

Quanto a si, Rodrigo, não estava para se despedir?

 

Anonymous Manuela Paiva said ... (4:08 da tarde) : 

Ai desculpe, Mariana, não é Manuela. Manuela sou eu. Mas não de Abrantes, pois não....

 

Anonymous Anónimo said ... (10:44 da tarde) : 

ó betinho, a f. já tem "boi", de nome José Sócrates. Dedica-te lá à JAD que com o PM não te safas.

 

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