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quarta-feira, abril 05, 2006

Posts de Despedida: aqui fez-se pluralismo

Caro Francisco,

(Para terminar, nada como uma boa polémica interna à la Acidental. Outros falam em pluralismo, mas quando surge a dissidência as coisas ficam turvas e acabam por terminar abruptamente e de forma quase blasfémica. Nós, ao invés, fazemos pluralismo. A dissidência é um modo de estar. Murraça interna. Com fartura. Se o Acidental serviu para alguma coisa, foi certamente para isto: à direita, faz-se pluralismo)


Não tenho ânsias. Mas tenho desespero. Desespero por ver uma direita que não é coisa nenhuma, a viver num limbo sem qualquer pensamento ou projecto. Como diz hoje Rui Ramos, devíamos perguntar aos lideres do PSD e do CDS se são mesmo de direita.

Não disse que o PS está a governar como se fosse de direita. Disse - repito – está a governar numa posição mais à direita do que aquela ocupada por este PSD. Fala-se em mexidas no SNS. Logo vem o PSD, qual partido de esquerda, atacar o governo que toca no tabu. Quem está mal neste foto não é o PS mas o PSD. Era esse o meu objectivo no post de ontem.

Sim, “liberalização” interna. Basta falar com pessoas da nossa geração com ligações ao PS. Felizmente, já não conseguem sequer pensar de forma socialista. Há muitos liberalismos. O liberalismo não é exclusivo de quem está à direita. E o liberalismo pode entrar em Portugal pelo PS. De forma envergonhado, híbrida, na Terceira Via possível para um país continental. Mas pode entrar. Mais: não disse que o PS já é um partido de esquerda liberal. Disse que caminha para lá (uma parte, pelo menos). Por necessidade. Mas política é necessidade.

Não me estou a deixar enganar. O Modelo Social continua. O Liberalismo Envergonhado (o de esquerda) sempre se preocupou com uma coisa: direccionar a ajuda do Estado directamente para o Indivíduo. A Esquerda Socialista pensa em Massas: Ajudar o Povo, essa entidade que nunca ninguém viu. Esbanja colectivamente. Os liberais envergonhados esbanjam individualmente. Esbanjam no Zé e não nos sindicatos ou corporações dos Zés. Do mal, o menos: prefiro o esbanjamento individual. Não concordo, mas é um mal menor quando comparado com a visão clássica socialista. Sócrates não quer mudar o Modelo Social. Mas quer adaptá-lo ao mundo de hoje. Lentamente? Sim. Mas, olhando para os candidatos que lutaram com Sócrates pela liderança do PS, posso dizer que outro líder nem sequer seria lento na adaptação. Não se adaptaria. Ponto. Como se passa na França, onde ninguém, quer à Esquerda, quer à Direita, está disposto a tirar a venda dos olhos.

É uma mudança de grau e não de natureza. E sobre isto uma coisa: não percebo porque razão os partidos de direita não apresentam uma mudança de natureza. Por que razão não apresentam um liberalismo sem vergonha por oposição ao liberalismo envergonhado? Por que razão não apresentam um projecto novo? Uma nova “natureza” para o país e não uma simples mudança de grau? É isto que não percebo. É isto que é irritante. Sobretudo quando o opositor está a mudar. Não perceber que o velho PS foi vencido nas últimas presidenciais é um erro grave. Não perceber que Cavaco Silva vai secar a posição "híbrida" do PSD durante 10 anos também é um erro grave. Só há uma saída: um novo projecto para Portugal. Sem vergonha. Sem medo. Sem poeira.

Outra coisa: eu não elogiei o Governo. Critiquei a direita servindo-me do PS. É diferente. Não qualifiquei. Analisei. E é isso que falta à nossa direita: menos tribalismo e mais sangue-frio. Andamos a levar lições de maquiavelismo! Não sujo as minhas credencias de conservador só pelo facto de fazer uma análise que tende a ser favorável à esquerda e desfavorável à direita. Pelo contrário. Um conservador não gosta de tribos cegas. No máximo, gosta de ajudar tribos de olhos bem esbugalhados. E, por enquanto, os partidos de direita em Portugal têm demasiada ramela nos olhinhos.

[Henrique Raposo]

PS: E agora aquilo que interessa: amanhã quero Sex Pistols!! E um abraço para Francisco Mendes da Silva!