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terça-feira, abril 04, 2006

Napoleão já entrou e não sai de Moscovo

Meu caro Manuel,

Não há confusão nenhuma. É pacífico que existe uma violação dos direitos de autor e da propriedade intelectual. Mas é igualmente inquestionável que a prática em questão não esmorecerá. Até porque quem mais recorre aos downloads são adolescentes, que se movem como ninguém na internet, que contactam diariamente com dezenas de novas bandas, que as não encontram nas lojas de discos (e os de fora de Lisboa e Porto nem sequer têm acesso aos estabelecimentos especializados em raridades e coleccionismo) e que não possuem cartão de crédito para poderem encomendar online o que bem lhes apetecer. Este "é um primeiro passo" exactamente para quê, Manel? Quanto muito, aplicam-se uma multas a meia dúzia de azarados e dois ou três vão a tribunal só para tentar assustar os demais. Estamos num ponto sem retorno. E, como sempre, há os que se adaptam e os que apertam o cinto num avião a despenhar-se. O Napster, a Apple e grande parte das editoras multinacionais, por exemplo, perceberam o futuro. Em Portugal, insiste-se na edição de colectâneas bafientas do Luis Represas a preços exorbitantes. Já se lá dizia n'"O Leopardo": É preciso que tudo mude para que tudo fique na mesma. E já que estamos a falar de uma batalha jurídica, lembro apenas um princípio básico: é o direito que acompanha a vida e não a vida que acompanha o direito.

Quanto ao facto de "sem remuneração justa e adequada da referida propriedade", não haver "criatividade nem inovação", dois exemplos recentes: Os Clap Your Hands Say Yeah!, de Brooklyn, e os Arctic Monkeys, de Sheffield. Editaram ambos os seus álbuns de estreia no início de 2006. Porém, estes circularam nos programas de partilha de ficheiros durante todo o ano de 2005, criando um movimento de boca-a-boca que lhes deu uma base de seguidores na casa dos milhões. Quando se estrearam em disco, foram capa de publicações especializadas em todo o mundo e hoje vendem discos como nunca pensaram. Os Arctic Monkeys são quatro rapazes de 17, 18 e 19 anos. Fizeram do mundo global a sua editora, entraram para a história com o disco de estreia que mais rapidamente vendeu no Reino Unido e estão ricos antes dos vinte. O concerto que darão em Lisboa no dia 18 de Maio está esgotado desde há cerca de 2 meses. Se isto não é "remuneração justa e adequada" da sua criatividade, desconheço o que isso seja

[FMS]

Comments on "Napoleão já entrou e não sai de Moscovo"

 

Anonymous Anónimo said ... (12:34 da tarde) : 

É inevitável esta evolução que aqui refere, mais não seja pela poupança de recursos e consequente diminuição do preço da música.

No entanto os saudosistas do formato cd ou vinil, que associam o prazer de ouvir musica a todo um ritual que culmina com o toque da agulha no disco, esse perder-se-á para sempre? Espero que não.

Também a qualidade do som, o formato mp3 é sabido que é devorador de música, deixando-a por muito imperrceptivelmente que seja decapitada.

Quero continuar a comprar a caixa de plástico ou o velho vinil sempre que me apetecer, entrar numa loja e sentir o prazer da procura, coisas que não consigo em frente a um pc.

mp3 = vox populi

 

Anonymous Anónimo said ... (6:35 da tarde) : 

P.s. Muito Obrigado pela revelação de quem era o maradona na Atlântico

 

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