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segunda-feira, abril 03, 2006

Momento zen da blogosfera

“no outro dia pedi à empregada doméstica que comprasse brócolos.”

Mas que coisa mais linda. A f. “pediu à empregada doméstica que comprasse bróculos”. Está bom de ver que a f. não é betinha como a gente! Este bruta montes, por exemplo, logo tinha “mandado a serva comprar verdes”. Chique mesmo era ter “despachado a criada apanhar legumes à horta da quinta”, mas depois do 74 já quase ninguém tem serviçais criados em casa e as casas não têm quintas e as quintas não têm hortas. Enfim (suspiro).

A f. é uma pessoa respeitadora. Cliente do BES, tá-se a ver. “Pede” à empregada doméstica que vá comprar brócolos. Para efeitos de memória futura, penso que podíamos trabalhar um pouco mais nesta coisa da nomenclatura, que a gente trabalhadora não se deve sentir superior a outra gente trabalhadora.

Em vez de pedir, que é, mesmo assim, muito autoritário, tente-se solicitar, requerer ou o velhinho rogar. Género: “roguei à empregada doméstica que me comprasse bróculos” e como não queremos parecer que andamos a impor tarefas não incluídas no justo contrato de trabalho assinado com a assalariada, acrescente-se: “e tal só aconteceu por óbvio estado de necessidade, que a gente, pá, somos iguais”.

Continuando. Se bem que “empregada doméstica” é bem melhor que “serva”, “moça” ou “serviçal” temos de admitir que há aqui um certo preconceito. Proponho desde já terminologia mais respeitadora dos direitos da trabalhadora. A saber: “funcionária de higiene do domicílio” ou “auxiliar de sanidade”.

Fórmulas mais pomposas estão à disposição dos mais engenhosos. Aqui ficam duas: “roguei à adjunta para a salubridade doméstica que me adquirisse uns brócolos”, “requeri à assessora da residência que me tomasse vagem na venda mais oportuna”.

A f. pediu. Podia ter mandado. Mas pediu. A f. tem uma empregada doméstica. Podia ter uma empregada. Mas tem uma espécie de assistente. Saiu um bocado possidónio mas macacos me mordam se a f. não perdeu uns minutitos a pensar na melhor maneira de dizer a coisa.

[Rodrigo Moita de Deus]

ADENDA, alfa-actualizado, v01 e tal: só agora reparei nos milhares de caracteres que a f. gastou a tentar justificar o facto de ter uma "empregada doméstica". Pois para mim a "exploração do homem pelo homem, não tem justificação".

Comments on "Momento zen da blogosfera"

 

Anonymous Miguel Duarte said ... (5:49 da tarde) : 

:-)))
Grande!

 

Anonymous Anónimo said ... (5:56 da tarde) : 

E, como se demonstra pelo post, o Rodrigo, além daquilo tudo ali em baixo, como se já não bastasse, ainda é semiótico pós infra supra estruturalista barthesiano rive gauche et droite.

caramelo

 

Anonymous Anónimo said ... (6:42 da tarde) : 

Tu tens é inveja.
Mas que molho de bróculos...

 

Anonymous Anónimo said ... (11:48 da tarde) : 

Também gosto da expressão "a senhora que trabalha lá em casa".
Brilhante post.

grimm

 

Blogger Rui Castro said ... (11:47 da manhã) : 

Já aqui tínhamos sugerido que para a próxima fosse lá ela comprar os bróculos:
http://incontinentesverbais.blogspot.com/2006/03/para-prxima-vai-tu-comprar-os-brculos.html
Supeito que a empregada comprado os mais caros de propósito! Ou então foi para agradar ao Sr. Engenheiro...

 

Anonymous Anónimo said ... (12:46 da tarde) : 

Como um dia disse à empregada da cantina um professor de Filosofia do antigo 7º ano do meu, prestes a fechar, Liceu D. João de Castro: "Obsequei-me sob a forma de estrelado com o produto espontâneo da esposa do cantor da aurora!" Ora, nem mais!!!

 

Anonymous Anónimo said ... (5:06 da tarde) : 

a sra f. gosta de nos contar sobre ela o que ela acha que lhe dá "pedigree" - a agenda gucci, a botinha prada, a receita exótica, o bróculo el corte ingles (não, não vai ao minipreço), a vanity fair, enfim como qualquer parola tem que evidenciar os sinais exteriores de ... parolice

 

Anonymous Anónimo said ... (7:41 da tarde) : 

será que ela paga a SS e os impostas da segurança social da empregada?

 

Anonymous Anónimo said ... (8:09 da tarde) : 

E tu ó rodrigo, tens empregada doméstica, serva, serviçal ou fêmea com estatuto conjugal apta para todo o serviço?

 

Anonymous Anónimo said ... (10:20 da manhã) : 

o post da f. é abosolutamente genial e um dos grandes momentos da blogosfera portuguesa. Tivesse o Rodrigo metade do talento da F. e a coisa melhorava por aqui. Mas...não é para todos...Its talent stuppid....

 

Anonymous Anónimo said ... (10:52 da manhã) : 

ao último anónimo (o único capaz de dizer uma palavra pró-f) lamento informar mas stupid só leva um P ...também parolito não é ? não fala Inglês .... e a botita é prada para compensar ?

 

Anonymous Anónimo said ... (11:54 da manhã) : 

the word stupid with a double "p" had an intention. I guess a stuppid didnt understood.

 

Anonymous Anónimo said ... (11:57 da manhã) : 

quanto ao facto de ser o unico a ter gostado do post da f. ainda bem. ainda existe gente com sentido de humor e inteligencia.

ps- quanto aos erros e falta de acentos não me chateie...foi de propósito. got it?

bey forever

 

Anonymous Anónimo said ... (7:32 da tarde) : 

ó rodrigo explique lá o avanço do acento nos proparoxítonos latinos (se quiser também pode fazer um desenho)pois parece-me que há ai uma malta que ainda não percebeu...

 

Anonymous Anónimo said ... (10:34 da tarde) : 

ó betinho, atina lá com a escrita, é bróculos ou "brócolos" que queres?

 

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