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terça-feira, março 21, 2006

You sexy little thing

Discute-se o estado da oposição. A oposição está fora do sítio, fora do tempo. As razões são notórias e conhecidas. Com este PS, os discursos oficiais do PSD e CDS só no grau e no acessório se conseguem demarcar do Governo. O Governo de Sócrates tomou de assalto atributos de que o PSD, enquanto partido de poder, se costumava arrogar: rigor e eficiência na gestão das contas públicas, capacidade de captar investimento, abertura à iniciativa privada.

Tempo ideal para este PSD, esvaziado de sentido e a fazer oposição socialista ao Governo PS, perceber a necessidade e a urgência de um realinhamento que, tendo em conta o actual quadro partidário, terá inevitavelmente de passar pela afirmação crescente de uma cultura individualista e liberal. A construção de uma direita liberal passará sempre - não será despiciendo repeti-lo - por um combate cultural sério, capaz de criar na sociedade uma disposição tendencialmente hostil à intervenção do Estado e que privilegie as instituições que maximizam a liberdade pessoal.

Infelizmente, depois das últimas legislativas e da miserável percentagem a que CDS e PSD ficaram reduzidos, a famigerada «refundação da direita» discutiu-se em todo o lado menos nos partidos, que não se abriram nem se dispuseram a ouvir, sem plausivelmente percebermos porquê. Ninguém honestamente acredita que o improvável Marques Mendes chegará um dia ao poder nem que Ribeiro e Castro tenha um dia assento garantido no Conselho de Ministros. Pelos dois anos e meio de Governo que protagonizaram e que terminaram como se sabe, PSD e CDS vão passar muito tempo arredados de S. Bento. Durante a travessia, para além da expiação dos muitos pecados cometidos, estes dois partidos deveriam procurar compreender a natureza da tal «direita sociológica» e agir em consonância - o que, desgraçadamente, não consta que algum dia tenha acontecido. Para o bem e para o mal, o único e já remoto seguro de vida destes dois partidos está nas lealdades partidárias que, como se sabe, não quebram à primeira escarramuça.

Quanto ao CDS, um partido incompreensivelmente pequeno para o número de sensibilidades que acolhe, é absolutamente necessário para o equilíbrio de forças dentro e fora do parlamento, a quem cabe fundamentalmente introduzir temas fortes na agenda mediática (sem o espalhafato do outro lado). Para já, as reacções entusiastas que o CDS tem provocado entre as hostes santanistas na bancada parlamentar do PSD, pouco ou nada auguram de bom na difícil tarefa de credibilizar o partido e fazer política de uma forma exigente.

Já o PSD mostra hoje, com notória evidência, a aberração que é em termos de posicionamento ideológico. Com os liberais do PS no Governo - os verdadeiros social-democratas - chegámos enfim ao dia em que o país tem sobre o PSD esta singular opinião: que, em próprio, nada lhe pertence. Nem a acção, nem as ideias, nem mesmo o nome. Uma coisa tão inexplicável só podia ser um partido político. Nunca um partido sexy.

[Tiago Geraldo]

Comments on "You sexy little thing"

 

Anonymous Nuno Ferreira Martins said ... (11:29 da tarde) : 

Caro Tiago,

O que o consolidar da democracia nos tem ensinado é que, por muito mau que o líder seja (do PS ou PSD leia-se, e mesmo do CDS), se se aguentar tempo suficiente à frente do barco, um dia chegará ao governo, não se sabendo ao certo quando (1ª -e única- regra de Barroso). Ensinamento que, por exemplo, Ferro Rodrigues não teve a sagacidade para aprender. Resta-nos aguardar por esse inadjectivável executivo liderado por Marques Mendes e secundado por Ribeiro e Castro. Esperando que, pelo menos, não seja tão mal como o de Santana Lopes...

 

Blogger Filipe Castro said ... (12:11 da manhã) : 

A (extrema) direita portuguesa esta onde merece estar depois de ter eleito Paulo Portas e Santana Lopes como as duas figuras mais representativas, os dois pilares sobre quem devia recair o governo do pais, os dois executivos mais competentes do seu universo politico.

Um, como se sabe, é inimputável. O outro, presidente do partido da homofobia, da familia e da moral catolica, é um solteirao a quem não se conhecem namoradas e um dado a dramas e zangas um bocado efeminados. Se voces nao conseguem arranjar melhor nao se devem queixar.

E a afirmacao "estes dois partidos deveriam procurar compreender a natureza da tal «direita sociológica»" dá que pensar: eu julgava que a politica era uma coisa de pessoas com uma visao e capacidade para inspirar, persuadir e liderar. Se voces andam à porcura da "direita sociologica" para - como se faz aqui - lhes dizer o que eles querem ouvir, entao estamos no reino do populismo: o que conta é o poder; nao ha principios nem conviccoes?

 

Anonymous J. nunes fernandes said ... (3:06 da manhã) : 

Excelente post.

 

Anonymous fms said ... (11:08 da manhã) : 

"Tempo ideal para este PSD, esvaziado de sentido e a fazer oposição socialista ao Governo PS, perceber a necessidade e a urgência de um realinhamento que, tendo em conta o actual quadro partidário, terá inevitavelmente de passar pela afirmação crescente de uma cultura individualista e liberal."

Tiago, um dia ainda te vou levar a conhecer o PSD profundo. E olha, vamos experimentar dizer à frente dele as palavras "António" e "Borges", por exemplo. Acho que é mais fácil o CDS chegar sozinho ao poder do que o PSD ousar sequer tentar um discurso liberal.

Abraço.

 

Anonymous Anónimo said ... (11:09 da manhã) : 

Filipe, vossa excelência é um idiota.

 

Anonymous amaro said ... (11:36 da manhã) : 

O Filipe, como já deu provas em diversos comentários, é um populista de esquerda à procura do seu Louçã.

 

Blogger PPM said ... (11:42 da manhã) : 

Excelente poste, de facto. Quanto ao Filipe, não faço comentários se não ainda me chamam outra vez "ex-acessor" (sic) - como me chamou uma comentadora muito letrada - e dizem que insulto comentadores. Aviso: não se pode responder a insultos de comentadores, porque é visto como um insulto.
Mas isso não interessa nada agora. A verdade é que o texto do Tiago - como já tinha sido o do Jacinto - é muito bom, mas concordo também com o FMS. É mais fácil um rico passar pelo buraco da agulha do que tornar o PSD num partido liberal.

PPM

 

Anonymous Anónimo said ... (11:55 da manhã) : 

«É Mais Fácil Um Camelo Passar Pelo Buraco De Uma Agulha Do Que Um Rico Entrar No Reino Dos Céus».

 

Blogger Tiago Geraldo said ... (12:14 da tarde) : 

Na Atlântico de Fevereiro o João Marques de Almeida tem um texto muito bom sobre o tal «Momento Liberal» (em grande medida um whishful thinking). Eu estou com o João: pode ser que consigamos lá chegar com as quotas. Quotas para liberais no PSD e a companhia do CDS no Governo.

 

Blogger Tiago Geraldo said ... (12:24 da tarde) : 

Quanto à proposta suicida do Francisco: prefiro não arriscar. Uma vez disse uma coisa parecida e caíram-me em cima para me lembrar que o PSD era um partido de centro-esquerda. Mas podemos mandar umas cartas anónimas com letras recortadas de jornais para a São Caetano a dizer: «Liberalismo» e «António Borges».

 

Anonymous cc said ... (1:07 da tarde) : 

Nunca me defino pela negativa em relação ao que quer que seja... Mas como não fazê-lo de cada vez que leio ou ouço obscenidades como as que escreveu Filipe???

 

Blogger Filipe Castro said ... (2:02 da tarde) : 

E tudo uma questao de opiniao. Eu, por exemplo, acho obsceno o modelo de sociedade que voces defendem, onde nao ha solidariedade, nem justica, nem igualdade de oportunidades. E acho que a hipocrisia tambem pode ser uma coisa obscena...

 

Blogger PPM said ... (2:34 da tarde) : 

Pois eu, Filipe, o que acho obsceno é não aceitar as ideias dos outros porque são diferentes das nossas. E os lugares-comuns do modelo de sociedade que os que não concordam com o seu supostamente "defenderão" é pura demagogia. Eu aceito as suas opiniões: não concordo com elas, mas aceito. É o que se costuma chamar liberdade de opinião e o respeito por esta faz parte fundamental da democracia.

PPM

PS: Ah, é verdade, era um camelo e não um rico, mas no caso serve o rico também.

 

Anonymous JB said ... (3:36 da tarde) : 

Paulo,
Mas quem é o Filipe? O que é que ele diz de relevante ou digno de atenção? Porque perdes tempo a responder a um demagogo de discurso viciado? Limitemo-nos à malta que tem princípios e convicções, independentemente do espaço político de origem, e ignoremos aqueles que começam pela conclusão (que no caso do Filipe, é um insulto).
Um abraço,

JB

 

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