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quarta-feira, março 08, 2006

Sim Sr. Professor



Já quase tudo se disse sobre o sermão dominical do Professor. O Professor inspira-nos uma tal familiaridade que é comum ouvi-lo ser tratado simplesmente por Marcelo.
Atribuimos-lhe certo, uma influência, um valor crítico, uma invulgar perspicácia. Mas não se pode engolir e tolerar, que um espírito como o de Marcelo Rebelo de Sousa, finja pôr de parte, como uma arma inútil, a política (de que sempe foi profissional), para ir assobiando alegremente para o lado com comentários que não são nem nunca foram, apenas, comentários, mas projectos pessoais de poder com altíssima exposição mediática e uma tribuna à disposição.

A eloquência pitoresca e triunfante do professor de direito é sempre capaz de encontrar a palavra certa para o momento certo. Um provérbio poderososamente vivo de Marcelo faz vibrar de contentamento o povo que o compreende e lhe gaba o dessassombro. É difícil ver tratar um público com uma familiaridade mais desdenhosa. Mas eu acredito que, se as palavras de Marcelo algum dia foram vivas e eloquentes, foram ditas nas águas do Tejo.
Marcelo não concede ao povo a honra de lhe apresentar uma ideia mas tem opinião sobre tudo e acha para tudo uma solução nobre, colorida, necessária, que surge luminosa como um traço de luz - a solução óbvia que nós, eternos alunos do Professor Marcelo, não fomos capazes de enxergar.

Lembro-me de uma crónica d’O Independente em que o João Pereira Coutinho dizia que as intervenções de Marcelo contrastavam com o paternalismo serôdio do comentário político. Talvez para confirmar a tese de JPC, no último domingo Marcelo resolveu avaliar os Ministros deste Governo, cumprido que estava o seu primeiro ano de vida. Classificou-os de 0 a 15, qual Professor de Direito, e ordenou-os por pacotes (insuficientes, suficientes e bons). Os ministros negativos, de quem a carreira depende absolutamente dos comentários do Professor, preparam agora a oral de passagem e prometem não faltar a uma única aula teórica até ao final da legislatura.

Ainda há gente que não percebe porque é que o douto professor, abandonando a altiva independência da sua missão, se lançou nas especulações da política e do seu baixo mundo. Mas a explicação está à vista de todos. Marcelo, o político assumido, foi um desastre: derrotas para o eng. Guterres, a famigerada renovação da AD que acabou por nada renovar e dois referendos «ganhos» que não se devem à particular competência do Professor. O de 98 foi ganho pelo Rodrigo Moita de Deus (explica-lhes porquê, Rodrigo) e o da regionalização não precisou de ninguém para ser ganho; o PS perdeu-o sozinho.

Produto clássico de uma direita continental, Marcelo é oriundo de uma tradição política estranha ao pensamento anglo-saxónico que, em idade própria, preferiu Maurras a Edmund Burke. Desse reaccionarismo vêm os tiques relapsos de anti-americanismo e as críticas recorrentes ao ideário liberal, à economia livre e aos riscos da globalização.
Marcelo Rebelo de Sousa é mais um político fascinado pela ambição, pelo género de ambição que mais cativa os políticos. Não a ambição de governo mas a ambição do espectáculo. Espero não o ter no boletim de voto em 2016.

[Tiago Geraldo]

Comments on "Sim Sr. Professor"

 

Blogger Capitão Tony Ventoinha said ... (12:48 da manhã) : 

A censura activa ou passiva praticada em Portugal à custa de dinheiros públicos. Veja-se o blog Choque Ideológico e o comentário aqui: http://ktaf.blogspot.com/2006/03/censura-ainda-existe.html

E alguns muculmanos é que pagam as favas, pois pois.

 

Blogger Capitão Tony Ventoinha said ... (12:53 da manhã) : 

Em jeito de acrescento e se não fosse um plágio eu diria, o Sr Marcelo fala, fala, fala, mas... não faz nada, chateia.
Mas lá bem falante ele é, valha-nos ao menos isso, e é bom para quando não temos sonozzzzzzzz.
Bons acidentes.

 

Anonymous fms said ... (11:33 da manhã) : 

Pronto, ó Tiago, diz lá: quanto é que ele te deu a Constitucional?

 

Blogger ZP said ... (12:08 da tarde) : 

lol... agora que este blog está a ficar melhor do que nunca é que falam em acabar???

 

Blogger Tiago Geraldo said ... (12:11 da tarde) : 

LOL já esperava a pergunta Francisco. Mas nunca tive o prazer de o ter como professor. A Introdução tive o Prof. Pamplona e a Administrativo o Fausto de Quadros.

 

Blogger Tiago Geraldo said ... (12:16 da tarde) : 

Ah, e a Constitucional (que ele não dá agora) tive o Jorge Miranda nos dois primeiros anos.

 

Anonymous canhão said ... (12:41 da tarde) : 

dois anos?então chumbaste no primeiro ano ?ah malandro!!!

 

Anonymous Anónimo said ... (7:17 da tarde) : 

A mim parece-me, com o devido respeito, que se podia pedir maior subtileza aos colaboradores do Acidental. Escrever um post contra o comentador politico Marcelo Rebelo de Sousa, exactamente quando o comentador político Paulo Portas estreia o seu novo programa de comentário politico fica óbvio de mais, não acham?

 

Blogger Tiago Geraldo said ... (1:30 da manhã) : 

Oh canhão, acertaste no alvo errado. A licenciatura em direito tem direito constitucional no 1º ano (Ciência Política e Direito Constitucional) e no 2º (Direito Constitucional II e Direito Internacional Público). Ou será que preciso de explicar para alguém muito burro, meu malandro?

 

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