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quarta-feira, março 01, 2006

Publicidade subliminar

José António Lima, antigo director-adjunto do "Expresso", tentou responder no "Correio da Manhã" ao artigo de José Manuel Fernandes publicado na revista Atlântico de Março (nas bancas). Mas parece que não o leu bem. Ou, se calhar, não percebeu o que lá estava escrito.
O Renas e Veados (um blogue constituído por corajosos anónimos que acreditam ter sido os primeiros a descobrir a homossexualidade e que regularmente demonstram a sua intolerância em relação a todos os que não concordam integralmente com os seus pontos de vista tão politicamente correctos) só poderia alinhar com José António Lima. E ai de quem os contrarie, seus feios, porque são logo corridos a fascistas, extremistas de direita ou outros insultos também muito elucidativos do enorme espírito democrático que por ali vai. Tolerância, meus filhos, é palavra, não é prática.

[Paulo Pinto Mascarenhas]

Comments on "Publicidade subliminar"

 

Anonymous Chico da Cuf said ... (10:42 da tarde) : 

Sendo 10% da população homosexual, segundo o dito jornal e sabendo que são 18, teremos de ter 2 (por arredondamento de 1,8) gays. Quem são? Que se assumam

 

Anonymous Roteia said ... (12:32 da manhã) : 

Tolerância, ó que bela palavrinha! Tolerar diferenças, mantendo tudo totalmente na mesma? Uhhm... que bom.
Que tal não tolerar, activamente, senão a indiferença. Promova-se a indiferença para que as diferenças vivam tranquilamente os seus direitos.
Quanto ao Renas e Veados, que PPM tolera como se vê, convém não confundir anonimatos com pseudónimos, muito embora o anonimato seja, de facto, execrável. Aliás, qualquer um pode inventar nome e apelido, passando por cidadão identificado. Ou então a blogosfera fechar-se-ia aos cidadãos que não têm nome público na nossa praça.
A identidade das ideias, parece-me bem mais importante que a identidade do berço, ainda para mais num país de escasso pensamento, que em vez de discutir substância discute pessoas, estatutos e intimidades.
Não tenho procuração do Renas e Veados, mas eles são corajosos sim. Que se protejam através de pseudónimos, parece-me até necessário. Só não percebe quem nunca se sentiu perseguido. Podiam não mexer uma palha mas mexem. Fazer o que eles fazem dá trabalho, exige coragem. Chamemos-lhe militância ou apenas "causa". Mas não é desta indiferença que todos precisamos?

Saudações ultraperiféricas.

 

Blogger CGP said ... (12:57 da manhã) : 

"E ai de quem os contrarie, seus feios,"
:D

 

Anonymous Anónimo said ... (1:32 da manhã) : 

1. não disse que o acidental era o melhor blog
2. fez publicidade à tal revista que ninguém lê
3. publicidade a tricas de comadres
4. não disse que o acidental era o mais lido
5. fdx
6. crianças pequenas, ó pai ele bateu-me - dá-lhe tu também
7. santa pachorra
8. e é isto um jornalista
9. the end!

 

Blogger Luis Grave Rodrigues said ... (2:36 da manhã) : 

O que já não me surpreende é ver o Paulo Pinto Mascarenhas a alinhar com o José Manuel Fernandes.

E a fingir que não leu o último parágrafo do artigo do José António Lima.

O primeiro jornal a publicar um artigo sobre o casamento da Teresa e da Lena foi, de facto, o «Público», com fotografia a cores na primeira página e tudo.
E foi o primeiro jornal a entrevistá-las a elas e aos restantes intervenientes do caso.

A tolerância é, de facto, uma coisa muito bonita.

Mas não só: um bocadinho de honestidade intelectual também não caía nada mal, pois não?

 

Anonymous Leonardo Ralha said ... (3:17 da manhã) : 

Bem sei que é puxar o molho de soja ao meu sushi, mas o Independente (sendo o outro, de facto, o “Público) foi um dos dois primeiros jornais a mencionar o caso da Teresa e da Lena.

 

Blogger Ultraperiférico said ... (4:49 da manhã) : 

Já agora, ainda a propósito do Renas e Veados: para si, Paulo Pinto Magalhães, o Boss não tem identidade? Não sabemos todos quem ele é através do que ela pensa? E não é que o que ela pensa incomoda tanta gente, incluindo o Paulo?

 

Anonymous JPT said ... (8:42 da manhã) : 

Nunca reparei que o renas vos chamasses de "fascistas". Chama-vos, sim, de "direita trauliteira", o que, convenhamos, é o epiteto apropriado e até bem moderado para um blog que os descreve como "a maricagem"....

 

Blogger No Quinto said ... (10:10 da manhã) : 

A propósito de honestidade intelectual:

Artigo 134º
Competência para a organização

A organização do processo preliminar de publicações para casamento compete à conservatória do registo civil da área em que um dos nubentes tenha domicílio ou residência estabelecida durante, pelo menos, os últimos 30 dias anteriores à data da declaração ou da apresentação do requerimento a que se referem os artigos seguintes.

As clientes de Luís Grave Rodrigues residem em Aveiro, se bem me lembro.


JV

 

Blogger Rui Castro said ... (10:14 da manhã) : 

Os "mariquinhas" (digo isto com um tom carinhoso, sem ter como objectivo insultar ninguém; isto para não terem ideias de me porem um processo-crime) entraram em histeria e decidiram vir aqui defender a honra da classe. Isto é que é corporativismo! Quanto ao Dr. Luís Grave Rodrigues penso nem merecer resposta. Basta ver a enorme (in)tolerância e os textos que escreve nos blogs em que participa, nomeadamente quanto à ICAR e a todos aqueles que com ele não concordam. Bem sei que o mercado está complicado para os advogados mas nunca pensei que fosse necessário ir tão longe para fazer publicidade e angariar clientela. Quanto ao renas e veados tem os tiques todos da nova esquerda arrogante e demagógica, com a única excepção de pertencer a anónimos com problemas em dar a cara. Assim é fácil insultar!

 

Blogger Rui Castro said ... (10:25 da manhã) : 

Caro JV,
É evidente que o caso das duas lésbicas foi um circo muito bem montado com fins estritamente políticos. É igualmente notório que quem conhece todo o processo prévio ao casamento propriamente dito sabe que a vinda a Lisboa e os holofotes à porta da Conservatória não passaram de foclore. Se juntarmos a isto o projecto do BE apresentado nesse mesmo dia na AR... Basta pensar um bocado e logo se percebe quem é pouco honesto (intelectualmente falando como é óbvio!).

 

Blogger PPM said ... (11:38 da manhã) : 

Esclarecimento: para mim homossexual não é sinónimo de "maricagem". Há muito heterossexual maricas, lá isso há.
LGR, importa-se que discorde? É a minha opinião, posso tê-la?
Anónimos rancorosos não merecem resposta - e não me refiro ao Renas.

PPM

 

Blogger Luis Grave Rodrigues said ... (11:50 da manhã) : 

.

Caro Rui Castro:

Está enganado: um intolerante não é uma pessoa que não pensa como nós; é antes, pelo contrário, alguém que não aceita nem tolera o modo como os outros pensam ou são.

O que é, nitidamente, o seu caso.

O primeiro reflexo dessa sua intolerância é o facto de se precipitar para conclusões completamente infundadas e sem haver quaisquer factos que as suportem.

Já o disse inúmeras vezes (e repito-o aqui: http://rprecision.blogspot.com/2006/02/o-bom-jornalista.html , a propósito de um artigo de J.M.Fernandes), que o caso do casamento das lésbicas está completamente desligado de qualquer organização ou qualquer outra iniciativa parecida. Muito menos está relacionado com qualquer organização tenebrosa, nacional ou internacional, ou coisa parecida.

Não custaria nada ser um bocadinho mais honesto (intelectualmente falando, como é óbvio) e ver a realidade dos factos.

Como não custaria nada aproveitar a embalagem e não se perturbar com o facto de que alguns casos em que intervêm advogados em representação de pessoas que os contratam ou lhes pedem ajuda podem tornar-se mediáticos e virem a ser objecto da atenção dos media.

Isso não faz necessariamente do advogado um ser desprezível à procura de angariar clientela.
Fá-lo-á o modo como o advogado agir nessas circunstâncias.
Vi há pouco tempo um advogado a levar no focinho e a dizer para o filmarem...

O que é uma atitude bem distante da dignidade com que tenho visto a esmagadora maioria dos meus colegas a portarem-se quando aparecem nas televisões.

O que é diferente é a imensa inveja com que são olhados por alguns advogados (e até outros profissionais) que sabem que são incapazes de suscitar a atenção dos media ou sair da mediocridade e do anonimato nas suas profissões...

De qualquer modo, o «circo» mediático como lhe chama foi montado pela comunicação social.
Não o foi por mim.
Até porque o caso foi noticiado em todo o mundo, da Austrália ao Japão, passando por toda a Europa, Estados Unidos, Brasil, etc.

Isso prova a actualidade do caso. Mais nada!

.

 

Anonymous D. Josué Poligarfo said ... (11:58 da manhã) : 

Esta nova Direita ideologica até gosta de se fazer parecer liberal, tolerante e desempoeirada. Nada tem contra os GLTB e até dão a entender que alguns de entre eles gostam do pecado da molicie, do crime nefando e outros práticas de puro prazer. Porém, assim que os partidos à Esquerda tomam este assunto como bandeira vêm logo com o seu ai jesus! Será que não há ninguem à Direita que perceba que esta causa nao tem dono, que a Direita só perde por se opor a um movimento que, mais tarde ou mais cedo, chegará a Portugal. Em Espanha o PP tem uma posição política bem mais liberal (e admite debate interno em relação a esta e outras questões) que a demonstrada genericamente em Portugal. Na Holanda havia parceiros de coligação de Direita no governo que aprovou a lei dos casamentos gay. E aqui em Portugal?!? Somos utilizados utilizados como categoria de acusação, como fonte de piadinhas, somos acusados de ter uma agenda secreta tipo "protocolos dos sabios de sodoma", etc, etc.
É uma tristeza...

 

Blogger Rui Castro said ... (12:15 da tarde) : 

Caro LGR,
Como advogado rejeito o espalhafato que criou ou que, pelo menos, permitiu que se montasse em redor das suas clientes. Como advogado podia e devia ter-se cingido a fazer o seu trabalho, sem necessidade de câmaras ou microfones. As suas clientes, ao que sei, vivem em Aveiro, pelo que o processo do casamento poderia ter sido tratado em Aveiro. Se o fez em Lisboa foi porque se tratou efectivamente de um circo. Os processos e os casos que patrocinamos ganham-se em Tribunais ou em autoridades administrativas com poder decisório e não em televisões ou jornais. Devo dizer-lhe que repudio todos aqueles que querem fazer da nossa profissão uma "palhaçada" (desculpe a expressão mas por vezes é disso mesmo que se trata) com objectivos em nada consonantes com aquilo que deve ser o fito de um advogado.
Quanto aos factos que suportam a minha tese, estão à vista:
- BE apresenta projecto de lei no mesmo dia em que traz as suas clientes a Lisboa;
- As suas clientes residem em Aveiro e deslocam-se a Lisboa para tratar do processo de casamento (já agora, o processo de casamento já estava todo tratado e elas vinham mesmo para casar ou também isso foi mal explicado por si aos media?);
- Os media iam a passar inadvertidamente pela Conservatória ou foram avisados por vocês do que se ia passar?
É evidente que se tratou de um circo!
Cumprimentos

 

Blogger Luis Grave Rodrigues said ... (12:42 da tarde) : 

.


Caro Rui Castro:

Repito:

O circo mediático não foi criado por mim!
Criou-se e espalhou-se a si próprio, a partir da publicação do anúncio da iniciativa no meu Blogue.

Ou imagina-me com uma espécie de poder mágico, capaz de fazer interessar a Reuters, a Ag. France Press, etc?

E está mais uma vez enganado quando diz que deveria ter-me cingido ao meu trabalho sem ter colaborado com o interesse mediático que se gerou.
Pois é esse interesse mediático que poderá influenciar o poder político a proporcionar uma solução às minhas clientes.

E é esse o meu objectivo: levar a água ao moinho das minhas clientes.

Prova disso, foi o Bloco de Esquerda, que se montou na crista da onda e aproveitou para anunciar um projecto de lei, seguido poucos dias depois pela J.S.

Quanto ao "casamento" ter tido lugar em Lisboa (e isto serve também de resposta ao "chico-espertismo" do comentário do Quinto, lá em cima, que pensa que descobriu a pólvora), a resposta é simples:

Se a Teresa e a Lena moram juntas perto de Aveiro, também é facto que a Teresa mantém uma casa em Lisboa, onde sempre morou antes e continua, embora parcialmente, ainda a viver.
Mais exactamente numa freguesia da área da 7ª Conservatória do Registo Civil.
O artigo 82º do Código Civil permite expressamente que as pessoas possam ter duas residências e dois domicílios.

Podendo optar por despoletar o processo em Lisboa ou em Aveiro, porque não o fazer em Lisboa?

Que iria eu fazer para Aveiro, gastar dinheiro em deslocações e alojamento?
Foi mais fácil aproveitar uma das frequentes vindas da Lena e da Teresa a Lisboa (à tal casa), ver a filha desta, e assim foi mais prático para toda a gente.

Às vezes a melhor explicação para um facto é a explicação mais simples.
Não é?


A terminar:

Também repudio todos aqueles que querem fazer da nossa profissão uma palhaçada.

Garanto-lhe que não foi o meu caso.

Ou tem algo que me apontar no modo, na postura, ou naquilo que disse à comunicação social?

Claro que não!

Procurei sempre apresentar-me com dignidade!
E, segundo me tem sido referido, consegui-o completamente.
É, aliás, a minha própria opinião.

Porque será que não diz o mesmo do nosso Colega Sá Fernandes, quando o vemos a falar frequentemente do caso mediático que patrocina?

Porque ele tem precisamente essa postura de dignidade.
E procura mantê-la, mesmo quando o vi já a comover-se em directo num telejornal.

Um advogado ser alvo da atenção dos media por um caso que patrocina, não é só por si mau.

Nem lhe podem ser pedidas responsabilidades pelo aproveitamento político que os partido possam procurar retirar do caso.


Não deixe que a sua óbvia e manifesta oposição ao caso em si o impeça de ver as coisas como elas são.

Ou voltaríamos à questão da intolerância...


.

 

Blogger Pedro Picoito said ... (1:21 da tarde) : 

Mas o dr. Grave Rodrigues está a tentar convencer-nos de quê? Julga que somos todos estúpidos? É óbvio que houve encenação, é óbvio que houve convergência com o Bloco, é óbvio que o célebre casal de lésbicas estava ao serviço de uma causa que não é o seu casamento (elas próprias disseram, se não me engano, que não tinham grandes esperanças no caso), é óbvio que foram escolhidas a dedo (novas, com um discurso coerente, ar "normal", uma delas com uma filha), é óbvio que a maioria dos jornalistas que cobriram o caso-causa o fizeram com interesse panfletário, e é óbvio, por fim, que o casamento, tal como a adopção, é apenas uma etapa na batalha pelo reconhecimento social da homossexualidade. Ou alguém acredita que subitamente os homossexuais portugueses descobriram as virtudes do casamento?

 

Blogger Pedro Picoito said ... (1:28 da tarde) : 

Ah, e antes que me esqueça: a Atlântico está óptima, o Paulo Mascarenhas está de parabéns, já li quase metade desde que a comprei na Segunda-Feira, e a prova de que é (cada vez mais) lida está aqui - chateia muita gente para quem certas coisas não se podem dizer. Lamento, camaradas, mas vivemos em democracia. Todos.

 

Anonymous Anónimo Incógnito said ... (2:43 da tarde) : 

As teorias da conspiração em torno do caso Teresa e Helena são especialmente ridículas quando todo o caso foi tratado com máxima transparência e partiu precisamente dos blogs. É só ver os arquivos do blog do Luís Grave Rodrigues, ou do renas já agora. Como a Teresa e a Helena não são - felizmente, já lhes bastam os vizinhos para as insultarem - leitoras de blogs só souberam da iniciativa quando o JN fez uma referência à mesma, e que partiu do Luís. Ou seja, a Teresa e a Helena não foram escolhidas, disponibilizaram-se.


Se algum oportunismo houve foi do Bloco, que de surpresa apresentou o projecto nesse mesmo dia - as próprias associações LGBT ficaram surpresas, e aqui entre nós houve quem ficasse muito zangado pelo Bloco não ter optado pelo dia da entrega da petição. Nesse caso sim teria havido convergência de esforços, o que de resto é normal (e democrático) quando há efectiva intenção de mudar as coisas. Ou o CDS nunca colaborou com organizações pró-vida etc?


Voltando à Teresa e Lena, parece-me que se dependesse da vontade do Luís as coisas teriam avançado logo após a publicitação da ideia nos blogs, o que ocorreu em simultâneo com os primeiros casamentos em Espanha. Assim não foi possível, mas correu bem na mesma.

O ridículo desta história do JMF é acusar - com dados falsos - algumas pessoas de fazerem aquilo que é suposto e legítimo fazerem, e que toda a gente que queira influenciar a política do país faz e tem que fazer. Sem mediatismo nada se consegue, seja lei do casamento, da caça ou de arrendamentos..

 

Anonymous Anónimo Incógnito said ... (3:01 da tarde) : 

Um acrescentozinho. O mais curioso é notar como a direita portuguesa sendo contra o casamento gay parece ser incapaz de assumir esse discurso de forma clara, optando por estes patéticos fait-divers. No fundo a direita já notou que não pode ser coerente com certos princípios - de igualdade de direitos, não interferência com a vida privada, laicidade - que por vezes alega defender, e ao mesmo tempo defender essa postura contrária assente apenas num discurso religioso. Nos EUA não há tabus em assumir esse discurso religioso, e toda a retórica anti-casamento gay de Bush & Cª é exclusivamente religiosa. Mas ao mesmo tempo a direita portuguesa é confrontada com as direitas liberais nórdicas que até foram pioneiras nestas questões. Enquanto não se decide brincamos às conspirações e às queixinhas de intolerância. Quem padece é o debate honesto e relevante.

 

Anonymous Anónimo Incógnito said ... (3:15 da tarde) : 

E não resisto a mais um. Se a questão do anonimato do renas fosse um real incómodo, o Paulo Pinto Mascarenhas poderia simplesmente lançar-se ao debate com os que defendem posições semelhantes (no que toca ao casamento) de forma não-anónima. A começar pelo próprio Luís Grave Rodrigues, passando pelo Miguel Vale de Almeida, Eduardo Pitta, Sérgio Vitorino ou Anabela Rocha entre outros, todos blogam, mas quando não se quer debater a sério arranjam-se desculpas como o "anonimato" e procuram-se interlocutores que encaixem com a desculpa usada.

 

Blogger Rui Castro said ... (3:24 da tarde) : 

Caro Luís Grave Rodrigues,

Para finalizar (pelo menos da minha parte): é óbvio que o anúncio do caso no seu blog tinha como objectivo captar a atenção dos media e mediatizar o assunto
"O circo mediático não foi criado por mim!
Criou-se e espalhou-se a si próprio, a partir da publicação do anúncio da iniciativa no meu Blogue."
Pessoalmente não gosto de reger a minha actividade em função do mediatismo que os assuntos poderão causar. Confesso que, para mim, (ainda) não vale tudo para atingir os meus objectivos, muito menos expor (ainda que com a respectiva autorização) clientes da forma como expôs as suas constituintes.
Quanto ao Dr. Sá Fernandes, resta-me dizer-lhe que a opinião que expressei relativamente à forma como geriu este caso é válida para todos aqueles que optem pelo mediatismo da comunicação social em alternativa ao "sossego" dos seus gabinetes.

 

Blogger Pedro Picoito said ... (3:31 da tarde) : 

1. Folgo em ver que o "anónimo incógnito" reconhece que "sem mediatismo nada se consegue" e que Teresa e Lena, para usar a familiaridade mediática, "se disponibilizaram" à coisa. Foi exactamente isso que eu disse: afinal o conto de fadas tem um guião prévio.
2. Quem é que aqui usou argumentos religiosos contra o casamento homossexual? Dava-lhe jeito, não dava? Mas não, não foi isso que eu - ou outro qualquer - disse. O que eu disse, e repito, é que a batalha dos gays pelo casamento e pela adopção é simplesmente uma luta pelo reconhecimento social da homossexualidade. Se acha que isso é um fait-divers, porque se empenha(m) tanto?

 

Anonymous Anónimo Incógnito said ... (3:45 da tarde) : 

é simplesmente uma luta pelo reconhecimento social da homossexualidade. - diz o Pedro Picoito

Mas isso é algum problema? Ou ocultado pelos defensores? Esse não é o único motivo, mas é sem dúvida um dos motivos. E sobretudo para os gays e lésbicas que não tencionam casar esse é o mais importante. O fait-diver caro Picoito consiste em você não explicar porque acha que a homossexualidade deve continuar a ser motivo de discriminação ou vergonha social. Ora diga lá. E não, ninguém usou argumentos religiosos, como disse, ninguém usou argumento algum, só tricas, ou fait-divers se me é permitido o francesismo...

 

Anonymous Anónimo Incógnito said ... (3:53 da tarde) : 

De resto acredito totalmente que o Luís não se tenha esforçado minimamente por aumentar o mediatismo da coisa, é que nem era preciso, é certo e sabido que independentemente do momento em que o pedido de casamento fosse feito, e independentemente do casal ou do advogado, os jornalistas estariam lá em peso. O casamento é de resto um contrato público. Mas em qualquer país os primeiros casamentos gay, ou tentativas, são sempre muito mediatizados. E andar a discutir isto é não querer discutir o que importa de facto.

 

Blogger Pedro Picoito said ... (4:04 da tarde) : 

Mas quem é que está a discriminar os gays ou a apontar a homossexualidade como motivo de vergonha? Daí a fazer dela cavalo de batalha no debate público é que vai uma grande distância... Discriminação é aquilo a que sujeitaram as senhoras em questão (e a criança) lá na terra onde moram. Vergonha teria eu se a minha intimidade servisse os fins políticos de terceiros. Não se vitimizem...

 

Anonymous Anónimo Incógnito said ... (4:12 da tarde) : 

Está a ver Pedro Picoito como é incapaz de encarar o assunto com frontalidade? Ora diz que o único objectivo do casamento é a aceitação social da homossexualidade, ora diz que não há qualquer forma de não-aceitação social da homossexualidade. O seu casamento (digo-o sem saber se é casado ou não) é parte da sua intimidade? É que o casamento é por definição público, e serve precisamente (entre outras coisas) para isso, o reconhecimento público de uma relação.

Fins políticos de terceiros? Mas as senhoras não são mesmo lésbicas? Não lhes interessará a aceitação social da homossexualidade? Além de que as próprias deram vários exemplos práticos (empréstimos, saúde, reconhecimento de direitos maternais sobre a filha biológica de uma delas etc) de como o casamento lhes interessa de forma bastante directa.

Fait-divers, fait-divers, fait-divers...

 

Anonymous Zézito said ... (4:21 da tarde) : 

"Se a Teresa e a Lena moram juntas perto de Aveiro, também é facto que a Teresa mantém uma casa em Lisboa, onde sempre morou antes e continua, embora parcialmente, ainda a viver."

Mas como é que alguem mantem duas casas estando desempregado? Não eram elas que precisavam de dinheiro e por isso tiveram que aceitar um lugar de honra no passeio carnavalesco?

 

Anonymous elton said ... (4:25 da tarde) : 

o que é um gay?

 

Blogger Rui Castro said ... (4:35 da tarde) : 

"De resto acredito totalmente que o Luís não se tenha esforçado minimamente por aumentar o mediatismo da coisa, é que nem era preciso, é certo e sabido que independentemente do momento em que o pedido de casamento fosse feito, e independentemente do casal ou do advogado, os jornalistas estariam lá em peso. O casamento é de resto um contrato público."

Caro anónimo,
Só pode ser brincadeira. Se o advogado Luís Grave Rodrigues (ou Luís como o anónimo carinhosamente lhe chama!) nada tivesse dito como é que os jornalistas teriam sabido do "casamento". Só mesmo um tipo muito ingénuo para acreditar que tudo isto foi espontâneo, sem qualquer tipo de preparação ou publicidade!

 

Blogger Pedro Picoito said ... (5:12 da tarde) : 

Mas é claro que há um não reconhecimento social da homossexualidade! Eu não disse o contrário. O que disse é que aqui, nesta discussão, nesta caixa de comentários, neste blog, ninguém apontou a homossexualidade como motivo de vergonha social. O anónimo é que usou essa vergonha como argumento para desfiar o rosário do costume sobre a discriminação. A isso chamo eu vitimizar-se.
E sim, o meu casamento é parte - a principal - da minha intimidade. O reconhecimento público, isto é legal, do facto destina-se a proteger essa intimidade e os filhos que dela nascem. Não se destina, pode estar certo, a ser arma de arremesso nas guerras do Bloco de Esquerda contra a Igreja Católica, "o conservadorismo da sociedade portuguesa", o grupo de forcados amadores de Alcochete ou os imitadores indígenas do sr. Le Pen. Lamento que haja quem não pense assim. E lamento ainda mais (e não é por mim, asseguro-lhe) que haja quem se preste a trocar a sua vida privada, e sobretudo a de uma criança, pelo triunfo efémero de aparecer no telejornal em nome de uma causa política.

 

Anonymous Anónimo Incógnito said ... (5:55 da tarde) : 

zzzZZZzzz

Rui, carinhosamente lhe digo que estava tudo nos blogs, os jornalistas lêem blogs, daí a iniciativa ter sido noticiada antes mesmo de haver casal!

Pedro, continuo a não ver um único argumento válido contra o direito às pessoas casarem com alguém do mesmo sexo. Aliás, entretanto deixei de perceber se sempre está contra ou não. Só me fala em fait-divers!

 

Anonymous Anónimo Incógnito said ... (5:57 da tarde) : 

E já agora, o que entende por "um não reconhecimento social da homossexualidade"?

 

Anonymous roteia said ... (10:51 da tarde) : 

Mas se em Espanha já se resolveu o problema do casamento entre homossexuais porque é que em Portugal se gastam dígitos a repisar o óbvio, isto é, que direitos para todos são direitos para todos. E os deveres também.
Será que nós por cá não somos capazes de resolver as coisas com a normal elevação das divergências políticas?
Argumentos em torno de partidarites, pró ou contra este ou aquele, são apenas coisas mesquinhas. E então o argumento contra o advogado Luis Grave Rodrigues é ridículo, ainda que ele se movesse apenas por interesses de visibilidade. Afinal quantos advogados até agora aceitaram em Portugal casos relacionados com a homossexualidade? Dá nas vistas, é certo, mas é preciso coragem.
Quanto ao Renas e Veados vale a pena reafirmar que, tanto na blogosfera como no jornalismo, na vida literária como na vida artística, existem desde sempre pseudónimos, ou seja, entidades nomeáveis. Coisa completamente diversa é o execrável anonimato.

 

Blogger Pedro Picoito said ... (11:57 da tarde) : 

Então vamos lá esclarecer.
1. Sou contra (muito) o casamento de homossexuais.
2. Por não reconhecimento social da homossexualidade entendo que há gente (muita) que não aprova a homossexualidade.
3. Não sou eu que tenho que dar razões contra o casamento homossexual, são os gays que têm que dar razões para que o Código Civil permita o casamento homossexual. A mim e, pelos vistos, a todos os conservadores do Registo Civil que não casam homossexuais porque a lei não permite. Tendo em conta o cada vez menor apreço que os heterossexuais têm pelo casamento, espero que as razões dos gays sejam muito fortes para esperarem tanto do casamento.
Mas já que meti no debate, deixo dois argumentos aqui em baixo(que evidentemente serão apenas fait-divers para o nosso anónimo...)

 

Blogger Pedro Picoito said ... (12:56 da manhã) : 

Não é simples explicar em meia dúzia de linhas porque me oponho ao casamento gay, mas vou tentar.
1. Em primeiro lugar, o casamento não é um direito absoluto de ninguém. Ao contrário do direito à vida ou do direito de voto (por definição individuais), precisa de outra pesssoa para se concretizar. Se eu quero casar com a Miquelina mas ela não quer casar comigo, nada feito. A questão do direito ao casamento tem que incluir sempre um outro. Desde que o casamento existe, mais ou menos desde que a homossexualidade existe, esse outro foi sempre do sexo oposto. Por qualquer razão (nada misteriosa, de resto), o casamento e a homossexualidade nunca coincidiram. A razão é que, juridicamente, o casamento não se destina a garantir o amor ou o sexo entre duas pessoas. Para isso bastava a literatura. Do ponto de vista da história do direito, destina-se a garantir sobretudo duas coisas:
a) que a parte social e economicamente mais frágil, a mulher, veja os seus direitos acautelados (graças ao dote ou à pensão de alimentos) em caso de quebra do contrato (divórcio ou separação);
b) que os filhos, o fruto do casamento que mais interessa à sociedade, recebam uma identidade, um património e uma educação num quabro legal e familiar estável, o que é muito benéfico para todos.
Uma vez que, na união homossexual, não há uma parte mais frágil nem filhos, não há razão para o casamento.
2. A única razão que pode haver é o tal reconhecimento social da homossexualidade. Não é uma má razão: é péssima. Péssima porque significa instrumentalizar o casamento, menorizar uma instituição decisiva para o bem-estar da maioria das pessoas em nome de uma causa panfletária de minorias e grupúsculos políticos. Numa altura em que o casamento vai definhando, com as consequências que estão à vista (por exemplo, o empobrecimento relativo da mulher divorciada ou o insucesso escolar dos filhos de lares monoparentais), lançá-lo outra vez para a arena do combate político seria catastrófico. Para todos, repito.
E não sejamos ingénuos: os gays não querem o casamento - querem oreconhecimento. Obtido o casamento, fatalmente quererão a adopção. Pela mesma lógica: querem ser "normais". Para isso, têm que ter filhos. Se não podem lutar contra as leis da natureza, recorrerão à lei dos homens. E vão passar a exigir - já o fazem - o direito de adopção para não se sentirem discriminados, diferenciados, marginalizados, odiados, etc. Cá estaremos para ver. Infelizmente.

 

Blogger Luis Grave Rodrigues said ... (1:18 da manhã) : 

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Caro Pedro Picoito:

É contra o casamento homossexual?

Contra?

Pois bem:
Tenho uma má notícia para lhe dar: Isso não lhe serve de nada!!!

Se me permitem, para a explicação do que digo remeto-o para aqui:

http://rprecision.blogspot.com/2006/02/eu-c-sou-contra.html


*

De qualquer modo, não queria deixar de lhe manifestar a minha perplexidade com o incómodo que a mera existência da homssexualidade neste planeta pelos vistos lhe causa.

Porque sucederá isso?...


*

Quando ao comentário do Zézito (4:21)a propósito da casa da Teresa em Lisboa:

Já pensou, caro Zézito, que uma pessoa pode ter residência numa casa de que não é proprietária?

Sabe que há gente que vive em casa de familiares, de amigos, etc.?

Não: ainda não foi desta que decobriu a pólvora...

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Blogger Rui Castro said ... (10:17 da manhã) : 

Caro LGR,

"É contra o casamento homossexual?
Contra?
Pois bem:
Tenho uma má notícia para lhe dar: Isso não lhe serve de nada!!!
Se me permitem, para a explicação do que digo remeto-o para aqui:
http://rprecision.blogspot.com/2006/02/eu-c-sou-contra.html"

Sem querer entrar muito pela questão da arrogância, sempre lhe digo que remeter o Pedro Picoito para um texto seu como se de uma decisão do TC se tratasse revela uma certeza e uma vaidade que em nada o beneficiam. Também lhe digo que tanto o Prof. Vital Moreira como o Prof. Jorge Miranda disseram que o artigo do Código Civil não é inconstitucional, opiniões que, em sede de matéria constitucional, me merecem mais crédito que a sua.
Eu também não concordo com o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o que não é o mesmo que dizer que sou contra o casamento entre homossexuais. Com efeito, há que distinguir os homossexuais da homossexualidade. E a verdade é que a lei não proíbe o casamento de homossexuais mas sim o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Acresce que, quando lê uma qualquer disposição legal não se pode limitar a fazer uma interpretação literal da mesma, devendo igualmente tentar sistematizar a mesma no âmbito da nossa legislação e fazer uma interpretação teleológica muito ao gosto do saudoso Bigotte Chorão. Assim sendo, parece-me evidente que a norma do Código Civil não é inconstitucional, mas o TC o confirmará ou não. Até lá "tenho uma má notícia para lhe dar: Isso não lhe serve de nada!!!". As suas clientes e todos aqueles que pretenderem casar-se com pessoas do mesmo sexo terão que aguardar ou então vão a Badajoz casar-se. Sugiro que combinem com o defensores do aborto alugar umas camionetas e "matam dois coelhos de uma cajadada".

 

Blogger Luis Grave Rodrigues said ... (11:55 da manhã) : 

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Caro Rui Castro:

Tenho outras más notícias para lhe dar:

Para além de que "ser contra" o casamento entre pessoas do mesmo sexo não lhe servir de nada, fique sabendo que, para além dos que cita, há outros constitucionalistas de renome que são da minha opinião.

Apesar de terem falado na comunicação social, nem sequer preciso de dizer aqui quem são.
Estou seguro da minha opinião e do meu parecer técnico-jurídico o bastante para não ter de o fazer.


O argumento falacioso de que "a lei não proíbe o casamento de homossexuais mas sim o casamento entre pessoas do mesmo sexo" já não pega.
Não cabe neste espaço explicar-lhe porquê.

Sendo o casamento um contrato de natureza exclusivamente civi, bastaria usar esse raciocínio para qualquer outro tipo de contrato civil.

Experimente dizer:
«a lei não proíbe o contrato de compra e venda de bens imóveis por homossexuais mas sim o contrato de compra e venda de bens imóveis entre pessoas do mesmo sexo».

Não preciso de lhe dizer o que ridículo isto seria, pois não?

Mas ainda lhe digo que é extremamente curiosa a sua afirmação de que tem uma má notícia para me dar - e que essa má notícia é que as minhas clientes... têm de esperar.

É curioso que não diz que têm de desistir, mas simplesmente que têm de esperar, não é?

Tenho uma má notícia para lhe dar: elas esperam já há quatro anos; não se importam de esperar mais um!

E tenho outra má notícia para lhe dar: como é por si próprio reconhecido, esse desfecho é inevitável e é só uma questão de tempo.
Aliás, será uma má notícia não só para si, mas também para os constitucionalistas que nomeou.

Já agora, só mais uma má notícia:

Talvez nem sequer seja preciso esperar tanto tempo.

Espere por novos desenvolvimentos.

Para breve.
Para muito breve!


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Blogger Pedro Picoito said ... (12:06 da tarde) : 

Ó dr. Grave Rodrigues, tenho três más notícias para lhe dar:
1ª- SER CONTRA O CASAMENTO HOMOSSEXUAL SERVE-ME PARA PERDER TEMPO A ATURAR GENTE QUE ESCREVE MUITO ENFATICAMENTE!
2ª- A EXISTÊNCIA DA HOMOSSEXUALIDADE NÃO ME CAUSA QUALQUER INCÓMODO DESDE QUE NÃO USEM O CASAMENTO, A ADOPÇÃO, FILMES DE COWBOYS E O CHIADO DEPOIS DAS 8 DA NOITE PARA PROMOVER A SUA AGENDA POLÍTICA!
3ª- NÃO SEI PORQUE SERÁ ISSO! SEREI UM GAY RECALCADO!?
Quanto ao resto, se tiver algum argumento a apresentar, faça favor. Aqui não há tabus: diz-se tudo. Até, veja lá, que a homossexualidade não é uma fonte de direitos.

 

Blogger Luis Grave Rodrigues said ... (12:22 da tarde) : 

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Pedro Picoito:

Tenho que admitir que você tem graça!


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Blogger Rui Castro said ... (12:29 da tarde) : 

"Apesar de terem falado na comunicação social, nem sequer preciso de dizer aqui quem são."

Tem a certeza de que se tratavam de constitucionalistas?
Quanto ao não pegar o meu argumento, dando o exemplo da compra e venda de imóveis, confesso que não percebi, mas como não fui muito bom aluno suspeito que o problema esteja em mim e não no exemplo brilhante que deu.

Quanto a isto:
"Já agora, só mais uma má notícia:
Talvez nem sequer seja preciso esperar tanto tempo.
Espere por novos desenvolvimentos."
Se eu acreditasse em teorias da conspiração ainda pensava que teria tido acesso a informações privilegiadas de algum partido político ou assim. Meu caro, as más notícias não são para mim. Mas olhe que o circo que o Dr. e as suas constituintes andam a fazer em nada contribuem para alterar a forma como muitas pessoas vêm a homossexualidade, nem tão-pouco contribuem para criar em terceiros o espírito de tolerância que tanto invocam. O que sei é que não vai ser pelo facto das suas clientes se casarem que vou mudar a minha forma de pensar.
Os media é que devem estar satisfeitos, pois depois de esgotado o efeito big brother e quinta dos vip vão ter um espectáculo "freak" com que se entreter: os casamentos gay!
Se fosse a si pedia uma comissão à SIC, TVI, Correio da Manhã e 24 horas pelo serviço que lhes está a prestar!

 

Blogger Luis Grave Rodrigues said ... (1:26 da tarde) : 

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Não será que quem está a dar um triste espectáculo de si próprio são precisamente aqueles que são inútil e pateticamente "contra", movidos apenas por preconceitos homofóbicos medievais?


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Blogger Pedro Picoito said ... (2:48 da tarde) : 

Ó dr. Grave Rodrigues, assim não! Preconceituoso e homofóbico, ainda aceito. Preconceituoso e medieval, ainda passa. Homofóbico e medieval, tá bem. Agora preconceituoso, medieval e homofóbico, tudo ao mesmo tempo, isso é que eu não aguento!

 

Anonymous Anónimo Incógnito said ... (4:27 da tarde) : 

Uff, finalmente um bocadinho de frontalidade. A homossexualidade não incomoda o Pedro desde que não se veja, desde que não exista. É como o PNR então ;)

Sim, se calhar é mesmo um gay recalcado ;) Deixe lá, não é o único, há tantos.. no PNR então! Cala-te boca..

Fiquei com uma dúvida, a Fernanda Câncio também é responsável pelo filme de cowboys?

 

Blogger Pedro Picoito said ... (5:35 da tarde) : 

E se em vez do PNR e da idade média usassem argumentos? As boas intenções não dão para tanto?

 

Blogger Rui Castro said ... (6:04 da tarde) : 

Caro LGR,
"Não será que quem está a dar um triste espectáculo de si próprio são precisamente aqueles que são inútil e pateticamente "contra", movidos apenas por preconceitos homofóbicos medievais?"
Se não aceitar que a lei permita o casamento entre pessoas do mesmo implica que eu seja inútil, patético, preconceituoso, homofóbico e medieval então vou ter que concordar consigo e aceitar que me apelide de tudo isso. Já se significa que me limito a ter uma visão da sociedade diferente da sua (mais em consonância com a realidade de Roma Antiga em que tudo era permitido e nada era proibido), não aceitando V. Exa. que eu me atreva a pensar dessa forma, então o intolerante não sou eu. O que vale é que já passou o tempo do PREC senão suspeito que seria exilado compulsivamente. O que seria bem interessante era que o Sr. Dr. não usasse da sua profissão para promover partidos políticos de extrema-esquerda e para não desancar todo o seu ódio nessa instituição de nome ICAR.
Ora, como (ainda) vivemos em liberdade, vai ter que aturar este preconceituoso que tudo fará para evitar que regressemos aos tempos dos romanos. Deixe-me que lhe diga que a sua moral sexual não é melhor do que a minha, limita-se a ser diferente, por isso aguente-se!

 

Blogger ZP said ... (6:24 da tarde) : 

uff.
bela polémica.

 

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