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quinta-feira, março 09, 2006

Portanto, desde as dez da manhã...

que o artigo 328.º(Ofensa à honra do Presidente da República) deixou de ser aplicável quanto ao dr. Sampaio.

E Rodrigo, penso que te esqueces da responsabilidade e cumplicidade de todos os que assistiram, tranquilamente, a um exercício de poder pouco masculino e nada afirmativo, plasmado em centenas de discursos vazios, acompanhados de lágrimas inúteis e alguns apelos óbvios. A esterilidade deste tipo de arte política, que não descobre opositores e que quando os descobre, raramente confronta ou exige, foi atroz; a incompetência do autor para o cargo, manifesta; a estupidez aguda dos acontiados, gritante. A tudo isto, acresce - imagine-se -, inexplicável dificuldade na fundamentação de decisões (óbvias ou não), uma previsibilidade pouco isenta, e aquilo que, pelo menos no plano estatístico, pode ser definido como uma orientação tendenciosa. A título final, juntar-lhe-ia, talvez, uma ocasional, mas disfarçada, falta de polidez estadística, motivada, certamente, por um tipo de socialismo republicano grosseiro.

Pergunto-me, no entanto, como é que o dr. Sampaio, personagem de tamanha honestidade, educação e cultura, titular de reputação inabalável, e alvo de relevante estima por parte de alguns sectores, foi capaz de exercer tão cobarde e inerte magistério? Praxe socialista ou conveniência histórica?


[Jacinto Bettencourt]

Comments on "Portanto, desde as dez da manhã..."

 

Anonymous Anónimo said ... (9:23 da tarde) : 

Não insulta quem quer. Insulta quem pode. Ora, como é bem evidente do seu texto, o Jacinto não pode.

rita

 

Anonymous JB said ... (12:34 da manhã) : 

Tem razão. Ainda bem, reconheço, dado que não era minha intenção fazê-lo.
Quem sabe Rita, no entanto, se serei um dia digno de insultar um presidente de alto a baixo. Ou de escrever chichés idiotas e gastos do género "insulta quem pode" nos comentários de outros blogs.
Quem sabe, não é Rita?

 

Anonymous Roteia said ... (3:33 da manhã) : 

Permita-se, Jacinto Bettencourt, que enquadre o seu artigo como parte de uma "onda" que pretende denegrir Jorge Sampaio para abrir caminho à entronização idealizada de Cavaco Silva.
Suponho, em primeiro lugar, que Cavaco sabe o suficiente de entronização para não necessitar de empurrões. Depois creio que, apesar do direito do Jacinto à discordância e à crítica, precisamos todos de mudar de atitude para não ampliar o estado de crise moral em que o país se encontra.

 

Anonymous JB said ... (10:27 da manhã) : 

Caro/a Roteia,

Agora imagine que um dos principais responsáveis pela crise moral do país é precisamente Sampaio?

JB

 

Blogger Roteia said ... (12:06 da tarde) : 

Caro JB: Não, não imagino Sampaio com essa responsabilidade, nem vejo os motivos porque deveria imaginar.
Olhando a história recente, estou certo que há responsabilidades a vários níveis mas que o ex-presidente foi um ponto de equilíbrio, dentro das suas competências. Mas se olharmos mais largamente para o passado...
O problema creio, reside no hábito tão português de messianizar a vida política, como se cada um de nós estivesse sempre fora de questão.
Saudações ultraperiféricas.

 

Anonymous JB said ... (1:03 da tarde) : 

Cara Roteia,

Pois a nossa discordância nasce precisamente aí. Entendo que nos últimos dez anos nunca houve um momento de equilíbrio resultante de Jorge Sampaio. E olhe que creio pouco na bondade da sua inércia constante, apenas interrompida para reforçar certos desequilíbrios.
Sendo certo que Santana Lopes encabeçou o paradigma de governo a demitir, o segundo governo de Guterres vinha imediatamente a seguir (sendo que, neste caso, a triste saga de episódios prolongou-se por bastante mais tempo).
Cumprimentos,

JB

 

Blogger Roteia said ... (3:16 da tarde) : 

Caro JB: Comprendo, mas a minha discordância procura ir muito mais longe. Quando refiro responsabilidades falo para fora do sistema político. Lembro-lhe que um dos cavalos-de-batalha de Sampaio foi o problema do déficite de cidadania em Portugal. Um exemplo concreto: as dívidas actuais ao fisco são na ordem dos 17 mil milhões (v. Ultraperiférico), sem contar com os números insondaveis mas monstruosos da economia paralela.
Vamos ver a este propósito que apoio o novo presidente dará ao actual ministro das Finanças e ao 1º ministro Sócrates para melhorar as obrigações de cidadania. As minhas espertanças são muito baixas.
(só + isto: Roteia é pseudónimo masculino, corruptela de arroteia, isto é, aquele que cultiva a terra, lavrador)

 

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