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terça-feira, março 21, 2006

Parabéns ao PSD...

Muitos parabéns ao PSD pela consagração estatutária da eleição directa do respectivo líder. Como alguns oportunamente apontaram, a eleição do presidente por colégio eleitoral (congresso), a que as estruturas locais acediam plenamente através de ponderadas e ponderosas correcções do modelo de representação interna, era um elemento constitutivo do PSD, e uma marca perene da sua história singular. Contrariamente ao que alguns revisionistas têm vindo a decretar, aflitivamente, nos últimos anos, o PSD não é um simples resultado lógico da credibilidade de três fundadores principais, ou uma mera projecção do valor apodíctico e evidente das ideias perfilhadas pela ala liberal ou pelos católicos do Porto. É justo dizer, pelo contrário, que, de certo modo, a instalação e consolidação do PSD por todo o território nacional, de forma não comparável a nenhum outro partido, resulta, precisamente, do insucesso da visão ingénua de alguns dos principais fundadores. Para além das conspirações centrais, o partido afirmou-se localmente, entre golpes e contra-golpes diários, negociando a paz e a guerra passo a passo, através de caciques, regionalistas, homens de bigode e de barba rija (os quais soube, como nenhum outro, incorporar e disciplinar). Estas pequenas revoluções, que alguns insignes militantes em pleno delírio contemplativo consideravam tão contrárias a um Estado de Direito então inexistente, livraram o país da guerra civil e abriram caminho à democracia que temos hoje; foram justamente os golpes, as arrojadas negociatas e os demais acontecimentos políticos locais da lavra dos militantes locais, que credibilizaram o PSD enquanto partido nacional, dotando-o de um corpo heterogéneo de filiados. Francisco Sá Carneiro, recorde-se, andava longe em 1975; quando volta, preocupa-se em pôr na ordem os conspiradores envolvidos na trama local, embrulhados em compromissos com militares e outro intervenientes. As coisas deram na cisão de Aveiro, e posterior pacificação do líder com os dissidentes. A tensão entre a direcção nacional e o verdadeiro partido, o partido que estava no terreno, marcou o destino desta virtuosa associação política desde muito cedo. Resta-nos perceber que o sucesso do PSD resulta de uma verdadeira simbiose entre aqueles dois mundos diferentes, entre duas ordens sociais e políticas até então separadas, e que foi essa simbiose que converteu o partido numa amálgama sociológica extraordinária, e, simultânea ou consequentemente, num vector de democratização local inigualável. No fim-de-semana passado o PSD esqueceu tudo isto e passou a ser igual a todos os outros. Ser igual está na moda. Desejos supérfulos também. Os meus parabéns, portanto.

[Jacinto Bettencourt]

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