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terça-feira, março 14, 2006

O quarto poder

Percebo que o Daniel Oliveira, militante de um grupelho cuja popularidade se deve essencialmente à vergonhosa promoção de que goza nos media, revele tamanha reverência com a classe jornalística, num post sugestivamente chamado «o cobarde», a propósito da entrevista de Berlusconi. Compreendo até que o Daniel acolha o conceito de liberdade de uma forma muito particular. Mas a polémica a sangue-vivo e a violência verbal não devem ser toleradas quando se percebem intenções obscuras por detrás de tantas e tantas insinuações. A verdade é que os jornalistas, que não são comentadores nem analistas, têm o hábito de mandar a independência para o Burundi e de se permitem opinar. Na entrevista que Berlusconi concedeu à RAI, Lucia Annunziata (a entrevistadora) cometeu esse fatalíssimo erro. Passou a entrevista a interromper o entrevistado e dedicou dois minutos seguidos, constantes, ininterruptos (a que pude assistir) a dissertar sobre teses cabalísticas e a espaços, insultuosas, sobre o famigerado conflito de interesses entre televisões privadas e cargos governamentais. Com Berlusconi concordo pouco, à excepção, talvez, de também achar que o Milão deve jogar com dois avançados. Mas neste caso estou com il primo ministro. Os jornalistas têm forçosamente de aprender que, antes do quarto poder, há outros, se calhar, bem mais importantes.

[Tiago Geraldo]

Comments on "O quarto poder"

 

Anonymous Anónimo said ... (6:47 da manhã) : 

E qual será o poder que leva ao apagamento da caixa de comentários à nota de PPM sobre a alegada ultrapassagem do Abrupto pelo Espectro?

O poder de só ouvirmos e lermos o que nos interessa?

O poder de apagarmos os comentários que nos chamam a atenção para o facto de o Acidental nunca ter conseguido nem sequer vagamente aproximar-se dos números do Abrupto?

O poder de apagarmos os comentários que nos dizem que foi o PPM que levou a Constança Cunha e Sá a abrir o Espectro e que dirige a revista Atlântico onde a mesma CCS também escreve?

O poder de apagar os comentários que chamam a antenção para a duração do Espectro, pouco mais de dois meses, contra os quase quatro anos em lugar cimeiro do Abrupto?

Que tristeza....

 

Blogger PPM said ... (10:26 da manhã) : 

Não, não é nenhum desses factos, embora pelo menos um deles não seja verdade. Os comentários foram apagados porque pessoas alheias a este blogue e ao assunto foram rudemente chamadas à colação. Em vez de apagar insultos, decidi fechar a caixa. A tristeza também é minha...

PPM

 

Anonymous Fedele Confaloniere said ... (12:01 da tarde) : 

Excelente post Tiago!

 

Anonymous André said ... (12:38 da tarde) : 

Tiago,

Não deve escrever Il primo ministro, mas
Il Presidente del Consiglio dei Ministri ou simplesmente "premier".

 

Anonymous otero said ... (1:23 da tarde) : 

Podem ver aqui o video. (não está grande coisa mas foi o que encontrei :P)

 

Blogger Joao Galamba said ... (4:00 da tarde) : 

Caro Tiago,

Acho que te fazia bem veres umas entrevistas do Jeremy Paxman (vide site to newsnight a famosa entrevista ao Howard). Ele e' tudo menos imparcial, ou mehor ele e' imparcialmente imparcial e e' do Labour quando entrevista os conservadores e vice-versa. Ele e' um inquisidor e e' um jornalista fundamental para o dinamismo e a qualidade do debate politico em Inglaterra. Paninhos quentes e simpatias nao sao com ele e nao me parece que ele conheca a palavra impacialidade. E jamais algum politico abandonou uma entrevista a meio. O Berlusconi e' um cancro e tenho alguma dificuladade em imaginar o que seria um jornalista que confronte o PM Italiano tentando ser "imparcial".

 

Blogger Joao Galamba said ... (4:01 da tarde) : 

Uma pergunta: se nao tivesse sido o DO a mencionar o caso, sera que terias escrito este post?

 

Anonymous Hugo Oliveira said ... (4:17 da tarde) : 

João Galamba:

É sempre saudável ver o Paxman. Mas veja primeiro a entrevista da rai, se lhe for possível, e confesse-nos então se é comparável. No hardtalk ou no newsnight são hiper duros, mas não deixam de ser entrevistas. Like, sei lá, ouvem as respostas e fazem perguntas a partir daí. No caso, não se passou nada disso: o tom não foi de inquisição, foi de simples propaganda e achincalhamento. Ela nem fazia perguntas! O Tiago fala em dois minutos, mas eu acho que num caso foi bastante mais. Por muito canceroso que seja o Berlusconi, amicus platus sed magis amicas veritas: teve toda a razão. Eu não saía de lá tão calmo.

 

Anonymous Anónimo said ... (4:54 da tarde) : 

o milão não existe. existe o milan. era a mesma coisa que alguém chamar desportivo ao sporting. o berlusconi é um imbecil, o mesmo sendo válido para a annunziata. o texto do daniel tb falhava todos os tiros. a clivagem em torno do berlusconi não é entre a esquerda e a direita ou entre liberais ou conservadores. é entre a civilidade e uma outra coisa. mas nenhuma das partes em itália parece perceber isto. no entretanto, vão todos fazendo tristes figuras.

 

Blogger Tiago Geraldo said ... (5:53 da tarde) : 

O Oporto também não existe, existe o FC Porto. E o Bayern de Munique também não, existe o FC Bayern München.

 

Blogger Sofocleto said ... (6:50 da tarde) : 

«Os jornalistas têm forçosamente de aprender que, antes do quarto poder, há outros, se calhar, bem mais importantes.»

É evidente que há. Aquele poder que é dono dos meios de comunicação e que, por via disso, domina o poder político.

É com este «primo ministro» que o Tiago está. E está muito bem!

 

Blogger Tiago Geraldo said ... (7:02 da tarde) : 

Caro João Galamba: vi a entrevista ontem e a repercussão da notícia não estava a ser manipulada. O Daniel Oliveira apresentou uma versão distorcida do que se passou e por isso achei por bem defender o cavaliere. O Jeremy Paxman diz ao que vem mas, nem mesmo quando repetiu mais de 10 vezes a mesma pergunta ao Michael Howard, nem mesmo aí falou por cima dele ou passou metade da entrevista a interrompê-lo.

 

Anonymous NB said ... (3:51 da manhã) : 

Só queria comentar a parte que se refere ao "grupelho cuja popularidade se deve essencialmente à vergonhosa promoção que goza nos media". Primeiro que tudo queria referir, porque parece quase obrigatório para evitar confusões, que nunca votei no Bloco nem sou simpatizante. Mas discordo profundamente que o Bloco goze de vergonhosa promoção nos media. Na sua óptica, enquanto o BE é vergonhosamente promovido, o CDS é obscenamente ignorado, é isso? Basta olhar para as televisões e ver quem é que costuma estar a comentar ou a debater - Maria José Nogueira Pinto, João Pereira Coutinho, Paulo Portas, Lobo Xavier e outros que tais. Em programas como o Expresso da Meia Noite vemos painéis de 4 convidados que incluem o Nuno Rogeiro, o JPC e o General Loureiro dos Santos. Como vê, tudo pessoas afectas à esquerda. Aliás, a direita é sobrerepresentada nos meios de comunicação. Por exemplo, na quadratura do círculo 2/3 dos comentadores perfazem prai 35% das últimas legislativas. Por outro lado, do BE que costumem aparecer na televisão, só mesmo o Daniel Oliveira e, muito de vez em quando, a Drago e o Rosas.
Abra os olhos homem, deixe de ser sectário.

O Bitaite é a única manifestação intelectual verdadeiramente pura... http://irmandadedobitaite.blogspot.com/

 

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