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terça-feira, março 07, 2006

Mais do mesmo

Só quem não conhece as propostas do CDS e a sua actuação no último Governo de que fez parte, pode ficar surpreendido com a reacção da Teresa Caeiro ao aumento das taxas moderadoras. O CDS é aquele partido que teve a pasta da Segurança Social e das Finanças e a única coisa que deixou foi uma legislação de trabalho digna de um Governo Socialista pós revolução.
Enquanto as pessoas pensarem na Direita ideológica e a identificarem com o CDS nunca haverá um debate sério sobre o que são as verdadeiras propostas da Direita para o país.

E já agora, hoje começa a reprise do eterno folhetim Portas. Vamos ouvir pela milionésima vez o chavão da “refundação da direita”, do direito à vida, do não ao casamento dos homossexuais, da defesa dos lavradores... e não vamos ouvir nada sobre privatizações, alteração da legislação laboral, fim dos monopólios, reformas da Administração Pública (era demasiado atrevimento se falasse disso, depois do último Governo de que fez parte), liberalização da Economia, libertação da Educação do jugo do Estado, etc etc.
Daqui a umas semanas irá visitar mais umas empresas com o seu séquito atrás, vai criando uns factos políticos – que porá os jornalistas a elogiar a sua “enorme capacidade política” - e depois, a pedido de muitos, vai ao Congresso e, com espirito de missão, volta a ser o presidente do CDS.

A verdade é que não pode ser Portas a fazer renascer a Direita porque a Direita dele já morreu, graças a Deus.

[Pedro Marques Lopes]

Comments on "Mais do mesmo"

 

Anonymous enp said ... (5:58 da tarde) : 

Amigo fato, no que respeita a política de saúde eu conheço bem as posições do cds. Pelo menos as que o cds costumava ter. E, garanto-te, são "ligeiramente" diferentes das da Teresa Caeiro.
Quanto ao Portas, passo.

Abraços

ENP

 

Anonymous Anónimo said ... (6:56 da tarde) : 

Eduardo,
Se o dizes... agora, não me posso esquecer que a Teresa foi Secretária de Estado da Segurança Social logo presumo que o que defende agora foi o que levou à prática enquanto exerceu o cargo.
Quanto ao Portas... apesar de respeitar o teu silêncio, aterra-me que as pessoas de direita finjam que gostam das opiniões dele quando todos sabemos que isso não é verdade, porque será ?

Abraço
Fato

(deixas-me passar os disquinhos dia 8 ? e eu pago-te um jantarinho)

 

Anonymous Marty McFly said ... (6:58 da tarde) : 

Realmente já não há pachorra para o Dr. Portas, um homem com um ego do tamanho do mundo.
E também é revelador o nome do seu novo programa: "O estado da arte"...

O post do Pedro Marques Lopes põe exactamente o dedo na ferida: muito pouco daquilo que realmente apoquenta o eleitor médio de direita encontra tratamento no pensamento e acção do Dr. Portas e seus seguidores: O principal problema dos portugueses não são os fantasmas de ordem moral/religiosa que aqueles senhores não conseguem exorcizar! O grande problema que os portugueses enfrentam é o excesso de intervenção estatal em tudo o que os rodeia: a enorme despesa pública que consome grande parte da riqueza produzida; o excesso de impostos necessário para sustentar aquela despesa pública e que acaba assim por estrangular a economia e o investimento; a inusitada burocracia e regulação estatal que impede a abertura e o normal fluír dos negócios; uma segurança social manifestamente falida mas para a qual todos somos coagidos a contribuír; um sistema de saúde mantido pelo Orçamento de Estado mas que por estar caduco obriga os seus utentes a optarem por esquemas de saúde privados quando têm possibilidades para isso; uma máquina judicial totalmente bloqueada na qual uma simples acção de cobrança de dívidas demora anos a ser julgada; etc, etc, etc. Mas deste drama nacional a nossa autoproclamada direita bem falante ainda não dever ter tomado conhecimento uma vez que preferiu ocupar o seu tempo de governo com questões tão fundamentais como o barco do aborto ou os novos submarinos da nossa marinha de guerra.

Este excelente post do Pedro Marques Lopes, pessoa que apenas conheço do que escreve neste blogue, merecia ser encaixilhado numa moldura de prata.

 

Anonymous enp said ... (7:42 da tarde) : 

Mas, Fato, o Ministério da Segurança Social (e menos ainda a secretaria de estado) não tinha e (graças a Deus) não tem voto em matéria de política de saúde. E nessa área, relembro-te, o ministro não era do cds e até tentou nos últimos tempos (sem, porém, conseguir) introduzir algumas alterações nas míseras taxas moderadoras.

Quanto à festa, a cabine é toda tua e o jantar, custeado a meias, é para discutir a discalhada.

Abraço
enp

 

Anonymous JB said ... (7:47 da tarde) : 

Caro Pedro,

Um esclarecimento: não compete à Secretária de Estado da Segurança Social de então pronunciar-se sobre uma matéria da competência Ministro da saúde de então. Acresce que, em nenhum dos dois Governos em questão (pois nunca o CDS teve as duas pastas referidas em simultâneo) teve o CDS voz na saúde.

E agora uma crítica/sugestão: limitar a direita ao tema das
privatizações, alteração da legislação laboral, fim dos monopólios e reformas da Administração Pública, sem mais, é precisamente a razão porque muitos não se conseguem assumir como liberais, e a causa do mais que provável falhanço de um partido liberal neste país. Há mais para ver e para dizer sobre este mundo.

Um abraço,

Jacinto

P.S. Ah, é verdade: e viva o FCP, que sempre vai dando alegrias aos adeptos do Glorioso...

 

Anonymous Anónimo said ... (8:20 da tarde) : 

Caríssimos,
Por minha evidente culpa não foi suficiente claro, diria mais,não fui nada claro.
O que pretendi com este post, foi muito mais realçar o tipo de direita que o CDS representa e muito menos a questão concreta da saúde. O que a Teresa disse, não é mais do que um exemplo do tipo de politicas que o CDS vem defendendo de há muito: estatizantes, pouco ou nada liberais e populistas.
O exemplo do Bagão Félix é apenas mais outro.
Também procurei dizer que quem conta com o CDS ou com o Portas para defender politicas de direita está redondamente enganado.

Abraço aos dois
Fato

P.S. Jacinto, boa sorte para amanhã (devias ir ver o jogo lá que aquele estádio é um espectáculo). Estás desde já convidado para o jantar de celebração da vitória do Porto neste campeonato, apesar da besta holandesa.

 

Anonymous enp said ... (8:38 da tarde) : 

Fato,
Só mais uma acha e respondendo ao ponto que querias focar:

Pode-se defender a liberalização do mercado de saúde e não ser a favor dos casamentos gay. Desde que o CDS fale mais daquilo que mais interessa, nada a opor a que tenha posições do contra em alguns temas da agenda fracturante. Antes pelo contrário. Uma proporção de 90% para 10% parecer-me-á bem.
enp

 

Anonymous Anónimo said ... (8:43 da tarde) : 

completamente de acordo

fato

 

Blogger PPM said ... (8:59 da tarde) : 

Aqui que estamos só a falar entre nós, não percebo a obsessão que tantos mantém em relação a Paulo Portas. Parece que nem um programa de televisão pode fazer sem que o critiquem por dá cá aquela palha e ainda por cima antes de ver e ouvir o que ele tem para dizer. Depois, é esta merda de sempre: em vez de criticarem a esquerda e o centrão, para mim um exercício muito mais fascinante e útil, entretêm-se a atacar a própria direita. Há quem diga que temos a direita mais estúpida do mundo. Eu começo a acreditar nisso mesmo. E a culpa certamente - ao que eu saiba, pelo menos neste caso, não é do Portas.

PPM

 

Anonymous Anónimo said ... (9:14 da tarde) : 

Eu bem digo, todos os dias há uma que paga um tributo ao Portas....

 

Blogger BSC said ... (9:18 da tarde) : 

Muito bem PPM! É mesmo assim.

Por mais liberais que sejamos, por mais letrados ou ilustrados, por mais que sejamos tolerantes com os casamentos gays, por mais que saibamos de cor o pensamento da escola de chicago ou austríaca, a DIREITA nunca será nada se continuar a bater em si própria.

Não há liberalismo que resista ao masoquismo sádico.

Anyway, I can't wait for the «O Estado da Arte» to begin!

 

Blogger Nuno Gouveia said ... (9:54 da tarde) : 

Realmente não entendo alguma gente da "direita". Portas não presta, Cavaco é de esquerda, Mendes é um estatista, Marcelo Rebelo de Sousa é politicamente correcto, Ribeiro e Castro é centrista, Manuel Monteiro é radical, Durão Barroso foi maoista... E por aí adiante. Nem todos estes são pessoas que estimo ou até que concordo, mas para algumas pessoas da direita, parece que ninguém presta. Desculpem-me a sinceridade, mas apelo a estes descontentes que criem um partido novo. Até se pode chamar " A verdadeira direita: Os outros não prestam". Haja paciência para estes senhores que não gostam de ninguém, senão do próprio umbigo.

 

Blogger Tiago Geraldo said ... (9:57 da tarde) : 

Eu concordo com o Paulo. Também me cansa a vergastada habitual na nossa direita. Mas também compreendo o Pedro. Se votamos num partido esperamos que esse partido defenda ideias e principios que nos habituou. Quando criticamos as posições do PSD ou CDS em determinada matéria criticamo-las porque são «posições de esquerda». A política não acaba nos partidos mas convém que os partidos sirvam realmente para qualquer coisa.

 

Blogger Tiago Mendes said ... (11:16 da tarde) : 

Pedro Marques Lopes: quem fala assim não é gago - parabéns.

Paulo Pinto Mascaranhas:

"Aqui que estamos só a falar entre nós, não percebo a obsessão que tantos mantém em relação a Paulo Portas."

"Obsessão" é não só uma forma fácil de contornar a questão (independentemetne de ser apropriada ou não), como me parece que te esqueces que em parte é elogiosa, quer pelo protagonismo que Portas tem, quer por isso representar um "sucesso" seu, já que ele não tem, como sabemos (e está no seu direito), um ego pequeno. Acontece que "obsessão" é uma palavra relativamente apropriada, dado que o palco do CDS está mais ou menos reduzido a ele desde há muitos anos.

"Depois, é esta merda de sempre: em vez de criticarem a esquerda e o centrão, para mim um exercício muito mais fascinante e útil, entretêm-se a atacar a própria direita."

Em Portugal, não acho fascinante, tal é o arcaísmo da esquerda que temos. Também não acho demasiado útil por duas razões: não resulta nada dessa luta - pela lógica eterna de barricada que leva a pouco esclarecimento, e porque não há, de qualquer modo, muito espaço a ganhar, e a outra luta, de renovar ou criar uma nova direita, e/ou um novo espaço liberal, seria mais frutuosa no médio-longo prazo.

O CDS nunca será um partido liberal, mesmo que defenda impostos baixos e políticas menos intervencionistas. Mas é um facto que a passagem do CDS pelo GOverno teve alguns aspectos muito estatizantes. Isto seria interessante discutir também pelo lado ideológico da coisa, porque põe aquele eterno conflito (já sei que o AAA e José Manuel Moreira e JCE discordam) entre um certo neo-liberalismo e a doutrina social da Igreja.

"Há quem diga que temos a direita mais estúpida do mundo. Eu começo a acreditar nisso mesmo. E a culpa certamente - ao que eu saiba, pelo menos neste caso, não é do Portas."

Hmmm. Podia ser mais inteligente, mas não ia por aí.

Tiago Geraldo:

Idem. Quem merece ser vergastado, deve sê-lo, seja À esquerda ou à direita. É uma questão de princípio (porra, até parece o Portas a falar, cruzes).

E, sem ser para provocar, deixo aqui uma questão directa ao PPM, que desejaria que ficasse ao nível teórico:

Pode um líder dum partido conservador ser homossexual, no sec XXI? A razão da minha pergunta é simples: MIchael Portillo admitiu, há anos, ter tido experiências homossexuais, e desistiu da sua candidatura, alegando que isso de facto era incompatível com a liderança dos Tories. Sei que é difícil transpor a realidade para Portugal, mas a minha pergunta é genuína e não uma provocação, já que não tenho nada que ver com a vida particular de ninguém. APenas me itneressanm as questões de princípio.

Pode, ou não pode?

E pode assumi-lo? Isto é, deve ter o direito a assumi-lo? E o dever?

Marcelo Rebelo de Sousa dizia há dias no seu programa semanal que os homossexuais deviam assumir-se e isso devia ser "respeitado", etc. COnfesso que fiquei algo surpreendido com esta declaração de MRS.

PS: as perguntas são, naturalmente, extensíveis ao fórum.

 

Anonymous José Barros said ... (11:21 da tarde) : 

Há quem diga que temos a direita mais estúpida do mundo. Eu começo a acreditar nisso mesmo. E a culpa certamente - ao que eu saiba, pelo menos neste caso, não é do Portas. - PPM

Essa é uma boa piada. Portas só não se candidatou contra Cavaco porque as sondagens não lhe davam mais de 2%. Portas queimou Santana na campanha para as legislativas, fazendo de conta que não tinha feito parte de um governo de coligação. Posso dar mais exemplos.

A direita do Pedro Marques Lopes não é estúpida; é honesta, coisa que o Portas nunca quis ser.

 

Blogger Tiago Mendes said ... (11:42 da tarde) : 

"A direita do Pedro Marques Lopes não é estúpida; é honesta, coisa que o Portas nunca quis ser."

Muito bem, muito bem. [Com entoação(de) parlamentar.]

Aliás, é por isso mesmo que Portas é um "bom" político. Porque é maquiavélico. É inteligente, e finge optimamente bem ter princípios. Não duvido que tenha alguns nem que sejam bem fortes - não falo do "homem", falo do "político" - mas como político é bom na exacta medida em que não é vertical. É um excelente estratega. Apesar de, temos de assumir isso, Paulo, acumular fracassos vários. Mas o ego permite acrobacias bestiais, sobretudo quando os outros artistas de circo são fraquinhos e quando a audiência está sedente dum qualquer numero.

 

Anonymous Anónimo said ... (12:58 da manhã) : 

Este PML é um cromo. Cada tiro cada melro, cada post cada disparate.
Porque é que não vais escrever para o DN ou para o Expresso? Fazem mais o teu género.

 

Blogger PPM said ... (1:37 da manhã) : 

O José Barros, sem desprimor, sabe o que talvez nem o Paulo Portas saiba: afinal ele não se candidatou a PR porque as sondagens só lhe davam 2 por cento. José, homem, conte-nos essas suas fontes, que devem ser magníficas. Será o Manuel Monteiro ou outra fonte desse calibre?

Tiago Mendes, estamos a falar de política, não de opções sexuais. No contexto em que coloca essa questão parece insinuação e de muito mau-gosto. Puxar o Prof. Marcelo para o assunto ainda me parece mais extraordinário. Estou-me positivamente a borrifar para a sexualidade de políticos, analistas, ou até comentadores de caixas de comentários. Ou pela sua. É um dos aspectos em que ainda bem que não vivemos na GB. Vejo nestes seus comentários um moralismo de vão de escada (inclusivamente nos julgamentos de carácter que aqui escreveu) que não esperava de si. Muito sinceramente.

Às vezes - e talvez seja por isso que estou a começar a ficar farto de andar por aui - a blogosfera parece descer ao nível do fórum mais rasca ou da conversa de táxi.

José Barros e Tiago Mendes - o Tiago pelo menos dá a cara e eu sei que existe mesmo - espero que tenham provas quando escrevem ou subscrevem teses a duvidar da honestidade ou da verticalidade de alguém.
Eu conheço Paulo Portas e trabalhei com ele, como ministro e como um dos meus directores no Independente, sou amigo dele e com muito orgulho - como tenho orgulho em todos os meus amigos - e só tenho provas da sua honestidade pessoal. O Tiago ainda pode dizer que se trata de honestidade política, mas o José Barros é mais generalista.

Se o José Barros - será que existe? - tem provas em contrário, que as apresente aqui, dê o seu número de BI e diga-nos de onde vem e o que faz na vida, para todos ficarmos a saber. Ou fica-se só pelas bocas foleiras?

PPM

 

Anonymous Anónimo said ... (2:24 da manhã) : 

Parece-me que se gasta latim a mais com tão pouco assunto. A primeira emissão teve o mérito - que estou seguro se acentuará com as próximas emissões - de expôr em frente de todos a vacuidade do personagem.

 

Anonymous Teresa Maria Fialho said ... (3:19 da manhã) : 

Pois olhem que eu vi o programa "Estado da Arte" e fiquei fascinada com a inteligência e a capacidade da personagem. Será que não anda por aí uma amargura de derrotados da direita? É uma pergunta que vos deixo.

 

Anonymous Anónimo said ... (4:07 da manhã) : 

Caro PPM

Com educação e sem qualquer ironia devo dizer que vejo sempre aqui, e ainda bem, cruzadas contra o amiguismo que reina em Portugal, mas seria bom que se aplicasse isso também no nosso grupo de amigos e interesses (legítimos). Acho que um dos problemas do CDS/PP neste momento é essa mistura excessiva entre vida pública e privada (as emoções e as amizades) que se viu bem no momento na despedida do Paulo Portas. Este fulanizou o partido e não consta que dái tenham vindo grandes beneficios. Teve a sua oportunidade - enquanto ministro e na escolha de ministros - e também aí o saldo não é muito positivo. Ou o Paulo acha que a prestação do CDS/PP nos 2 governos anteriores foi boa ou muito boa tendo em conta os objectivos, os valores e as ideias que este blog defende? Um pouco de lucidez dirá que não. Há vida para além do Portas e fidelidade pessoal não é a mesma coisa que fidelidade política. O Acidental é um dos melhores (senão o melhor) blog em actividade e seria um enorme desconforto para muitos dos seus leitores (de direita) vir aqui encontrar tabus e não a habitual pluralidade. Mas claro vocês é que
têm a vossa agenda. O mercado das ideias depois funcionará.
Um abraço

LDV

 

Anonymous Anónimo said ... (10:05 da manhã) : 

Portas, Portas e mais Portas. É cegueira e precisam de guia?
Assisti ontem ao programa do Dr. Portas.
Alguma ideia de futuro? Zero.
Alguma ideia "fulgurante" ? Banalidades.
O Dr. Portas estadista virou previsível. Nada de novo sairá dali. Andará por aí e tratará da vidinha.
A Direita vai ter que esperar por outro "jovem ousado e bem falante" para sonhar que "é desta vez".

 

Blogger EUROLIBERAL said ... (10:17 da manhã) : 

Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

 

Anonymous Anónimo said ... (10:56 da manhã) : 

Euroliberal:

Quem fala tanto em barcos é porque quer embarcar...

 

Blogger Tiago Mendes said ... (11:35 da manhã) : 

Caro Paulo:

Acho que reagiste a quente, com algum excesso. Passo a explicar. Eu não levanto questões quanto à sexualidade dos políticos. Folgo - en passant - ver um statement tão claro teu (do qual não duvidava, mas que ainda assim fica clarificado). O meu problema, como pus no meu blog, tem a ver precisamente com aqueles (não me refiro a ninguém em particular, mas posso pensar no Louçã, por exemplo) que gostam de apregoar tanto a "moral" e que misturam moral e política com grande facilidade.

Ora, eu pus uma pergunta teórica. E avisei - tens o direito a não acreditar, claro - que era uma pergunta genuína, e não uma provocação.

De certo modo, parece-me, caíste numa ratoeira que não o era. Talvez por não me conheceres e ter achado que era uma sugestão de mau gosto. Não era. JUlgo que a questão do público e do privado é importante. E tu tiveste, quanto a mim, uma "overreaction", que se "compreende". O meu ponto era perguntar se um político pode ter uma vida privada que seja contraditória com aquilo que defende em público. Sobretudo se defender isso em ´público com grande ímpeto e invocando "moral". Dou, no meu blog, o exemplo dum tipo socialista que tenha grandes investimentos especulativos.

Tu dizes "no contexto em que coloca essa questão parece de mau gosto". Por isso mesmo é que eu avisei que não era para ler em qualquer contexto, mas como pergunta genuinamente teórica. Bem sei que isto é difícil, mas não me "censurei" por causa disso. Acho a pergunta relevante, e fi-la.

Dizes ainda "Puxar o Prof. Marcelo para o assunto ainda me parece mais extraordinário". Não percebo o que há de extraordinário. E se fosse o Vitorino, ou o Fernando ROsas? EU puxei o MRS apenas porque fiquei *genuinamente* surpreendido, não propriamente com a opinião expressa, mas com a *clareza* e *contundência* com que ele a fez, porque nuna o ouvira a falar de tal tema, que como sabemos é tabu para grande parte do PSD e CDS-PP, para quem (legitimamente, mas isso não é forma de fazer política séria, fugindo às questões) "há sempre temas mais urgentes", como desemprego, etc. CLaro que há. Mas as coisas ou se debatem, ou não se debatem.

"Vejo nestes seus comentários um moralismo de vão de escada (inclusivamente nos julgamentos de carácter que aqui escreveu) que não esperava de si. Muito sinceramente"

Não, Paulo. Antes pelo contrário. Eu é que me estou positivamente borrifando para isso, e creio ter dado provas até hoje, pelo que escrevo, disso mesmo. Não tenho qualquer intuito moralizador na política. Só queria por essa questão na mesa, de forma genuina. Admito que o "contexto" tenha sido mal escolhido, mas, como disse, não gosto muito de censurar o que me vem à cabeça por causa de contextos.

Paulo:

Quanto à verticalidade. Eu frisei que falava do "político" e não do "homem". Imagino que aqui as tuas relações pessoais não permitam grande "distância", mas eu - frisei isso bem - nunca pus em causa a verticalidade pessoal de Paulo Portas. Agora, como político, é visível que ele tem um trajecto maquiévlico, feito de jogadas que visam o seu interesse próprio (com todo o direito) e que, de vez em quando, incluem assassinar ***politicamente*** amigos (como Monteiro), mudar de políticas (como fazer apelos estatistas a pedir mais reformas para os reformados, etc), e por aí fora.

Parece-me que a tua reacção, ela sim, é despropositada e pouco lúcida. Transcrevo o que escrevi sobre PP: "É inteligente, e finge optimamente bem ter princípios. Não duvido que tenha alguns nem que sejam bem fortes - não falo do "homem", falo do "político" - mas como político é bom na exacta medida em que não é vertical. É um excelente estratega. Apesar de, temos de assumir isso, Paulo, acumular fracassos vários."

Julgo que confundir o campo pessoal com o político é um dos grandes erros da nossa política. Tu, ao fazeres essa acusação, cais, quanto a mim, nesse erro. Era o que mais faltava se agora dizer que um político - enquanto político - ´não é "vertical", que é o mesmo que dizer que tergirversa, que muda de opiniões consoante a circusntância, etc, era uma ofensa pessoal!! Isso bateria a história dos cartoons! For Christ sake.

Não tenho nada que defender o José Barros, mas queria só deixar claro que a reacção do Paulo é extemporânea - admito que seja um efeito colateral da reacção ao que eu próprio escrevi. O JB apenas diz isto:

"Essa é uma boa piada. Portas só não se candidatou contra Cavaco porque as sondagens não lhe davam mais de 2%. Portas queimou Santana na campanha para as legislativas, fazendo de conta que não tinha feito parte de um governo de coligação. Posso dar mais exemplos."

É assim tanto que justifique esses ataques, pedindo BI, etc? Enfim, o meu ponto aqui é apenas sugerir que quando o assunto é Paulo Portas, o PPM perde as estribeiras. Isso é humano. Eu também perco as estribeiras com alguns (outros) assuntos. Mas julgo ter consciência disso. Não vejo isso aqui no Paulo.

Só para terminar, deixo o comentário de LDV aqui, que vem tremendamente a propósito:

"Com educação e sem qualquer ironia devo dizer que vejo sempre aqui, e ainda bem, cruzadas contra o amiguismo que reina em Portugal, mas seria bom que se aplicasse isso também no nosso grupo de amigos e interesses (legítimos)."

So would I. Esse é, quanto o mim, um pequeno problema d'O Acidental, embora nao tão grande, e, de resto, é vulgar na blogosfera.

"Acho que um dos problemas do CDS/PP neste momento é essa mistura excessiva entre vida pública e privada (as emoções e as amizades) que se viu bem no momento na despedida do Paulo Portas. Este fulanizou o partido e não consta que dái tenham vindo grandes beneficios."

Não sei se concordo. Então a política não são, tambem, as emoções? Já imaginou o LDV a alegria (e tristeza) que PP trouxeram ao CDS-PP? Isso dá outro élan à vida.

"Teve a sua oportunidade - enquanto ministro e na escolha de ministros - e também aí o saldo não é muito positivo. Ou o Paulo acha que a prestação do CDS/PP nos 2 governos anteriores foi boa ou muito boa tendo em conta os objectivos, os valores e as ideias que este blog defende?
Um pouco de lucidez dirá que não."

Lá está o LDV a dizer coisas sem sentido. Tem estudos que o provem? Ou quer fazer um assassinato de carácter ao angélico Paulo Portas? Vamos lá ver.

"Há vida para além do Portas e fidelidade pessoal não é a mesma coisa que fidelidade política. O Acidental é um dos melhores (senão o melhor) blog em actividade e seria um enorme desconforto para muitos dos seus leitores (de direita) vir aqui encontrar tabus e não a habitual pluralidade."

É isso mesmo: um tabu. E confunde-se fidelidade política com pessoal. Melhor seria, talvez, evitar falar dtema.

"Mas claro vocês é que
têm a vossa agenda. O mercado das ideias depois funcionará."

Esperemos que sim.

 

Blogger Ricardo said ... (4:54 da tarde) : 

Não é de espantar que ouça pela milionésima vez a defesa dos lavradores, etc. e não o fim dos monopólios e a liberdade de educação e etc.: Paulo Portas é conservador, não é liberal de direita. E o CDS é conservador e democrata-cristão. Não é liberal de direita. Nem pode ser. Se a refundação da direita em Portugal passa pela ascenção da direita liberal, é escusado esperar que essa refundação ocorra no âmbito do CDS ou do PSD, que não são partidos liberais. A refundção da direita em Portugal no sentido da ascenção da direita liberal, só pode acontecer de uma forma: a criação do Partido da Direita Liberal.

 

Anonymous José Barros said ... (6:28 da tarde) : 

Se o José Barros - será que existe? - tem provas em contrário, que as apresente aqui, dê o seu número de BI e diga-nos de onde vem e o que faz na vida, para todos ficarmos a saber. Ou fica-se só pelas bocas foleiras? - PPM

Não sabia que o PPM é o Mullah cá do sítio e que reage uma opinião política perfeitamente legítima e não particularmente original como o Al Zawahiri reage aos cartoons. Fico esclarecido.

Ps: quem me conhece da caixa de comentários do Blasfémias ou do Insurgente sabe que José Barros é o meu nome verdadeiro e que sou estudante de Direito na Católica do Porto. Pensa o PPM pôr-me em tribunal por delito de opinião? Ficaria agradecido se respondesse. E, já agora, refreie esses instintos de fundamentalista islâmico. Paulo Portas - pese os seus defeitos - não merece que o representem tão mal.

PPS: o Tiago é diplomático. Só lhe fica bem. Eu não tenho paciência para sê-lo, principalmente quando vejo que a gentalha que quer fazer política não sabe viver com a crítica e com a liberdade de expressão.

 

Blogger PPM said ... (12:27 da manhã) : 

Gentalha também é uma expressão muito nobre, José Barros. Esteja descansado que não penso pô-lo em lugar nenhum, muito menos em tribunal. Basta ler as caixas de comentários para ver como sei lidar com a crítica. Mesmo a que não é fundamentada. Não lido bem é com insultos.
Acho é uma certa piada que quem ataca de forma tão desabrida os outros - agora a honestidade já passou a ser política, mas antes era muito mais generalista - fique susceptível quando recebe uma resposta também desabrida. Não seja diplomático, faz muito bem, mas também não espere que eu o seja a responder. Ou será que há uma nova lei da blogosfera que diz que nós temos de ler tudo e calar?

PPM

 

Blogger BSC said ... (1:12 da manhã) : 

É impressionante como Paulo Portas continua a incomodar tanta gente... será porque é muito melhor que a maioria?

 

Anonymous José Barros said ... (1:33 da manhã) : 

PPM:

1. No meu primeiro comentário neste blogue disse que Portas, por várias vezes, não tinha sido leal com a direita e que nunca tinha pautado a sua acção política pelo valor da lealdade. Dei como exemplos a campanha eleitoral das últimas legislativas, em que Portas procurou demarcar-se o mais possível do governo de PSL e as últimas eleições presidenciais em que pensou candidatar-se (como foi noticiado e até proposto por alguns membros do CDS) contra um candidato do centro-direita, não o tendo feito - e é essa a minha interpretação, bem como a de outros comentadores - porque não tinha hipóteses de conseguir um bom resultado.
Isto é uma opinião política. A conclusão de que Portas não é um político honesto é retirada da leitura política que faço destes e doutros factos e pode - como todas as opiniões políticas - ser questionada. Mas em nada o meu comentário inicial pode ser tido como ofensivo. Exprime uma opinião, assente em argumentos, que o PPM não procurou rebater.

2. A isto o PPM reagiu, dizendo que o meu comentário era foleiro. Sem mais, não argumentou a favor da sua opinião. Procurou isso sim desqualificar a minha, dizendo que eu não dava o nome, que era desconhecido. Tanto não sou que o nome é verdadeiro e a minha identidade facilmente verificável. Aliás, até forneci informação adicional para o efeito.
Acho curioso que não exija o número do BI aos anónimos que andam na caixa de comentários de o Acidental a lançar boatos caluniosos sobre Paulo Portas. Tal dualidade de critérios terá as suas razões que eu não quero adivinhar, nem comentar.

3. O meu segundo comentário é ofensivo. Admito-o. É uma reacção ofensiva a um comentário ofensivo da sua parte. Preferia ser capaz de não responder, mas não sou, porque já comento posts há muito tempo e sei perfeitamente que uma das tácticas típicas utilizadas para atacar um comentador é começar por insinuar que ele se acobarda por detrás de um nome falso. Já não é a primeira vez que sou confrontado com a situação e acho que só fica mal na figura quem faz essa insinuação.

4. Acho muito bem que responda de forma desabrida aos comentários ofensivos. Não acho bem que responda de forma desabrida a comentários que expressam apenas opiniões políticas. Se a caixa de comentários não servir para discutir política, não serve para nada. E isto não serve apenas para blogues, mas também para partidos. Se a Atlântico, por exemplo, quer lançar uma nova direita, então espero que a excelente revista sirva para tornar o PP e o PSD partidos mais democráticos, nesse sentido. De estratégias de curto prazo está o povo farto. E é por causa das lealdades orgânicas que se sacrificam as estratégias de longo prazo que seriam bem mais úteis à direita portuguesa e aos seus próprios líderes. Se ler o post do Rui A. do Blasfémias sobre as encarnações de Paulo Portas perceberá o que quero dizer.

5. Estou disposto a pedir desculpa pelo meu segundo comentário. Isto independentemente do PPM pedir - como devia - desculpa pela sua resposta ao meu primeiro comentário.
Espero que seja possível discutir ideias no futuro. Até porque gosto de O Acidental. Se não for possível, paciência. Há valores mais importantes na vida.

Cumprimentos,

 

Blogger Bernardo Pinto Coelho said ... (7:56 da manhã) : 

Com o devido respeito mas no parágrafo final é que se engana pois não só Portas fará renascer a Direita, se quiser, como essa Direita não morreu.

 

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