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sexta-feira, março 03, 2006

E tu, onde é que estavas no 25A?

Desde o Alexandre Herculano que isto tem sido sempre a descer. O Parlamento português está despoetizado. Não há defesa convicta do princípio representativo que não se sinta frustrada perante o vazio que percorre abundamentemente as luminárias do regime.
Mas há dias, como o de ontem, em que vale a pena apreciar a doçura de expressões no palratório parlamentar. Frente a frente o nosso Ministro dos Estrangeiros e a bancada do CDS. Para além da recuperação de mais uma palavra esquecida pela língua portuguesa («topete»), tivemos a bordoada do costume e a mesma dignidade no dizer e a mesma autoridade no pensar. No final, uma útil lista de argumentos absolutamente esclarecedores e morais nas respostas do Professor Diogo às diatribes do CDS.
Freitas, visivelmente irritado, exigiu escrúpulo pela verdade e lembrou, com sentida indignação, a luta e o reconhecido combate que travou - em espaço incerto e em momento indeterminado - pela Liberdade e a Democracia, enquanto Marcelo Cateano dava voltas na tumba com o industrioso revisionismo do seu aluno dilecto e eu me lembrava de um célebre capítulo de «O Antigo Regime e a Revolução».
Telmo Correia, no afã de devolver ao Ministro a virgindade e o decoro que lamentavelmente vem perdendo, lembrou-lhe que existem argumentos pouco próprios numa discussão política e que a idade dos deputados e o andar ou não de cueiros correspondiam a esse perfil.
Mas a idade, concedo, tem por vezes a sua importância. Hoje em dia ninguém cala angústias no Parlamento. Não há representante do povo que tolere o insulto com curvada paciência. Contra isto, Freitas repete com arrogante insistência a acusão determinada de «falta de educação», resposta que nos cheira sempre a naflatina e ressentimento. Depois da reforma (que se espera definitiva) de Mário Soares, Freitas é o novo deão da política portuguesa e padece, como Mário Soares, de um terrível problema com os novos tempos. Não é preciso topete, apenas bom senso: Professor, demita-se.

[Tiago Geraldo]

Comments on "E tu, onde é que estavas no 25A?"

 

Blogger Tiago Simões de Almeida said ... (10:29 da manhã) : 

Demita-se? Porquê, para quê? A que propósito?

 

Blogger Clara said ... (11:23 da manhã) : 

Tiago Simões de Almeida tem toda a razão: a que propósito se iria demitir Freitas do Amaral?!? Por amor de Deus, senhores da direita, não sejam ridículos!

 

Anonymous Jorge Mirandela said ... (11:31 da manhã) : 

Demita-se, obviamente, pelo ridículo a que expôs e expõe o Estado português. Há ali um desiquilíbrio psíquico evidente, mas o mais grave é o facto de pôr em causa as linhas fundamentais da política externa portuguesa.

 

Anonymous Bruno said ... (2:25 da tarde) : 

Demitir-se porque? Talvez por só levar Portugal a um nivel ridiculo com a sua representação? Talvez porque pensa que está acima dos outros pelo que fez no passado?

Uma coisa que os politicos da velha guarda (Soares e Freitas) têm de perceber é que agora ao estar no activo serão tratados pelo prensente. A politica não é do passado, para isso serve a história!

 

Blogger Telmo A. said ... (3:14 da tarde) : 

Demita-se porque acha que queimar embaixadas e bandeiras, incitar ao ódio e à morte são actos "compreensíveis"...

 

Blogger Moacho said ... (3:26 da tarde) : 

Eu devo ter topete porque apesar de eu nem existir no 25 de abril de 74, diria o mesmo aquele senhor. Por isso não podia andar de cueiros (que ainda não sei o que é), porque não era nascido, quando alegadamente ele andava a lutar pela democracia.
É ridiculo usar esse argumento. É a prova que ainda existem na mente de alguns, fantasmas do passado.

 

Anonymous Anónimo said ... (5:59 da tarde) : 

Freitas será um velho gaiteiro, mas apesar de tudo conseguiu evoluír em relação à fase dos cueiros que ornamentam ainda o quartinho arrumadinho dos infantes do CDS/PP.

A política externa portuguesa foi ridícula e perigosa no tempo do barrosismo portista. Agora é apenas irrelevante.

Quem não quer ver isto, continue a rebolar-se nas façanhas da Nação secular e vá lavando os cueirinhos (em Belém, como na cançãozinha de Natal!)...

 

Blogger Tiago Geraldo said ... (7:43 da tarde) : 

Tiago: Não gosto da propaganda e do amiguismo, mas não sou alinho verbetes tirânicos contra este governo. Freitas, porém, não merece o meu indulto. Tem acumulado trapalhada atrás de trapalhada e envergonha-me pensar que é ele quem representa o meu país lá fora.
Se não percebes porque acho que se deve demitir, lê muitas vezes esta declaração (roubada do Blasfémias):

«(...) Mas é que para mim não era. Não era o essencial. O essencial estava muito para além e muito mais fundo do que o problema da violência. Que era apenas uma reacção....condenável, mas compreensível, face às ofensas, enormes, que tinham sido feitas a toda a comunidade islâmica pelos cartoons, do tal jornal de extrema-direita dinamarquesa (...)»

 

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