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quarta-feira, fevereiro 15, 2006

O que está em causa

Eu não acho ofensiva uma caricatura de um advogado ou de um jornalista a ser sodomizado, Eduardo, só acho que é de mau-gosto. Mas não é o gosto ou o mau-gosto que está em causa no caso dos cartoons de Maomé - para além de não ter visto nenhuma caricatura sobre islâmicos com qualquer tipo de perversão sexual: o que vi foram retratos em que se ligava Maomé ou o islamismo ao terrorismo ou ao bombismo, o que é bem diferente e não deixa de ter alguma verdade artística intrínseca. Mas, mais uma vez, não é isso que está em causa.
Porque qualquer caricatura pode ser considerada ofensiva, existem meios políticos, legais e jurídicos para responder às ofensas. O que não é aceitável é a resposta violenta a ofensas, sejam elas quais forem desde que não sejam igualmente violentas. Menos aceitável ainda é que as autoridades de países democráticos peçam desculpa a quem utiliza a violência e a ameaça como resposta - ainda que seja a resposta a ofensas prévias. Inaceitável de todo é que agora nos sujeitemos nos países democráticos ocidentais a uma espécie de auto-censura prévia sempre que falamos, escrevemos ou desenhamos sobre os países islâmicos ou sobre o terrorismo, como sobre outro assunto qualquer. Para responder a ofensas, existem os tribunais.
A escalada de caricaturas, Eduardo, respondeu a uma escalada da violência. Bem ou mal, essa é outra discussão. Mas preferirei sempre uma caricatura ofensiva do que uma ofensiva violenta.
E é só isso que agora está em causa.

[PPM]

Comments on "O que está em causa"

 

Anonymous enp said ... (7:49 da tarde) : 

Paulo, sobre as reacções selvagens estamos de acordo. Não vale a pena bater mais nesse ponto. Sobre o Freitas idem. Não vale a pena bater mais no ceguinho. Eu nem sequer estou a falar de muçulmanos. É uma outra conversa. Se quiseres tê-la, tens. Se não quiseres não tens. Não vale a pena é desconversar.

 

Anonymous enp said ... (7:57 da tarde) : 

Para além do mais, desde quando é que um broche é uma perversão sexual?

 

Anonymous Luís said ... (9:59 da tarde) : 

"Mas preferirei sempre uma caricatura ofensiva do que uma ofensiva violenta"

Sim, sim, PPM. Como no Iraque. Também foram caricaturas, não foram?

 

Blogger PPM said ... (11:15 da tarde) : 

Eduardo, não estava a desconversar, a sério. Estava só a dar a minha opinião. Eu concordo contigo sobre a liberdade de não expressão, mas continuo a achar que os limites são auto-impostos e nunca impostos por outrém. Como é o caso. Não me parece justo fazer disto agora um case study para a criação de limites à liberdade de imprensa (eu sei que tu não fazes, ok).

Luís, no Iraque foi uma guerra. Não se esqueça do que se passou antes, tanto em violações de resoluções das Nações Unidas por Saddam Hussein como outras (não sei se reparou que a guerra do Iraque aconteceu um bocado tempo depois de uns aviões terem ido contra uns edifícios nos EUA). Eu sei que essa já é uma nova linha de argumentação da esquerda: afinal tudo isto ainda é por culpa da intervenção norte-americana do Iraque (da primeira ou segunda?).

 

Anonymous Anónimo said ... (12:36 da manhã) : 

Sim, estes anti-americanos queriam que vcs fossem todos como o ENP e o Moita Aspirina de Deus. Salvé, alguém que se safa e não anda de cócoras a ver se leva uma festa dos torcionários salamitas.

 

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