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sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Não me queiram mal por gostar tanto dela

Há um par de anos escrevi um romance que obteve algumas críticas simpáticas e moderado - no patamar inferior do "moderado" - sucesso comercial. Mas foi o suficiente para que benévolas revistas femininas me encomendassem crónicas pagas a peso de zinco e para que o suplemento “Mil-Folhas” do “Público” me desafiasse a responder ao inquérito semanal. Pena é que, ao fazê-lo, tenha cometido um crime de lesa-majestade: escrevi “desfolhar” jornais em vez de “folhear” jornais. Um leitor enviou-me uma mensagem de “e-mail” a fustigar-me pelo erro cometido, de que só então me apercebi. Fiquei envergonhado e com um peso no estômago durante a semana inteira.
Embora seja um ávido consumidor de revistas e de “sites” norte-americanos e muitas vezes prefira não esperar longos meses pelas traduções dos meus autores favoritos, gosto muito da língua portuguesa. O trabalho que escolhi implica trabalhá-la quase todos os dias e gasto as meninges a encontrar formas de, dentro das minhas modestas possibilidades, fazer-lhe justiça. Custa-me vê-la maltratada. Não me queiram mal por isso.

[Leonardo Ralha]

Comments on "Não me queiram mal por gostar tanto dela"

 

Anonymous AMC said ... (5:58 da tarde) : 

Concordo inteiramente consigo. Mas só não maltrata a língua portuguesa quem não escreve e o prazer de escrever é para mim uma arte e não uma mera obrigação profissional de comunicação. Sinceramente – e aqueles que me conhecem não o podem negar – prefiro escrever um fax, enviar uma mensagem escrita – muitas vezes sincopada, é certo – do que telefonar, reunir, explicar dúzias de coisas repetidas vezes porque a oralidade muitas vezes não permite a perpetuação.
Tal como o Leonardo referiu, também eu prefiro ler em português quando tento preencher os meus espaços de virtuosa ociosidade. Tal como já referi no meu blogue, a minha profissão obriga-me a frequentes leituras em inglês, francês e castelhano, e à constante elaboração de textos ou artigos em castelhano e inglês porque o português é rejeitado em termos científicos. Por isso é que espero, às vezes uma eternidade, pela tradução de obras literárias de autores estrangeiros para a nossa língua.
Quanto ao texto que se seguiu a este, espero que o meu FCP ganhe – por muitos, se possível – e que o seu Sporting siga na luta pelo título – talvez advenha de alguma influência das orientações verdejantes da minha mulher.
Um abraço

 

Anonymous Leonardo Ralha said ... (6:48 da tarde) : 

Caro AMC.

Seja qual for o resultado de domingo é de elementar justiça notar que o seu FC Porto tem, de longe, o melhor plantel. Se conseguirmos seguir na luta pelo título será um triunfo da vontade maior do que o da Riefenstahl.

Abraço.

LR

 

Blogger jpt said ... (7:04 da tarde) : 

é certo que não percebo o contexto do post. pior ainda porque não percebo o lamento, "desfolhar" jornais não é erro e é aliás prática obrigatória para quem os lê, pelo menos aos portugueses (eu não os leio muito mas que me lembro só aquele courier é que não é desfolhável) - não valeria mais assumir esse desfolhar diante do pobre fundamentalismo alheio?

 

Anonymous Leonardo Ralha said ... (7:55 da tarde) : 

Caro jpt.

É uma questão simples.

Desfolhar

v. tr.,
tirar as folhas a;
descamisar;
tirar a folha da bainha;
desembainhar;
v. refl.,
perder as folhas ou as pétalas;
envelhecer;
caducar.

Folhear

v. tr.,
volver as folhas (de um livro);
ler por alto;
consultar (livro);
dividir em folhas;
revestir de lâminas de madeira, metal ou de outra substância;
adj. 2 gén.,
relativo a folhas, foliar.

P.S.- Por vezes também desfolho jornais. Há artigos que guardo para mais tarde ler, separando as páginas em que estes vêm impressos do resto da edição. Mas naquele caso queria mesmo dizer folhear e utilizei a palavra errada. Daí o meu lamento. A língua portuguesa é a minha Pátria. Devo-lhe respeito. Por ela e por mim próprio.

 

Blogger jpt said ... (9:09 da tarde) : 

meu caro, agradeço o dicionário, mas (e repito, não costumo folhear os jornais portugueses) que me lembre só o courier (chama-se assim) é que nos chega agrafado, os outros desfolhamo-los, alguns até ao desespero, nosso e vizinho.

para mais há (e agora sim recorro ao amável dicionário) o rapidissimo caducar dos jornais.

não nos dedicamos nós a deixar cair as folhas (desfolhar) dos jornais e a deixá-los caducar (à noitinha, na maioria dos casos) [desfolhar]?

teria sido uma boa resposta ao infausto entrevistador

 

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