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domingo, fevereiro 26, 2006

A liberdade para o disparate

A liberdade de expressão inclui o direito ao disparate. Como é o caso de quem compara os cartoons de Maomé com os insultos de David Irving à memória de milhões de pessoas assassinadas pelo totalitarismo nazi. Misturar umas caricaturas - ainda que muito ofensivas - com a tentativa de branquear a solução final de Hitler, como fez uma vez mais Daniel Oliveira no "Expresso", é pura desonestidade intelectual. Para não dizer bandalhice. Razão teria o Manuel Castelo-Branco, se não pudéssemos ler o João Pereira Coutinho na página ao lado.

[PPM]

Comments on "A liberdade para o disparate"

 

Blogger Tiago Mendes said ... (12:09 da manhã) : 

Paulo: discordo totalmente desta interpretação, que considero um exemplo perfeito dum ataque ad hominem e descontextualizado. O Daniel Oliveira tem escrito muitas coisas que nos enervam a todos, mas não certamente naquilo que citas. Ele não fala do tema no corpo do seu artigo, mas apenas nas notas finais, onde diz:

«Liberdade de expressão. David Irving foi condenado a três anos de prisão por ter negado o Holocausto. Mantenho a posição que tive em relação aos «cartoons»: todos os bandalhos que usam a liberdade de expressão para espalhar o ódio e a ignorância devem ser livres de o fazer. E nem por isso deixam de ser bandalhos.»

QUanto a mim, eu, tu, o Henrique Raposo, o André Azevedo Alves, João Carlos Espada, etc, poderiam assinar isto por baixo (se não conhecessem o autor, claro). Daniel Oliveira faz aqui - numa nota curta, que não pode ser abusivamente interpretada - uma defsa da liberdade de expressão, que inclui o direito ao disparate, e, mais importante, que não faz com que quem use dela esteja para além da crítica (nomeadamente de ser chamado de "bandalho").

Que Daniel Oliveira escreve coisas reprováveis, é um facto. QUe tenha escrito coisas polémicas e muito menos "louváveis" sobre o tema da liberdade de expressão, também o é. Mas neste caso, como tu queres fazer crer, ele não faz qualquer "comparação" ou "equiparação" entre os cartoons e Irving. O que ele diz - e isso deveria arrebitar qualquer liberal - é que, independentemente das coisas serem mais louváveis ou não, devem ser permitidas.

Não há aqui qualquer "mistura" entre a solução final e umas meras caricaturas. E nem entro no valor do "sagrado" para quem tem uma religião, porque isso não me interesa para o caso (porque para mim a liberdade de expressão NÃO depende da seriedade e do valor do que está em causa criticar ou não).

Em duas palavras, julgo que a desonestidade intelectual está toda do teu lado. Simpelsmente porque debitas uma crítica que seria até poss´viel à luz do que Daniel Oliveira é e tem escrito, mas não a luz do que apontas. Debater pessõas e não ideias parece de facto uma inevitabilidade na blogosfera, como apontava JPP.

Uma pena.

 

Anonymous Afredo Gil said ... (12:32 da manhã) : 

Já não encontram mais coisas interessantes para falar, pois não?

Também não tem nevado, como se esperava.....

 

Blogger PPM said ... (11:40 da manhã) : 

Tiago, este texto vem na sequência de outros escritos pelo mesmo Oliveira, em que compara as duas situações: cartoons de Maomé e David Irving. Acho que é comparar o incomparável.

PPM

 

Blogger Tiago Mendes said ... (11:58 da tarde) : 

Paulo, *neste* escrito o Daniel Oliveira não compara, de longe, uma coisa à outra. Antes pelo contrário, refugia-se na NÃO COMPARAÇÃO para defender o *princípio* da liberdade de expressão - que não impede a crítica nem a "imbecilidade" por detrás do seu uso (como no caso óbvio de Irving).

Aliás, como escreve Pedro Mexia também:

"«Não escreves nada sobre o David Irving?» Não preciso de escrever nada sobre o David Irving. Escrevi sobre os cartoons dinamarqueses. E, mesmo tendo em conta as muitas diferenças entre um caso e outro, penso exactamente o mesmo em termos de princípio: nenhuma opinião deve ser criminalizada. Nem uma opinião grotesca como o «negacionismo»."

http://estadocivil.blogspot.com/2006/02/irving.html

A questão para mim é simples: o Daniel Oliveira pode ser criticável em muita coisa, mas não neste seu texto. Pelo que o comentário do Paulo é, objectivamente, desonesto intelectualmente. É bom de ver que não há nada de "pessoal" neste meu comentário. Apenas acho o comentário desonesto intelecutlamente por não atender à ideia expressa mas somente ao sujeito, no que resulta uma deturpação do que é dito.

(Não se pode argumentar com base "noutros" escritos de Daniel Oliveira quando a menção ao artigo no Expresso é tão forte).

 

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