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domingo, fevereiro 19, 2006

Ideologia da moda: ter vergonha do Ocidente


«…os que nunca seriam capazes de viver senão no Ocidente mas que detestam o que é essencial no Ocidente: os seus valores», José Manuel Fernandes

1. Durante a Guerra-Fria, milhões de radicais europeus criticavam os EUA e a Europa Ocidental. Gritavam. Cuspiam, até. Quando faziam excursões, ao estilo da escola primária para fanáticos, ao leste da Europa, tinham a pretensão de trazer a boa nova para junto daqueles que viviam as agruras dessa... boa nova. Diziam: “sim, o comunismo é que é bom”. Isto era afirmado perante o espanto dos dissidentes democráticos como Havel. Estes, ainda incrédulos, respondiam: “não meus amigos, o comunismo não é bom; nós queremos o que Suas Excelências têm no outro lado da cortina de ferro”. Os tipos amuavam e voltavam para casa. E, apesar de cantarem louvores ao comunismo, estes radicais nunca por lá ficavam. Nunca percebi uma coisa: por que não ficavam por lá? Por que razão voltavam para a tal corrupta sociedade capitalista? Seria tudo agente do Comintern? Tudo isto tem um nome em ciência política: cuspir no prato onde se come.

2. Hoje a situação é um pouco diferente. Já não se trata de dizer que o comunismo é melhor do que o capitalismo. Agora, aquilo que garante charme intelectual instantâneo é dizer que tudo é relativo. O Ocidente é igual (ou pior) ao Islão, China, etc. Pois claro que é. Como dizem os brasileiros, está na cara. Deve ser por isso que milhões de muçulmanos emigram para os países ocidentais. Gostava de saber quantos relativistas já emigraram para países islâmicos? (tipos que trabalham para as petrolíferas não contam).
Apesar de todas as evidências históricas, os milhões de relativistas, que substituíram os milhões de crentes no comunismo, afirmam que o Ocidente não é melhor do que as outras civilizações. Lamento, mas não é assim. Prova? A máxima: os milhões que para aqui emigram. Mais: é espantoso ver que esta afirmação de índole ética (tudo é relativo) é feita por aqueles que afirmam a morte da ética. Eis o relativismo: a morte da Ética às mãos de uma máxima ética absoluta (tudo é relativo). Isto tem um nome: contradição conceptual.

3. Constatar o óbvio (os países ocidentais propiciam melhor condições de vida do que qualquer país muçulmano) não é sinónimo de conivência com a tese fácil do Choque Civilizacional. Mas isso já é outra conversa.

[Henrique Raposo]