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sábado, fevereiro 11, 2006

Esclarecimento

Numa caixa de comentários algures mais lá para baixo, uma das organizadoras da manif em frente da embaixada da Dinamarca, a Luísa Jacobetty, esclarece uma informação errada da minha responsabilidade:

"Luísa Jacobetty said...

Caros senhores,

Lamento, mas tenho dois reparos a fazer, um a Tiago Mendes: não sou de esquerda, nunca fui, se alguma coisa fui foi pela coroa, (não digo qual) e fui eu, esta é para ti, PPM, que te dei a assinar o que assinaste, que foi a carta que abaixo te deixo. (E não o comunicado/convite para onde linkaste.)
É verdade ainda que o Público, na sua transcrição de pedaços dessa mesma carta, omitiu uma palavra. Chave. Lá terá tão sério jornal as suas razões.
"Ironia", meus senhores. É essa a chave. Ou será crime, a meio de um empolamento mundial em volta de simples desenhos cómicos, entregar numa embaixada uma carta com humor? Batam mais nos ceguinhos, vá.
Cá fica então a incrível carta.

Exmo Sr.
Embaixador em Portugal
do Reino da Dinamarca

Vimos por este meio manifestar a nossa solidariedade, e a dos muitos portugueses que acreditamos comungarem do nosso ponto de vista, com os cidadãos (cartoonistas e não-cartoonistas) da Dinamarca, com quem estamos convictos de partilhar um espaço de liberdade de expressão democrática, na defesa do sagrado direito à discordância de pontos de vista.

Vimos por este modo agradecer a oportunidade conferida pela estranha polémica dos cartoons sobre o Profeta Maomé para sublinhar que, face a uma postura de intolerância, a melhor resposta não é nem a intolerância nem a cobardia, mas a ironia. Por isso, nos rejubilamos, como portugueses, com a possibilidade de nos solidarizarmos com uma nação mais rica, mais próspera, mais culta, mais protestante, e mais alta que a nossa própria.

Queira transmitir à Coroa dinamarquesa os nossos mais respeitosos cumprimentos.

2:41 AM
"

Perante este esclarecimento, tenho apenas duas coisas a dizer. A primeira é que julgava estar a assinar o comunicado que me tinha sido enviado pelos organizadores (mas também não pedi à Luísa para ler antes de assinar e estava mais entretido a conversar com amigos quando esta carta foi lida). A segunda, que depois deste esclarecimento, assinava de novo a declaração entregue. De facto, a Dinamarca é mais protestante e mais alta que Portugal.

[Paulo Pinto Mascarenhas]

Comments on "Esclarecimento"

 

Anonymous Luisa said ... (4:07 da manhã) : 

pois Paulo, e os amigos de esquerda mais bombordo... fetiche de marinheira

 

Anonymous Anónimo said ... (10:39 da manhã) : 

Assinava?

"Vimos por este modo agradecer a oportunidade conferida pela estranha polémica dos cartoons sobre o Profeta Maomé para sublinhar que, face a uma postura de intolerância, a melhor resposta não é nem a intolerância nem a cobardia, mas a ironia."

Isto será a ironia:!!?

"Por isso, nos rejubilamos, como portugueses, com a possibilidade de nos solidarizarmos com uma nação mais rica, mais próspera, mais culta, mais protestante, e mais alta que a nossa própria."


esta carta ainda mais esquisita que o comunicado de FA , lol

 

Blogger jpt said ... (3:00 da tarde) : 

o humor, irónico ainda para mais, é uma chatice. quando se tenta e não consegue faz-se figura de parvo. mesmo que, concedo, não se seja. em suma, sem ponta de ironia, uma perfeita parvoíce. ainda maior pois histriónica

 

Blogger Tiago Mendes said ... (3:44 da tarde) : 

Tinha escrito um longo comentário que não gravei acidentalmente. Resumindo, diria o seguinte:

1. Na lista de proponentes aparece Rui Zink à cabeça, e a ordem não é alfabética. Sem desprimor para Luísa Jacobetti, isto tem alguma interpretação certamente (pelo menos para quem desconhece a "origem" e o "cozinhar" do manifesto). Quando me referia à "malta de esquerda" tinha de facto em vista Rui Zink e não Luísa Jacobetti, ou sequer João Manuel Ramos. Fica o esclarecimento - não pretendia, naturlamente, ofender ninguém, e não fazia ideia do posicionamento de LJ. Mas achei que era "suficiente" ter Rui Zink à cabeça para despertar algum sentimento de "cautela" para alguém que não se identifica com a esquerda deste país;

2. A omissão do jornal Público é, efectivamente, muito grave. Não tinha lido o documento e à luz da suposta "ironia", a coisa fica com mais sentido e a crítica tal como eu a fiz (ou melhor, a que o RMD fez e que eu apoiei) deixa de ter sentido;

3. Quanto à ironia: julgo que é, estrategicamente, mal conseguida. Mas é uma questão de gosto, e, claro, a liberdade de expressão existe para isso mesmo. Parece-me que teria sido mais eficaz usar a ironia na "rua", fosse através de cartazes ou duma pequena teatralização, etc. Mas num comunicado, fica muito apagado. E "põe-se a jeito" para o tratamento falacioso dos jornais. [Isto não os desculpa, antes pelo contrário - ap3nas aponta um "erro estratégico", mas a estratégia não tem de ser uma preocupação dos organizadores, embora isso seja difícil de acreditar na íntegra]. O assunto, sendo sério, não se adequa a ironias destas, quero crer. Ainda para mais, a ironia para ser ironia tem de ser inteligente e implícita. "Avisar" que se vai fazer ironia é um bocado paradoxal, to say the least. Imaginemos que VPV ou JPC avisam em todas as crónicas que iam usar ironia. Enfim. Há ainda a questão de que~, não sendo a Dinamarca um país nem muito próximo nem sequer com muitas coisas em comum com o rectângulo latino, é pouco provável que tenham achado grande piada à coisa. Isto é, repito, uma mera interpretação, que não tira o direito de escolha efectivado. E o mais importante é que o Público esteve muito mal na forma falaciosa como publicou a no´ticia - isso é o principal.

4. QUanto à manifestação, já escrevi noutro lado que discordo da escolha da embaixada, porque não se trata de defender um país ou povo ou Governo, mas sim essa coisa abstracta e sagrada que é a "liberdade de expressão". AO escolher a embaixada, entra-se numa lógica de facção que, se é inteiramente compreensível face à diatribe de certos países muçulmanos, também não é o "ideal". Faltou ver isso escrito. Bem, sei que não temos nenhuma "Speakers- corner", mas escolher a embaixada parece-me infeliz. Isso seria, se acaso estivesse em Lisboa, razão suficiente para não comparecer.

 

Anonymous Anónimo said ... (4:40 da tarde) : 

De facto Paulo, já tinha notado que, em Portugal, ser-se liberal implica menosprezar Portugal, e todos os que sentem que não têm nada para se envergonhar. Pena que essa forma de ser liberal, nada tenha a ver com a forma de ser liberal dos verdadeiros liberais que pensas seguir. Confirmaste-o. Tenho vergonha de ser liberal com este tipo de liberais.

 

Blogger PPM said ... (11:58 da tarde) : 

Tiago Mendes, se alguma coisa tem a ver com toda esta história dos cartoons é a ironia. A ironia dos mesmos cartoons. Quando tu vês o cartoon do Maomé com o rastilho não o interpretas literalmente nem sequer que representa todo o Islão. Pelo menos, eu não o interpreto como tal. É, mais uma vez, uma questão de ironia ou de humor (ou da falta deles).

Anónimo, eu não "penso" em seguir ninguém. E não sei o que é isso dos "verdadeiros liberais". Não se trata aqui de menosprezar os portugueses ou Portugal. Para mim, o Estado, o Governo ou o ministro dos NE não são Portugal.

PPM

 

Anonymous LJ said ... (2:39 da manhã) : 

Caro Tiago Mendes,
O resumo parece dizer tudo!
Resposta ao ponto 1: assinámos por ordem de aproximação ao teclado e nenhum de nós se lembrou de que quadrante era o outro, assim à lareira não se costuma dar conta (e ninguém está ofendido).
Ponto 2: de facto o Público por vezes faz pouco sentido. Ou pouco facto nos sentidos, já não sei.
Ponto 3: quanto à teatralização desta vez apeteceu-nos variar
Ponto 4: a embaixada era mais central
Ponto 3 outra vez: ironia das ironias?

 

Anonymous Anónimo said ... (12:15 da tarde) : 

O ridiculo disto tudo é que Freitas de Amaral e o ministro dinamarques dizem a mesma coisa.

E foram entregar uma carta com a ironia no fim. Os que assinaram a carta eram os tais mais "baixotes" que os"altos dinamarqueses" e mais burros.

 

Anonymous lj said ... (1:36 da tarde) : 

caro anonymous, De facto, nas Tvs e demais jornais, até parece que dizem o mesmo, mas olhe que não, olhe que não. Leia o Independente desta semana, o único que entrevistou e não editou à sua maneira as palavras do ministro. Aí se entende como anda a liberdade de expressão nos media deste País mais baixo.

 

Anonymous Anónimo said ... (1:50 da tarde) : 

Entao também a liberdade de expressao na dinamarca anda mais baixa ainda!

Quantos jornais na Dinamarca é que republicaram os cartoons? Ou a Dinamarca só tem um jornal?

 

Anonymous Anónimo said ... (1:54 da tarde) : 

e o independente? ma alguem se acredita nalguma coisa que esse jornal diga! estao sempre a inventar tramoias anti governo, coisas espectaculares. Pasquim.

nao leio. Para que vou ler um jornal em que nao acredito?
O jornalismo em portugal nao tem credibilidade

 

Blogger Tiago Mendes said ... (2:35 da tarde) : 

Caro Paulo,

Percebo o ponto mas julgo que pode ser um pouco "perigoso" (por parecer inteiramente relativista, parcial, e "ad-hoc") adoptar essa postura do "mas é óbvio que os cartoons são irónicos". Julgo que não é a melhor forma de defender esta causa nobre (o último post do HR - "Um debate de comadres" - é fenomenal a este respeito). Ao invocar que é "ironia", estamos a entrar num terreno escorregadio. Temos que defender a liberdade de expressão *independentemente* da forma como ela se manifestar - seja ou não ironia.

Quanto à questão da ironia e humor, julgo que não devemos misturar as coisas. Humor é rir "com os" outros. Ironia é rir "dos" outros. [Broadly speaking, of course].

Cara Luísa,

Ponto 1: fair enough. Apenas usei o direito de comentar estando do lado de fora, e, como tal, não tendo tanta informação com a Luísa, demais proponentes e pessoas chegadas.

Ponto 2: é. E é uma pena. [Há pior contudo, muito pior].

Ponto 3: é uma questão de gosto. Se o fizeram "conscientemente", tiro o chapéu - porque acho que a questão é demasiado importante para ser deixada ao "improviso". Mas o improviso também dá sal à vida.

Ponto 4: esta é que é mais difícil. Vou acreditar que a Luísa está a fazer humor quando diz que escolheram a embaixada (pelo menos em grande parte) por "ser mais central". Nem a embaixada acharia muita graça a ser uma escolha perfeitamente instrumental, nem se honraria a liberdade de expressão.

Estando mais claras as diferenças, permitimo-nos um pequeno "concordar em discordar". Continuo a achar que a embaixada não terá sido a melhor escolha, e que a suposta ironia da carta apresentada foi um pequeno acto falhado, para não dizer um tiro de pé. De louvar - e isso conta muito - a iniciativa tomada, ainda que não possamos aderir a ela completamente (como em quase todas, como bem lembrava JPP, e isso é muitas vezes acessório).

Cumprimentos aos dois,

Tiago Mendes

 

Anonymous Anónimo said ... (3:52 da tarde) : 

creio que se queriam mesmo marcar a diferença pela liberdade de expressao, deviam ter tirado todos a roupinha e ficar nuzinhos à porta da embaixada.

É uma ideia para a próxima manifestaçao. Tem que ser é à hora do telejornal.

 

Anonymous sr. silva said ... (5:44 da tarde) : 

Portanto, confirma-se.
O Sr. PPM decidiu censurar um comentário que alguém fez acerca do Vasco Rato, e que eu decidi repetir. Foi ao ponto de eliminar toda a caixa de comentários!
O que esse internauta disse foi que o Vasco Rato não era nenhuma figura destacada do PSD, e que bastava perguntar isso às pessoas de Vila Franca.
Será que a censura vai continuar?

 

Anonymous natalinha said ... (6:39 da tarde) : 

go figure

 

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