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sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Carta de leitor

Caro Manuel Castelo-Branco
"Excelentes os dois artigos, o de Maria José Oliveira no "Público" e o seu n' O Acidental. Como sabe, acompanhei o caso FP-25 e escrevi dois ou três artigos no "Semanário" da altura, um dos quais V. cita. Permita-me por isso que para além de exprimir-lhe mais uma vez a minha solidariedade lhe envie também o meu testemunho: o que conta sobre o assassinato de há 20 anos está correcto: a memória de seu pai foi alvo de um esquecimento premeditado, que não podia haver reconhecimento e louvor público a uma personalidade que enfrentou os terroristas e a sua máquina de condicionamento da opinião. E neste aspecto penso que fica um pouco aquém da verdade quando fala das pressões de "alguns movimentos cívicos de duvidosa parcialidade mas que obtinham ainda assim algum eco na imprensa". Algum eco? Um barulho ensurdecedor. Era um movimento poderoso no sentido de evitar o julgamento, e, se não fosse possível, evitar a condenação, e, se não fosse possível, evitar o trânsito julgado (com o apoio de um juiz do Tribunal Constitucional, indicado pela direita, que no caso das FP-25 primeiro meteu o processo na gaveta durante três anos e depois votou à esquerda).
Não o conseguiram completamente já que um dos processos de organização terrorista com a mesma matéria do de Otelo - o dos chamados operacionais, que decorreu uns meses depois com jurados, numa sala ao lado também em Monsanto, esse processo... transitou em julgado. Os homens do gatilho (os executores que não os dirigentes) foram mesmo condenados em definitivo por crime de organização terrorista. Alguns ainda cumpriam pena quando o PS e o PCP, a solicitação de Mário Soares, votaram a amnistia em 1995. Foram postos na rua pela amnistia. Sendo certo e sabido que depois de o poder político maioritariamente ter "perdoado" aos terroristas não haveria tribunal neste País, como não houve, capaz de os voltar a mandar para a cadeia. Suponho que entre os que cumpriam pena e foram soltos pela amnistia estaria o autor material da morte do seu pai, decidida no EPL (ou em Caxias?) pelos dirigentes das FP-25, pretensos grevistas da fome, como constava aliás na acusação. E alguns deles retomaram a política... activa. Estiveram activíssimos no último Congresso do Bloco de Esquerda. Um deles (a quem foram dados como provados tiroteios sobre civis, crimes de sangue) foi indigitado pelo BE como seu candidato nas autárquicas. E foi eleito. Os 22 assassinatos das FP-25 estão esquecidos, ficaram impunes."

José Teles

Comments on "Carta de leitor"

 

Anonymous Anónimo said ... (8:13 da tarde) : 

Bla, bla, bla, faltam só os do ELP e do MDLP, esses também continuam impunes, solicita-se uma intervenção neste blog sobre isso, se não for pedir muito.

 

Anonymous António P. Castro said ... (9:30 da tarde) : 

Este anonymous é um perfeito fdp.
Mas tem a sorte de as FP-25 de Otelo não lhe terem mandado a família para os anjinhos.
Sorte que, manifestamente, não merece.

 

Anonymous Afredo Gil said ... (10:19 da tarde) : 

Os assassinos de Humberto Delgado também por aí andam "numa boa".

Deve haver algum pacto secreto entre as figuras de topo da política e da justiça para que os assassinos de extrema-direita e os de extrema-esquerda gozem de uma certa imunidade... Vá-se lá saber porquê!

Pelo menos quando se trata de assassinatos que envolvem figuras de relevo da sociedade rectangular ou podem envolver, duma maneira ou doutra, figuras de relevo... Vá-se lá saber porquê!

 

Anonymous Anónimo said ... (11:12 da tarde) : 

Seria uma boa matéria de investigação jornalistica a ligação entre os operacionais das F.P.s e o actual BE.

 

Blogger PPM said ... (2:37 da manhã) : 

afredo gil, com esse seu "nome" pode dizer os maiores disparates que lhe vêm à cabeça, mas nem por serem anónimos deixam de ser disparates.

PPM

 

Anonymous Anónimo said ... (5:07 da manhã) : 

Alguém me pode dizer quem essa pessoa é ? Infelizmente como sou talvez demasiado jovem estou de boca aberta a ler este textos e os que lhe deram origem.

 

Blogger jbr said ... (12:51 da tarde) : 

Caro anónimo das 5:7... Pergunte em cas quem era o Gaspar Castelo-Branco. Se não conseguir resposta, então acredite no que aqui foi escrito pelo Manuel e pelo Zé Teles (um abraço!) sobre o facto de o Estado ter provocado o esquecimento do antigo DG de Prisões.

 

Anonymous João Castro said ... (5:02 da tarde) : 

Caro Anónimo das 5:07

Leia aqui o post do Manuel Castelo-Branco e ficará tão chocado como eu fiquei.

http://oacidental.blogspot.com/2006/02/gaspar-castelo-branco-foi-decidido.html

Veja a injustiça que se passou há 20 anos e que envergonhou o País. Ps talvez o PPM possa colocar o link no artigo do José Teles

 

Anonymous Afredo Gil said ... (12:17 da manhã) : 

Caro ppm (partido popular monárquico?) olhe que esse seu nome também é bem estranho.

Será que se eu disser que me chamo António Beringes passo a ser menos anónimo? Se é para ficar contente... pronto!, até lhe fiz o gosto. Agora que sabe o meu nome já me leva a sério?

A sua inteligência não lhe permite identificar um breve momento de sarcasmo, tipo humor negro... "non sense"...?

Ou será que ainda está ferido na sua auto-estima por causa daquilo que eu disse da vossa revistinha querida?

 

Anonymous João Castro said ... (2:16 da manhã) : 

Alfredo ou António:
É indiferente o nome que usa porque em qq caso só diz disparates.
Já agora, deixe-me também elogiar lhe o fino humor

 

Anonymous Afredo Gil said ... (7:39 da tarde) : 

Obrigado pelo elogio ao meu fino humor... ("fino" é expressão sua)

É que "negro" não costuma ser fino... Enfim...

Mas a malta aqui deturpa tudo (até me chamam Alfredo). É uma técnica hipócrita quando se quer desprezar as opiniões dos outros.

Ninguém comentou o essencial da minha participação e perderam-se com comentários às ninharias.

Tinha dito eu:
"Os assassinos de Humberto Delgado também por aí andam 'numa boa'."

 

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