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sexta-feira, abril 29, 2005

E para o fim-de-semana, um poste à Quino

Os pobres deviam aprender com o exemplo dos ricos e investir mais tempo em filantropia.

[Rodrigo Moita Deus]

Falando de dogmas e de filhos ilegítimos do socialismo centralista

Aqui está um dogma de fé, proveniente de onde menos se esperava - ou talvez não. O JMF tentou fazer uma caricatura, mas andou a tresler - ou simplesmente a ler em diagonal - o que tem escrito a "direita iluminada", como lhe chama com incontida intolerância.
A direita a que esta rapaziada pertence sabe bem que o 25 de Abril existiu e agradece que tenha existido, sendo geneticamente democrática e contra qualquer tipo de ditadura. Mas, é verdade, tendo estudado ciência política e lido Hannah Arendt, entre outros autores, conhece as diferenças entre os totalitarismos soviético ou nacional-socialista e a ditadura corporativa que vigorou em Portugal.
Esta direita, é certo, não se ajoelha nem reza aos capitães de Abril, porque não considera tal data como um dogma de fé. Não olha para a descolonização como se fosse uma espécie de terceiro segredo de Fátima, sabendo o que foi até agora o destino de parte dos povos descolonizados: a morte na guerra e/ou a ditadura, que aliás, pelo menos num caso, se mantém mais ou menos férrea. É até capaz de brincar com a efeméride do 25 de Abril, ainda que alguns defensores da fé não aceitem que se brinque com coisas tão sérias e não sejam sequer capazes de ver que nem tudo foram cravos.
A total liberdade de expressão é uma das principais bandeiras desta direita e, só por isso, aceita com algum humor a raiva que leva alguns filhos esquerdos do Bloco Central a não aceitar que se publiquem revistas e artigos onde se critica a predominância objectiva da esquerda nos meios de comunicação social em Portugal. Como é o caso do revolucionário JMF.

[PPM]

E depois do adeus ficou isto

A cidade não é dos proprietários nem dos dirigentes trancados em condomínios privados, mas de quem a vive, de quem a grafitta, de quem a percorre. Tomar a cidade e percebe-la enquanto campo de confronto: entre ricos e pobres, entre forças repressivas e necessidades subversivas.

Deste extraordinário desabafo ficam duas notas: “A cidade é de quem a grafitta”. “A cidade é um campo de confronto entre ricos e pobres.” Notável prosa com a assinatura inconfundível de Rick Dangerous - que é já um verdadeiro ícone para a direita moderna. Dá-lhe Rick, men! Sem medos jovem! A terra a quem a grafitta! yo!

[Rodrigo Moita de Deus]

O regresso dos preservativos

Começando pelo João Pedro Henriques: em primeiro lugar, acho inaceitável a comparação entre a posição da Igreja Católica no que diz respeito aos preservativos e a atitude que alguns membros da mesma Igreja tiveram em relação ao Holocausto. Não são situações equiparáveis e parece-me até um pouco ofensiva tal equivalência, quer para a Igreja, quer para as vítimas do Holocausto. Mas é a minha opinião, não é obviamente a do JPH nem certamente a do Francisco Trigo de Abreu.
Dito isto, esclareço que procuro não fazer parte de nenhum rebanho, muito menos da Igreja. As minhas opiniões são só minhas e não falo nem escrevo aqui em nome de ninguém. Não sendo praticante, não me posso sequer afirmar como católico. Simplesmente, insisto que à luz dos textos e dos dogmas da Igreja é compreensível a posição oficial de não aceitação do preservativo - que eu sei e o JPH também saberá que não resulta em excomunhão para quem o utiliza. Essa posição é genérica, tem a ver com os fundamentos da moralidade católica, não sendo subsumível a qualquer situação concreta, em África ou na Europa.
Se compreendo a atitude da Igreja, isto não quer dizer que aceite que tal posição dogmática seja cegamente acatada pelos cidadãos católicos - e se estes não estão devidamente informados sobre a necessidade de utilizar preservativo em relações com parceiros desconhecidos ou ocasionais isso não é responsabilidade da Igreja, não é essa a sua função, mas das agências e dos organismos internacionais criados especificamente para o combate à SIDA.
Obviamente que nada tenho contra a utilização do preservativo, bem pelo contrário, seja como método anticoncepcional, seja sobretudo no combate ao flagelo do HIV. Mas, para fazer uma comparação, tenho a mesma opinião em relação ao credo das Testemunhas de Jeová: respeito a posição que seguem em relação às transfusões de sangue, não pretendo imiscuir-me no que é a fé dos outros, mas jamais a acataria num caso de vida ou de morte.

[PPM]

O Technorati anda-me a falhar

Como é que se faz queixa contra o Technorati? À conta da incompetência do motor de busca dele ando a perder a continuação de polémicas bem jeitosas: algumas de alto nível, como esta com o João Pedro Henriques e o Francisco Trigo de Abreu (uma daquelas pessoas que tem tanto de simpatia pessoal, como de conservadorismo anti-clerical: por vezes quase me parece que saiu de um filme da I República); outras de menor alcance, porque baseadas em palpites de algibeira e frases de circunstância, como esta do JMF - só é pena que o senhor faça acusações ofensivas sem citar directamente a quem se refere, como neste caso, o que me parece uma prática muito pouco democrática.
Mas todos estes casos merecem resposta e, se tiver tempo, ainda hoje lá irei. Agora só me queria queixar da falta de fiabilidade do Technorati.

[PPM]

Portugal tem dois sábados

Portugal é genial. É o único país do mundo que conseguiu criar um segundo sábado. Estamos obviamente a exagerar. Vamos lá, então, ser mais precisos na análise. De facto, Portugal não inventou um segundo sábado. O que aconteceu é bem mais simples: Portugal transformou a sexta-feira num sábado. É mais português. Inventar não é connosco. Gostamos é de subverter.

[Henrique Raposo]

Bom dia para si também

No edifício de escritórios onde eu trabalho ninguém se cumprimenta. É a regra. É a etiqueta. Passam uns pelos outros como se fossem almas danando dimensões paralelas. É ridículo. Um edifício de escritórios é o mais parecido que o mundo ocidental tem com o protótipo de comuna. Pessoas que partilham o mesmo espaço, os mesmos elevadores e até as mesmas mesas de refeição. E em vez de gozar o carácter quase científico da coisa as pessoas preferem fingir que estão sozinhas. Porquê?

Nas primeiras semanas aqui fazia-me imensa confusão chegar ao elevador e dizer “bom dia” para que todos ficassem a olhar como se tivesse saído de uma serra transmontana. Como se a falta de gentileza fosse característico e apropriado nas sociedades urbanas. Fiquei de tal maneira incomodado que insisti mais duas vezes até que as bestas se sentissem tão incomodadas como eu.

Acho que é uma questão de presunção de importância. Os senhores das empresas acham-se muito importantes porque criam riqueza. Os senhores das consultoras acham-se muito importantes porque ensinam a criar riqueza. Os senhores dos escritórios de advogados acham-se muito importantes porque evitam que os outros sejam presos à conta da criação de riqueza. E por aí fora. O que eles não sabem é que o electricista também se acha importante, afinal sem luz nenhum deles trabalhava. O que eles também não sabem é que eu sou o mais importante de todos.

A maior parte das pessoas teria ficado embaraçada com tamanha falta de receptividade. Eu fiquei estimulado. Convenci-me que o meu papel neste mundo era devolver um pouco de humanidade a esta gente. Ignorando as reacções, ou a falta delas, continuei a dizer os meus “bons dias” em jeito de missão evangélica.

Os protestantes acreditam que a salvação está no trabalho. E nesse sentido o sucesso é uma espécie de reflexo da pureza da nossa alma. Mais trabalho, mais sucesso, mais stress, mais salvação, mais tempo no ginásio, carro maior. Com tantas coisas importantes como a cotação das acções da Somague ou cursos de enologia sobra pouco tempo para as pequenas cortesias da vida, como dizer “bom dia” por exemplo. Resta dizer que sou católico.

No outro dia, com o elevador cheio, o único que respondeu ao meu simpático cumprimento foi o estafeta da agência de publicidade. Sorri-lhe e fi-lo sentir-se a pessoa mais importante do cubículo.

É pena. A maior parte desta gente, mais cinzenta que os fatos, é muito esforçada. Reconhecendo limitações, precisam de consultores para comprarem obras de arte, cursos para aprenderem a comer com os talheres todos e de editorialistas para saber o que pensar. Ainda assim lhes digo "bom dia", ainda assim acham que não têm de agradecer.

[Rodrigo Moita de Deus]

Coisas simples que não consigo entender

Herman José tem gosto ou queda para desempenhar papéis femininos?

[Rodrigo Moita de Deus]

Nota mental para próximas eleições

Nunca confiar em alguém que precisa de aulas de etiqueta para assumir cargos públicos.

[Rodrigo Moita de Deus]

Dores de crescimento

A idade pesa realmente quando compramos gravatas a pensar nos enterros que temos pela frente.

[Rodrigo Moita de Deus]

E Deleuze não tinha Photoshop!



E porque fui acusado de ser mesquinho, pelo nosso leitor "alfacinha" (ver posts "escolhe o Carrilho que te fica melhor" e "o cabide do Carrilho"), não "desmereço" apenas a mudança de guarda roupa do candidato Carrilho.

Como se lê na primeira página do jornal "24horas" de hoje, as imagens de Lisboa que em (muitíssimo) segundo plano enquadram o ex-ministro do PS foram (por batota, afirma o dito diário) viradas do avesso para melhor equilíbrio geral da fotografia.

Ora, caro alfacinha, finalmente está explicado o plano que norteia esta candidatura:

Carrilho não pretende mudar a cidade de Lisboa para o bem dos lisboetas, quer é virar Lisboa ao contrário para a cidade lhe ficar bem a ele.

[DBH]
PS. E quanto ao variado guarda roupa com que aparece nas várias fotos, também me pergunto se será verdadeiro ou Photoshop.

quinta-feira, abril 28, 2005

Obviamente, candidato-os

Já se percebeu como é que o Eng. José Sócrates se livra dos adversários internos: oferece-lhes candidaturas a eleições complicadas e absorventes, mas suficientemente recompensadoras em caso de vitória. Assim, não têm tempo nem disponibilidade para o incomodar no PS. Estamos perante um caso de verdadeira engenharia política. A João Soares, deu guia de marcha para Sintra. A Manuel Maria Carrilho, saiu-lhe Lisboa na rifa. Falta saber para onde irá Manuel Alegre, mas talvez se descubra brevemente como candidato do PS a Belém.

[PPM]

O cabide do Carrilho



Um comentário ao meu post "Escolhe o Carrilho que te fica melhor", afirma assim:

"Se a única crítica que a direita vai fazer ao homem é desmerecer no seu guarda roupa então estamos todos bem servidos.

A mesquinhez do post do DBH explica muito do desaire sofrido em Fevereiro passado..."


O leitor "alfacinha" tem de ter alguma paciência para comigo. Eu bem queria desmerecer algo mais do que o guarda-roupa de Carrilho, mas o quê?

Cartazes e cartazes por Lisboa e a única coisa que se vê, além de uma vista sobre o parque Eduardo VII, é que o ex-ministro troca de roupa na sessão fotográfica. Ideias? Projectos? Obras? Novas orientações políticas? Nada.

São centenas de cartazes a anunciar que irão fazer um projecto (lembra-se das críticas a Santana?) e mais nada. Perdão, mais o guarda roupa do candidato-cabide.

[DBH]

Eu sou um tribalista

Certo, Diogo, mas eu não tenho culpa de não andar em discotecas da moda ou em esplanadas sociais - parece que o "Já sei namorar" tocava em todo o lado, não era? Desculpem, amigos, mas tenho minha casa para cuidar e gosto dos Tribalistas ainda antes de o disco ter saído em Portugal, através de um DVD que veio do Brasil. Além do mais, é a música preferida da minha filha mais velha (agora, aos 6 anos, elas já têm gostos de pré-adolescentes). Claro que podes tomar conta do gira-discos, FMS. Sem revoluções.

[PPM]
Esta é que é uma revista descentralizada: Lisboa é a última a ler

Fonte próxima da tenebrosa conspiração de direita que deu origem à revista Atlântico informou-me que um problema de distribuição impediu que a dita pudesse ser comprada hoje em Lisboa. Segundo me garantiu esta garganta funda, amanhã o problema já estará ultrapassado e a revista poderá chegar ao leitor da capital. Tudo acaba bem.

[PPM]

Ma-Schamba

Só eu sei como ele anda um bocado desiludido connosco. Mas não consigo deixar de ler o José Pimentel Teixeira.
As palavras e as memórias é que são lixadas.

[PPM]

Carvalhelhos, um elogio à poesia contemporânea

Carvalhelhos
Diz depressa que não consigo soletrar

Carvalhelhos
Enrolo os eles e atrapalho-me com os agás

As palavras fazem o que digo
Grito-lhes e acatam os meus pedidos
A minha pena sussurra ao ouvido
Frases, parágrafos e nasce um livro.

Carvalhelhos
Fera do domador das palavras
Poeta não serei, antes de rimar com ela

II

Fresca ou natural?

Patinho feio,
Ovelha pintada da cor dos esquecidos,
Carvalhelhos mal soletrada.

Vitalis tem nome
Luso é fama
Pedras a evocada
Fastio o proveito

Marcas de água
de tinta pouco permanente.
O meu amor por Carvalhelhos
É pena, é romance,
é coisa que ninguém entende

Nascente transmontana,
Que cedo nos leva na corrente,
Este amor que nos une
é coisa que ninguém entende

Que outros gozem o fausto
Que outros desejem
o que não podem almejar.
A água peço pelo nome.
Carvalhelhos é fácil de lembrar

Na última estrofe
do último verso,
A dúvida assalta o poeta,
e no fim do dia,
depois de mim,
quem mais a pedirá?

[Rodrigo Moita de Deus]

PS: Ao Diogo...para que não sinta saudades.

Back to the basics

Ò Henrique, talvez me possas explicar o que a democracia-cristã tem a ver com “séculos de catolicismo”. E depois de me explicares a mim, o melhor é ires falar com o Narana Coissoró.

[Rodrigo Moita de Deus]

PS: Eu não me queria meter neste assunto, mas sou do PSD e sou católico. Errei no partido, errei na religião ou o meu amigo Henrique promete emendar-se?

Que tal outro partido?

Há liberais em Portugal? Há. Estão espalhados por três partidos. CDS, PSD e PS.
Sim, o PS tem a famosa ala liberal (Grupo do Chiado). Quem me dera que tivesse mais poder. Quem me dera que pudesse estancar esta “Esquerda Habermas” de Sócrates.
Mas vamos lá ao que interessa – a direita liberal.
Os congressos do PSD e CDS, como era de esperar, foram uma desilusão. O PSD não é de direita. Ponto final. O CDS até é de direita, mas continua a ser aquilo que pode ser: um partido ligado à democracia cristã.
Ou seja, quem acredita numa direita liberal não tem um espaço partidário em Portugal.
Votava em António Pires de Lima sem pensar. Como dizem os brasileiros: de cruz. Mas a linha liderada por Pires de Lima nunca será líder do CDS. O CDS será sempre aquilo. Temos séculos de catolicismo. É inevitável que haja um partido assim. Na Europa continental, a Democracia Cristã é umas das forças essenciais. Por que razão não há-de ser assim em Portugal? Pires de Lima tem razão. É preciso mudar a constituição. Mas Pires de Lima nunca conseguirá isso a partir do CDS.
E o PSD. Bom, o PSD é uma espécie de direita da calculadora. Aliás, não é de direita. É um partido positivista. Nem Hayek, nem Oakeshott. Só Comte.
Contas e mais contas. E nada de ideias. António Borges, o liberal, é tão parecido com Cavaco Silva, o positivista, como uma raposa é parecida com um ouriço.
Então, pergunta-se: por que razão a ala esquerda do CDS (os liberais liderados de Pires de Lima) e a ala direita do PSD (liberais “liderados” por António Borges) não se juntam num novo partido? Por que carga-de-água temos que continuar a aturar os partidos de direita que o PREC nos impingiu? É preciso um novo partido.
Se as correntes personificadas por Pires de Lima e por António Borges querem fazer a diferença, só têm um caminho: juntem-se e constituam um novo partido. Se querem continuar a lamentar-se, então, deixem-se estar onde estão.
Os partidos não são como os clubes. Podemos mudar. Mais: podemos criar novos.
Nem é preciso citar autores e políticos lá de fora. Basta desenterrar Sá Carneiro.

[Henrique Raposo]

O fim da tralha terceiro-mundista

Rice está no Brasil. Rice esteve na Índia. Brilhante. Estou com Vítor Cunha: gostava de encontrar a “Condi” num «riacho de águas límpidas e frias numa tarde de fim de Verão».
Por que razão é brilhante? “Condi” está a criar laços com as duas potências emergentes. Brasil e Índia serão fundamentais. Não só porque são grandes potências, mas, acima de tudo, porque são grandes potências kantianas, isto é, potências demo-liberais.
A América não precisa de ser um Império. Necessita, isso sim, de deixar de lado as “realpolitics” e assumir-se como líder do mundo kantiano. As “Repúblicas” precisam de estar unidas contra a ameaça actual (tiranias, estados-falhados, terrorismo) e contra a óbvia ameaça futura: emergência da China.
Neste sentido, a Índia deu um sinal fabuloso (ignorado na Europa). Fabuloso para quem acredita na “Sociedade Internacional” de Bull, ou, se quiserem, na “Paz Perpétua” de Kant (atenção: ao contrário do que diz o vulgo da nossa era, Kant não era um pacifista nem um defensor de orgãos supra-nacionais.
Era um liberal clássico que defendia o direito das “Repúblicas” atacarem as não-Repúblicas. E até de forma preventiva…).

E o sinal é este:

«Just as George Bush has been reaffirming America’s championing of free democracies around the world, India’s prime minister, Manmahan Singh, has been redefining India’s role in the world. Last month he made a speech positioning India no longer as a leader of the third world, nor a cold-war non-alignment, but as “proud to identify with those who defend the values of liberal democracy and secularism across the world» (The Economist)

Já perceberam por que razão foi ignorado: a Índia deixou cair a velha retórica neo-marxista e terceiro-mundista e assumiu-se como a potência kantiana da região.
Pode o Brasil fazer o mesmo? Força Lula, continua a derivar para a direita.

[Henrique Raposo]

(R)evolução iminente

Camarada PPM pá, eu aturo os liberalismos do camarada Luciano, o anticlericalismo do camarada Marques Lopes e até a poesia cultural do Camarada Moita... Mas os tribalistas?

Não PPM, não, tem sempre de haver alguém que resiste, tem sempre de haver alguém que diz não!

[DBH]

Aqui posto de comando do posto de escuta

Quer-me parecer que vou ter de tomar de assalto o gira-discos aqui do estabelecimento. Vou só ali adquirir os conhecimentos técnicos e já volto.

[FMS]

Um poste sobre paleontologia

O espaço que se segue é da exclusiva responsabilidade da “Sociedade para o estudo de Abril a partir dos seus fósseis”:

“Se eu fosse revolucionário dizia: vamos pegar em armas e fazer a revolução. Mas confesso que me deixei conquistar pela democracia”
Vasco Lourenço. Ontem. Ano de 2005

“Sou revolucionário mas nunca fui muito de revoluções. Acho que isso dá mau resultado.”
Vasco Lourenço. Ontem. Ano de 2005


“Vasco Lourenço é um dos pais da pátria”
Arnaldo de Matos. Ontem. Ano de 2005

“Temos uma ditadura. Chama-se democracia”
Garcia Pereira. Ontem. Ano de 2005

“Será que não está a compreender que a comunicação social estará sempre ao serviço de uma ditadura, seja esta ou outra”
Fernando Dacosta. Ontem. Ano de 2005

A propósito da uma cultura de direita, urge a criação de um movimento de massas para a protecção ao património fossilífero abrilístico.

[Rodrigo Moita de Deus]

Escolhe o Carrilho que te fica melhor



Quem passa pelas ruas de Lisboa pode ver o candidato do PS à Câmara em centenas de cartazes espalhados pela capital. Perdão, não se vê um candidato mas vários Manueis Marias Carrilhos: um de gravata, tipo fashion chic; um smart casual e um informal.

Ainda não sabemos qual o seu projecto, para Lisboa, em que estará a trabalhar, mas sabemos que virá em três edições diferentes: Uma encadernação em veludo, uma capa em plástico duro tipo decoração do Lux e uma última edição em CD num mix feito por um conhecido DJ.

Ainda não conhecemos as ideias do candidato do PS às eleições autárquicas, mas tenho a impressão que, até lá, vamos ficar a conhecer grande parte do seu guarda-roupa.

O ex-ministro da Cultura ainda se arrisca a ficar conhecido como o "candidato-cabide".

[DBH]

E depois do Adeus

Muitos anos depois de ter ganho o Festival da canção, depois de ter sido senha para capitães, depois de quase ter sido título de moção para um congresso, e alguns dias depois do 25 de Abril, é agora um blog.

Sejam bem aparecidos na blogosfera, Filipa, Cecília, Alexandre, João e Zé Pedro. Deste último, aliás, espera-se que ultrapasse todos os limites da iconoclastia de direita.

[DBH]

Diário das Trapalhadas (Nova Série)

António Costa assume "erro" na proposta do Ministério Público acompanhar acções policiais
O erro de interpretação sobre as competências da polícia e a rede de comunicações SIRESP foram questões abordadas em comissão parlamentar

Jornal Público de hoje
(artigo só disponível para assinantes)

[PPM]

Cultura à esquerda

Como este é um país atrasado culturalmente, institucionalizou-se a ideia que quem sabe ler é um homem culto, quem leu mais que livro é um intelectual, quem leu dois livros é um erudito e quem um dia pensou é um filósofo.

[Rodrigo Moita de Deus]

Saiu hoje o novo número da revista mas ainda não a consegui comprar

A direita não precisa de ser refundada. Não pode é estar refundida

Alguém me diz em que banca é que eu posso comprar a Atlântico?

[PPM]

Sobre a refundação da direita

É incompreensível que trinta e um anos depois do 25 de Abril a direita tenha medo de falar sobre cultura. Pior. É incompreensível que não saiba falar sobre cultura e que, por desconhecimento ou apreensão, tenha ficado presa às convenções da esquerda sobre a matéria.

A direita não tem de fazer a guerra da “minha cultura é maior que a tua” e contar autores como quem conta espingardas. Mas também não tem de desistir desse combate com o argumento dos meninos amuados “Ai é? Então não há mais dinheiro para a cultura”.

Vamos desfazer mitos: Em Portugal existem três ou quatro intelectuais e nenhum deles aparece na televisão, subsidiar teatros é estar a pagar aos amigos, inaugurar bibliotecas é um desperdício de dinheiro e a esmagadora maioria da esquerda pensante roça o analfabetismo cerebral.

Discutir cultura não é discutir “casas-museu”, “arte”, “intelectualidade”, “bailado contemporâneo” mas também não é discutir a ideologia de Ary dos Santos. Discutir estes conceitos é discutir “cultura” como a esquerda nos ensinou. Não nasce nada de novo e eles ganham sempre.
Quando a direita entender isto, deixará de discutir orçamentos.

[Rodrigo Moita de Deus]

Ciências exactas

A sedução é como um test drive. Temos cinco minutos para mostrar velocidade de ponta e estabilidade nas curvas.

[Rodrigo Moita de Deus]

quarta-feira, abril 27, 2005

A memória e a traição

Infelizmente não posso comentar, como desejaria, o artigo do sr. Rosas no jornal “O Público”, no entanto queria deixar apenas uma pequena nota. A História de uma comunidade (como ele bem sabe) não se apaga e quem não homenageia os seus mortos não merece fazer parte dessa comunidade. Quem acha que os desertores, que viraram as costas aos seus irmãos, devem ser homenageados, não sabe sequer o que é pertencer a uma comunidade.

[Pedro Marques Lopes]

Quem são os Acidentais?... [Do livro]

PAULO PINTO MASCARENHAS é o acidental propriamente dito. Licenciou-se em Relações Internacionais depois de ter visto pela primeira vez a sebenta de Direito Administrativo. É marido da Antónia há mais de dez anos e tem três filhas, três irmãs e três cunhadas. Aos 38 anos de idade resolveu deixar o jornalismo depois de 13 anos de boa vida ao serviço d’ O Independente, onde começou como estagiário do Internacional e saiu como Editor Principal. Foi para a política a convite de Paulo Portas e conseguiu estar em dois governos num só ano. Começou a arrumar os papéis e percebeu que havia um livro para publicar. Ele aqui está.

LUCIANO AMARAL faz 40 anos em Maio de 2005 (toca a todos…), mas não esteve parado até lá. Licenciou-se, (a)mestrou-se e doutorou-se (neste último caso, no estrangeiro e tudo), sempre em História. Casou e chegou mesmo ao ponto de ter três-filhos três. Ensina história económica a futuros economistas.
Diz-se liberal, mas também namora o conservadorismo. Uma coisa que nunca fez foi inscrever-se em partidos. Está convencido de que a mais recente depressão de Sharon Stone se deve ao facto de ter sido incapaz de o conquistar, por muito que tentasse – é que, para Luciano, a família é um valor inegociável. Entretanto, deram-lhe uma coluna no Diário de Notícias, a qual lá vai preenchendo todas as semanas com ideias extremamente percucientes.

RODRIGO MOITA DE DEUS tem 27 anos, é casado e tem um filho lindo. Não acerta com a profissão e por isso já foi jornalista, publicitário, consultor, cronista, desempregado, escritor, assessor e não obrigatoriamente por esta ordem. Adora escrever mas é viciado em política. Faz colecção de livros e até já publicou dois. É crítico do capitalismo selvagem, do liberalismo, do lucro, da exploração do homem pelo homem e da subvalorização do papel da mulher. Por isso mesmo é de direita. Culto, sereno e inteligente, só perde as estribeiras quando lhe perguntam se é alguma coisa ao Moita Flores.

VASCO RATO é professor universitário, doutorado por Georgetown, mas é principalmente pai orgulhoso do João e do Manuel. Livros e filmes são as suas piores companhias, mas só as troca pelos amigos. Como professor, era conhecido há uns bons anos por gostar de falar aos alunos sobre David Lynch nas aulas de Política Internacional, mais precisamente sobre a série “Quem Matou Laura Palmer”, que dava como um dos bons exemplos da globalização. Nunca poderia ser de esquerda, porque sabe que as melhores utopias resultam quase sempre nas mais sanguinárias ditaduras.

JOÃO MARQUES DE ALMEIDA queria ser surfista, mas as Relações Internacionais e a Ciência Política acabaram por lhe trocar as voltas. Portista do FCP, andou por Londres a mestrar-se e a doutorar-se, mas nunca esqueceu as saudades da terrinha e do mar português. Bem casado com a Vera, tem três filhos e uma ambição: contribuir para que Portugal seja um país mais civilizado. E, de preferência, mais liberal.

RUI RAMOS é historiador e professor universitário e, com muita pena e prejuízo seus, não consegue ser de esquerda, talvez porque lê demasiado.

VÍTOR CUNHA foi jornalista por vocação e agora é consultor de comunicação por convicção: este tipo de disparates em rima aprendeu-os n’O Independente, por onde passou largos anos e onde conheceu Paulo Pinto Mascarenhas, com quem tem mantido uma amizade inquebrantável. Liberal, gosta do FC Porto e, cada vez mais, de filmes de animação. O seu propósito de vida é ir morar para o Connecticut e cruzar-se com a Condoleeza Rice junto a um riacho de águas límpidas e frias numa tarde de fim de Verão.

INÊS TEOTÓNIO PEREIRA é mulher do Salvador, cunhada do Zé, irmã do João, sobrinha do Nuno, sobrinha-neta do Pedro e mãe de três rapazes lindos. É ainda amiga do Paulo Mascarenhas, do Henrique, do Rodrigo e do Jacinto. Conheceu esta gente toda durante os anos em que trabalhou como jornalista n’ O Independente, no Euronotícias e na editora Volta ao Mundo. Já os conhecia a todos quando foi trabalhar para o gabinete de Paulo Portas. Não completou os cursos de Direito e de Ciência Política mas garante a pés juntos que ainda vai acabar um deles. Tem aversão a feministas e é absolutamente democrata-cristã.

FRANCISCO MENDES DA SILVA é um aristocrata mental em avançado estado de aburguesamento desde esse momento absolutamente revelador em que descobriu que a forma mais rápida e honesta de se rodear das comodidades da vida moderna era trabalhar. Sendo a preguiça a mais notória das suas qualidades, acabou por se dedicar ao negócio familiar das leis, para o qual até tinha estudos. Foi um raro momento de pragmatismo numa existência essencialmente nefelibata e vivida, esquizofrenicamente, entre dois mundos imaginários. Um, feito de gente respeitável que veste tweed, usa chapéu, bebe chá e frequenta comboios a vapor. Outro, povoado por criaturas duvidosas, que vestem ganga em decomposição, transportam guitarras estridentes, bebem whisky pela garrafa e frequentam autocarros em digressão. O Francisco, o mais novo dos convidados acidentais, é de Viseu, vive em Lisboa e gosta de tudo o que aí escasseia: vida doméstica, passeios no parque, temperaturas negativas, lareiras acesas, sessões de cinema com intervalo, espaço para estacionar, tempo para pensar.

No ano seguinte a nascer – (r)evolução oblige – EDUARDO NOGUEIRA PINTO partiu mundo fora. Um dia meteu na cabeça que tinha de ter um kispo tipo Michelin (nunca conseguiu). Desde aí a sua vida tem sido feita de manias: do Subuteo a Bergman, da colecção Argonauta a 007, de Alexandre O’Neill à Sugar Hill Records, passando por Carpenter, Blake, Mortimer e latas de ravioli Panzani. Frequentou os corredores da Universidade a onde, recorrentemente, regressa em pesadelos (a escola de Viena explica). Talvez por isso, gasta pouco tempo a dormir. Pessimista quanto ao planeta, céptico em relação à bondade do próximo, urbano, muito pouco depressivo, depois de experimentar vários, concluiu que o melhor mar é o Mediterrâneo. Convive bem com o facto de, muitas das pessoas que vai conhecendo, lhe perguntarem “se é filho de”. E, como criatura educada que julga ser, torce pelo Sporting. Para evitar mais desilusões, desistiu de ser gourmet. Hoje, na cozinha, pratica mais a filosofia. É casado com a Sofia, quer gerar vidas a quem possa legar o seu espólio de 3578 discos, e, apesar dos cursos de fotografia e escritíca pop que carrega, sustenta-se a advogar.

DIOGO BELFORD HENRIQUES é o mais incontornável de todos os autores convidados de “O Acidental”. Primeiro, porque é, de facto, fisicamente incontornável. Depois, por ser uma espécie de guia prático para o homem de direita, um manual de instruções estéticas e morais oferecido à Humanidade para lhe poupar angústias interpretativas. Um dia, Deus disse aos discípulos: “Quereis mesmo saber como é um homem de direita? Eis, então, o vosso modelo: porte generoso; barba aristocrática; trato fleumático; casa forrada a livros; colecção cosmopolita de cachimbos; paixões fortes por passados irrecuperáveis; convicções férreas sobre futuros a alcançar; e bom senso suficiente para pedir a outros que lhe escrevam o perfil”. Ao que um instruendo mais afoito e argumentativo respondeu: “Mas, Senhor, sinto que falta algo mais distintivo. Talvez no nome. Um apelido de origem irlandesa, assim a atirar para o pedante... Que tal “Belford”? Ainda que lhe soasse levemente a fabricante de veículos pesados, Deus anuiu. E assim ficou: Diogo Belford Henriques – a cábula divina para que não pensemos mais nisso.

JACINTO BETTENCOURT nasceu em 1976, ano da morte de Heidegger, filósofo que possivelmente reencarnou. Tem 28 anos de idade, e é licenciado em Direito. Exerceu advocacia durante 3 anos, até assumir funções políticas. Lê livros de filosofia avidamente, e define-se como anti-positivista, conservador da velha cepa e liberal em tons moderados. Embirra com blogues.

PEDRO MARQUES LOPES é vendedor, andrade, hipocondríaco, apaixonado por livros e muito amigo dos seus amigos. Já gerou vidas suficientes para não se preocupar com a política e é demasiado lúcido e independente do Orçamento Geral do Estado para não ser de Direita. Quem o conhece bem e lhe tem alguma estima, trata-o simplesmente por Fato, ainda que nunca, ou quase nunca, use gravata.

BERNARDO PIRES DE LIMA é de direita. Liberal, mas de direita. Formado em Ciência Política, continua os estudos no martírio da Universidade portuguesa, no Mestrado em Relações Internacionais. Sportinguista doente e romanista di cuore, lê e escreve compulsivamente. Da geração dos múltiplos inter-rails e do Erasmus, com grande orgulho, é apaixonado por vinil na área do rock e do jazz. Tem 25 anos.

JOÃO VACAS tem 29 anos. Em traços largos, é este o seu perfil: curvo e de perímetro em expansão. Nasceu a 1 de Dezembro. Talvez por causa disso, cedo lhe ficou o gosto pela História, a fraca apetência para euro-acalmias e um repositório de informações inúteis que usa (nem sempre) a propósito. Flagelo dos professores canhotos em tempos de Perestroika, leitor compulsivo, lusófono lusófilo, maníaco dos pontos, vírgulas e concordâncias, passeou-se pelas arenas portuguesas (há 20 quilos atrás), sem jeito, nem glória. Monárquico não-praticante, militante da Juventude Centrista desde mil novecentos e carqueja, não aderiu ao cavaquismo e saiu-lhe a fava muitas vezes. Teve a ideia original de se licenciar em Direito e de querer ser advogado. Foi. Mas depois passou-lhe. Cultor das tradições e apaixonado pela sua cidade (Santarém), quis o destino que fosse exportado para a solarenga Bruxelas onde aprende o que é a Política com quem sabe. São lendários o seu optimismo (bem sintetizado na expressão “isto não está fácil”) e a caridade apostólica que emprega nos debates blogosféricos, desde que fundou, com mais quatro loucos, o “No Quinto dos Impérios”.

Um homem de Deus

O nosso Rodrigo também merecia uma campanha de solidariedade: afinal de contas, deve ser o único democrata-cristão português que não está no CDS e vive rodeado de sociais-democratas por (quase) todos os lados. Um homem de Deus, como ele, é devedor de todo o nosso apoio.

[PPM]

Outro discriminado

Não sei se sabem...
Mas liberal é uma palavra que só pode ser interpretada como um insulto nos Estados Unidos.


Já pensaram em montar um movimento de apoio ao liberal? Quiçá uma linha de ajuda tipo SOS Liberais? Já estou a ver os anúncios com a cara do Q´ixote e com headlines do género “pelo direito à diferença”. Pode ser engraçado e o BE dá uma ajuda na parte logística.

[Rodrigo Moita de Deus]

Paradoxos

A melhor forma de vender uma ideia para o país é dizer que lá fora já fazem assim.

[Rodrigo Moita de Deus]

O Acidental recomenda

A democratização da Metrópole parecia incompatível com a do Ultramar. Não podia haver «25 de Abril» para todos.
O MFA optou então por se desligar de quaisquer responsabilidades para com os não-europeus, a quem, por decreto-lei de 24 de Junho de 1975, retirou a nacionalidade portuguesa, não fossem reclamar o direito de entrar em Portugal.
A «descolonização» consistiu na evacuação dos soldados e civis europeus, seguida do trespasse da administração a favor das guerrilhas.
Como se previra, brutais experiências ideológicas em regime de partido único sujeitaram os habitantes dos novos países ao despotismo e à miséria.
Quando festejarmos a boa sorte dos 8 milhões, reservemos um minuto para nos lembrarmos da má sorte dos outros 16 milhões.


Rui Ramos no Portugal Diário

[PPM]

Ai Mouraria

A antiga capital do Império, outrora centro de tráfico intercontinental, onde belos exemplares da arquitectura manuelina e barroca foram erigidos, depois do desastre santanista e da deliquescência da direita nacional, está refém de três inomináveis criaturas: o organizador da Festa do Avante, o Professor Manuel Guimarães e o Zé dos Túneis. Valha-nos Santo Wojtyla. Antes congelada.
[Luciano Amaral]

O congelador

Já se percebeu que o Governo Sócrates só é capaz de tomar três tipos de medidas: ou revoga, ou aborta, ou congela. É o Governo do país no congelador.

[PPM]

Não sei se sabem...

Mas liberal é uma palavra que só pode ser interpretada como um insulto nos Estados Unidos. Em Portugal é alguém que tenta lutar contra um Estado omnipresente e asfixiante, causa e consequência do nosso atraso histórico. Claro que não pode haver absolutismos ideológicos na direita em Portugal e é possível - tem de ser possível - conciliar liberais e conservadores com democrata-cristãos. Sob pena de a direita continuar a ser uma irrelevância política, reduzida permanentemente ao seu mínimo denominador comum.

[PPM]

Semana luso-tropical

O Acidental só vai ter esta semana música brasileira: depois de Caetano Veloso, ontem, segue-se o grande Cazuza, hoje. Oiçam bem.

[PPM]

Os adjectivos dependem do sujeito

Em Timor, se em vez de crentes católicos fossem sindicatos que se manifestassem contra a aprovação de uma qualquer lei, isso seria uma “legítima expressão da soberania popular" em vez de uma "inqualificável interferência".

[Rodrigo Moita de Deus]

Conversas para o lado direito da mesa

Paulo, o Estado é como muitas outras coisas na vida: lá porque não saibas pô-lo a trabalhar, não quer dizer que o devas vender.

[Rodrigo Moita de Deus]

Caso típico de excesso de calduços

Quando leio coisas destas...
...pergunto a mim mesmo porque razão poupou tantas balas o movimento dos capitães?


Comenta Rick Dangerous sobre as comemorações do 25 de Abril no Acidental.

[Rodrigo Moita de Deus]

terça-feira, abril 26, 2005

Mas Eduardo

Nobre Guedes só soube da existência de pobrezinhos em Fevereiro último, algures nos arredores de Coimbra, para aí em Tábua, Cantanhede ou na Lousã. A conversão é muito recente.

[FMS]

Reaccionário ou Conservador

Há dias, chamaram-me de «reaccionário».

Respondi:

«Não, meu caro, só sou conservador».

«Como se houvesse diferença», retorquiu o meu interlocutor.

Finalizei:

«Por acaso até há. Ambos estão conscientes da estupidez humana, mas enquanto o reaccionário parece gostar dela, o conservador não se consegue habituar à sua presença. É por isso que o conservador está sempre sozinho. E também é por isso que o reaccionário tem sempre um rebanho atrás de si».

[Henrique Raposo]

Foi bonita a lealdade orgânica, pá

Onde estavam as vozes que, a propósito da vitória de Ribeiro e Castro, se insurgem agora contra Luís Nobre Guedes e a sua má influência, na altura em que este exercia um ascendente desmesurado sobre o então líder do CDS Paulo Portas. É que, se antes, com Portas, Guedes fazia sempre parte das direcções, hoje, com Ribeiro e Castro, nem como secretário da mesa está.

[ENP]

Série Especial - Posta Final

Evolução – O Acidental foi o único blog que festejou o 25 de Abril com o mínimo de dignidade.

[Rodrigo Moita de Deus]

Fachadas, miolos e traves

Da fachada,

Gastar duzentos mil contos para salvar uma casa onde Garrett passou escassos meses e morreu? Onde só sobra a fachada? Onde não existe espólio nem absolutamente nada que testemunhe a sua presença por ali? Que ninguém quis pegar? Caramba! O Adolfo arrumou o assunto. Mesmo que puxe agora ao sentimento, tenho bem a noção que os meus sentimentos são fachada que não vale tanto dinheiro.

Se fosse cínico diria que os duzentos mil contos seriam melhor empregues em outdoors com erros ortográficos ou em telas anunciando que “Lisboa está mais bonita”. Não o farei. Concedo. Sobra uma fachada de uma casa que ninguém quis. Para poupar tempo e trabalho, vou directo ao assunto. Falemos pois sobre fachadas.

A obra que para ali se projecta é um pequeno empreendimento com cinco andares que duplicará o actual índice de contrução. Numa zona da cidade que tem estado particularmente sensível à especulação imobiliária, sem que tenha tido as respectivas melhorias em matéria de infraestruturas, é papel do Estado evitar a descaracterização urbanística preservando a qualidade de vida dos residentes. Até porque, a médio prazo, o aumento descontrolado do preço por metro quadrado provoca a desertificação dos centros da cidade.

Coloquemos como hipótese que a causa da requalificação urbana vale, pelo menos, duzentos mil contos no orçamento. Que vale. Admitindo esse simples princípio, apenas por uma questão de fachada até podíamos defender a preservação da casa inteira.

Ai! Peço desculpa pela minha parvoíce. Que estupidez esta de dar valor monetário a ideias ou causas. Retiro o meu último comentário. A casa só tem fachada. Não tem miolo. Falemos pois sobre miolos.

Do miolo,

O Partido Socialista borrifou para a casa Almeida Garrett. Um ministro socialista comprou a casa ao banco. Um ministro socialista quer deitar um símbolo cultural abaixo para construir um condomínio. Vários socialistas pronunciam-se e obram contra a demolição da casa. Um “intelectual” socialista candidata-se à Câmara de Lisboa. O intelectual socialista não fala sobre a casa Almeida Garrett. A Câmara Municipal de Lisboa é gerida por uma coligação de centro-direita.

E enquanto a esquerda discute entre si a importância dos símbolos nacionais, a Câmara de Lisboa nada faz e a “intelectualidade” do centro-direita diz que a fachada não vale duzentos mil contos. Sim. Concedo, é uma questão de falta de miolo.

Vamos lá outra vez. Coloquemos como hipótese que a sensibilidade dos eleitores em relação ao espaço centro-direita vale pelo menos cem mil contos – e todos nós sabemos que se gasta muito mais nisso. Ficava metade da casa paga. Se o “valor da casa é o da memória de Almeida Garrett” isso quanto é que dá? Cinquenta mil, oitenta mil? Bem negociado, outros cem mil?

Mas que parvoíce a minha. Estar a dar preços à memória das coisas! Garrett tem o nome na rua, em sala de teatro, em biblioteca municipal e numa casa museu. Serve o meu propósito, mas digo-te honestamente que nem me lembrava de tais evocações. À excepção da rua, é claro. Mas mesmo em relação à viela que me alimenta os vícios, perguntar-te-ei por São João Nepumoceno, placa toponímica colocada no prédio onde cresci. Saberás quem foi? Onde nasceu? Que obra deixou? Fraco consolo para um homem que, ao contrário do nosso romancista, até foi santo.

A casa não tem miolo, nem tem traves. Falemos pois sobre traves.

Das traves,

Sobre traves, dou três para o pensamento actual: os estados morreram, as nações morreram e as línguas, quando não são úteis, também morrem. Se eu hoje para ganhar a vida tenho de saber falar inglês, o mesmo princípio aplica-se a um moçambicano.

São miudezas que os nossos vizinhos do lado há muito que já perceberam. Por isso gastam milhões a ensinar marroquinos, brasileiros, americanos e franceses a falar castelhano. Por isso gastam outros milhões a preservar fachadas e a colocar estatuetas em todas as ruas por onde Cervantes terá ou não passado. E estamos a falar sobre a direita espanhola. Um desperdício de massa.

Mas se não consigo convencer ninguém da importância estratégica, social, política e económica da língua, utilizo o argumento inverso e digo apenas que a História está cheia de línguas mortas.

Certa está a nossa direita que deixou a esquerda roubar-lhe o monopólio da cultura para financiar programas da Bárbara Guimarães e empreendimentos para ministros. Certa está a nossa direita, que em vez de tentar combater esse preconceito ideológico, optou por ser reaccionária. Doutrinariamente, a língua é muito à frente. Bastante mais à frente que a maior parte dos nossos políticos.

Falemos sobre a gestão de espaços culturais. Falemos sobre a falta de políticas culturais. Sou conservador, sou daqueles que não acreditam numa orquestra sinfónica por concelho, num museu por junta de freguesia e numa biblioteca por lugarejo. Mas a má gestão da segurança social não me faz “adversário” da segurança social. Porque razão haveria de ser “adversário” da aquisição da casa Almeida Garrett?

Que os socialistas comprem a casa! Depois, quando e se voltarmos ao poder, podemos tornar esse instrumento útil às nossas causas em vez de andarmos a discutir o défice. Mais assustador que a descaracterização urbanística, só mesmo a descaracterização ideológica.

[Rodrigo Moita de Deus]

Quis saber quem sou III

Mas, claro, a coroa de glória é quando a pesquisa conduz ao famoso palhaço Luciano, a quem a CML atribuiu até, em homenagem recente, o nome de uma rua. Estou mesmo a ver os comentários dos passantes: “olha, até o palhaço do Luciano teve direito a um nome de rua”. É esta a posteridade que vocês quereriam para vocês? E para os vosso filhos?
[Luciano Amaral]

Quis saber quem sou II

As alternativas são, por vezes, ainda piores. Quem não se lembre do apelido, o mais natural é ir parar aqui, ao site do duo romântico Zezé di Camargo & Luciano. O CDS é liberal? É democrata-critão? Meus amigos, eis aí uma coisa que me comove muito. Mas, e este problema? Quem olha por ele?
[Luciano Amaral]

Quis saber quem sou I

O 25 de Abril de 1974 abriu um período de indefinição identitária para o país: democracia? autoritarismo? comunismo? socialismo? terceiro-mundismo? Tantas possibilidades e só uma solução. Tanta discussão, tantos artigos sobre o problema.
O 24 de Abril de 2005 também parece ter aberto uma crise identitária no CDS. E a literatura sobre o assunto também começa a ser abundante.
Mas, e eu? E os meus problemas identitários? Quem se debruça sobre eles?
Por exemplo, uma pesquisa cursiva no google para o nome Luciano Amaral dá o maior número de hits para este cromo.
É tudo para o CDS e o país, mas sobre coisas como estas é que ninguém fala.
[Luciano Amaral]

Se a esquerda mandasse na Igreja

Apareceu agora um blogue - eu, pelo menos, só o descobri agora - chamado A Grande Loja dos Trezentos, escrito por dois nomes sem apelidos mas que não me são nada estranhos. Bem pelo contrário, daqui envio cumprimentos aos dois.
Ora, um dos bloguiadores, o Francisco, mandou-me empaturrar de hóstias por causa deste poste em que digo que se a esquerda mandasse na Igreja, os padres dariam preservativos em vez de hóstias.
Mas o Francisco diz isto também a propósito de outro poste, desta vez assinado pelo JPH, no Glória Fácil, onde se ironiza sobre o mesmo assunto, escrevendo-se que se a esquerda mandasse na Igreja, esta "não escolheria a propagação da Sida como método primeiro de controlo do crescimento populacional" - uma sentença realmente objectiva: bem lá no fundo, os padres querem é matar o pessoal para depois poderem celebrar mais umas missas.
Para início de conversa, fique o meu amigo Francisco a saber que não sou católico praticante e só dificilmente me empaturraria de hóstias, uma expressão aliás muito elegante e demonstradora de um imenso respeito democrático pelos que defendem outros pontos de vista que não aqueles que ele próprio entende estarem correctos. Mas eu é que sou o reaccionário, claro.
Calculo que o Francisco lê o Acidental, mas não sei se percebeu o contexto em que foi escrito o referido poste. Eu explico: foi escrito numa altura em que várias personalidades de esquerda, incluindo Louçã, Saramago e Mário Soares, que nada têm a ver com a Igreja, manifestavam o seu profundo desagrado com a eleição de Ratzinger como papa, dando conta das suas diversas preferências para o lugar.
Ora, se a Igreja Católica se transformasse naquilo que o Bloco de Esquerda ou o dr. Soares entendem que deveria ser, elegendo como papas aqueles que eles acham por bem, provavelmente o sr. Leonardo Boff, ela deixaria de ser a Igreja Católica e passaria a ser outra coisa qualquer, provavelmente uma agremiação de distribuição de preservativos e de promoção de uniões de facto.
Claro que o JPH pode entender e defender que a Igreja Católica, ao recusar os preservativos como método anticoncepcional, está a contribuir para a propagação da SIDA. Eu, na minha infinita ignorância, julgava que seriam outras as organizações laicas, nomeadamente das Nações Unidas e de outras sedes internacionais, cuja única responsabilidade é o combate à SIDA, com fundos de milhões de dólares por ano, que estão a falhar nas suas campanhas contra este flagelo. Mas posso estar errado, reconheço. É que eu, apesar do meu conservadorismo reaccionário, ainda segundo as palavras do Francisco, entendo que as pessoas devem usar preservativos sempre que mantiverem relações sexuais com parceiros desconhecidos e que, mesmo sendo católicos, não devem obedecer a tudo o que dita a Igreja.
Só que, como conservador liberal que sou, compreendo que esta mesma Igreja é uma instituição respeitável, com mais de 2000 anos de existência, que tem as suas regras e as suas leis próprias - e não vou ser eu que as vou pôr em causa. Isto ainda que o Francisco, o JPH, ou mesmo o dr. Louçã, na sua imensa e reconhecida sabedoria, entendam o contrário e pretendam transformar a Igreja num grupúsculo qualquer, talvez à semelhança e imagem do Bloco de Esquerda.

[PPM]

Pois, o partido-estado é muito liberal

Sim, Rodrigo, nós todos sabemos que o liberalismo está no PSD. É por isso que há 30 anos, pelo menos, que o PSD é o Partido-Estado em Portugal, só possivelmente ultrapassado pelo PS no controlo da Administração Pública.

[PPM]

Discriminação ideológica

“Mas um dos grandes desafios de Ribeiro e Castro será o de contrariar esta tendência que o apoia, que se diz "democrata-cristã", mas que é, essencialmente, avessa e até acintosamente jocosa para com o liberalismo e os liberais (…)”

Francisco Mendes da Silva in O Acidental

[Rodrigo Moita de Deus]

Rapazes, atenção à regra

Como já deveriam ter reparado - e por uma questão de estética - peço-vos a todos que sigam o modelo de assinatura da gerência:

[PPM]

PS. Como podem ver, só o nome ou a assinatura é que ficam a bold. As chavetas, rectas, não, ouviram?

Discursos históricos

Há discursos que passam ao lado da História.
A 13 de Setembro de 1975, o Presidente da República, General Francisco “Rolhas” Costa Gomes, concluía o seu discurso na tomada de posse do VI Governo Provisório, liderado pelo Almirante Pinheiro “O Povo é Sereno” de Azevedo, desta forma:

«Eu, o Conselho da Revolução e o novo Governo vamos trabalhar dedicadamente para merecer a confiança do povo que também somos. Socialismo é trabalho; vamos todos trabalhar rumo ao Socialismo».

30 anos depois parece que o rumo se mantém.

[Bernardo Pires de Lima]

Sensações II

Quando Telmo Correia se dirigiu ao Congresso dizendo "Quem aqui não é democrata-cristão que se levante!", senti uma certa tentação em grande parte da plateia em pôr-se de pé.
Lá estão os meus impulsos liberais a vir ao de cima.

[Bernardo Pires de Lima]

O desafio de Ribeiro e Castro - errata

No fim deste meu post, onde se lê "para que serve este clone do PS?", deve ler-se "para que serve um clone do PS?". As palavras são importantes e dizer que este CDS é um clone do PS, não só é uma injustiça desmesurada, como não transmite, de todo, o que penso sobre o assunto. Não pretendi constatar um facto e sim um perigo. O qual, como, aliás, deixei que se percebesse, não acho que venha de Ribeiro e Castro e da sua direcção, mas de uma tendência socializante que gravita no CDS.

[FMS]

As palavras e as coisas

O melhor título de um post neste Abril tem de ir para o João Miranda:
Bento 16 - Relativistas 0

PPM, se tu és o Abramovitch da blogosfera , o João Miranda é o Ashley Cole.

[DBH]

Sensações

Sinto que cada vez que Nobre Guedes discursa a direita não pula nem avança.
Obviamente demitia-o.

[Bernardo Pires de Lima]

Definição científica para semi-presidencialismo

Jorge Sampaio deixa o país em pior estado do que o encontrou. Jorge Sampaio não pode ser responsabilizado por isso.

[Rodrigo Moita de Deus]

Ok, já percebi o silêncio

Os comentários obrigavam quem lá ia a identificar-se. Já mudei o sistema e agora podem escrever o que quiserem que ninguém vos pede identificação. Só até ao 1º de Maio.

[PPM]

Obrigado, Clarence...

...sejas lá quem tu fores, mas ainda não preciso de Viagra. Mesmo a preços de ocasião, uma verdadeira pechincha. Obrigado por te estares sempre a preocupar comigo, mas não te incomodes mais, não vale a pena.

[PPM]

Chat Acidental

Há para aí um canalha com um telemóvel quase novo e outro canalha sem telemóvel algum (eu).
De qualquer das maneiras, apesar dos meus tremores, ficar incontactável durante alguns dias não deve ser o fim do mundo.

[Rodrigo Moita de Deus]

PS: Paulo, mandei-te um mail com as minhas coordenadas.

0 + 0 = 0

Se no CDS o fim-de-semana foi de “divisão” na escolha do novo presidente, no PSD a hora é para unir. Interessadas em dar exemplo, as distritais de Lisboa e Porto estão mesmo a ponderar fundirem-se numa só. E o nome que aparece com mais condições para liderar a futura super estrutura, também ele produto de uma fusão, é, sem surpresa, o de Marco António Preto.

[ENP]

Bons contra bons

O No Quinto dos Impérios está a ficar parecido com os “manos Queiró”. Em cada nova direcção do CDS consegue sempre meter, pelo menos, um.

[ENP]

"A Queda" e "A Célula de Hamburgo", Hitler e Bin Laden

As esquerdas radicais estão escandalizadas. Porquê? Um filme de Hirschbiegel, "A Queda", retrata o lado humano de Hitler. Curiosamente, estas esquerdas regozijaram-se com um filme de Antonia Bird, "A Célula de Hamburgo". Neste filme, Bird tentou retratar o lado humano dos terroristas do 11 de Setembro. Aí, as esquerdas radicais uivaram de paixão ao verem aqueles seres retratados de forma humana. E fizeram bem... Os homens que fizeram o 11 de Setembro, são isso mesmo: homens e não entidades abstractas representativas do Mal.
Critiquei amigos de direita que recusaram o filme de Bird.

Disse-lhes:

«Estes tipos são o «Inimigo», o «inimigo ético absoluto». Se os queremos destruir, temos de perceber que não são o Mal em abstracto, mas homens corrompidos por um pântano ideológico. Só podemos matar humanos. As nossas balas não perfuram o Mal».

Hoje, digo o mesmo aos meus amigos de esquerda. Não se pode criticar alguém que tenta retratar de forma humana a maior besta... humana do século XX. É uma besta? É. Mas é uma besta... humana. É, infelizmente, da nossa espécie,meus caros. Não vale a pena varrer Hitler para debaixo do tapete. Hitler, tal como os terroristas do 11/9, não é um simples psicopata. A sua explicação não é psicológica mas ideológica. Era o líder de uma ideologia medonha que convenceu milhões. E, nesses milhões, estavam seres "educados" - as ideias, sobretudo as ruins, têm o poder de corromper o homem maduro, tal como o sexo tem o poder de imbecilizar o miúdo que só vê decotes.

Se realmente queremos destruir Hitler, temos de destruir as ideias aberrantes que ele aproveitou para uma acção revolucionária. Ou seja, temos de destruir o vitalismo romântico (que começa em Tönnies, Herder, etc.). Mas agora uma pergunta: hoje, quem é que usa os autores do vitalismo romântico alemão?
Quem souber responder, perceberá por que razão alguns não querem compreender Hitler enquanto agente ideológico.

[Henrique Raposo]

ENTÃO NÓS POMOS OS COMENTÁRIOS ABERTOS E NINGUÉM NOS INSULTA?

Até ao dia 1 de Maio têm a oportunidade de nos dizer tudo aquilo que há tanto tempo sonhavam. Aproveitem agora, caros esquerdistas, que isto dos comentários não dura sempre.

[PPM]

PS. Rodrigo, telefona-me. O que é que se passa com o teu telemóvel?

Série Especial - "Aqui posto de comando do movimento das forças armadas"

Mitologias – Trinta anos depois, chega-se à conclusão que os comunistas foram mesmo os únicos que não andaram a comer criancinhas.

[Rodrigo Moita de Deus]

Série Especial - "Aqui posto de comando do movimento das forças armadas"

Calúnias - Você é PIDE ou faz-se?

[Rodrigo Moita de Deus]

Série Especial - "Aqui posto de comando do movimento das forças armadas"

Ditados populares – Se em 74 o patronato tinha preocupações, em 76 tinha ocupações.

[Rodrigo Moita de Deus]

Série Especial “Aqui posto de comando das forças armadas”*

Voto secreto – O camarada vai votar tantas vezes até acertar.

[Rodrigo Moita de Deus]

*Como o 25 de Abril é um sonho inacabado, esta série continua.

Festa da música noutras sinfonias

Everyone is beutifull... - No domingo fui ouvir a voz mais sexy do mundo. Seal em concerto acústico. Tenho a certeza que Beethoven me perdoa.

[Rodrigo Moita de Deus]

Conhecer o inimigo

Um amigo conservador pergunta:
- Por que razão lês os livros de pós-modernos e comunas?
Respondi-lhe:
- Temos de conhecer o inimigo.

Neste momento, a grande vantagem da direita sobre a esquerda é a seguinte: quem é de direita percebe as formas de pensar das esquerdas. O inverso já não sucede. As esquerdas descrevem a direita a partir de mitos afirmativos e emocionais. As esquerdas, quando falam da direita, só são capazes de gritar emoções. A capacidade de argumentação é, neste momento, património das direitas e, sejamos honestos, da esquerda liberal.

[Henrique Raposo]

Nota do Acidental: Henrique Raposo é o mais recente convidado acidental e, como poderão ir lendo, é mais uma grande aquisição do Abramovitch da blogosfera - ou seja, eu. O seu blogue oficial é o Sinédrio, onde fomos também contratar Bernardo Pires de Lima. [PPM]

O desafio de Ribeiro e Castro

Apesar de o meu voto no congresso ter sido fundamentalmente ideológico, admito que o debate doutrinário no CDS é relativamente inconsequente e circular.

Não acho (nunca achei) que existam grandes diferenças essenciais entre um democracia-cristão e um conservador de feição liberal. Na sua acção política, ambos partem do mesmo princípio, a irredutível dignidade e liberdade do indivíduo, que uns encontraram nos textos da doutrina social da Igreja e outros nas páginas de Burke, Hume, Tocqueville, Oakeshott, Aron e restante gente que por aí amplamente se recomenda.

A única diferença assinalável é, portanto, a das fontes. Não são só os pensadores conservadores, nomeadamente os pós-1789, que alertam para os perigos do estado centralizador e interventivo. Também a doutrina social da Igreja o faz, formados que foram os seus contornos vigentes, durante todo o Séc. XX, no combate à ameaça da experiência totalitária soviética e na contraposíção de uma proposta assente no personalismo cristão.

Eu, se me digo conservador, é precisamente por ter chegado a tais ideias pela via, vá lá, mais laica.

O problema do CDS não são, portanto, os democratas-cristãos (como Ribeiro e Castro, com quem tenho grande afinidade intelectual e simpatia pessoal), mas sim aqueles que acham que o ser é tranportar para a política o assistencialismo caritativo da Igreja e ignorando, como os socialistas, que a riqueza só pode ser distribuída depois de ser criada. Coisa de que o estado percebe tanto como, sei lá, eu de pôr música nos blogs.

Há no CDS quem goste muito de falar nos pobrezinhos sem que por um momento se lembre de que o que os pobrezinhos precisam é de trabalhar, de ter um emprego que lhes proporcione o sustento e o livre desenvolvimento da sua personalidade.

Quando, no Sábado, Nobre Guedes falou ao congresso, comunicando-lhe a sua aversão epidérmica a empresários, o seu desprezo pela classe média e o seu sonho guterrista (legítimo, mas guterrista) de fazer do CDS um partido "social-cristão", decidi imediatamente o meu voto em Telmo Correia.

Ele talvez não o perceba já. Mas um dos grandes desafios de Ribeiro e Castro será o de contrariar esta tendência que o apoia, que se diz "democrata-cristã", mas que é, essencialmente, avessa e até acintosamente jocosa para com o liberalismo e os liberais, preconceituosa do preciso modo que o é a esquerda quando se refere aos empresários como inimigos.

Percebo que o CDS necessite de uma via pragmática de distinção do PSD (e Deus sabe do que eu sou capaz para me distinguir do PSD). Mas, no rescaldo do fim-de-semana, também se pode perguntar: para que serve este clone do PS?

[FMS]

Conversa acidental

- O que fizeste no fim-de-semana?
- Estive no Congresso do CDS.
- E no 25 de Abril?
- Dormi.

[DBH]

segunda-feira, abril 25, 2005

Bom perder

Existem três formas de um individualista evitar a contradição essencial que decorre da sua militância partidária: a primeira, é o individualista deixar de ser militante; a segunda, é o militante deixar de ser individualista; a terceira, é o individualista ser militante do CDS.

Acho pouco honestas estas considerações moralistas e maniqueistas sobre a superioridade de uns partidos sobre outros (que é, em Portugal, tique muito esquerdista), mas parece-me que só no CDS é possível acontecer o que aconteceu neste fim-de-semana. Só num partido profundamente conservador, que cultiva o individualismo e o olímpico desprezo pela carneirice das massas, Ribeiro e Castro conseguiria sair vencedor daquele congresso.

Sim, eu sei que, como já aqui disse o Adolfo, a imprensa engana-se redondamente quando diz que Ribeiro e Castro entrou sozinho, sem ter feito o trabalhinho de casa junto da estrutura. E sim, eu sei que a hesitação de Telmo fez com que a estrutura (essa senhora de reputação variada) lhe fosse mais susceptível do que se pensava que seria. Mas eu, que lá estive, consigo identificar inúmeros exemplos de mudança de opinião completamente desinteressada e livre. E, apesar de o resultado não ter sido o que pretendia, vi no congresso um magnífico exemplo colectivo de liberdade individual, de debate incondicional, daquele delicioso feitio irreverente dos conservadores, que conseguem ser os mais imprevisíveis amantes da previsibilidade, como quem diz "Ai é isso que julgas que eu vou fazer? Estás mesmo à espera disso? Então, espera aí que eu já te lixo".

Um conservador gosta do conforto da ordem. Mas detesta que a ele próprio o arrastem para o rebanho.

Nunca perder foi tão bom.

[FMS]

Calei a voz do comando e o depois do adeus

Agora chega de cantorias forçadas. Vamos arranjar ali do lado direito um sítio para as musiquinhas, mas só para quem as quiser ouvir. A revolução acidental já passou, mas vamos abrir os comentários numa experiência-piloto até ao dia 1 de Maio, a especial pedido do Diogo Belford Henriques.
Se nos insultarem muito, desligamos.

[PPM]

Atlântico electrónico

Via A Arte da Fuga descobri o sítio electrónico da revista Atântico. Confirmo que já a lia em papel e vou começar a lê-la agora também na internet.

[PPM]

O milagre do eucalipto que deu flores

Concordo no essencial com o Zé: o eucalipto segundo a imprensa deu flores. Aliás, se segundo a mesma imprensa do eucalipto, o CDS era um "partido unipessoal", agora é um "partido dividido". Como se não vivessemos em democracia ou o CDS pudesse ser confundido com o PCP ou com o Bloco de Esquerda - que eu saiba, apesar de se dizerem muito livres e muito irreverentes, ninguém debate publicamente diferentes pontos de vista - sobre o aborto, por exemplo - nos partidos da extrema-esquerda, ao contrário do que acontece no CDS. Não sendo segredo para ninguém que apoiei Telmo Correia - e com muita honra - no Congresso do CDS apareceram dois excelentes candidatos, dois grandes políticos, com provas mais do que dadas na história do meu partido e no país. Há quem tenha escrito que venceu o CDS e que foi derrotado o PP. Eu acho que ganhou o CDS/PP. Com mais tempo e sem as minhas filhas a berrarem ao meu lado, escreverei porquê.

[PPM]

PS (1). E viva o 25 de Abril, desde que bem acompanhado pelo 25 de Novembro.
PS (2). E parabéns ao João Vacas. O Acidental tinha convidados infiltrados nas duas principais candidaturas. É o que se chama saber apostar no cavalo certo.

O Congresso

O Congresso deste fim-de-semana foi uma surpresa total para os comentadores políticos e para analistas em geral. Isto porque uns e outros não conhecem o CDS.

A tese do eucalipto, lançada por Pacheco Pereira, caiu por terra. A discussão de ideias foi grande e o "verde" abundou. Afinal, Portas não tinha desidratado o Partido nem o tinha tão personalizado como Pacheco sempre defendeu. Na política, como na vida, os erros são normalmente pagos com a demissão de quem erra ou falha. Que pena cumprirá o Senhor do Abrupto?

Depois, este foi um Congresso - talvez o primeiro na vida do CDS - entre Bons e Bons! A discussão de ideias sobrepôs-se a projectos ou ambições pessoais; o debate sobre o posicionamento do Partido foi claro e impôs-se à mera troca de galhardetes entre notáveis. O CDS deu um exemplo à Democracia Que Temos.

[José Bourbon]

sexta-feira, abril 22, 2005

O Abrupto feito por Pacheco Pereira*

AR PURO
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EARLY MORNING BLOGS 10500678474
AR PURO

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BRANCO PURO

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AR BRANCO
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EARLY MORNING BLOGS 10500678473

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O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES
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AR PURO
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COISAS SIMPLES
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COISAS COMPLICADAS
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COISAS
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O ABRUPTO FEITO PELOS SEUS LEITORES
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INTENDÊNCIA
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COISAS SIMPLÓRIAS
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COISAS BRANCAS

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OUVINDO
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APRENDENDO COM O PADRE ANTÓNIO VIEIRA
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MEMÓRIAS DE BIBLIOTECAS.
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AR BRANCO.
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* No dia em que se pagarem direitos de autor

[O Acidental]

A série especial segue dentro de momentos

De há uma semana para cá que os trocadilhos com o habemos são mais que muitos. A palavra – coitada – morta há já alguns séculos, não só foi ressuscitada, como hoje em dia tem mais uso que algumas senhoras do cais do sodré. É vê-los: Habemos metáfora, habemos azar, habemos comer, habemos equipa , habemos…tudo e mais um par de botas. Olhem...sabem o que vos digo? Habemos mas é muita falta de criatividade.

[Rodrigo Moita de Deus]

Série Especial - "Aqui posto de comando do movimento das forças armadas"

Conquistas fundamentais - Camarada! Tem calma pá! Não percebeste que com isto do socialismo a tua mulher passava a ser de todos?

[Rodrigo Moita de Deus]

Série Especial - "Aqui posto de comando do movimento das forças armadas"

Combate ao analfabetismo – Melo Antunes escreveu um documento. Os outros oito assinaram de cruz.

[Rodrigo Moita de Deus]

Série Especial - "Aqui posto de comando do movimento das forças armadas"

Pedagogia infantil – O Conselho da Revolução apela ao povo para que, no respeito ao espírito do socialismo, troque os teddy bears dos seus filhos por ursos Mishas.

[Rodrigo Moita de Deus]

Série Especial - "Aqui posto de comando do movimento das forças armadas"



Última chamada: voo 714 para o Rio de Janeiro

[ENP/RMD]

Socialistas famosos

Einstein afirmou, em Porquê o Socialismo?, que o controlo, directo ou indirecto, da informação por capitalistas, torna difícil, se não quase impossível, o cidadão individual chegar a conclusões objectivas. Perante uma eventual actualidade da asserção, pergunto:

- E as empresas, já chegam a conclusões objectivas?
- Se substituirmos o controle de informação por capitalistas por um controle de informação por comunistas, o cidadão já consegue chegar a conclusões objectivas?
- Não será a conclusão objectiva de Einstein o resultado de um controlo de informação capitalista?
- Quem controlou a informação que levou Einstein a concluir, objectivamente, pela necessidade de construção de uma bomba atómica, e a diligenciar nesse sentido junto do Presidente dos Estados Unidos?
- Foi Einstein controlado, directa ou indirectamente, quando, objectivamente, se arrependeu das suas primeiras conclusões objectivas?
- Não terá sido o capitalista Roosevelt controlado, directa ou indirectamente, pelo socialista Einstein, e assim impossibilitado de chegar a uma conclusão objectiva?

Tenho para mim – objectivamente, note-se – que há Einsteins a mais e objectividade a menos. Buuum!

[Jacinto Bettencourt]

P.S. Citação: "Se soubesse que os alemães não seriam bem sucedidos na produção da bomba atómica, não teria levantado um dedo". Mas levantou.

Série Especial - "Aqui posto de comando do movimento das forças armadas"

Dignificar as instituições

- Então agora somos todos iguais?
- Sim. Todos iguais, camarada!
- Mas iguais como?
- Iguais nos direitos mas também nos privilégios camarada!
- A sério?
- A sério, camarada.
- Isso é porreiro, pá!
- Pá?
- Desculpe, Senhor Ministro!

[Rodrigo Moita de Deus]

Série Especial - "Aqui posto de comando do movimento das forças armadas"

Eleições livres

- então agora podemos votar em quem quisermos?
- é sim, camarada.
- é só escolher o partido que queremos?
- claro que sim camarada!
- e cada partido tem uma cor?
- para facilitar a escolha, camarada.
- e quais são as opções?
- Seis tons de vermelho diferentes.

[Rodrigo Moita de Deus]

Série Especial - "Aqui posto de comando do movimento das forças armadas"

Boatos da reacção – O Conselho da Revolução desmente veementemente que a garota de Ipanema, descrita por Vinicius de Moraes, seja a filha de Américo Thomaz.

[Rodrigo Moita de Deus]

Série Especial - "Aqui posto de comando do movimento das forças armadas"

Combate à iliteracia: Ó pá, pá! Vocês, pá! Porra, pá, parem lá com a palhaçada, pá!

[ENP]

Isto deve ser aquilo do relativismo

Em Espanha, agora que os homossexuais já se podem casar, que utilidade resta para as uniões de facto?

[Rodrigo Moita de Deus]

Série Especial - "Aqui posto de comando do movimento das forças armadas"

Dinamização cultural – Camarada! Isto de viver em socialismo é tão bom, tão bom, tão bom, que os russos tiveram que construir um muro para impedir que as pessoas afluíssem em massa.

[Rodrigo Moita de Deus]

Chamem-lhe redirecionado

Já vi comunistas passarem a socialistas, socialistas a sociais-democratas, e sociais-democratas a democratas-cristãos. Recentemente, vimos também um democrata-cristão passar a Ministro dos Negócios Estrangeiros. É estranho, mas um bom conservador tem uma mente aberta.

Isto é que eu nunca tinha visto…

[Jacinto Bettencourt]

Série Especial “Aqui posto de comando do movimento das forças armadas”

Hábitos e costumes - Ouve lá pá! A tua mulher não acha estranho esse teu fervoroso apoio à nova lei do divórcio?

[Rodrigo Moita de Deus]

Prevenção da obesidade

Entre a fome e a pressa ouvi o seguinte diálogo numa cadeia de fast food:

- Boa tarde. Era um big king XXL. Aquele das 334 gramas se faz favor.
- Menu?
- Claro.
- E para beber?
- Uma Coca-Cola…light.

[Rodrigo Moita de Deus]

quinta-feira, abril 21, 2005

O que é isso do blogómetro?

Diogo, depois lá na apresentação do livro tens de me explicar o que é isso do blogómetro. Será que mede quem mais se rebola a rir? Ou tem a ver com níveis de perversidade?

[PPM]

Uma questão de honra

Parece que eu insultei alguém, ainda por cima o CAA, que é um homem honrado e nunca insultou ninguém.
Dizem que este blog é composto por "gentinha" e não por individualidades como o Rui A., que é um homem honrado e como o CAA nunca difamou ninguém.
Afirma o CAA que não sabemos "enxergar as suas [nossas] carências", e nós acreditamos porque CAA sabe e é um homem honrado.
Nos comentários afirmam que somos "meninos queques de Lisboa" e nós, que não sabemos se o problema é ser queques, meninos ou de Lisboa, nós se calhar somos, porque o CAA é um homem honrado.
Escreve CAA que "Depois obrigam-nos a ser mauzinhos", e nós não queremos, porque o CAA deve ser um homem bom e honrado.

Depois de tudo isto, penitencio-me, mas não aceito que agradeçam a "intervenção" ao Luciano, que é um liberal e não vai nisso de intervencionismos.

[DBH]

Pedimos desculpa pela interrupção, a Revolução segue dentro de momentos

O fumo azul e amarelo assinala o fim de um segredo de polichinelo.

[JV]

Série Especial - "Aqui posto de comando do movimento das forças armadas"

Hábitos higiénicos – Ò camarada, este gajo “cheira-me” a MRPP.

[Rodrigo Moita de Deus]

Confissão e penitência

Desculpa, Pedro, eu sei que para ti este é um assunto íntimo, mas não vejo em que medida o sinal dado pela eleição de Ratzinger seja diferente daquele que foi apresentado com a eleição de Karol Wojtyla, salvaguardadas as circunstâncias históricas e as diferentes personalidades. É verdade que eu não sou propriamente um católico praticante como julgo que és, ou eras, mas basta ter fontes idóneas para saber que os dois não são assim tão diferentes no que diz respeito ao papel da Igreja Católica no mundo.
Ratzinger, ou Bento XVI, está contra a "ditadura do relativismo", "maior mal da modernidade", tal como o Cardeal polaco estava. Bento XVI, ou Joseph Ratzinger, critica o "materialismo" e o "marxismo" tal e qual como João Paulo II, ou Karol Wojtyla, o criticava. Não há surpresas nesta nomeação, é a mesma linha que se vê caucionada. Ratzinger era o teólogo de Wojtyla, o braço-direito de João Paulo II, como tu bem sabes. Simplificando, João Paulo II era tão "conservador" como Bento XVI.
Não compreendo, por isso, esta tua reacção, porque a diferença entre a percepção que existe entre um e o outro Papa reside sobretudo numa questão de imagem e do modo como ela é transmitida pelos meios de comunicação social: é certo que um é alemão e o outro era polaco, os dois tiveram percursos diversos, mas não existe de facto um corte epistemológico entre palavras, actos ou pensamentos.
Sei que te limitas a afirmar aquilo em que acreditas sem ligar às interpretações alheias - e fazes muito bem, é obviamente um direito inalienável e eu não tenho nada a ver com isso. Mas a verdade é que o que escreves pode ser depois propositadamente confundido com os enormes disparates que se têm dito sobre o assunto e até ser chamado à colação para justificar puras imbecilidades.
Disparates e imbecilidades que se lêem hoje em alguma imprensa e são repetidas como se fossem verdade: estou só a lembrar-me de um diário que dizia, sinal tenebroso, ter Bento XVI servido às ordens do "exército nazi", quando bastariam dois dedos de testa para perceber que Ratzinger, como qualquer alemão, limitou-se a cumprir o serviço militar na altura em que foi obrigado a fazê-lo - mais precisamente no final da II Guerra Mundial.
Quando eu leio o Rui Tavares a misturar o teu nome com argumentos como os de que "até já voltaram as missas em latim" - demonstrando assim pouco mais do que ignorância sobre o assunto - fico seriamente preocupado. É que são os mesmos que dizem não conhecer maior "anti-relativista" do que Bin Laden - precisamente aquele que tão pouco relativista no que ao valor da vida humana diz respeito enviou uns aviõezinhos pejados de inocentes contra edifícios comerciais pejados de inocentes, liquidando centenas de milhares de pessoas. Relativismo maior, não conheço.
E isto, há que convir, já é muito grave.

[PPM]

Série Especial - "Aqui posto de comando do movimento das forças armadas"

Liberdade de Expressão - Quem considerar que a revolução não deve caminhar para o socialismo, por favor levante os dois braços.

[Rodrigo Moita de Deus]

Série especial “Aqui posto de comando do movimento das forças armadas”

Imobiliário - Nunca, como naqueles anos, Caxias foi um local tão chique para se estar.

[Rodrigo Moita de Deus]

Série especial "Aqui posto de comando do movimento das forças armadas”

Reflexos condicionados – Ainda hoje há muita gente incapaz de ouvir Paulo de Carvalho sem começar a fazer as malas

[Rodrigo Moita de Deus]

Série Especial - "Aqui posto de comando do movimento das forças armadas"

- Dizem-me que Melo Antunes era o grande intelectual do movimento dos capitães.
- Claro. Era o único que tinha uma máquina de escrever.

[Rodrigo Moita de Deus]

Série Especial - "Aqui posto de comando do movimento das forças armadas"

- Ouve lá! Onde é que tu estavas no 25 de Abril?
- Onde? No Carmo claro!
- Sim. Mas a cercar ou a ser cercado?

[Rodrigo Moita de Deus]

Desculpem os leitores mas para não ouvirem basta carregar no pause

A pedido do Diogo Belford E Depois Do Adeus - o nome da moçãozita que ele queria levar a um Congresso que vai ter lugar no próximo fim-de-semana. Não consegui arranjar a versão de Paulo de Carvalho - só esta, cantada pelo David, da famosa Operação Triunfo. Que seja o triunfo, então.

[PPM]

Pornografia na net

Podem polemizar connosco, que até tem graça, podem troçar de nós, que até tem graça, podem tentar escrever a sério, que até tem graça, mas até para aBlasfémia há limites.

Aqui n'O Acidental há quem tenha filhos e filhas e não queremos que, por via de um link irresponsável do Deus, cheguem ao vosso blog obsceno.

É que não é fácil querer ler o que escreve o João Miranda e ter o horror de encontrar o CAA com a sua (posta escrita enquanto me rebolava de gozo, com alguma perversidade não escondida)

[DBH]

E. Amadora 0 Benfica 3

Prepara as febras Luís que eu marco a mesa no parque do Monsanto.

[Rodrigo Moita de Deus]

Adenda: Para quem não sabe, o Luís é o único adepto do Vitória de Setúbal - para além do José Rachão. O seu blog é uma espécie de Playblog...com imensas febras.

Accidentally In Love



[PPM]

Por tanto amar a Liberdade...

E Depois do Adeus PPM? Isto não toca o E depois do Adeus?

Paulo, talvez pudesses pôr comentários aqui n'O Acidental. Assim, só na próxima semana, entre o 25 de Abril e o 1 de Maio, assim o tempo que dura uma ilusão...

[DBH]

Acrescenta aí

No Random Precision uma brilhante síntese dos principais estorvos espirituais de Joseph Ratzinger:

É um ferozmente contra o divórcio e contra o aborto, a que chama «cultura da morte».
É contra o casamento dos sacerdotes e contra a ordenação das mulheres.
É contra a homossexualidade, que qualifica como uma depravação criminosa.
É contra o preservativo e contra toda a espécie de anticoncepcionais, cuja proibição e ilegalização defende liminarmente.
É contra a integração da Turquia na União Europeia por se tratar de um país maioritariamente muçulmano.


Notei ainda, caro Luís, que o Papa tem um defeito ainda maior que só por imperdoável lapso não apontaste:

É católico.

[Rodrigo Moita de Deus]

Leituras acidentais

A “falta de força” para alterar agora a situação não significa democracia a mais, mas a menos: o que falta aos políticos portugueses é precisamente um espaço público de confronto e debate político onde possam mobilizar opiniões contra os interesses investidos na situação actual. Tendo reduzido a democracia à munificiência do poder, só podem governar no sentido da despesa pública, e nunca contra ela. Em Portugal, há algo que talvez possa ser descrito como o “pior dos regimes”, mas a democracia não tem de ser assim.

Rui Ramos no Diário Económico de terça-feira

[PPM]

O nosso cantor preferido

Confesso que preferiria ouvir neste blogue um dos vocalistas dos Lisbon Swingers, ou melhor, dos fabulosos Lesbian Swingers. Um rapaz também conhecido por uma bastante entusiástica interpretação de um famoso tema do Paulo de Carvalho.

[Pedro Marques Lopes]

Pequenas ironias que davam metáforas

Quando a direita conservadora e cristã precisou de um condestável... eis que surgiu Zita Seabra para defender intelectualmente e juridicamente a causa da vida na Assembleia da República.

[Rodrigo Moita de Deus]

PS: E fez um brilharete...

Retrato do Livro

oacilivro

[VW]

Accidental World



123, experiência.
[Esta experiência bem sucedida foi possível graças ao patrocínio da maravilhosa Bomba Inteligente, da atenciosa Margarida Pardal e do brilhante António Costa Amaral d' A Arte da Fuga].

[PPM]

quarta-feira, abril 20, 2005

Tenham medo, tenham muito medo

Será que Ratzinger tem alguma coisa a ver com Vasco Rato?

[PPM]

Irresistível

Por 60 cêntimos (mais IVA), diga à SicNotícias se concorda ou não com a eleição do Papa. Vale a pena.

[JV]

Contraditório contraditório

Paulo, a SicNotícias já tomou a iniciativa. Ana Catarina Mendes (PS) e Odete Santos (PCP) discutem neste momento os dois lados da questão.

[JV]

Alteração editorial

Já se escreveu de mais sobre o novo Papa. E que tal se mudássemos de assunto e falássemos sobre o aborto?

[PPM]

Os padres barnabitas

Afinal, não há só barnabitas do contra. Descobri agora mesmo os seus congéneres da Igreja Católica. Estão aqui. O mais estranho é que estes irmãos barnabitas descobriram um Papa Bento XVI em 1744. Ora leiam: a Confraria de Nossa Senhora Mãe da Divina Providência, surgiu e foi aprovada canonicamente, pelo Papa Bento XVI em 25/09/1744.

[PPM]

Poste para celebrar a revisão da lei da nacionalidade

Descobri que para um empregado brasileiro perceber o que eu estou a dizer, tenho de começar a frase com o prefixo “meu irmão”.

[Rodrigo Moita de Deus]

Provavelmente não repararam, mas...

Disclaimer: A emissão de hoje de O Acidental teve o patrocínio do BCP.

[Rodrigo Moita de Deus]

Se a esquerda mandasse na Igreja (II)

Os padres dariam a extrema-eutanásia em vez da extrema-unção.

[PPM]

Cruzes canhoto!

“É também conhecido por ter dito que a Igreja de Roma era superior a todas as outras Igrejas Cristãs (…)”

O quê? Ele disse isso? Quem é que ele se julga? Católico? Cardeal da Igreja de Roma? Santo Deus! E mesmo assim elegeram-no Papa? A minha alma está parva!

[Rodrigo Moita de Deus]

PS: Se o Ratzinger achasse que a Igreja Ortodoxa ou Anglicana eram “superiores” à Católica, ele seria Ortodoxo ou Anglicano, certo?

Zeitgeist

O que tem mais graça nesta história da eleição de Bento XVI é o pedido permanente de “adequação” do papa ao “seu tempo”. Nem sequer foi apenas a esquerda aborto-eutanasista a fazê-lo: não houve jornal e televisão que não viesse com a ladainha do “conservadorismo” do novo papa. Exactamente o que é que Bento XVI terá de fazer para se adequar ao “seu tempo”? Vestir uma t-shirt da Abraço e andar por aí a distribuir preservativos? Andar de hospital em hospital a desligar ventiladoras? Mandar piropos a garotas que queiram ser ordenadas? Exactamente, o quê?
A Igreja Católica rege-se por princípios, doutrinas, dogmas e regras que, muito manifestamente, não são as da recém-extinta UDP, nem são as das luminárias que todos os dias debitam notícias nos jornais, nem sequer são as do homem cristão que, na vida comum, cai naquilo que ele acha ser o pecado. A Igreja Católica tentará sempre ponderar os seus valores milenares com a evolução cultural espontânea da sociedade, umas vezes opondo-se a ela, outras apoiando-a, consoante a ache ameaçadora ou não para a sua existência. Uma organização tão antiga tenderá a ser conservadora.
Ratzinger não é um idiota que assim possa ser tratado porque não gosta de preservativos. Ratzinger é um filósofo e um teólogo que, partindo da doutrina cristã, pensou nesses assuntos e chegou a uma determinada conclusão. Ver palermas que nunca pensaram nisso, que nunca pensaram sobre o que significa a vida e a morte, mas que apenas acham que tudo é permitido e que o “espírito do tempo” é o aborto, a eutanásia e o preservativo parece-me uma coisa bem penosa.
O “espírito do tempo” é, de resto, a coisa mais totalitária que conheço. Como se não coubesse aos homens senão ser apanhados por ele. Como se ele não fosse feito pelos próprios homens. Como se toda a gente tivesse que aceitar o que os jornalistas da redacção da SIC acham melhor para o mundo. Como se o pensamento de Rodrigo Guedes de Carvalho valesse mais do que o de Joseph Ratzinger.
Por mim, tal como aconteceu com João Paulo II, estou preparado para concordar e discordar de Bento XVI. Mas reconhecendo a dignidade das suas opiniões e não as descartando a título de idiotices fora do “espírito do tempo”. Já houve muitos “tempos”. Uns foram bons, outros maus. E nós precisamos de coisas, como a Igreja Católica, que (acreditemos ou não no seu Deus) não sigam o “tempo” mas o atravessem.
[Luciano Amaral]

Uma coisa é certa

A culpa tem que ser do Bush.

[JV]

O Acidental à escuta

Calma Jorge. Para festejarmos a eleição de Ratzinger vamos convidar-te para uma churrascada. Não precisas de trazer nada.

[Rodrigo Moita de Deus]