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quinta-feira, março 31, 2005

Eu já estive na Festa do Avante...

...e foi de borla, Jorge Palinhos, portanto temos de encontrar outra explicação para debitar tanto ácido sobre a esquerda. Talvez tenha sido por causa daquela vez em que estive num comício no Campo Pequeno, era miúdo, com o meu Pai e o meu irmão, a praça foi cercada por comunistas e outros extremistas, a polícia montada interveio. Talvez... mas só um bom psiquiatra o poderia confirmar.
Agora, Jorge, convenhamos que chegar ao ponto de escrever, como escreveu no Blogue de Esquerda, que a Atlântico era, entre outras desgraças, um plágio da revista The Atlantic, também me parece resultado de alguma tendência acelerada para criticar por criticar e pode até ser considerado um bocadinho ofensivo - tendo em conta que o responsável pelo projecto gráfico da Atlântico é o Jorge Colombo, com provas mais do que dadas na matéria.
Enfim, isso não interessa nada e nada tenho a ver com a Atlântico, para além de vários amigos meus lá escreverem, mas ninguém me mandatou para fazer a sua defesa. Fico contente, porém, que a revista esteja a irritar a esquerda, até porque prova que a direita portuguesa sabe pensar e sabe fazer boas revistas de crítica e debate. Já o mesmo não sei se posso dizer da esquerda em Portugal. Ou será que posso e a culpa é do ácido?

[PPM]

O que é que tem o Barnabé que é diferente dos outros?

Tem os textos repetidos do Daniel Oliveira no Expresso da semana passada.

[PPM]

Dediquem-se às lontras que ele agora dedica-se aos vulcões e às crateras

Pobres daqueles que duvidam de tanta fartura. Deviam era estar contentes e fazer férias longe, esquecer o fim do Pacto de Estabilidade, esquecer a "tenebrosa" directiva Bolkestein, esquecer as estranhas manobras à volta da Alta Autoridade para a Comunicação Social acerca da compra do grupo Lusomundo, entregar o país ao humor e às “celebridades”. O reino do bem voltou. Mostrem-se agradecidos e dediquem-se às lontras bebés.
Pacheco Pereira no Abrupto

[PPM]

GOL e Culinária

Eh pá, nada de confusões, eu uso avental mas não sou maçónico!

Parece que os estou a ver:

- Oh Adalberto, meu irmão! Passa-me aí o avental, se não te importas.
- Claro, Júlio! Quanto de rabanetes e salsa precisas, meu irmão?

Assim penetra a Maçonaria no Canal 2 da televisão pública.
Um alerta para Chefe Silva, Maria de Lourdes Modesto ou a saudosa Filipa Vacondeus!
Quanto a mim, continuo fiel ao Na Roça com os Tachos do já mítico João Carlos Silva, este sim, o melhor programa da televisão pública.

[Bernardo Pires de Lima]

Curso de auto-estima Acidental método Paulo Coelho – 2ª lição

Não ligue aos "sinais". Se os “sinais” fossem realmente importantes, não morria tanta gente nas estradas.

[Rodrigo Moita de Deus]

A bela matemática de Carrilho

O PPM diz que votava já na Bárbara, se não viesse o Carrilho com ela

Não tem graça nenhuma, mas parece-me que Manuel Maria Carrilho está para a Câmara de Lisboa como Pitágoras para a Filosofia: só conhecemos Pitágoras por causa da matemática e só conhecemos Carrilho por causa da Bárbara.

[Inês Teotónio Pereira]

Com ternura, quase meiguice

Mesmo sabendo que estavam disponíveis para esse enorme sacrifício – em nome do bem da Nação – compreendo que prefiram andar pela blogosfera que por entre as companhias, às vezes duvidosas, dos corredores do poder.

[Rodrigo Moita de Deus]

PS: Com a bibliofilia e a astronomia ocupadas permita-me que sugira a filatelia como hobby. Pode não ter o efeito das luas de Saturno, mas um selo da República Democrática do Congo sempre dá um belo poste intelectual.

Um país de poetas - ou será de bloguiadores?

O "Diário de Notícias" já tinha informado que mais de 70 blogues são criados todos os dias em Portugal e a verdade é que a blogosfera continua a ser um dos espaços mais criativos e criadores da comunicação e da opinião em Portugal. Por isso mesmo, tenho procurado actualizar regularmente a lista de ligações perigosas, mas a tarefa é difícil, porque sou ultrapassado pelo aparecimento de novos blogues de grande qualidade, à esquerda e à direita.
Pode-se aliás dizer que depois de alguma evidente modorra no último ano, a direita liberal e conservadora recomeçou a dominar o meio. Acabei agora de fazer nova actualização, aceitando sobretudo algumas indicações do Rodrigo Moita de Deus: alguns já deveriam lá estar, porque os leio regularmente, outros são novinhos em folha, pelo menos para mim. E sempre faltarão alguns, é claro: neste preciso momento devem estar a nascer mais uns dez.

[PPM]

Que mauzões de direita, não foram buscar colaboradores ao Blogue de Esquerda, assim também não vale, pá

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Saiu hoje com o "Público"

Se ainda fosse necessário dizer mais alguma coisa, só por este comentário já se perceberia que vai valer a pena começar a comprar a revista Atlântico todos os meses. Parabéns aos convidados acidentais que lá escrevem.

[PPM]

Evidências sobre a melhoria do tempo

Com a crise económica diminuiu o número de portugueses que conseguiram fazer férias de Inverno na neve. Por outro lado aumentou o número de portugueses a frequentar solários.

[Rodrigo Moita de Deus]

Curso de auto-estima Acidental método Paulo Coelho – 1ª lição

Uma boa morte é muitas vezes o melhor curriculum de vida.

[Rodrigo Moita de Deus]

Duas notícias tranquilizadoras

Governos de Angola e da Coreia do Norte relançam cooperação

Zapatero vende material militar a Hugo Chávez

[João Vacas]

Brevemente, numa livraria perto de si

A capa:

acidental

E a contracapa:

ccacidental

O Júlio Prata Sequeira é um grande editor.

[PPM]

quarta-feira, março 30, 2005

Um poste sobre postes que ainda não são

Desde ontem que ando a pensar num poste engraçado para escrever sobre a candidatura de Manuel Maria Carrilho à Câmara Municipal de Lisboa. Talvez por excesso de matéria, faltam-me as palavras. Aguardem.

[Rodrigo Moita de Deus]

O Acidental à escuta

Nota ao proprietário: para acrescentar nos links aqui da casa "Não sei brincar".

[Rodrigo Moita de Deus]

Velhos hábitos

Ontem, Luís Filipe Menezes insurgiu-se contra um “grupo de aristocratas” que pretendiam manipular “os milhares de militantes anónimos”. Luís Filipe Menezes reedita a luta entre pobres e ricos, famosos e anónimos, barões e povo. Elitistas, sulistas e liberais em versão mais requintada e sem sotaque. Menezes, desde o congresso do Coliseu, já foi presidente da câmara de gaia, deputado eleito, vice-presidente do partido...mas não deixou de ser parvo.

[Rodrigo Moita de Deus]

Apanhados

Ontem, o Diário de Notícias anunciou para breve uma participação da Maçonaria no Canal Dois. Esqueceram-se de dizer que o programa de governo prevê a extinção do actual modelo do Canal Dois.
Ou este é o programa mais curto na história da televisão em Portugal, ou então alguém meteu os pés pelas mãos.

[Rodrigo Moita de Deus]

Ora aqui está finalmente uma revista que não se pode perder de forma alguma

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Eu vou comprar esta revista e republico a mensagem que me enviaram, sem comentários, porque os nomes que lá escrevem dizem tudo:

Na próxima quinta-feira, dia 31 de Março, abra os olhos, esqueça a correcção política, o aborrecimento. Prepare-se para pontapear o nacional fatalismo.

Olhe para dentro do jornal Público.

Encontre a Atlântico.

Uma revista de reflexão e debate.

Todos os meses temos trinta dias para pensar, para escrever, para mostrar este mundo sem deslizar na superfície das coisas.

Um revista com histórias, com ideias, com o outro lado das histórias.

E neste número será assim:

JOSÉ SÓCRATES NA ILHA DA PÁSCOA, RUI RAMOS

NARCISISMO INTELECTUAL, PAULO TUNHAS

A GUERRA QUE A AMÉRICA NÃO QUIS GANHAR, LUCIANO AMARAL

PERFIL DE ORIANA FALLACI, POR HUGO GONÇALVES

e ainda opinião de VASCO RATO, JOAQUIM AGUIAR, MANUELA FRANCO, JOÃO MARQUES DE ALMEIDA, VÍTOR BENTO, ANTÓNIO ARAÚJO, MARCELLO MATHIAS, MANUEL DE LUCENA, ALEXANDRE SOARES SILVA

+ REPORTAGEM: O GANG DA PLAYSTATION, COMIDA DE HOMEM, FORRÓ NO TEJO,
ESTILOS: I'M TOO SEXY FOR MY GLASSES, CINEMA: ACTORES QUE IMITAM HERÓIS, “DOIS ESTRANHOS” UM CONTO INÉDITO DE JOÃO TORDO

Atlântico. Todos os meses.



[PPM]

O sebastianismo e o presente

O que mais gosto na figura de Sidónio é a eloquência no dizer: D. Sebastão morreu. Eu sou o melhor que se arranja.

[Rodrigo Moita de Deus]

Serviço público de Blogosfera

Erro de servidor o #"#$"$"#$! Seu filho de uma *#$#"#!$$ Socialista de um #"&!"$#"$ posta esta "#"$"#%"%"%#% ò "#$"#% do "$"#%"#%"%. "$"#%"#%"-se.

[Rodrigo Moita de Deus]

PS: Problemas técnicos com o servidor têm impedido a equipa do Acidental de prestar o seu serviço público de blogosfera. Apesar de totalmente alheios, pedimos as nossas desculpas.

O Acidental à escuta

Então o meu amigo tem casa nova e não dizia a ninguém?

[Rodrigo Moita de Deus]

Atentado contra a liberdade de expressão

Não sei se vou conseguir agora escrever finalmente a avisar que a blogosfera anda com sérios problemas que podem pôr em causa a liberdade de expressão - o Blogger até tem avisado que andam uns "engenheiros" a tratar do assunto, mas nunca é de fiar - e que a falta de produtividade aqui do vosso Acidental tem sobretudo a ver com assuntos técnicos (ainda que os meus convidados andem muito inactivos - vejam lá se trabalham, rapazes!). Como se costuma dizer, esperamos que a emissão siga agora sem novas interrupções. Muito obrigado.

[PPM]

Diário das Trapalhadas (VIII Série)

441911
Lusa-António Cotrim


António Costa provoca primeiro mal-estar no Governo socialista

Filipe Santos Costa

As ambições de António Costa no sentido de tutelar áreas de acção e departamentos que estão sob a alçada de outros ministérios está a provocar os primeiros conflitos no Governo de José Sócrates. Ontem, na reunião de secretários de Estado, foi discutida a lei orgânica do Governo e ficou patente que os ímpetos "expansionistas" do ministro de Estado e da Administração Interna não estão a ser bem recebidos pelos seus colegas de Governo, que dão sinais claros de não querer abdicar de áreas que tradicionalmente lhes cabem.

Diário de Notícias de hoje


[PPM]

PS. Ai se fosse o Santana e o Gomes da Silva...

terça-feira, março 29, 2005

Dão-nos a ver? Quem?

Leio o José Mário Silva, um homem da imprensa, que escreve assim:

Dão-nos a ver o Papa à janela, quase todos os dias. Dão-nos a ver o Papa em esforço, fazendo o gesto da cruz ou agitando a custo um ramo de oliveira. Dão-nos a ver o Papa em fotos e ângulos rigorosamente seleccionados (às vezes só de costas, ou só de lado). Dão-nos a ver o Papa furioso consigo mesmo, por causa da impotência muda durante o Urbi et Orbi. Dão-nos a ver a lenta decadência do Papa, como se fosse um espectáculo, em sinistro conta-gotas mediático. Dão-nos a ver um Papa marioneta, preso por fios, boicotando involuntariamente a sua dignidade.

Até aqui vou respeitando o ponto de vista crítico do jornalista, embora não partilhe da atitude, hoje muito em voga na esquerda moderna, que prefere esconder a velhice e a doença dos olhos da sociedade, como se a velhice e a doença não fizessem também parte da vida dos homens comuns. De facto, só gente com muita fé é que continua a acreditar em paraísos terrestes. Mas o que me espantou foi a conclusão do texto, porque quase cheguei a pensar que o José Mário Silva estivesse a criticar os meios de comunicação social por exporem deste modo - considerado voyeur - a decadência física do Papa João Paulo II. Erro meu, leiam a conclusão, que é aliás de novo coerente com o pensamento da esquerda moderna, atribuindo todas as culpas ao alvo mais óbvio:

E nisto tudo, perdoem-me os católicos, o Vaticano age e manobra ao melhor estilo soviético. Soviético, leram bem. Karol Wojtyla, of all people, não merecia acabar assim.

Eu vi as imagens nas capas dos jornais e nas notícias das televisões. O Papa não está embalsamado: é um velho ancião que sofre, porque está vivo.

[PPM]

Eu que não sou de intrigas (cont.)

Como não foi convidado para o novo governo, calculo que Vital Moreira esteja agora disponível para o papel de Pacheco Pereira desta nova maioria. Espécie de “espírito crítico independente/espectador desinteressado/comentador ocasional da realidade política portuguesa/homem de extraordinária erudição/talento desperdiçado por um aparelho com medo da intelectualidade” no melhor género “o que eu gostava mesmo é que as coisas corressem bem/já viram este planeta tão giro?”.

[Rodrigo Moita de Deus]

Jesus Cristo, Rui Ramos e D. José Policarpo

Pode parecer blasfémia, mas acabei de descobrir o elo perdido entre Jesus Cristo, D. José Policarpo e Rui Ramos. Leia e descubra as diferenças. Ou as semelhanças.

[PPM]

Diário das Trapalhadas (VII Série)

Iniciativa do Governo

Maria de Belém critica criação de base de dados genéticos

Ex-ministra da Saúde comenta que "nenhum país tem uma base global" de dados genéticos e acrescenta: "Seria muito caro e teria problemas constitucionais delicados"

Clara Barata

A ideia de criar uma base com os dados genéticos de todos os portugueses para utilização forense, anunciada pelo gabinete do ministro da Justiça, Alberto Costa, nunca foi discutida pelo grupo parlamentar socialista.

Jornal Público de hoje

[PPM]

O Acidental à escuta, mesmo à escuta

Dia 22, 23 e 24 de Abril passa a festa da música “Beethoven and friends” naquele edifício caro, grande, que tapa a vista para o Mosteiro dos Jerónimos e que obviamente não ia servir para nada. Aqui fica o link para tirarem as dúvidas e para divulgarem entre os amigos. É que quanto mais público, melhor cartaz para o ano que vem, quanto menos público, mais depressa acabam com esta coisinhas boas. Certo?

No mesmo registo de grandes clássicos da música, é meu dever anunciar Mark Knopfler esta sexta-feira no Pavilhão Atlântico. É a terceira vez que vou ouvir o senhor ao vivo e tenho a certeza que não vai ser a última. Nota final. Constou-me que daqui a umas semanas vem aí Seal. Só a melhor voz masculina do mundo.

Depois disto, ainda alguém está preocupado por não ter bilhetes para os U2?

[Rodrigo Moita de Deus]

Eu que não sou de intrigas

Só agora reparei que nenhum dos “causa nossas” entrou para o governo.

[Rodrigo Moita de Deus]

We’re counting on you, boys!

José Lello tentava hoje de manhã explicar ao auditório da TSF que a medida de José Sócrates de contratar 1500 estagiários para pequenas e médias empresas, pode salvar o “tecido produtivo português”, trazendo-lhe “novos saberes”. Para quem não sabe José Lello é deputado e já foi secretário de estado de governos socialistas.

[Rodrigo Moita de Deus]

segunda-feira, março 28, 2005

Será que os moderados tontos...

...acreditam mesmo na história da putativa candidatura de António Guterres a um qualquer lugar internacional? Ele já foi a presidência da Comissão Europeia, depois até a secretaria-geral das Nações Unidas e, agora, reduz-se a um qualquer Alto Comissariado. Não percebem os moderados tontos que as propaladas candidaturas internacionais de António Guterres servem apenas os interesses tácticos de António Guterres na política nacional. Como seja a sua candidatura à Presidência da República. Que, tudo indica, é cada vez mais certa.
Aceitam-se apostas.

[PPM]

Já o corno bravo é anónimo e está cansado

Esta é para quem sabe que eu sei que ele sabe. A ver se arrebita.

[PPM]

Coisas simples que não consigo entender

Li hoje que a Brisa vai comprar 50% da sua rival Auto-Estradas do Atlântico. Faz sentido. O Estado liberaliza os mercados para os liberais os voltarem a concentrar.

[Rodrigo Moita de Deus]

Moral da história: se o problema do exercício do liberalismo é o comportamento dos liberais, supõe-se que para existir liberalismo seja necessário um estado forte.

A culpa

Vox Populi, no jornal Público:

Pergunta: Votava em Manuel Maria Carrilho para presidente da Câmara de Lisboa?

Resposta: "Já estou por tudo [...] Acho que votava nele, até pela pessoa com quem está casado".

Começo a chegar à conclusão que a famosa culpa no sistema político português deve ser atribuída aos eleitores e não aos eleitos.

[Bernardo Pires de Lima]

Assim somos

Simplesmente fantástica a reportagem do Congresso da JSD, no Independente de quinta-feira passada. São 40 mil militantes. Já foi um dos maiores grupos parlamentares. É também por isto que não passamos da cepa torta.

[Bernardo Pires de Lima]

Para isso é que servem as famosas Scuts (ou a prova de que não sou corno manso ainda que também seja povo)

Para ir de férias para a Serra da Estrela, recomendo as SCUTS do Eng. José Sócrates. Ali antes de Santarém, virei para a A-23 e foi sempre a andar até à Covilha, sem pagar portagens, numa pura lógica de utilizador/não-pagador. A auto-estrada estava cheia de turistas como eu e o Estado é que desempenha o papel de corno manso nesta história.

[PPM]

Passo a explicar

O mundo ocidental estranha a ideia de que o Papa se mantenha em funções, doente e com oitenta e um anos. É normal que estranhe. Estamos habituados a deixar os nossos velhos em lares.

[Rodrigo Moita de Deus]

E agora que a Páscoa está a acabar, talvez alguém possa explicar

Afinal, qual é a relação entre a Páscoa e os ovos, entre os ovos e os coelhos, e entre os coelhos e as reposições do quo vadis?

[Rodrigo Moita de Deus]

Evidências sobre o regresso do mau tempo

As mulheres bem feitas nunca têm frio.

[Rodrigo Moita de Deus]

Quando o povo é corno manso

Nesta Páscoa, alguns milhares de portugueses passaram horas sentados nos carros mais caros da europa, gastando litros da gasolina mais cara da europa porque a autoestrada mais cara da europa estava em obras. E depois de muitas horas parados, chegaram ao fim da viagem e pagaram a portagem por inteiro. Quando o povo é corno manso, quase merece o destino que lhe sai em sorte.

[Rodrigo Moita de Deus]

Ovos da Páscoa

Venho de férias da Páscoa, da neve na Serra da Estrela, da piscina aquecida num Hotel da Covilhã, preocupado com o estado do blogue e cheio de postes para escrever. Chego e fico descansado, mas também frustrado: tudo - ou quase tudo - o que tinha para escrever já estava escrito pelo Rodrigo, incluindo o belo perfil da ministra Pires de Lima. Mas realmente fantástico - desculpa, meu Deus - é o desenho da nossa estrela principal: a senhora Vitriolica Webb.
Valeu a pena ir de férias.

[PPM]

quinta-feira, março 24, 2005

Retrato da Pascoa

boa pascoa

[Vitriolica Webb]

Não sabem o que perdem

No dia em que Francisco Louçã responder a um jornalista “não comento”, eu dispo-me no rossio!

[Rodrigo Moita de Deus]

O Acidental à escuta

Vendo!

Ò bela papoila que me encantas, a flor do jardim nunca necessita de recomendação para me conquistar o olhar.

Mas se o assunto é o combinio* de matrimónios posso dizer que o jovem rodriguinho é talvez um dos mais espantosos, inteligentes e deslumbrantes seres humanos que alguma vez conheci. Caramba. Chega de modéstias: Para dizer a verdade o meu filho é um hino à espécie em geral e aos homens em particular.

Casamento acertado. Negociemos o dote.

[Rodrigo Moita de Deus]

*Sempre desejei inventar uma palavra.

Síndroma pós-eleitoral

Durante o período eleitoral passeei toda a minha capacidade persuasiva pelo Norte Alentejano. Não correu por aí além.
Na altura, impressionou-me o envelhecimento das pessoas e a quantidade de casas desabitadas, de ruas desertas, de caminhos que iam dar a lado nenhum. Uns anos antes, noutras lides, percorri as mesmas estradas e a sensação era outra. Talvez por ser sempre dia de festa. Talvez porque a gente era mais nova. Ou eu.
Para fazer face a este despovoamento do "reino" "ao cheiro" da metrópole, há quem preconize soluções tipo Brasília, quem defenda a difusão de ministérios pelo país profundo, quem ache que o país é Lisboa e o resto é paisagem e quem tenha dúvidas acerca do que verdadeiramente há a fazer. Há pouco tempo para pensar. As pessoas morrem, as empresas fecham, as casas caem.
Voltei ao Distrito de Portalegre há pouco. Gente boa. Património rico. Comida formidável. É intrigante pensar que, apesar de todas estas qualidades, só a cidade de Badajoz tem, aproximadamente, tanta gente quanto o Distrito inteiro.
Talvez isto ainda seja fruto da visão que tivemos de Portugal: ponto de partida, cais, porto. Debruçado sobre o mar. Empoleirado nas amuradas e nas janelas viradas a Ocidente e ao Tejo. Espalhado pelo Mundo. Esquecida a retaguarda que o manteve. Abandonadas as praças que o sustiveram. Diluído na água e na gente mais "desvairada".
A Espanha, apesar do império e da prata, foi construída de forma diferente, centrípeta, tendo a Madrid filipina como núcleo e na Península toda lugar de expansão natural. A Extremadura não é um fim. É entendida como um eixo, como um lugar de passagem e de projecção de investimentos e de influência. Sem complexos. Nem dúvidas.
E nós ficamos. Os que ficaram. E ficamo-nos. Numa lenta agonia.
A tal estabilidade política por que o país ansiou está aí. Para o bem e para o mal. Veremos o que fará Sócrates com ela e como a usará para inverter este estado de coisas. O princípio não motiva nem anima. Haverá ainda tempo e vontade política para fazer do Portugal que resta um país?

[João Vacas]

Vale que já ninguém leva nada muito a sério

Segundo o jornal O Independente, o Prof. António Borges também faz parte da direita trauliteira.

[Rodrigo Moita de Deus]

O Acidental à escuta

O facto de estar sozinho em casa, não me tira vigor blogosférico. Repare, por exemplo, que ontem dei sete seguidas.

[Rodrigo Moita de Deus]

Sobre a promiscuidade entre políticos e empresas

Algo vai mal no país quando o topo da carreira pública é a banca privada.

[Rodrigo Moita de Deus]

Eu que não sou de intrigas

Recomendo que passem os olhos por O profeta de Kahlil Gibran. O livro que Paulo Coelho e a Alexandra Solnado leram antes de começarem a escrever.

[Rodrigo Moita de Deus]

Convergências que não têm nada de estranho

A propósito do tema da imigração, ouvi o deputado António Filipe pedir a alteração da lei da nacionalidade. Na mesma linha veio esta semana Jorge Miranda. Subscrevo e considero dos temas mais importantes que a pátria pode discutir. Não faz muito sentido - especialmente em Portugal - que a nacionalidade seja tida como um privilégio em vez de um direito. Não faz muito sentido que estas nossas gerações se convençam que são proprietárias do país onde nasceram.

[Rodrigo Moita de Deus]

Cutileiro certamente aplaude

Para muitos a nova ministra da cultura, Isabel Pires de Lima, é uma desconhecida. Confesso que já lhe tinha ouvido o nome, mas foi nas páginas da Visão que desfiz dúvidas. Em meia dúzia de pontos, eis as principais características de uma “ministra em construção”.

Corajosa. Confessa que tem de aprender a ser ministra. Não há coisa que eu goste mais que os achaques de modéstia à portuguesa. A senhora ministra, diz que tem de aprender a ser ministra. Pessoalmente acho muito bem. Pergunto-me se nestes primeiros meses vai receber ordenado de estagiária?

Espirituosa. Informa que é filha de um ateu com forte veia anticlerical. Não tendo sido essa a pergunta e estando o país a marimbar-se para o progenitor, calculo que a informação seja uma espécie de statement. A senhora ministra que não se preocupe. A informação fica, devidamente, registada.

Extrovertida. Relata, orgulhosa, o tempo das tertúlias intelectuais e políticas no “Café Piolho”. Portugal é um país de grupos, havendo o grupo do Nicola, do Altis, do Chiado, ficámos agora a saber que a ministra é do grupo do Piolho.

Felizarda. Assume que foi convidada por Narciso Miranda e Fernando Gomes para integrar as listas de deputados do Partido socialista. Veio para a política pelas mãos certas.

Independente. Diz que foi assistente na faculdade de letras de Lisboa e militante do Partido comunista. Uma informação redundante.

Modesta. Escolheu as fotografias que ilustram a entrevista com o mesmo critério que aplicou às palavras ditas. É ver a Isabel com Eduardo Lourenço, Isabel com Pepetela, Isabel com.Simone Beauvoir...Se a intelectualidade fosse como o vírus da gripe a senhora estaria certamente infectada.

Obstinada. Esteve na juventude escolar católica e virou agnóstica. Esteve no PCP e virou socialista. Presumo, na mesma linha de raciocínio, que estando agora no Partido socialista há a forte hipótese de se transformar em social-democrata;

[Rodrigo Moita de Deus]

quarta-feira, março 23, 2005

A bandeira do aborto

Tenho de admitir que já tenho pouca paciência para o assunto do aborto. Sou a favor da despenalização e já dei os argumentos que entendo pertinentes. Assim, e se vier o tal referendo, votarei a favor da despenalização, como já fiz aliás da última vez.
Não me esqueço porém que, no último referendo, as pessoas com a minha opinião foram estrondosamente derrotadas e por isso não percebo a histérica euforia de certos meios, em achar que só por haver o referendo, a vitória estará assegurada.
Aliás, recordo a essas mesmas pessoas que cerca de 70 por cento da população não votou – logo, estavam satisfeitos com o estado de coisas ou não acharam que valia a pena o esforço de ir votar para mudar a lei – e, dos que foram votar, a maioria foi a favor do “não”.
O que me choca é a minha convicção que estas pessoas estão mais interessadas nos dividendos políticos que poderão obter através da improvável vitória do “sim” do que no sofrimento dos milhares de mulheres que são obrigadas a abortar todos os anos em condições horrorosas.
É uma questão política curiosa (choca-me chamar-lhe isto, mas é, de facto, uma questão política): se o “sim” ganhar, a extrema esquerda vai capitalizar politicamente esta vitória (o que será, no mínimo, indigno), mas se o “sim” perder, esta rapaziada continuará com a sua arma de arremesso político favorita.

[Pedro Marques Lopes]

Eu que não sou de intrigas

Constou-me que Helena Lopes da Costa quer ser Presidente da Câmara Municipal de Sintra. Eu de facto sempre achei que a senhora tinha perfil para suceder à Edite Estrela.

[Rodrigo Moita de Deus]

Entretanto no PSD

No meu partido começa a chegar a hora das decisões difícieis. A contagem das espingardas, essa, há muito que começou. Marques Mendes conta com o apoio de António Preto. Luís Filipe Menezes conta com Miguel Almeida, Helena Lopes da Costa e Artur Albarran. É relativamente seguro afirmar que Marques Mendes está à frente na corrida. Afinal, sempre carrega menos lastro.

[Rodrigo Moita de Deus]

A importância dos testes psicotécnicos

Os jornalistas de política gostavam de ser políticos, os jornalistas de economia gostavam de ser empresários, os jornalistas de desporto gostavam de ser treinadores...mas nunca ninguém os convidou. Há alguém naquela maldita carreira que faça as coisas por vocação?

[Rodrigo Moita de Deus]

O Acidental à escuta

Provavelmente, um dos melhores blogues de saias.

[Rodrigo Moita de Deus]

Breve obituário

O blof, um abominável, quezilento e adorável blog, acaba de fechar as portas. Sinto-me estranhamente sozinho.

[Rodrigo Moita de Deus]

É preciso ser-se muito barnabita para nos lembrarmos de uma destas

Celso Martins no Barnabé:" Freitas não pode «coligar-se» unipessoalmente (…) com o PS?"

[Rodrigo Moita de Deus]

PS: O Celso anda a fazer-se a um lugar nas Produções Fictícias. Está a correr bem.

terça-feira, março 22, 2005

Classificados Acidentais

Vende-se (Usados com garantia): Presidentes de Conselhos de Administração, directores de jornais e comentadores como novos. Conhecimentos de política na óptica do utilizador. Full extra. Disponibilidade imediata. Qualquer cor. Pouca noção do ridículo. Urgente. Motivo: liquidação de stock. Mais informações, contactar Diário Digital.

[Rodrigo Moita de Deus]

Deve ser da quadra

Como nos aproximamos de mais uma ritual celebração do 25 de Abril, parece que toda a gente decidiu regressar ao espírito “tudo é possível” de há 31 anos atrás.
Não sei se alguém reparou, mas foi-nos garantido ontem pelo Ministro das Finanças que o nosso défice orçamental deve andar à volta dos 6% a 7% do PIB. Entendamo-nos: isto é já uma situação catastrófica. Um défice desta magnitude só autoriza duas coisas: uma, cortar, cortar, cortar despesas públicas ou, na impossibilidade disso, pelo menos congelá-las; a outra, aumentar impostos.
A segunda hipótese foi excluída pelo Primeiro-Ministro. Só resta, portanto, a primeira. Mas alguém ouviu, da parte do governo, qualquer coisa sobre cortar, cortar, cortar ou, pelo menos, congelar despesas? Muito pelo contrário: vão-se dar pensões aos velhos pobres e ameaça-se com a possibilidade de parcerias público-privado para um vasto projecto (um pouco indefinido, por enquanto) de investimento público.
Se há coisa que eu acho bem é o Estado dar pensões de reforma aos velhos pobres. E também não sou categoricamente hostil às tais parcerias.
Mas o que importa é que estas duas ideias louváveis apenas serão realizáveis se o governo cortar nalguns dos milhares de itens inúteis da despesa pública. Juntá-las ao que já se gasta é compor a catástrofe existente. A política sugerida, na ausência das sempre propaladas reformas que ninguém faz, é não só uma impossibilidade como um verdadeiro perigo.
A menos que intervenha a solução miraculosa descrita no Antigo Testamento: quando, durante o Êxodo, Moisés e os hebreus em fuga (e sem alimentos) atravessavam o deserto do Sinai, Deus passou, a partir de certa altura, a depositar nas suas tigelas uma substância alimentícia de nome maná, o famoso “maná do céu”.
Deve ser disso mesmo que se está à espera.
[Luciano Amaral]

QUE FIZESTE DAS PALAVRAS?

Que fizeste das palavras?
Que contas darás tu
dessas vogais
de um azul tão
apaziguado?
E das consoantes, que
lhes dirás,
ardendo entre o fulgor
das laranjas e o sol dos
cavalos?
Que lhes dirás, quando
te perguntarem pelas
minúsculas
sementes que te
confiaram?

Eugénio de Andrade

[Pedro Marques Lopes]

O Governo Modess

Somos um "Governo sereno e confiante"
José Sócrates no discurso de encerramento no Parlamento

[PPM]

Pode ser que volte a mudar de ideias

Freitas suspenso temporariamente do PPE

Freitas do Amaral foi suspenso temporariamente do Partido Popular Europeu, em virtude de ser membro de um Governo socialista. O actual ministro dos Negócios Estrangeiros lamentou a decisão e disse que vai explicar a sua posição.


[PPM]

Foi bonito, pá (II)

Ver o novo comentador do regime, António José Teixeira, defender as promessas de José Sócrates com tanta fé e harmonia na Rádio Bagdade - vulgo TSF - e na SIC/Notícias. Foi quase constrangedor mas também foi bonito, pá.

[PPM]

Hoje é dia da água



[PPM]

Foi bonito, pá

Ver o bloquista Luís Fazenda defender o ministro Freitas do Amaral no Parlamento. Nem é preciso dizer mais nada, pois não?

[PPM]

Macaquinhos de imitação

O líder dos jovens socialistas, reclamou ontem que o referendo ao aborto tem que ser feito antes do Verão. Já o novo líder dos jovens sociais-democratas argumentava que a organização tinha de defender causas fracturantes.

O grande inconveniente de nunca ter amadurecido ideias próprias é andar a reboque das ideias dos outros, nomeadamente, das ideias e do discurso do Bloco de Esquerda. Hoje são "só" jotinhas e deputados, amanhã serão ministros. Que tristeza.

[Rodrigo Moita de Deus]

O resultado do jogo de ontem

Benfica 3 Porto 0

[Rodrigo Moita de Deus]

segunda-feira, março 21, 2005

Grande líder e dirigente da classe operária

Vejo também outras imagens do debate, nas quais, enquanto o deputado do PSD Marques Guedes recita uma passagem de uma obra do mesmo professor em que ele compara Bush a Hitler (a ideia é que os prisioneiros de Guantanamo são tratados como os judeus, os ciganos e os homossexuais foram tratados pelo ditador de bigodinho), as bancadas do PS, PCP e BE irrompem em aplausos descontrolados e grande bruá aprovativo.
Eis o que deve fazer o professor sentir-se redimido por ter estado do lado errado da barricada nos belos tempos do PREC.
[Luciano Amaral]

Esmagado pelo estado de graça

Acabo de ver o Prof. Freitas do Amaral, à saída do debate parlamentar sobre o programa do governo, responder com ar vagamente apoplético a perguntas dos jornalistas sobre as famosas comparações de Bush a Hitler. Segundo o professor, o que “esses senhores” (i.e., os deputados da oposição) têm é “inveja”. Porque se sentem “esmagados”, e repetiu “esmagados”, por não estarem num governo de maioria absoluta que conta com pessoas da “minha qualidade”.
Fizesse o dito professor parte de um governo de direita, o que não iria já aí de gritaria contra a “arrogância” da “direita no poder”.
[Luciano Amaral]

O advogado do diabo

Luis Nazaré no Causa Nossa: "Seguramente por se tratar de uma iniciativa de Narciso Miranda, o programa de combate ao estacionamento selvagem anunciado pela Câmara de Matosinhos não mereceu qualquer referência elogiosa por parte dos opinion-makers nacionais. Tivesse ele sido congeminado por Rui Rio ou por Macário Correia e outro galo cantaria. "

Pois. Mas também é verdade que se Narciso Miranda não se tivesse rendido ao urbanismo selvagem provavelmente não haveria problema de estacionamento selvagem para resolver, não é?

[Rodrigo Moita de Deus]

PS: Acho que nunca tinha lido uma apologia de Narciso Miranda antes. Luís Nazaré ou é muito corajoso ou então nunca foi a Matosinhos.

Sobre a presidência bicéfala

Santana Lopes e Carmona Rodrigues partilham o gabinete. Huuuuum…a qual deles interessa ouvir as chamadas do outro?

[Rodrigo Moita de Deus]

Coisas simples que não consigo entender

Porque razão os livros escolares não transitam de um ano para o outro?

[Rodrigo Moita de Deus]

Ainda não tinha dito

Mas ainda vai mais que a tempo: gosto muito de ler e nunca perco a Bomba Inteligente - também conhecida por Carla Hilário de Almeida Quevedo - no Expresso.

[PPM]

Especial Acidental: Grandes socialistas da história

sem título

“Benito Mussolini(1883-1945) nasceu na Romagna. O pai, ferreiro, era socialista. Crescendo em ambientes anarquistas e socialistas, Benito entrou para o Partido Socialista. Entre 1912 e 1914, redactor do jornal Avanti, defendeu a neutralidade e o pacifismo. Então mudou de opinião: fundou o Popolo d'Italia, sustentado pela embaixada francesa, e passou a defender a entrada do país na guerra ao lado dos Aliados. O partido socialista expulsou-o. Alistou-se no exercito e foi gravemente ferido. Voltou a dirigir o seu jornal em 1919; defendia o direito de trabalho para ex-combatentes e a necessidade de profundas reformas, realizadas por um regime ditatorial. Em Milão, em Março de 1919, Mussolini fundou o primeiro grupo do futuro Partido Fascista Italiano. Os seguidores tinham tendências variadas: nacionalistas extremados, anarco-sindicalistas e, sobretudo, ex-combatentes desocupados, apoiados e financiados por industriais. (…)”

[Rodrigo Moita de Deus]

PS: Este texto tem copyright de uma qualquer enciclopédia on-line.

A explicação que faltava*

Numa crise de meia-idade há homens que compram descapotáveis e pares de jeans, há outros que se tornam ministros dos negócios estrangeiros em governos socialistas.

[Rodrigo Moita de Deus]

*Poste adaptado de uma ideia original de TFM

sexta-feira, março 18, 2005

Retrato da Semana

death and taxes

[Vitriolica Webb]

Noticiário das oito

No país onde qualquer “criança” compra um maço de tabaco e se embebeda à porta das lojas de conveniência, as gentes preocupam-se com o “problema de saúde pública” da venda de aspirinas em hipermercados.

[Rodrigo Moita de Deus]

PS: Em bom rigor um gole de CIF limão é mais prejudicial para a saúde que um pacote de aspirinas. Devem os detergentes ser vendidos exclusivamente em farmácias?

"Eventos que toda a gente conhece..."

Sucedem-se as trapalhadas: depois de o Ministro das Finanças ter dito que teria certamente de aumentar os impostos num futuro mais ou menos próximo, o próprio Primeiro-Ministro vem dizer que, afinal, não há impostos para aumentar. Gravíssima contradição na política económica e financeira. Estamos perante sinais de instabilidade, que os agentes económicos não podem valorizar senão de forma negativa. Esta sucessão de "eventos que toda a gente conhece" começa a parecer-me muito preocupante. Não será de dissolver já a Assembleia da República, Sr. Presidente? Não se esqueça que não pode no último semestre. E quem sabe não se evitará agora uma situação catastrófica mais tarde, quando o Sr. Presidente já não puder fazer nada?
Não cobro nada pelo conselho. É tudo pelo bem da Pátria.
[Luciano Amaral]

Simplificando o debate

Não existem republicanos, porque o republicanismo não existe. Bem vistas as coisas o republicanismo não passa da negação do regime monárquico. Vamos por isso dividir-nos em duas categorias: os monárquicos e os antimonárquicos. Assim é muito mais fácil entendermo-nos.

[Rodrigo Moita de Deus]

O choque tecnológico começa mal

Num animado almoço, debatendo sobre uma eventual crise de audiências na blogosfera política, chegou-se à conclusão que fazem faltam os ip´s do governo.

[Rodrigo Moita de Deus]

E o país que se dane - uma posta de umbigo

O Domingos, um grande amigo, dizia-me na sexta-feira passada que O Acidental parecia um tanto entorpecido, desalentado e quase desgostoso. Admito que levou tempo para engolir o resultado das eleições.

Mas sabes Domingos, depois de ter passado os olhos pelo blogue nestes últimos dias, vejo-o com mais fulgor e efervescência que nunca. É provável que as eleições talvez tenham sido o pior que podia acontecer ao país, mas foram certamente o melhor que podia acontecer ao Acidental.

[Rodrigo Moita de Deus]

Bobby Jones


Ontem faria anos um dos mais brilhantes desportistas do século XX. Foi um dos melhores jogadores de sempre do melhor jogo alguma vez inventado.Chamava-se Bobby Jones
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[Pedro Marques Lopes]

Já está a ficar sem graça

Nos primeiros dias de existência deste governo, a gente começava a perguntar-se: mas e como farão isto ou aquilo? A resposta, invariável, era: devemos esperar pelo programa do governo. Chegou o programa do governo. E não diz nada que não tivesse já sido dito. Fosse este governo o de Santana Lopes e lá se vociferaria contra mais uma das suas incríveis “trapalhadas”, resultantes de profunda “incompetência”. É que, chegado o programa do governo, a pergunta continua a ser a mesma: e como vão fazer isto ou aquilo? Por exemplo, os tais 150.000 empregos? Por exemplo, o crescimento potencial de 3%? Por exemplo, os (quantos é que são, ao certo?) 1.000 jovens em empresas “tecnológicas”? Por exemplo, o chorrilho de coisas prometidas no programa eleitoral e agora passadas para o do governo?
Estado de graça está muito bem, mas isto já está a ficar é sem graça. Toca a fazer política, que é para isso que foram eleitos. Isto não é altura para medinhos. E também não fiquem à espera de consensos. Estamos aqui para dar (e receber também). E já agora não façam das desgraçadas das farmácias a única vítima da vossa tão propalada “determinação”.
[Luciano Amaral]

Obituário

Eis aqui um blog que se lembra de coisas e de pessoas realmente importantes. Morreu George Kennan, autor do famoso “longo telegrama” de Moscovo, que acabou por estar em grande parte na origem da Doutrina Truman e do princípio da “contenção” do comunismo. Foram uma e o outro que orientaram a política externa americana durante boa parte da “Guerra Fria”. Kennan tinha 101 anos.
[Luciano Amaral]

Deutschland und Sweden Unter Alles

A maior parte das pessoas não sabe, mas a Suécia social-democrata (que faz as delícias dos membros do actual governo) tem contas de segurança social privadas (1/4 dos descontos). E tem uma das taxas de IRC mais baixas da Europa, juntamente com a Finlândia e a Irlanda. Isto é, cobra pouquíssimo sobre os lucros dos horríveis capitalistas.
Agora, como se pode ver no Office Lounging e no DN, também a Alemanha social-democrata se prepara para cortar o seu IRC, para além de uma série de medidas de reforma do Welfare State.
Em Portugal parece que ainda temos a social-democracia do tempo da Maria Cachucha: isto está mal? Toca a esmifrar o pessoal com impostos! A segurança social não é viável? Isso não passam de ideias neoliberalistas de carácter (extremamente) fascizante. O que eles querem é voltar ao 24 de Abril!
Continuem assim e qualquer dia estamos de volta não ao 24 de Abril mas ao 27 de Maio.
[Luciano Amaral]

Ganda Nóia

Eu sou uma pessoa bastante modesta, mas digam lá se não parece que o Dr. Marques Mendes anda a ler o que aqui escrevo n’O Acidental? Eu lembrei-me, à tarde, de denunciar a vertigem do governo do Eng. Sócrates em matéria de aumento de impostos. À noite, praticamente nos mesmos termos, lá estava o homem a dizer a mesma coisa. Enfim, é capaz de ser coincidência. Embora esta semana tenha reparado que muita gente teve as mesmas ideias que eu, o que, não sendo exactamente a primeira vez, começa a deixar-me preocupado sobre a minha originalidade.
Seja como for, não é bem isto que interessa. O que interessa é que a ideia (ou não fosse ela minha, ou minha e dele, tanto faz) é uma boa ideia: o Eng. Sócrates que não se lembre de aumentar impostos. E que trate de cortar a despesa pública. Mas interessa ainda outra coisa: afinal quem está a dizer isto é o Dr. Marques Mendes. O Dr. Marques Mendes deve ter estado para aí uns dez a doze anos no governo. Nunca se lembrou (ou alguém no governo em que estava) de cortar a despesa pública. Quer ele que nós acreditemos que se vai corrigir no futuro? Eu também já vi metade do PS, incluindo o novo Ministro das Finanças, explicar que o que é importante é cortar a despesa pública. Mas, de repente, quando toca a hora de efectivamente a cortar, parece que intervém qualquer coisa que o torna impossível. E a única coisa viável é aumentar os impostos.
Deve ser porque a despesa pública tem uma grande capacidade para satisfazer muitos desejos privados.
[Luciano Amaral]

O programa de governo

As coisas boas não se anunciam antes. As más também não. Sobra o papel onde está escrito.

[Rodrigo Moita de Deus]

E o Bloscar vai para...


Bloscares 2005
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Antes que me esqueça outra vez, não vá o Rodrigo sofrer retaliações, aqui vai desta.

[PPM]

O bom samaritano do Batasuna

Parece que Mário Soares recebeu uma comitiva do Batasuna, na última segunda feira, em Lisboa.
 
Partido ilegalizado pelas suas relações com os terroristas da ETA, o Batasuna deixa a clandestinidade graças ao ex-presidente português.
 
De Soares, o bom samaritano, apenas há memória da proposta em sentar à mesa as democracias e os terroristas da Al Qaeda. No seguimento desta iluminada ideia, começou o seu périplo pela "não violência" com uma demonstração de afecto por partidos ilegalizados. Não conhecemos almoços em Nafarros com as famílias das vítimas dos etarras, nem tão pouco com os partidos democráticos espanhóis.
 
Há alturas da vida em que um homem devia desaparecer do mapa. Da nossa vista. Há pessoas em que nem 80 anos de vida ensinam a ter algum decoro com um passado de figura de Estado. Há fases da vida de um homem a quem a meninice ataca e não larga. É o caso.  

[Bernardo Pires de Lima]

quinta-feira, março 17, 2005

Suspensórios novos

Pode não parecer, mas o meu comprometimento com a Reacção é puramente estético.



[FMS]

Lost in translation

A Associação de Imprensa Estrangeira em Portugal considerou que José Manuel Durão Barroso foi a personagem portuguesa mais importante do ano transacto porque "foi quem mais contribuiu para a projecção do país". Pergunto-me se os correspondentes estrangeiros terão consciência de todos os significados da palavra "projectar".

[João Vacas]

Diário das Trapalhadas (VI Série-Decisão sobre Política Off)

UE/Diplomacia: MNE Freitas não fala de política externa, segue decisão governo

Bruxelas, 16 (Lusa) - Diogo Freitas do Amaral iniciou esta manhã a sua primeira reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia em que seguirá a orientação governamental de não fazer declarações gerais sobre questões de política externa aos jornalistas.

"No final [da reunião], em 'off' poderei dar-vos um pequeno comentário do que se passou hoje", disse o novo chefe da diplomacia portuguesa.

"Digo em 'off' porque o Conselho de Ministros deste governo decidiu, e a meu ver muito bem, que até expormos as linhas gerais de política externa do governo no parlamento (...) não devíamos fazer declarações gerais sobre questões de política externa, para dar a prioridade ao parlamento", acrescentou.


Esclarecimento: Diário das Trapalhadas pretende continuar o excelente trabalho realizado pelas diversas oposições à antiga maioria, hoje estranhamente silenciosas. Tal como as anteriores, estas trapalhadas podem não ser importantes para o futuro de Portugal - mas calculem o que seriam hoje as capas dos jornais se fosse um ministro de Santana Lopes a dizer perante as câmaras de televisão que só poderia falar mais tarde com os jornalistas em "off" sobre o que realmente se tinha passado numa reunião à porta fechada em Bruxelas. Tiro no pé era um título possível.

[PPM]

É verdade que sou sócio do Automóvel Clube de Portugal...

...mas o presidente do dito (Carlos Barbosa, se bem me lembro) tem razão: Constâncio pode ter violado um dos princípios essenciais dos banqueiros centrais, que é o da independência relativamente ao poder político. A suspeita nasce do facto de a sua defesa dos impostos em vez de portagens para pagar a construção de estradas ser quase universalmente vista como menos justa e menos eficiente.
Claro que não está mal um governador do Banco de Portugal ter simpatias partidárias. Mas enquanto lá está deveria mantê-las guardadas no armário. Ou então, nesta época de grande jurisprudência política, a natureza do cargo mudou. Só que nesse caso tem que começar a ser olhado de outra forma. Não como um cargo técnico, mas de confiança política.
[Luciano Amaral]

Parabéns a vocês

Deixei ontem passar a data, mas julgo que eles me perdoam. Peço também desculpa aos meus convidados acidentais, mas hoje tenho que trazer para aqui os meus gostos partidários. A verdade é que eles são também meus amigos e o blogue merece ser visitado, porque prova que as juventudes partidárias sabem pensar e sabem debater ideias. Mas chega de explicações por hoje: muitos parabéns, Uma Geração às Direitas, pelo primeiro ano sempre activo na blogosfera.

[PPM]

That Big Sucking Sound

Vacuum1
Eu bem alimentava a esperança de que os meus elogios ao novo governo antes da entrada em funções viessem a ser desmentidos. E foram. Muito mais rapidamente do que poderia esperar. Parece que a grande receita deste governo para resolver os problemas do país vai ser subir impostos. Onde houver um imposto (baixo ou alto, na verdade tanto faz), lá estará o governo para o aumentar. De repente, já não é só o IVA, mas também o Imposto Automóvel e o Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (vulgo, gasolina) – como se pode ver aqui. Tudo sobe, minha gente.
Este governo já desistiu, portanto, de controlar a despesa pública. A tal que é metade da economia. Aliás, ao aumentar os impostos, está a preparar o terreno para futuras expansões da despesa. É que só há uma maneira de o Estado se deixar de incontinências financeiras: dar-lhe menos dinheiro. Quando se lhe dá mais, é ver a desregrada diurese.
Para além de outras considerações doutrinárias sobre o que efectivamente representa a fiscalidade (uma espécie de roubo oficializado), cabe perguntar como pensa o governo estimular o crescimento económico sobrecarregando desta forma a economia?
[Luciano Amaral]

O Presidencialismo II

A discussão, caro Vítor, tem ainda mais interesse quando o líder do partido vencedor das eleições – por tradição - se torna primeiro-ministro. O líder do partido manda no partido, o partido elege deputados e o sistema propõe que os “subalternos” fiscalizem o trabalho que o líder do partido faz enquanto primeiro-ministro. É evidente que a coisa não pode correr muito bem.

[Rodrigo Moita de Deus]

O pedigree é a minha cruz

Eis o “revoltado benjamim de ilustres famílias lusitanas” numa repartição de finanças:

- Vamos lá outra vez, nome completo por favor.
- Nome completo?
- Sim! Foi o que eu disse.
- Então é…Rodrigo…Manuel…
- Rodrigo ou Manuel?
- Rodrigo Manuel, é uma tradição de família
- Qual tradição? Acha que está onde? Isto é um serviço da república. Está a brincar comigo?
- Não. É mesmo assim.
- Esta bem. Continue lá.
- Botelho
- Botejo?
- Botelho!
- Ah. Botelho!
- Botelho Moniz
- Duas vezes Botelho?
- Não. Rodrigo Manuel Botelho Moniz
- Ah. Botejo Moniz
- Botelho Moniz
- Está bem. Já percebi.
- Moniz é com “Z”
- É com Z? Está a brincar comigo. Moniz é com S. Todos os dias me passam por aqui dezenas de monizes e é tudo com S.
- Garanto-lhe que este pelo menos é com Z
- Ò meu amigo, Moniz com Z é ilegal, já lhe disse.
- Eu de legalidade não entendo, mas este Moniz é com Z.
- Desta vez escapa
- Obrigado
- Pois não.
- Moita
- Está a brincar comigo? Então há mais?
- Sim.
- Não pode haver mais. Isso é ilegal.
- Mas há.
- E não podem ficar só os que já estão?
- O meu nome não é só esse.
- Então diga lá
- Moita
- Mota?
- Moita, de sebe.
- Moita de Sebe
- Não. Só Moita
- Ah. Não me diga que é com dois t´s
- É só com um.
- Vá lá!
- Mas continua.
- Está a brincar comigo. Ainda agora me disse que era só Moita!
- De facto
- O nome é Moita de Facto?
- Não. De facto tenho mais um nome.
- Isso já eu percebi. Qual é o nome.
- de Deus
- Isso são dois nomes e você disse-me que só tinha mais um.
- O de não conta
- Então tiramos o de
- Não.
- de Deus? Que raio de nome é esse?
- Moita de Deus.
- Outra vez Moita?
- Não. Rodrigo Manuel Botelho Moniz Moita de Deus
- Moita de Jesus?
- Esse é o Filho eu sou o Pai
- Como?
- Esqueça. Moita de Deus e não Moita de Jesus.
- Foi o que eu disse.
- Está bem. Desculpe.
- Isto não cabe. Vamos ter que tirar o de
- Não tira de nenhum.
- Rodrigo Manuel Botelho Moniz Moita de Deus. É isso?
- É.
- Caramba homem. Não podia ter dito logo.
- Desculpe.
- Tem aqui o impresso pronto, mas que isto não se volte a repetir. Estou a avisá-lo que da próxima vez ou você muda o nome ou então temos um problema.
- Obrigado.

[Rodrigo Moita de Deus]

Cuba Inc.



O site da Unión Liberal Cubana dá conta que este cavalheiro consta da lista de milionários da revista Forbes. Com um pecúlio de 550 milhões de dólares, o dinossauro das Caraíbas estará hoje 5 vezes mais rico que em 2003. Nada como ter o nosso próprio país para fazer bons negócios.

[João Vacas]

Declaração Mesmo Solene

Ainda mal refeito da notícia que denuncia a fraca vocação do meu apelido para exalar "elitismo" ou "cosmopolitismo onomástico", decidi pôr o meu lugar à disposição do proprietário deste espaço, querendo, com isso, poupá-lo ao embaraço da convivência comigo.
Ao Luciano Amaral agradeço a forma como saiu em minha defesa e que, manifestamente, não mereço.

[João Vacas]


Adenda: Registo a invejável capacidade de antecipação do PPM. Sendo assim, EU FICO. Esta não é nova, mas é boa.

Este ano...

...Abril vai voltar a ser revolução.

[PPM]

PS. (PS, mesmo). Fernando Rosas deverá ser o mandatário das comemorações.

Não pões nada à disposição, João...

Era só o que faltava. Eu sei que o Vacas não exala, mas repara que o meu poderoso Pinto foi simplesmente censurado pelo Detritus - e este, sim, exala qualquer coisa, ó lá se exala.

[PPM]

PS. Vê lá é se escreves mais e se estás cá em Abril para a apresentação do livro. E desliga o blogger quando acabares de escrever, se não parece que sou adivinho de postes provenientes de Bruxelas.

O estado das coisas

O José Bourbon Ribeiro está de volta com O Estado das Coisas. Ele é o nosso homem da lealdade orgânica e agora tem um blogue pessoal. Welcome back, man!

[PPM]

quarta-feira, março 16, 2005

Para já, ficam só com a contracapa


ccacidental
Originally uploaded by Paulo Mascarenhas.
E lá vou ter eu de mudar outra vez o blogue para verde...

[PPM]

Só para celebrar o regresso do VC

Claro que é só para que este poste dele também entre no livro do Acidental, brevemente numa banca perto de si - ouviste, Júlio Sequeira, vamos ter de pôr mais este último do Vítor, mas é uma vez sem exemplo. Ah, já agora, a brilhante editora que teve a perspicácia e a inteligência de ver o valor editorial deste vosso blogue é a grande Hugin. E o Júlio é o meu editor preferido.

[PPM]

O presidencialismo

Há sinais na prática constitucional de um crescente reforço dos poderes do Presidente e do entendimento que o Chefe de Estado e os súbditos têm da função presidencial. Como Rui Ramos já assinalou, o actual ocupante do “palácio” situado em Belém deu um contributo nesse sentido - impróprio e não solicitado -, ao dissolver o Parlamento nos finais de 2004.
O sucessor que se presume, por seu lado, pelas suas características pessoais e políticas, tem cadastro: depois de ter marcado, nos anos 90, no caminho do reforço do poder simbólico e material do primeiro-ministro, é natural que queira deixar marca em novas funções.
Esta é que a grande questão que devia colocar-se aos eleitores: que sistema escolhem? O moderado, na linha do essencial da nossa tradição constitucional, ou um revolucionário, que acentue o elemento presidencial em prejuízo do parlamentarismo?
Permitam-me uma elevação sem precedentes e sem continuidade: não quero discutir nomes. Não quero sujeitar-me ao jogo da fulanização. Deixem-me discutir ideias. Não é isto que todos dizem amar?

[Vítor Cunha]

Os inconvenientes da perspectiva ortodoxa

O vodka, quando no plural, torna o sexo do artigo perigosamente indefinido. Que é como quem diz: vodka é coisa de macho, mas se exageras acabas a dar festinhas nas barbas de um daqueles neo-cossacos - teus amigos - que vi pelo Europa.

[Rodrigo Moita de Deus]

PS: By the way, falei com o Mascarenhas e tu e o Francisco ficaram encarregados de organizar uma festa para o lançamento do livro. Vês o que te disse? Duas festas em pouco mais de dois meses. Larga o escritório, já te vejo como o João Pedro Campos Henriques deste regime.

A culpa é do Paulo Mascarenhas

Eu não me esqueci mas, como sabem, estou de castigo e proibido de falar convosco sob pena do Pacheco Pereira voltar a chamar-me de assessor do Portas.

[Rodrigo Moita de Deus]

Dos Ratos e das Vacas (d’aprés Steinbeck)

Nunca mo tinham dito, mas (graças a essa inesgotável fonte de novidades que é a blogosfera) descobri agora que do meu nome exala um perfume aristocrático ou, pelo menos, burguesote. Coisa que, de resto, explicaria porque sou de direita, conservador e católico.
Bom, eu na verdade não sou aquelas três coisas ao mesmo tempo. Agora, o Tulius Detritus reparou efectivamente em qualquer coisa importante: é que Luciano Amaral soa mesmo bem, soa mesmo a bem-nascido, soa mesmo a menino-bem, bem, lá isso soa. E soa tão bem.
Eu por acaso sempre achei que o meu nome tinha uma sonoridade a puxar um bocadinho para o popularucho. O que foi fonte de permanentes traumas ao longo da minha vida, sobretudo quando conjugados com as memórias de uma infância passada lá na barraca, entre porrada do pai, da mãe e do irmão mais velho. Desde hoje, porém, tudo mudou. E passo a ostentar orgulhoso o meu belo nome nobiliárquico: Luciano Amaral. Dá gosto repeti-lo: Luciano Amaral.
Embora me parecesse que ficava melhor com três nomes, um deles estrangeiro, de preferência. Por exemplo, Luciano Belford do Amaral. Ou então, roubando um nome a outro dos aristocratas aqui do blog, o Vasco Rato, Luciano Amaral do Rato. Juro que esta última não foi uma piada. Não sei se estão a ver: Amaral do Rato, o novo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral, o Largo do Rato…
Só não percebo porque exclui o Tulius o João Vacas, embora não o Vasco Rato. Um rato parecer-lhe-á mais do que uma vaca? Ou seria preciso que ele se chamasse Vasco Ratos para cheirar a povo. De resto, em matéria de Vascos, Barreto parece-me muito mais fino do que Rato. E Ivan, Tulius Detritus e John Difool também me parecem nomes transpirando elevado estatuto social. Talvez um bocadinho estrangeirados demais para gente como nós, que prefere a boa velha aristocracia de cepa, em especial minhota. E quando toleramos um nome estrangeiro é sempre em conjugação com outro português, como no caso do Belford Henriques.
Obrigado, Tulius. E diz ao Vasco que também ele se junte a nós.
[Luciano Pinto Mascarenhas de Bourbon Henriques de Deus Moita da Silva Rato Belford Pinto Pires Bettencourt do Amaral]

Boas razões para deitar cedo

A RTP1 passou ontem à noite o Striptease. Um filme para ver em fast forward até às partes interessantes.

[Rodrigo Moita de Deus]

Banda gástrica mental

No centro comercial do meu edifício de escritórios o restaurante de comida light está mesmo ao lado da casa de hambúrgueres.

[Rodrigo Moita de Deus]

Levando o princípio até ao fim

Vítor Constâncio veio ontem pedir um aumento dos impostos sobre os automobilistas para financiar as infraestruturas criadas para os automóveis. É bom de ver que esta visão estanque dos diferentes sectores da economia, que tem o seu auge no princípio do utilizador-pagador, é uma espécie de socialismo recauchutado em liberalismo. Obviamente não pode ser levado muito a sério.
De resto, se esta coisa do utilizador-pagador fizesse doutrina acabávamos a pedir aos políticos que pagassem os seus próprios ordenados.

[Rodrigo Moita de Deus]

terça-feira, março 15, 2005

Abdul Mané Monteiro

O Rodrigo, sempre provocatório, quer impingir o Manuel Monteiro de volta ao CDS. Mas, ó meu amigo, se o homem não sabe se é de esquerda ou de direita - parece que até mandou fazer um congresso para decidir a coisa - ele está perfeitamente identificado com a maioria esmagadora dos dirigentes do PSD. Não achas?

[PPM]

Abbas Mahmoud Lopes

Questionado pelos jornalistas sobre se deve ser tratado como presidente da Câmara, Santana Lopes respondeu apenas: "Chamem-me o que quiserem". ( in Público)
 
Que tal Abbas Mahmoud Lopes?
 
Diogo: Se o tipo se converte ao Islão, nenhum de nós assegura a pole position. Como sabemos, com Lopes tudo é possível...

[Bernardo Pires de Lima]

A pergunta que nenhum jornalista ousou fazer

Se Santana Lopes deixou de ser primeiro-ministro no sábado, se só tomou posse na Câmara ontem, onde é que esteve a dormir durante estes dias?

[Rodrigo Moita de Deus]

Cenas da vida em comunidade

Pede-se o favor ao dono da casa, e aos restantes convidados, para fecharem o blogger quando já não precisam dele. Pode ser?

[Rodrigo Moita de Deus]

And how about my Michael Jackson moves?

Sorry about the disappointment. The tie tied me up. Next time, with no ties what so ever, I will shake my money maker like there is no tomorrow. After all, I really aim to please.

[Rodrigo Moita de Deus]

O Acidental recomenda

Rui Ramos, brilhante como sempre, no Portugal Diário: "O «centro» é apenas isso: uma ilusão de óptica criada pela capacidade de um dos lados para retirar dividendos eleitorais da desmobilização do outro." O dr. Pacheco Pereira sabe-o bem, Rui, sabe-o bem demais.

[PPM]

Deus Vs Troll (em diálogo virtual não recomendado a alminhas sensíveis)

Sobre a UMAR e outras infiltrações respondeu-me o blogue Troll Urbano. Intimidado com o poder de argumentação do autor, intrigado sobre a possível natureza humorística do seu texto, levei um pouco mais de tempo, mas aqui ficam as considerações de Deus ao texto do Troll.

Troll: Realmente a UMAR tem algumas pessoas da UDP (...)
Deus: Realmente? Quem diria! E eu a pensar que só existiam UDP´s na própria UDP.

Troll: (...) como tem do PS e do PCP (...)
Deus: A UMAR afinal tem uma grande multiplicidade de ideias e cores políticas. Encarnado, encarnado e rosa. O que faz falta é um verde. Não arranjam um daqueles vermelhos que fazem de verdes?

Troll: (...) mais daí a dizer que é uma sucursal.
Deus: Vai um grande passo, um enorme passo. Tem toda a razão, peço desculpa e a CGTP também serve para defender os interesses de TODOS os trabalhadores.

Troll: (...) as mulheres com o código de trabalho estão sujeitas a que o patrão lhes pergunte se estão a pensar casar ou engravidar.
Deus: Ò Daniel, você é um jurista do catatau. Depois de ter lido o seu poste fui à procura no código de trabalho e olhe o artigo que encontrei escondido entre as notas de rodapé: artº 69 e meio, Tem o porco explorador do pacote laboral alheio, o direito de inquirir a parideira se está pensar em procriar. Em caso de resposta afirmativa, o acumulador de capital à custa da mais valia do proletariado, tem justa causa para despedir a gaja.

Troll: (...)mas acho que ele não conhece os problemas das mulheres.
Deus: Pois não ache, tenha a certeza. Se conhecesse os problemas das mulheres, teria escrito sobre eles no meu poste, o que objectivamente não era o caso. Por outro lado congratulo-me por ver que o meu amigo está tão próximo da essência feminina que até podia usar saias.

Troll: Se calhar tem uma emigrante como mulher-a-dias e o único contacto que tem com ela é na hora de lhe pagar o miserável ordenado.
Deus: Aqui está outra grande verdade! É emigrante e mal paga, mas só não existe mais contacto porque tenho grandes dificuldades em soletrar a expressão “cá vai morango” em línguas eslavas.

Troll: Se calhar é dos que na hora de despedir olha primeiro ao sexo e depois à competência.
Deus: É variável. Às vezes penso na competência, outras no sexo. De quando em vez despeço umas à conta da falta de competência no sexo mas depois fico com saudades de boa cama.

Troll: Não preciso de ser mulher para perceber o quanto elas sofrem embora ache que nunca lhes saberei dar o devido valor.
Deus: Que amor! Ò meu amigo...só entre nós...essas mariquices servem para ganhar votos ou também dá para sacar gajas?

[Rodrigo Moita de Deus]

PS: Entre os anacletos, a sub-espécie mais adorável são os Tomés. Estou convencido que estes últimos, ao contrário dos primeiros, acreditam mesmo no que estão a dizer. Pessoalmente tenho um fraquinho por Tomés, acho que são uns queridos.

E se ele pedir com jeitinho?

Na noite das eleições Manuel Monteiro perdeu mais tempo a falar dos resultados do PP que dos seus próprios resultados. Depois ficou sem possibilidade de continuar a promissora carreira de comentador da vida de Paulo Portas. Há uns dias, ainda falava do retrato de Freitas do Amaral, mas este fim-de-semana pôs o seu lugar à disposição para não o obrigarem a medir o seu peso político. Ò Mascarenhas, e se lhe fizessem a vontade e o aceitassem de volta? Sempre nos poupavam a este espectáculo.

[Rodrigo Moita de Deus]

Inquietações linguísticas

Um vodka tónico ou uma vodka tónica? A questão é interessante de um ponto de vista formal e mereceu já alguns reparos à minha escrita. Masculino ou feminino? Pessoalmente defendo a tese que o vodka pode dar para os dois lados, aproveitando o melhor de ambos os mundos. Por exemplo, com água tónica é masculino, com laranja é feminino.

[Rodrigo Moita de Deus]

What's in a name?

PPM: se eu me converter ao Islão e mudar o meu nome para Abdulah bin Yossef Belford Henriques, volto a ser o primeiro convidado do teu blog?

[DBH]

Pequenas ironias

Na mesa do Conselho de Ministros, José Sócrates tem António Costa à sua direita, Freitas à sua esquerda.

[Rodrigo Moita de Deus]

segunda-feira, março 14, 2005

Grandes superfícies

Rodrigo, não ponhas a cura à frente das aspirinas. Eu lembro-me bem de outras entradas de leão que acabaram em saídas de sendeiro. As farmácias sociais já foram prometidas por outros sociais-democratas, do PSD e do PS - e deram em nada, perante a força das corporações. Sim, estou a falar daquele teu poste lá em baixo (Social democracia em chapada de luva branca) que não tenho agora tempo nem paciência para lincar. Eu também acho civilizado comprar aspirinas e vitaminas nos supermercados. Gosto mesmo muito de grandes superfícies. Até para comprar livros, é claro.

[PPM]

A verdade e as crianças

Estou há dois dias inteirinhos no Hospital de Cascais com o meu filho mais novo que foi internado com uma bronqueolite - mas já está melhor, muito obrigado. Estou, por isso, longe das trapalhadas e nem dei conta que o novo governo tomou posse. Não saberia de nada, não fosse uma das simpáticas enfermeiras que, num momento de boa disposição, me lembrou: "Já reparou: sábado de manhã, o novo governo tomou posse e à noite o seu filho já estava com falta de ar. Coitadinho."
 
 [Inês Teotónio Pereira]
 
PS: Que fique bem registado que a Pediatria do Hospital de Cascais é a melhor de Portugal e quiçá da Europa. E não tem nada a ver com política ou meios, tem a ver com pessoas.

O meu candidato presidencial

António Aly Silva, vai em frente, tens aqui a tua gente.

[PPM]

A inconstância de um benfiquista

Há três dias que compro o Record diariamente, há dois dias que não digo mal do treinador, do presidente, dos amigos do presidente, ontem paguei as quotas em atraso e já estou a ver camarotes disponíveis. Meus amigos, este ano é pra dobradinha!

[Rodrigo Moita de Deus]

Lá vai Sócrates telefonar outra vez para Bush

Como será o próximo mandato de George W. Bush?
João Gomes Cravinho (J.G.C.) – Será complicado para o mundo. (...) Bush foi reeleito através de uma campanha que teve sucesso em mobilizar um eleitorado de direita fundamentalista. Esse eleitorado ganhou um poder de intervenção política reforçado, o que significa que Bush se vai dedicar a questões que interessam a esse grupo. São questões ultra-conservadoras internas (...). Concluindo, acho que vamos ter mais do mesmo. (...) Por outro lado, as opções económicas de Bush no primeiro mandato foram irresponsáveis. Isso limita muito a sua capacidade de outras aventuras. (...)

Que consequências teve a entrada dos EUA no Iraque para a ONU?
J.G.C. – Temos que ser lúcidos: há uma deslegitimação das Nações Unidas. Para além disso, fica patente a necessidade de reforma da ONU: só assim ganhará capacidade de resposta às questões do mundo contemporâneo. Esta remodelação não interessa aos Estados Unidos que preferem uma ONU que não funcione. Mas acho que temos mais uns anos de impasse...

Depois da solidariedade de Portugal com os EUA na cimeira dos Açores, como caracteriza a relação entre os dois países?
J.G.C.Acho que nós [Portugal] praticamente não existimos para os EUA. (...)

Entrevista do actual secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, segunda figura do MNE, João Gomes Cravinho, ao Fora de Linha.
Uns tempos antes de tomar posse, é claro.

[PPM]

Diário das Trapalhadas (V Série)

Freitas já criticado no PS

Menos de 24 horas depois da posse do Governo, surge a primeira crítica socialista ao alegado radicalismo de Diogo Freitas do Amaral, novo ministro dos Negócios Estrangeiros. Um dos principais dirigentes do PS considerou "infeliz" a comparação feita por Freitas entre George W. Bush e Adolf Hitler.Carlos Lage, membro do Secretariado Nacional socialista, não teve dúvidas em demarcar-se do novo inquilino do Palácio das Necessidades. "É evidente que Freitas do Amaral já deve estar arrependido de ter feito essa comparação. Foi uma hipérbole e foi infeliz." Palavras proferidas na noite de sábado, durante uma mesa-redonda com responsáveis partidários transmitida pela RTP-N. A demarcação de Lage, a partir de uma questão suscitada pelo líder parlamentar do CDS, Nuno Melo, mereceu o aplauso do dirigente social-democrata ali presente. "Fica-lhe muito bem dizer isso", elogiou Jorge Neto.

"Diário de Notícias" de hoje.

[PPM]

Noticiários da uma

É impressão minha ou hoje o Dr. Santana Lopes acordou com vontade de explicar ao país que era “obrigado por lei” a voltar à Câmara Municipal?

[Rodrigo Moita de Deus]

O Acidental à escuta

(…) Por acaso, e ainda bem. não conheco este blogueiro de lado nenhum mas acho que ele não conhece os problemas das mulheres. Senão não falava com esta leviandade sobre um tema sério. Se calhar até tem uma emigrante como mulher a dias e o único contacto que tem com ela é na hora de lhe pagar o miserável ordenado. Se calhar é dos que na hora de despedir olha primeiro ao sexo e depois á competência (…).

Senhoras e senhores, apresento-vos o Daniel Arruda do Troll Urbano um simpático blogue da esquerda à antiga. O Daniel ficou muito chateado comigo, por eu dizer que a UMAR é uma sucursal da UDP e vai daí escreveu-me esta prosa que recomendo vivamente. Nestas próximas horas procurarei aliviar-lhe algumas das angústias.


[Rodrigo Moita de Deus]

Quanto valeu o seu voto?

Saiba quanto valeu o seu voto aqui. Com agradecimentos ao Luís Humberto Teixeira.

[PPM]

Thank You Sooooo Much

M


Muito obrigado, Madge.
Shhh, é a minha filha...
[Luciano Amaral]

O Ruído Certo

Espero não desapontar os meus amigos de direita, mas o ruído até agora feito pelo novo governo do PS vai num sentido que considero positivo. Ainda é cedo para dizer muito sobre este governo – aliás, surpreende-me a profusão de comentários que já se fizeram, ainda o governo não fez ou definiu nada. Deve ser o horror à página vazia, nem que para isso ela seja preenchida com inutilidades. Mas, para já, existem três indícios de que o governo means business:
1. A já famosa história da possibilidade de se vir a aumentar o IVA. Não estou de acordo. O aumento do IVA é um sinal de desistência sobre o controle da despesa pública e um convite ao seu aumento no futuro. Na minha opinião, Portugal deveria baixar a despesa pública e a carga fiscal, encontrando todos os meios possíveis para o fazer. Mas o aspecto positivo desta ideia é a transição rápida que o PS fez do mundo mirífico da “confiança” e da “alegria” durante a campanha, para a realidade bem pior do crescimento económico a passo de caracol e das dificuldades orçamentais. Não acho a ideia boa. Mas, desde que ela foi enunciada, já todos descemos à terra. O perigo de o PS persistir na fantasia da “confiança” (em que algumas pessoas lá dentro genuinamente acreditam) parece ter sido ultrapassada, pelo menos em parte. A pulsão ainda lá está, mas para já está controlada.
2. A já famosa comparação de Bush a Hitler, da autoria do escritor Freitas do Amaral. Ao reafirmar o “atlantismo” português, Sócrates deu um pontapé na possível “zapaterização” do seu governo. As palermices do escritor ficaram enterradas e os receios de que o governo delas ficasse refém afastados. Para além disso, Sócrates mostrou quem manda. Esperemos que continue assim. Se fosse eu, fazia mais. Afirmava a nossa vontade de plena participação na Guerra ao Terrorismo e participação nos esforços de transformação política do Médio Oriente. Tentava fazer a pedagogia da importância destas acções americanas e tentaria que a União Europeia nelas participasse com clareza. Mas isto é um governo do PS, e a um governo do PS não se pode pedir muito melhor. Livrarmo-nos da “zapaterização” já foi muito bom.
3. A já famosa história da liberalização da venda de medicamentos sem receita médica. Como creio que disse Luís Filipe Menezes, para um discurso de tomada de posse, talvez existissem coisas mais importantes para falar. Mas a política também é feita de sinais. E este parece ter sido um sinal de que o governo está disposto a enfrentar lobbies que bloqueiam reformas importantes. Claro que também pode ser lido de outra maneira: fazer muito barulho agora para depois não enfrentar nada. Mas não é de crer que a proverbial teimosia do Engenheiro mais a sua maioria absoluta signifiquem isso. Esperemos para ver. Os problemas principais do país estão noutro lado: nas finanças públicas, na administração pública, na economia. Será preciso saber se aí o governo terá a determinação para que estes sinais apontam. Mas, se a tiver, a direita que se cuide. Pode aproximar-se uma longa travessia do deserto.
[Luciano Amaral]

Munique

appeasement


Há uns tempos atrás, o Ministro dos Negócios Estrangeiros indigitado, Prof. Freitas do Amaral, fez equivaler George W. Bush a Hitler. E acrescentou mais qualquer coisa, já que o fez equivaler também a Franco e Mussolini. Na visão do dito MNE indigitado, portanto, Bush não é apenas igual a Hitler, mas sim igual a Hitler mais franco mais Mussolini. Temos, assim, um Bush que não passa senão de um Hitler potenciado, neste caso potenciado a Franco e Mussolini. Um verdadeiro horror ambulante.
Entre sexta-feira e sábado passados, porém, o Primeiro-Ministro indigitado veio reafirmar as boas relações de Portugal com os EUA, o que inclui naturalmente boas relações com os ditos Hitler, Franco e Mussolini.
Há um nome para isto: appeasement. E o que aconteceu sexta e sábado foi o nosso Munique. Esses foram os nossos dias da vergonha. Desde então que Portugal reafirmou a sua colaboração com o fascismo totalitário internacional. Uma longa sombra de asco caiu sobre o país.
[Luciano Amaral]

O furto do furto

Desculpa lá, Adolfo, mas o furto não é do Acidental. Até porque a ideia é boa, mas já era nossa antes de ser tua. Como podes ler neste Santana Redux, assinado pelo Luciano Amaral.

[PPM]

Social democracia em chapada de luva branca

José Sócrates prometeu acabar com o exclusivo das farmácias na venda dos medicamentos. Conhecendo o trajecto político do engenheiro também sabemos que é mesmo para cumprir. É uma medida que só pode merecer o aplauso de todos, desde que não se seja membro da Associação Nacional de Farmácias ou jornalista avençado.

Para além dos efeitos práticos a medida é duplamente simbólica. Por um lado demonstra coragem para enfrentar os lobbies, derrotando sem guerras prolongadas aquele que é considerado o maior de todos os lobbies. Por outro, lembra ao país mais atento tudo o que um governo de maioria centro direita devia ter feito e simplesmente não fez.

[Rodrigo Moita de Deus]

Na ressaca

Ambiente porno-chique, betos em estética pós punk e música a fazer lembrar a rádio nostalgia. Junte-se duas medidas de vodka para cinco de tónica e os quase famosos estão de parabéns. Definitivamente o out está cada vez mais in.

[Rodrigo Moita de Deus]

PS: Sugere-se que numa próxima ocasião se adoptem umas etiquetas com os nomes dos respectivos blogues para melhor identificação.

sábado, março 12, 2005

Public joke (a private anterior era para mim, claro)

Sim, Pedro, já sabes o meu telemóvel novo e por isso podes ligar-me. É importante discutirmos o presente e o futuro da Direita - sabes bem que é uma conversa que a mim me diz muito. Mas hoje apetece-me mais falar sobre o resultado de ontem do Nacional. E a ti, não?

[PPM]

Private joke

Venho por este meio anunciar que o meu telemóvel e o meu email continuam a ser os mesmos…

[Pedro Marques Lopes]

Diário das Trapalhadas (IV Série-Suplemento)

Deliciosa a acusação do pai Sousa ao filho Sócrates a propósito do fim do beija-mão na tomada de posse do Governo: elitismo, disse ele. Isto não começa nada bem...

[PPM]

Onde está a Direita?

O editorial do Público de hoje parte de dois pressupostos errados: o primeiro é afirmar que o CDS é um partido de direita e o segundo é comparar os partidos de direita europeia ao PSD.

Nos casos que José Manuel Fernandes aponta - Espanha, Inglaterra ou Alemanha - o erro é por demais evidente, não só em relação às políticas que os partidos de direita destes países vêm defendendo, como no que diz respeito à sua génese histórica (lembro que, por exemplo, o PSD tentou por todos os meios a adesão à Internacional Socialista).

Não tentando ser muito exaustivo, pois é tema que já abordei vezes sem conta, nem o CDS das “feiras” tinha propostas de direita - quedando-se por meia dúzia de slogans populistas do tipo “vamos defender a lavoura, aumentar as pensões e dar dinheiro aos ex-combatentes” -, nem o CDS de Estado foi um partido de direita, com as inenarráveis medidas de atribuir encomendas a empresas sem concurso - só “para garantir postos de trabalho” - e o Pacote Laboral que nenhum partido de esquerda europeia desdenharia subscrever.

Por outro lado, e nas palavras do seu próximo líder, o PSD é um partido de centro-esquerda e não de direita moderada - como parece querer dizer hoje José Manuel Fernandes. Comparar, repito, o PSD com a CDU alemã, os Conservadores britânicos ou o PP espanhol é (e peço perdão ao jornalista que mais respeito em Portugal) um tremendo disparate.

Assim sendo, das duas uma: ou o PSD se afirma como partido de direita e já agora com propostas de direita… ou terá de haver uma força política que as defenda e é aí que o CDS deveria, na minha opinião, intervir politicamente. Ou então, estamos todos enganados e teremos de chegar à conclusão que Portugal é o único país do mundo civilizado em que 95 por cento da população é de esquerda ou centro-esquerda.

O que neste momento não faz sentido é ter um PSD igual ao PS ou um CDS que se diz de direita mas é de facto uma coisa que ninguém consegue definir politicamente.

[Pedro Marques Lopes]

Diário das Trapalhadas (IV Série)

Notícia do jornal Público de hoje:

Mulheres Socialistas Revoltadas com Sócrates

Primeiro-ministro diz que as mulheres socialistas não têm protagonismo político e técnico para fazer parte do Executivo. Edite Estrela diz que Governo ficou "aquém das expectativas".

José Sócrates, que esta manhã toma posse como primeiro-ministro, considera que não existem no Partido Socialista (PS) mulheres com suficiente protagonismo político e técnico para integrarem um elenco governamental. Isto mesmo foi dito por Sócrates a alguns dos elementos do Departamento Nacional das Mulheres Socialistas (DNMS), numa conversa informal, na passada quarta-feira, dia 9, no final de uma reunião do conselho consultivo daquele órgão, realizada na sede do PS.
Segundo relatou ao PÚBLICO Ana Sara Brito, militante histórica do partido, que presenciou o encontro com Sócrates, as mulheres confrontaram o primeiro-ministro com o défice de representação feminina no Governo - existem somente duas mulheres, independentes, titulares de pastas ministeriais (Educação e Cultura). De acordo com a socialista, Sócrates começou por afirmar que a constituição do Executivo era uma "decisão pessoal" e que as mulheres "não sabiam a dificuldade que é formar um governo". Mais: "Para se ser do Governo é preciso haver confiança e confidencialidade", contou Ana Sara Brito, parafraseando Sócrates.
Instado sobre se considerava que não existiam mulheres competentes nos quadros do PS, o primeiro-ministro declarou ainda que cabia ao DNMS recrutar para o partido "mais mulheres competentes". As socialistas ripostaram, questionando-o se classificava, então, as militantes como incompetentes. Sócrates rectificou as suas palavras, sublinhando que não era sua intenção chamar-lhes incompetentes. Até à hora de fecho desta edição, o PÚBLICO tentou, através da sua assessora de imprensa e do porta-voz do PS, Pedro Silva Pereira, falar com o primeiro-ministro, mas não obteve resposta.
O episódio provocou uma incomensurável indignação junto das socialistas, explicou Ana Sara Brito: "As mulheres reagiram muito mal e foram saíndo. Eu também saí." Ao PÚBLICO esta militante, membro do DNMS, admitiu sentir-se "humilhada com o comportamento" de Sócrates, apontando que as declarações do secretário-geral revelam um "comportamento machista e serôdio". "Ao fim de 30 anos nunca esperei ouvir isto no PS", frisou, acrescentando que as socialistas interpretaram as palavras de Sócrates como uma "ofensa tremenda" e uma "profunda desconsideração intelectual". "Fiquei profundamente magoada e fui ofendida pelo secretário-geral enquanto mulher e enquanto feminista", disse.
Para Ana Sara Brito, Sócrates "não respeitou" o DNMS e para tal terá contribuído a "estratégia falhada" da presidente do departamento, Sónia Fertuzinhos. Numa reunião do conselho consultivo, Fertuzinhos foi confrontada com o facto de ter cedido ao secretário-geral do PS, ao aceitar integrar a lista de candidatos a deputados pelo distrito de Braga num lugar não elegível. Ana Sara Brito defendeu que Fertuzinhos "não devia ter aceite lugar nenhum" e que "devia ter entrado em ruptura" com Sócrates. Até ao fecho desta edição, o PÚBLICO tentou contactar, em vão, a presidente do DNMS.

"Mais representativo da igualdade"

O facto de o novo Executivo apresentar somente duas mulheres num universo de 16 ministros suscitou as críticas de diversas dirigentes socialistas, que lamentaram a circunstância de o Governo estar "aquém das expectativas", como disse ao PÚBLICO a eurodeputada Edite Estrela."


[PPM]

O que é Nacional é bom

FC. Porto - 0
Nacional - 4

Com um abraço sincero para os acidentais e para todos os leitores do clube do Dragão.

[PPM]

sexta-feira, março 11, 2005

Diário das Trapalhadas (III Série)

Não é todos os dias que se descobre um ministro bloguiador e por isso tenho de destacar esta excelente notícia que nos é trazida pelo novo Governo que amanhã toma posse. Ele nem faz erros gramaticais ou de ortografia, o que também é de louvar – ainda que já lhe tenha acontecido escrever “Oedenamento” do Território, em vez de Ordenamento do Território, como seria de esperar. Interessante também é o “blogger profile” do ministro em causa: pela mão do próprio ficamos a saber que é do signo Gémeos e que nasceu no ano do Dragão.

O que não acontece mesmo todos os dias é ver um dos parceiros do ministro, que se assina RN, a vangloriar-se - alegadamente irónico - que o blogue deles foi para o governo. Não é fácil também encontrar comentários tão exaltantes a esse mesmo texto laudatório. A linguagem utilizada é singular e merece ficar registada, desde os “olhinhos inteligentes e dedo em riste” de António Vitorino, aos “aliciantes quebra-cabeças como as Scuts, os muitos TGV's, o aeroporto da Ota e de Beja, pontes decrépitas, eu sei lá!”

Ora leiam, com título e tudo, que a prosa merece:

O Puxa Palavra foi para o Governo!

Vejam as surpresas que a vida nos pode trazer. Lembram-se de António Vitorino, com aqueles seus olhinhos inteligentes e dedo em riste que tanto desagradou a alguns jornalistas, a dizer, a ameaçar: "com José Sócrates o Governo não será feito na comunicação social nem pela comunicação social". Lembram-se?
Pois bem o Puxa Palavra está em situação de garantir que não tendo o Governo sido feito na comunicação social - olhem a ironia - foi feito nos... blogs!
Pelo menos no Puxa Palavra. Que, como todos sabem, ou deviam saber, e por isso temos recebido milhares de electrónicas felicitações, foi o único blog que deu a Sócrates um ministro. O nosso, agora ainda mais ilustre, confrade bloguista, S.Exa. o Sr. Ministro Mário Lino na complexa pasta das Obras Públicas, Transportes e Comunicações onde se escondem aliciantes quebra-cabeças como as Scuts, os muitos TGV's, o aeroporto da Ota e de Beja, pontes decrépitas, eu sei lá!
No meio desta nossa euforia uma nota menos agradável. Nem Sócrates nem o próprio Mário Lino (o que é mais grave) alargaram como deviam, aos outros membros do blog a discussão prévia ou tão só a informação que devia pressupor tão importante decisão governamental/bloguista. Por isso aqui se regista o nosso veemente protesto a esta política de segredo e falta de transparência.”


Se não acredita, pode conferir tudo em http://www.blogger.com/profile/3535678 ou em http://puxapalavra.blogspot.com/ ou ainda em http://puxapalavra.blogspot.com/2005/03/o-puxa-palavra-foi-para-o-governo.html

A não perder, assim como a respectiva fotografia exposta. Que é esta:


MarioLino1999
Originally uploaded by Paulo Mascarenhas.


A alegria é bonita e contagiante, não acham?

[PPM]

O Diário das Trapalhadas

Dentro de momentos, prometo inaugurar aqui no Acidental o Diário das Trapalhadas, inteiramente dedicado ao novo governo de José Sócrates, o único primeiro-ministro que antes de o ser já era capa do Independente – outros houve que o foram enquanto chefes do Governo, mas nunca antecipadamente e com tais razões de fundo. Já se verificaram, aliás, como o Luciano Amaral lembrou na quarta-feira, razões suficientes para iniciar este Diário das Trapalhadas, desde logo pelas afirmações do pré-ministro das Finanças sobre a inevitabilidade da subida dos impostos, que José Sócrates prometera não aumentar. Mas também pela confissão inesperada do nóvel ministro dos Negócios Estrangeiros de que só aceitou o convite para fazer parte do governo depois de conhecer os nomes dos colegas menores que se irão sentar consigo no Conselho de Ministros.
Isto para não falar das histórias algo bizarras na formação do Executivo, de que o Diogo Belford Henriques já falou e que vinham aliás muito bem documentadas na revista “Visão” desta semana: da rejeição de convites por pesos-pesados do Partido Socialista, à birra de Seguro e ao nervosismo dos “homens de Jorge Coelho”. Mas não, não é só isso, prometo-vos algo mais suculento, como diria Ambrósio à senhora condessa. A ver é se ainda é hoje.

[PPM]

PS. Boa notícia para os benfiquistas: o Nacional está a ganhar por 1-0 ao Porto e já começou a segunda parte.

Ora aí está uma festa a que eu gostava de ir

O Acidental recebeu este convite que pretendia publicar ontem, mas que só consigo transmitir hoje e a más horas. Infelizmente não vou poder ir: com duas filhas com febre, tenho mesmo de ficar em casa. Paciência, o Rodrigo Moita de Deus, um dos nomeados para os Bloscares do ano, irá representar bem este estabelecimento. A festa promete, ai isso promete. Abraços para os Quase Famosos (sem linques, porque continuo sem os conseguir fazer aqui no meu MAC) e, em especial, para o Francisco e o Eduardo.
Segue o texto que recebemos:

"A Europa não é só um velho e respeitável continente que acabou comandado por um ex-maoísta convertido ao mercado. É também uma bonita casa de diversão nocturna, ali ao Cais do Sodré, onde os www.quasefamosos.blogspot.com – sim, os autores de um blog quase anónimo - organizam uma festarola, na sexta-feira, 11 de Março, a partir das 22.30.

Promete-se tudo, inclusive a possibilidade de tentar uma coreografia “Jennifer Lopez” ao som dos Einstürzende Neubaten. Estará afixada em frente ao gira-discos uma minuciosa lista de músicas que não se podem pedir. O resto – ou seja, o sapateado e as lantejoulas - é convosco.

Para ganharem o direito a entrar, só terão de citar integralmente a letra do terceiro tema do primeiro álbum dos Felt e dizer o nome do xilofonista que colaborou com John Zorn no concerto de Zurique (17 de Fevereiro de 91).

A partir daí, o céu – neste caso, a bola de espelhos e os focos – é o limite. Será proibido falar de política, de bola e da vida sexual frustrada dos DJ’s de serviço.

Os www.quasefamosos.blogspot.com,
Cristóvão Gomes
Eduardo Nogueira Pinto
Francisco Mendes da Silva
Nuno Costa Santos
Pedro Adão e Silva
Ricardo Esteves Correia
"

[PPM]