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segunda-feira, novembro 21, 2005

Um republicano, laico e socialista com gostos caros

Honestamente eu entendo a paixão de Jorge Sampaio pelo golfe. Mas ele tem de perceber que nem todos os republicanos, laicos e socialistas têm tempo, cinco mil contos por mês e acesso a propriedades verdejantes de vários hectares para dar umas tacadas numa bola.

[Rodrigo Moita de Deus]

Comments on "Um republicano, laico e socialista com gostos caros"

 

Anonymous Anónimo said ... (7:18 da tarde) : 

Tenho 68 anos. Jogo golfe há 13. Custa-me exactamente 80 euros por mês (dezasseis contos em moeda antiga).Posso jogar todos os dias úteis, tanto quanto eu queira e aguente, por este preço.Com direito a seguro, inscrição na Federação e cacifo no clube para a toalha e o sabonete do duche. Num clube da área de Sintra-Estoril. Entre os meus companheiros de golfe, reformados como eu, tenho um barbeiro, um ex-emigrante em Inglaterra (empregado na hotelaria)e um ex-caixeiro de loja de ferragens. Gastamos por mês o equivalente a um maço de tabaco por dia mais meia garrafa de whisky por mês. Há pelo menos outro clube de golfe na área de Lisboa ao mesmo nível de preços e mais um ligeiramente mais caro (apro. 20 contos/mês). Para começar a jogar precisa de um par de sapatos (10/15 contos), uma luva (2 contos), calças, camisa, meias e pull-over (suponho que tenha) e um set de tacos de golfe com um saco (arranja o todo por 40 a 100 contos em 2ª mão). Total entre 60 e 120 contos. Não sei de onde lhe veio a ideia dos cinco mil contos por mês mas está manifestamente exagerada.
Quanto ao benefício físico: um jogo de golfe corresponde grosso modo a quatro horas e meia a andar e a cerca de 8 a 9 km de caminhada. Boa manutenção cardio vascular, boa oxigenação pulmonar e abre o apetite. Bom para o convívio, durante e depois do jogo.
Na área económica deixe-me referir a geração de postos de trabalho, directos (engenheiros agrónomos, tratadores de campo, jardineiros, recepcionistas, administrativos, manutenção mecânica, industria de equipamento - tacos, bolas, sacos, trolleys, cartões de marcação, etc.) e indirectos (restauração, hotelaria, viagens, texteis e calçado)devida ao golfe. Se pedir à FPG dar-lhe-ão seguramente os valores de facturação gerados pelo golfe em Portugal, bem como a captação de turistas e o rendimento per capita do turista golfista. Creio que os números o vão surpreender. Provavelmente também ignora que durante o Outono/Inverno os nossos campos de golfe estão lotados com turistas nórdicos que vêem a Portugal e aqui ficam de 5 a 7 dias unicamente para jogar. O Grupo Pestana compreendeu muito bem o fenómeno:por casal são 5 noites de hotel, 10 jantares no restaurante do dito e 10 almoços no clube.
Mas, e volto ao princípio que é aqui o que realmente interessa, pode perfeitamente jogar golfe em Portugal gastando cerca de 16 a 20 contos por mês.
Como aprecio o que escreve custa-me vê-lo escrever um disparate por não se ter informado a tempo. Com os meus cumprimentos, Manuel Pessanha.

 

Anonymous Anónimo said ... (7:34 da tarde) : 

Caro Manuel Pessanha,

Agradeço a sua chamada de atenção.
Sei que as minhas palavras são propícias à leitura que acabou de fazer. Mas pense o seguinte, e nem vou à questão do dinheiro, como é que um jovem em idade escolar pode entregar-se a um desporto que, na maior parte dos casos, é praticado a quilometros da sua escola ou mesmo residência? Quer que eles treinem em casa? Claro que há alguns que podem, mas isso justifica o investimento em "campos públicos"? Quer comparar com o retorno do mesmo investimento noutras modalidades. Não considera que a "acessibilidade" é um factor a ter em conta quando o Estado quer promover uma prática desportiva?

Espero que lhe tenha conseguido explicar o sentido última das minhas postas.

Com os meus cumprimentos,

RMD

 

Anonymous Anónimo said ... (10:31 da tarde) : 

Caro Rodrigo Moita de Deus
Ao longo de 51 anos de vida desportiva pratiquei em competição (portanto federado) andebol, judo (22 anos), ténis e agora golfe. Não me empolgo com o golfe mais do que com os outros desportos e portanto não me imagine um fanático dos greens a querer pôr toda a gente de taco na mão. O problema em relação aos adolescentes (jovem hoje é tudo...) que querem praticar um determinado desporto é sempre o mesmo: onde? E barato...Não se vai lá ( a esse problema) pelos campos publicos. Estes são normalmente da iniciativa das autarquias (falo do modelo inglês) e destinam-se a pôr a jogar quem não tem posses para pertencer a um clube, mesmo não elitista. No campo publico o golfista apresenta-se, paga 5 ou 10 euros e vai para o campo. Claro que o campo não é daqueles para ver na TV mas serve para jogar. O apoio aos adolescentes, a meu ver e numa primeira fase, passaria por parcerias das autarquias e acordos das escolas com os campos comerciais (e com os clubes) para que estes reservassem uma ou duas manhãs por semana (dependendo da procura)para a prática dos adolescentes que quizessem fazer golfe - enquanto outros naturalmente fariam outros desportos. Claro que isto não resolveria o problema dos jovens que vivem onde não há campos de golfe - mas se calhar esses também não estão interessados. Normalmente os jovens (lá estou eu...) interessam-se pelo que vêem fazer ao pé da porta. Quanto aos adultos concordo inteiramente que põr a Nação a jogar golfe não é prioritário...
O que me "irritou" na sua posta foram os cinco mil contos: é que há gente para acreditar à letra.
Com os meus cumprimentos, Manuel Pessanha.
P.S. Num campo totalmente distinto: não acha que a campanha do MS tem qualquer coisa de Sunset Boulevard?

 

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