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sexta-feira, novembro 18, 2005

Às virgens ofendidas e aos especialistas rígidos do meu país

Caríssimos:

O Almada Negreiros, o nosso Modernista mais popular, escrevia coisas surrealistas. Vai daí, para mim, o senhor – que era um bocado maluco mas um bem disposto – era surrealista. Não pretendi classificá-lo usando os rígidos padrões literários. Usei-o como exemplo porque me apeteceu - e porque me lembrei das maravilhosas novelas que nos deixou como "A Engomadeira", "O Cágado" ou "K4 O Quadrado Azul". Só quem nunca as leu se pode chocar com o facto de se considerar surrealista Almada Negreiros. Mas, claro, eu, tal como David Mourão-Ferreira, não percebemos nada disto.

Vamos agora às virgens:

Amiguinhos e amiguinhas,

Se às vezes me apetece fugir ao vernáculo; se utilizo, nos meus textos, alguns exemplos de linguagem realista, mesmo moderna (ó pra mim a piscar o olho outra vez ao Almada), ou simplesmente crua, é porque penso que me estou a dirigir a pessoas com QI suficiente para entenderem que não se trata de simples obscenidades, mas de exercícios de liberdade e, muitas das vezes, boa disposição. Claro que o facto de ser mulher também joga.

Mas já não estamos na Idade Média, matérias fecais!

Sei que poderia escrever como uma religiosa eremita num convento longínquo, cantando luas a um qualquer soldado estrangeiro e tal; mas não tenho vocação. Nenhuma. Mas, pronto, vou fazer um esforço por ser para quem é. Longe de mim desejar provocar ataques cardíacos a almas sensíveis e imaculadas. A partir de hoje , sempre que o meu pé me fugir para o chinelo, travar-me-ei. Passarei a usar expressões cândidas como: "vá, excelência, se fizer a fineza e por obséquio, fazer amor a si próprio". E seremos todos felizes para sempre. Olha que orgão sexual masculino de dimensões variáveis!

[Ana Albergaria]

Comments on "Às virgens ofendidas e aos especialistas rígidos do meu país"

 

Anonymous rabino rabeta said ... (5:50 da tarde) : 

Ai querida que me amofinas...

 

Blogger MP said ... (5:59 da tarde) : 

Ahahah :)
É assim mesmo!

 

Anonymous The Million Dollar Man said ... (7:47 da tarde) : 

E agora para algo totalmente diferente (muito para além do vernáculo):

Oh Ana arredonda a saia,
Oh Ana arredonda a bem,
Oh Ana arredonda a saia,
Olha a roda que ele tem.

 

Anonymous Anónimo said ... (2:14 da manhã) : 

Querida Amiguinha
Não se amofine por tão pouco.A exuberante licenciosidade lexical é comum a muitos dos melhores escritores.Mas por favor não repita que o Almada era um bem disposto. Não era. Era um génio mas tinha um terrível mau feitio.Assim como a Querida Amiguinha, mas ainda para pior.
Aceite um ósculo deste seu admirador

Grimm

 

Blogger PPM said ... (2:20 da manhã) : 

Ana, estou aqui a reler-te às 2h18 da manhã de um sábado em Lisboa e estou a pensar com os meus botões: mas que fantástica aquisição ela foi - e é - para O Acidental. Grande texto.

PPM

 

Anonymous Anónimo said ... (2:55 da tarde) : 

Ana,
Reconheça o erro e avance. Claro que o Almada nunca nada teve de surrealista.

Luis Rainha

 

Anonymous André Castro said ... (9:35 da tarde) : 

"Já não estamos na Idade Média". Que quis dizer com isso? Sim, porque não quero crer que uma intelectual como a Ana ainda siga a cartilha de que a Idade Média foi uma época das trevas... Se sim, um pouco mais de leituras bem assimiladas resolvem-lhe isso...

 

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