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sexta-feira, novembro 11, 2005

O cavalo errado

Neste último mês os portugueses viveram numa agitação constante. As sucessivas apresentações dos candidatos a Belém têm-nos levado, de uma maneira geral, ao rubro. Anseia-se pela quebra da monotonia nacional, tão brilhantemente protagonizada pelo Dr. Jorge Sampaio (a monotonia, não a sua quebra, entenda-se), agora personificada em meia dúzia de políticos profissionais. Tudo isto me parece inteiramente legítimo, no entanto acho que estamos todos a olhar apenas para o que há. É a nossa habitual tendência para misturar excitação com resignação, que nos conduz a ataques de histeria, normalmente ridículos.
Por outras palavras, vivemos numa constante necessidade de nos revermos num único homem, num único cargo, numa única instituição, como se isso resolvesse os problemas estruturais do país. Dizem-nos que a partir de Janeiro a auto-estima vem por aí acima, que “isto agora é que vai entrar nos eixos” (cit. Miguel Veiga) ou que, muito simplesmente, Portugal e os portugueses se vão reencontrar. Como sabemos, nada disto vai acontecer. É triste, mas acho que é incontornável. Pela simples razão que estamos a apostar no cavalo errado. Na minha opinião, não é na Presidência que está a solução para os nossos males, mas no Parlamento. Só reforçando os poderes do Parlamento se prestigiará o estatuto dos deputados, a própria condição de político – tão mal vista por quase todos – e o Governo. Mais: uma vez que o Governo é o principal órgão legislador do país e emana directamente da votação para a AR, teria toda a lógica que, reforçada a AR, o Governo acumulasse mais autoridade e estatuto político. Claro que isso teria fazer coincidir a condição de deputado com a de ministro, entre outras coisas. Assim, directa e indirectamente, centralizava-se o prestígio da vida política na AR e no Governo, obrigava os partidos com representatividade parlamentar à sua urgente reestruturação, deixando para segundo plano um órgão unipessoal como a Presidência da República.

PS: Como para tudo isto é preciso uma revisão constitucional e os dois partidos grandes teriam de aprovar o texto, esqueçam tudo o que acabo de dizer.

[Bernardo Pires de Lima]

Comments on "O cavalo errado"

 

Blogger Joana said ... (6:05 da tarde) : 

Nunca esperei vir a concordar contigo (em assuntos políticos, claro, que no respeitante à música estamos mais vezes em acordo que em desacordo).

;op

bjks

J

 

Anonymous Ortogal said ... (3:09 da tarde) : 

Veja Algumas Ideias Práticas para a Perpetuação do Estado Social que nos Oprime em:

www.ortogal.blogspot.com

 

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