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terça-feira, setembro 20, 2005

Simon Wiesenthal (1908-2005)















Quando eu for grande

Quando, em pequenina, me faziam a tradicional pergunta: o que é que queres ser quando fores grande?
Eu respondia sempre: quero apanhar homens maus!
Lembro-me que metade da minha família abanava a cabeça e olhava-me com a indulgência que se dispensa aos pequeninos que não pensam – a metade paterna, católica. A outra metade – a materna; judia – sorria e fazia-me festas na cabeça.
Simon Wiesenthal era – será sempre – o meu último herói.
Porque nunca desistiu, nunca esqueceu e lutou até ao fim. Quase sempre sozinho, resistiu às mudanças do tempo, à indiferença.
O combate de uma vida é sempre duro. Nem todos aguentam. Ele aguentou tudo. Tudo.
Se hoje ostento com tanto orgulho a minha condição de judia; se hoje continuo a recordar a tudo e a todos o que os homens foram capazes de fazer a outros homens; se hoje dedico parte da minha vida a lembrar, a negar o esquecimento e a indiferença, é também graças a este homem.
Simon Wiesenthal morreu em paz, a dormir.
A sua missão chegou ao fim. A mim, a todos, compete honrar tudo o que nos legou.
Se, quando eu for grande, conseguir percorrer um milímetro que seja do caminho que ele abriu, sentir-me-ei a mais realizada das mulheres.

[Ana Albergaria]

Comments on "Simon Wiesenthal (1908-2005)"

 

Anonymous Anónimo said ... (3:41 da tarde) : 

Que linda redacção!

 

Blogger João Nuno said ... (3:51 da tarde) : 

...
...Não sou judeu mas sou visceralmente Sionista...acredito que o sionismo é uma das últimas grandes causas do Sec. XX. Para o iletrados do costume e num tom ligeiro mas educativo recomendo um livro magnifíco que dá pelo nome de «Exodus» de Leon Uris. Ajuda a compreender a necessidade da criação e existência de Israel.
...

João Nuno Almeida e Sousa

 

Anonymous Anónimo said ... (4:27 da tarde) : 

http://www.thisisbristol.co.uk/displayNode.jsp?nodeId=144936&command=displayContent&sourceNode=144919&contentPK=13175273&moduleName=InternalSearch&formname=sidebarsearch

 

Anonymous Anónimo said ... (9:33 da tarde) : 

flap flap flap

ao grande Homem Simon Wiesenthal!!





e tb ao post... :)

domingos

 

Anonymous Visitante ocasional said ... (9:46 da tarde) : 

«Quando, em pequenina, me faziam a tradicional pergunta: o que é que queres ser quando fores grande?
Eu respondia sempre: quero apanhar homens maus!». Hummm. Bom, eu pensava que quem dividia o mundo entre "bons" e "maus" era a Esquerda. Pelos vistos, enganei-me. Hobbes, volta, baby. Estás (quase) perdoado.
P.S: Chame-me o que quiser, mas eu prefiro o perdão do Cristianismo ao sentido de vingança, qualquer que ele seja.

 

Blogger JoaoViriato said ... (10:58 da tarde) : 

«Se hoje ostento com tanto orgulho a minha condição de judia»

Que engraçado! Há uns meses vi mais de meia blogosfera (e muitos artigos de opinião, entre os quais de Pedro Mexia na GR) a atacar um senhor que na TV tinha dito que se orgulhava de ser português branco. Que isso era absurdo, que era racista, que não nos devemos orgulhar do que não controlamos, bla, bla, bla...
E agora?

 

Blogger Ana said ... (12:53 da tarde) : 

Viriato: que tontice!
Quer comparar o que não tem comparação. Desde quando é que ser judeu é ser de uma raça diferente das outras? Não me diga que também alinha pela cartilha de hitler...
Mas, pensando bem, é bem possível!

visitante ocasional: mas o que é que vos passa pela cabeça para dizer tanto disparate?
Um tipo que mata gratuitamente só porque lhe dá na tola,é o quê?
Deixem-se dessas merdas de relativizar tudo porque é por causa de pensamentos desses que chegamos ao que chegamos.
E não me venha falar de perdão que, a ver pelo que escreveu, você não faz a mais pálida ideia da diferença entre perdão e justiça.

A todos os outros um abraço e um obrigada.
Ana Albergaria

 

Blogger carne said ... (4:23 da tarde) : 

Ai que desgraça...

 

Blogger JoaoViriato said ... (10:40 da tarde) : 

"Quer comparar o que não tem comparação. Desde quando é que ser judeu é ser de uma raça diferente das outras? Não me diga que também alinha pela cartilha de hitler...
Mas, pensando bem, é bem possível!"

Tem piada, Einstein e Trotsky (por exemplo), embora ateus, são sempre referidos como judeus. E não é Hitler que o diz, mas sim o autor do "Rua da Judiaria" (que acho não ser um blogue de extrema-direita). Caramba! Então em que ficamos? Se é apenas uma religião, como é que eles são ateus e judeus ao mesmo tempo? Spooky...

 

Blogger Ana said ... (1:14 da tarde) : 

Ai...é preciso fazer um desenho?

Ser judeu é muito mais que a religião em si. É uma cultura, uma forma de estar no mundo , de o entender e encarar.
Pode-se ser judeu não praticante, pode-se ser judeu e ser ateu, sim. Tal como em qualquer outra cultura religiosa. É também isto que diz o meu amigo Nuno com certeza.
Mais a mais raça há só uma: a humana. As cores, etnias e religiões são acessórios.
É preciso ter muita paciência...

 

Blogger Weisswurst said ... (3:10 da manhã) : 

Simon Wiesenthal... Não foi esse senhor que afirmou até morrer, que os nazis produziam sabão a partir dos cadáveres dos judeus, apesar de TODOS os historiadores terem desmentido esse boato? Alguém avisou o senhor que estava enganado?

 

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