Receita para a crise: Hume ao pequeno-almoço, almoço e jantar
| 1.Certa vez, ouvi esta gloriosa frase: “deve-se ler David Hume, pelo menos, 15 minutos por dia”. Nem mais. A frase é de um grande teórico político brasileiro, Renato Lessa. Um dos poucos homens com coragem para estudar Auschwitz. Podem encontrar um artigo de Renato Lessa (um nome a fixar; temos de dar mais atenção ao que se faz no Brasil) no Processo da Crença, livro editado por Fernando Gil e João Pina Cabral. 2. Quando lemos Hume, encontramos sempre qualquer coisa de intemporal, que, claro, dá muito jeito para o nosso presente. Aqui fica uma: “Tudo no Mundo é adquirido pelo trabalho”. Frase retirada do ensaio “Do Comércio”. 3. Esta frase tem mais de dois séculos. Esta frase explica o sucesso do mundo anglo-saxónico perante a Europa continental. Esta frase explica a duração do Império Inglês. Esta frase explica a hegemonia global dos EUA. Esta frase, que continua a ser controversa na Europa continental, explica um pouco dos nossos impasses. 4. Trabalhar. [Henrique Raposo] |


Comments on "Receita para a crise: Hume ao pequeno-almoço, almoço e jantar"
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Dalexandre said ... (6:14 da tarde) :
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Durão Borrou-se said ... (6:24 da tarde) :
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gpn said ... (7:06 da tarde) :
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Anónimo said ... (9:32 da tarde) :
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Visitante ocasional said ... (10:54 da tarde) :
post a commentPortanto, com mais Hume ou menos Hume, isto é a mesma frase (gasta) de sempre: vão trabalhar vagabundos. (já agora, interrompeste o quê para escrever isto?)
Então por que é que andas a estudar à custa dos outros? Vai mas é trabalhar, malandro!
Ve henrique, que esta palavra ainda assuta tanta gente? Eu li o seu comentário e pensei "mas quem e que não sabe disto?", mas depois lembrei me dos Franceses, dos alemães...e agora do dalexandre e do durão borrou-se. Infelizmente nunca havemos de ultrapassar os americanos e os japoneses. Mais um bom post, curto mas cheio de conteudo. Vou continuar a trabalhar...
"mas depois lembrei me dos Franceses, dos alemães..."
Os alemães fogem ao trabalho??????
Hume, o empirista? O que defendia que o conhecimento provinha dos sentidos, e depois levou "tau-tau" conceptual do Virgem de Konigsberga? Está bem...