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quarta-feira, setembro 21, 2005

Oakeshott e o despeitado

Caro Rev. La Haye,
(giro; se a moda pega, os AA acabam rapidamente),

1.Pedante? Não obrigado. Ser-se pedante é uma atitude. Felizmente, não sofro desse mal. Mas, quando se percebe que, para a maioria das pessoas, ler muito é sinónimo de pedantismo, então, está tudo dito sobre um ambiente intelectual que despreza, precisamente, a leitura e um Saber que não é mera opinião emocional. As pessoas vão à FNAC, lêem a contra-capa dos Chomskys e dos Negris e, depois, já acham que têm uma grande visão sobre o mundo. Cheios de certezas. E “Certezas” é coisa que não tenho muito. E se V., fica incomodado com aquilo que escrevo, faça como a minha vizinha Laurinda: ponha da borda do prato.

2.Parece que toda a gente enfiou a carapuça do pedante. É um sintoma típico da Portugalidade: O Português é um Ser arrogante. Leva-se demasiado a sério. Nunca discutem a Ideia. Apenas a sua pessoa.

3.V. não percebe que Oakeshott é, precisamente, a minha base. Oakeshott era um liberal clássico, meu caro amigo. Era “Conservador”, “liberal”, e “democrata”, por esta ordem e sem contradição. Como Tocqueville. Não sou nem economista, nem neo-liberal da cartilha que V. tanto odeia. Há muitos liberalismos. O meu, salvo seja, é de base conservadora e céptica (Hume, Madison).

4. Acho muito giro esses ataques pessoais. “Suburbano”? Sim, é verdade amigo. E qual é o problema? Quer saber o n.º dos meus autocarros? Não nasci no meio das elites citadinas. E qual é o problema? Ainda é preciso sangue azul para dizer qualquer coisa neste país? E com esta atitude, V. revela saber quem eu sou. Por isso, conhece-me. E, por isso, pergunto-lhe: por que não me diz isso na cara? Mais: com essa atitude, V. revela aquilo que é a nossa elite, seja de esquerda ou de direita: uma “aristocracia” (é metáfora) empoeirada que fica irritada quando um suburbano pé-descalço aparece num local onde só deveriam estar urbanos que fingem ler Oakeshott, mas que, na verdade, compram os livros de Oakeshott com o mesmo objectivo que leva a minha vizinha Laurinda a comprar enciclopédias: enfeitar o móvel da sala.

Mas volte sempre. Gosto sempre de irritar pessoas despeitadas.

[Henrique Raposo]

Comments on "Oakeshott e o despeitado"

 

Anonymous Adolfo Luxúria Canibal said ... (3:14 da tarde) : 

Henrique, e que tal comer a vizinha Laurinda em cima do móvel da sala?

 

Blogger PPM said ... (3:27 da tarde) : 

Grande resposta, Henrique. O problema é que, como há uma esquerda-caviar, também existe uma direita-salmão. Coitados, não têm culpa ainda não perceberam que a monarquia e os privilégios da aristocracia acabaram no princípio do século passado.

Abraço,

PPM

 

Anonymous Rev. Tim LaHaye said ... (3:41 da tarde) : 

Caríssimo Henrique Raposo,

Ponto por ponto...

1.
a) Não é a muita leitura que deprecio, mas a pouca experiência (que o leva a reduzir a realidade a uns quantos axiomas).
b) Chomsky e Negri não são, definitivamente, my cup of tea. Aliás, por uma questão de higiene mental, não frequento a Fnac, que se recusou a vender o meu Left Behind...

2. Mais um exemplo de uma abstracção absurda. V.Exa. é português, mas o que é que conhece de Portugal e dos seus compatriotas para falar desta maneira? AH! Já percebi. Leu no José Gil (esse grande f...”filósofo”)

3. Lembrei-me de Oakeshott porque, como bem sabe, o livro citado é sobre as racionalizações ideológicas, mal de que V.Exa. manifestamente padece. Saiba também que o meu (isto já parece “o meu é maior que o teu”, salvo seja...) liberalismo também é de base céptica, conservadora e religiosa (não foi São Tomás o 1º whig da história? E que dizer do papel do Metodismo no Iluminismo Britânico?).

4. Adjectivei-o de suburbano não com base num referente geográfico, mas sim numa cartografia mental. De facto, não tenho a honra de conhecer V.Exa. pessoalmente. Por outro lado, falando de aristocracia, se a nossa fidalguia pós-marialvista lesse Oakeshott eu ficaria muito contente. A verdade, porém, é que nunca ouviram tal nome nem sequer nas aulas de inglês.

Creia-me fiel, mas crítico, admirador de V.Exa,

Timothy LaHaye

E claro, volte sempre que eu também não.

 

Anonymous Tev. Tim LaHaye said ... (3:47 da tarde) : 

Caríssimo Paulo Mascarenhas,

Completamente de acordo. Essa falsa sobranceria de salmonete é deveras o principal problema da direita. Acresce ainda o facto de permanecer agarrada a quadros mentais do Absolutismo, tal como tem sido exemplificado por alguns dos cultores deste blog.

Apenas um reparo: como pode V.Exa. pregar sermões sobre aristocracia, quando se abrevia com um revelador PPM?!?

 

Anonymous Adolfo Luxúria Canibal said ... (4:09 da tarde) : 

Suburbano? Qual é problema?
São muitos, amigo Henrique. Desde logo a falta de maneiras que revela, disfarçada por uma cordialidade saloia. Fique sabendo que a educação não é algo estritamente formal. Não sei se viu o debate de ontem entre o Rui Rio e o Francisco Assis (provavelmente não, pois estava a empinar mais uns nomes), mas vossemecê está a ficar igual ao Assis: sempre muito compenetrado, muito sério, muito formal, muito de dedo no ar. Liberte-se, homem! Com tanta miúda gira que anda por aí à espera de ser engatada e está você a estoirar a mesada em livralhada na Fnac. Ler é muito importante. Fundamental, mesmo. Mas para se poder discorrer dessa forma tão afirmativa sobre tudo e mais alguma coisa, convém ter alguma vida para além da leitura. Sai da toca. Ganhe mundo. E vai ver que tudo lhe parecerá menos definitivo.

 

Anonymous Cherne O'Bill said ... (4:19 da tarde) : 

O Sr. PPM pelos vistos arranjou uma nova sub-divisão na direita portuguesa: além dos democratas-cristãos, dos liberais-conservadores, dos conservadores-liberais, dos neo-liberais, etc, etc, etc, temos agora os "direita-salmão". Mas estes últimos (sejam eles lá quem forem), "coitados", aparentemente apenas merecem um exercício de comiseração por parte da democracia em que vivemos. Elucidativo do grau de tolerância desta nova direita que se diz moderna e descomplexada.

Quanto ao "background" do Sr. Raposo, e com todo o respeito, o mesmo parece-me pouco relevante para um espaço de debate que se pretende seja sobretudo feito de ideias e não tanto de pessoas.

 

Blogger PPM said ... (4:35 da tarde) : 

De acordo, Cherne, mas a minha sub-divisão não é ideológica. Claro que há idiotas que se dizem de esquerda e idiotas que se dizem de direita. Mas, por vezes, não passam de simples idiotas. Eu não peço ao Henrique para ter comiseração, apenas para ter paciência.

PPM

 

Blogger Henrique Raposo said ... (4:41 da tarde) : 

Parece que temos um novo central de marcação: Adolfo “o sedutor”-barra- “gajo vivido”-Canibal.

Volte sempre. Gosto sempre de ter um central de marcação duro de rins junto de mim. Dá mais gozo.

Um abraço suburbano,
HR

PS: Ah, dei o seu contacto à minha vizinha Laurinda. Ela de atrevidos.

 

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