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quinta-feira, setembro 22, 2005

O subsídio para escrever um comment

(Recrio e republico, em jeito de contribuição para o que se vai discutir logo à noite, uma croniqueta com uns meses)

O português gosta muito de subsídios. O português pede subsídios por tudo e por nada. O português pede subsídios para plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho. Daqui a pouco, o português vai começar a pedir subsídios para ver a novela, assistir aos telejornais da TVI, participar no programa Bancada Central e criar um blogue.
Estas densas reflexões surgem a propósito do último livro de António Pinto Ribeiro, «Abrigos» (edições Cotovia), uma recolha dos seus artigos e conferências mais recentes. O estimulante «Abrigos» revela o pensamento do ensaísta e programador sobre o apoio às artes. E a sua defesa da ideia de cosmopolitismo (contra os nacionalismos artísticos) e da necessidade de formação e crescimento de públicos.
Mas «Abrigos» revela também uma visão bastante catastrofista da relação entre o Estado e os criadores e produtores culturais. Uma ideia prepassa muitos dos textos: se o Estado não apoiar fortemente as artes, estas pura e simplesmente acabam. Um bom exemplo disso é a maneira como o artigo «Sobre a Necessidade de Subsidiar os Públicos» termina: «(...) a suspensão da atribuição de subsídios implicaria passarmos a ter cidades praticamente sem teatro, sem música, sem livros, sem dança, sem pintura, sem filmes, sem artistas, sem suplementos literários ou de arte, sem crítica, sem jornalistas da cultura, sem documentários de cinema, sem exposições da arte (...)».
Confesso que antes de terminar de ler a enumeração julgava que António Pinto Ribeiro havia escrito que a suspensão da atribuição de subsídios iria acabar com a vida sentimental e sexual dos meus amigos. Sim, há um evidente exagero nas palavras do autor. E até uma ideia perigosa. Porque, enquanto não se extinguir a subsidiodependência nas artes, a cultura que temos continuará a ser um minúsculo e protegidinho quintal.

[Nuno Costa Santos]

Comments on "O subsídio para escrever um comment"

 

Blogger sara said ... (12:02 da tarde) : 

Hum... Infelizmente, Nuno, não me parece que seja uma visão catastrófica, mas realista. Sim, é preciso repensar continuamente e de forma sustentada a relação entre o Estado e os criadores e produtores culturais, mas gostava que me desses exemplos de "iniciativas culturais", de qualidade e com uma dimensão/projecção razoáveis, que não tenham tido o apoio do Estado, entre outros eventuais patrocínios, para além das fundações. Todos gostaríamos que não fosse "necessário" subsidiar os artistas com o dinheiro de todos os contribuintes, mesmo daqueles que se estão marimbando para as Artes (que sei que não é o teu caso), mas o discurso "anti-subsídios" tout court já não traz nada de novo à discussão.

Um beijinho,
Sara

 

Blogger sara said ... (12:08 da tarde) : 

Os festivais de música pop-rock não contam...

 

Anonymous gpn said ... (3:48 da tarde) : 

Excelente posta Nuno. Se sem subsidios os eventos culturais deixarem de existir isso so se deve a duas razoes, ou porque são maus ou porque as pessoas simplesmente não gostam e cultura. Não entendo porque é que eu tenho que estar a subsidiar um filme que não vejo, e se o vir tenho que o pagar, ou um livro de um escritor que nem escreve nada que eu gosto. A questão, e aqui discordo da Sara, passa mesmo por ai. Acabem-se os subsidios porque a cultura nunca ha-de deixar de existir, o que vai acontecer e acabarem os espectaculos sem pessoas e o dinheiro mal gasto. Sera que o Rui Veloso e os Xutos pedem subsidios ao estado? E se tiverem, como tem, lucros enormes devolvem esse mesmo dinheiro? Porque nao?

 

Blogger sara said ... (4:44 da tarde) : 

Caro gpn,

(atenção que vem aí outro argumento estafado)

Eu também não gosto de futebol, por que é que o meu dinheiro há-de ser canalizado para a construção de estádios megalómanos e para subsidiar Euros e outras coisas do género que não me dizem nada? Ainda por cima, a bola sempre foi um NEGÓCIO lucrativo. É a ditadura do gosto da maioria - a maioria das pessoas gosta de futebol e porventura acha que é dinheiro bem empregue.

Quanto aos Xutos e ao Rui Veloso, se dependesse de mim, os concertos estariam vazios, porque há muito tempo que deixei de apreciar a música deles, nomeadamente, desde a adolescência.

Mas acho bem que se discutam estas coisas, faz parte da democracia. O difícil é arranjar soluções e alternativas para resolver os problemas.

 

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