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sexta-feira, agosto 26, 2005

A estratégia americana para o século XXI. E a Europa?

1. Os europeus andam demasiado concentrados nos ideólogos do excepcionalismo americano (os ditos neoconservadores). Vivem na seguinte ilusão: "Quando Bush sair, isto voltará ao normal, isto é, os americanos voltarão a ouvir-nos com atenção". Ilusão. E perigosa. Sobretudo para os nossos filhos e netos…

2. América está a desenvolver uma nova estratégia, uma nova grand strategy, a substituta do containment de Kennan. E esta estratégia já não tem a Europa como centro de acção. A Ásia é o novo palco. É bom que tenhamos isto em atenção: o Atlântico já não é prioritário estrategicamente.

3.A Índia é a nova jóia da coroa da nova política de alianças americanas. Uma política que procura criar uma rede global de alianças com as grandes potências democráticas do mundo: Brasil, África do Sul, Índia, Indonésia, Tigres Asiáticos, Japão, Austrália. A ideia é criar uma rede de potências demo-liberais, uma sociedade internacional. Kant gostaria de ver isto...

Mas, quem é que falta naquela listagem? Claro, a “Europa”. Nós ainda não percebemos que a Guerra-Fria acabou há 15 anos. Além da nova aliança revolucionária (Índia + EUA), repare-se nos seguintes sinais: os japoneses estão lentamente a mudar o seu posicionamento (de neutralidade aliada para um claro apoio aliado – estão no Iraque com algumas centenas de tropas. Para os padrões japoneses do pós-guerra, isto é uma revolução). Mais: a Austrália e a Nova Zelândia estão a preparar-se para serem a Europa na estratégia americana do século XXI. Como é que se escreve acordar em dialecto habermasiano?

4. E esta estratégia não é neoconservadora. Não é composta por associações tácticas (coligações da vontade) mas por efectivas alianças estratégicas. É influenciada por “realistas liberais”´ou “realistas hamiltonianos”, como Zelikow, Haass, Mead ou Zoellick (é uma escola tipicamente anglo-saxónica. No fundo, é o liberalismo aplicado à grand strategy. E nada tem a ver com a Realpolitk… germânica).

5. Se queremos perceber esta estratégia, temos de ler o clássico do “realismo liberal”, a “Sociedade Anárquica”, de Hedley Bull - o melhor livro de sempre em política internacional, na minha (parcial) opinião. E, já agora, convinha também ler um dos homens que projectou a insultada mas nunca lida National Security Strategy, Richard Haass, um discípulo americano do pensamento do britânico Hedley Bull.

6. Caros patrícios europeus, está na hora de acordar e apoiar os americanos na criação da “sociedade internacional”. Mas, afinal, o que é isso da Sociedade Internacional? Existe Sociedade Internacional (Bull) quando um grupo de estados, conscientes de certos valores e interesses comuns, formam uma sociedade, no sentido de se considerarem ligados no seu relacionamento por um conjunto de regras comuns. Ligações de estado demo-liberal para estado demo-liberal. É por isso que a actual prioridade de Rice é a aliança com a Índia, a maior democracia do mundo.

7. Caros patrícios europeus, está na hora de acordar. A América, ao contrário do que reza o mito eurocêntrico, nunca foi isolacionista. No primeiro século de existência, esta República Federal e Liberal conquistou – literalmente - o Pacífico e passou a tutelar todo o continente americano. Isto não é ser-se isolacionista. É política externa a sério. O Atlântico é interesse recente (pós-1945). Ora, ou o Atlântico europeu se mexe ou, então, fica a ver navios. Literal e metaforicamente falando.

[Henrique Raposo]

Comments on "A estratégia americana para o século XXI. E a Europa?"

 

Blogger RAF said ... (6:00 da tarde) : 

Tens um post no Blasfémias.

 

Anonymous Anónimo said ... (8:01 da tarde) : 

faço um apelo para q o SLB ganhe este FDS...e para q o Nuno Gomes não falhe golos..e o Ricardo seja titular!!

 

Anonymous Anónimo said ... (6:55 da tarde) : 

Mais uma vez, neste site abundam postas de quem só leu autores publicados dos anos 90 até hoje. Muito do que aqui é afirmado fui dito e redito por historiadores desde os idos de Braudel. O resultado é um pouco como os textos de Philip Bobbit, até um bom aluno de História do 9º ano se aborrece com tanto Monsieur de La Palisse. Dahh!

 

Anonymous Anónimo said ... (2:15 da tarde) : 

Ah, mas atenção, nós preocupamo-nos com umas cenas muito importantes! Isto aqui do coiso da América estratégia e não sei quê é só para quem percebe. Qual preço do pão, qual quê? Qual Ricardo na selecção? Isto sim.

 

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