Austrália no lugar da Europa e o Ocidente oriental
| Continuando, Visite-se isto (recomendação: clicar em View Executive Summary) 1. Para quê? Para perceber o seguinte: em relação à estratégia americana pós-9/11, os australianos perceberam melhor a coisa do que os europeus; também para perceber que a Austrália pode substituir a Europa enquanto aliado “ocidental” primordial de Washington. 2. O seguinte anda nas bocas do mundo: o Ocidente está em perigo… A unidade entre os EUA e a Europa está numa pausa, digamos, estratégica, logo, existe um grau de risco. Quem afirmar o contrário é ingénuo. Há perigo. Mas este é um dos Ocidentes. É o Ocidente Atlântico. Há mais Ocidentes. E uma coisa é certa: Com a Austrália, com a Nova Zelândia e com a Índia - Ocidente não tem nada a ver com a côr da pele mas com princípios políticos - os EUA estão a formar um Ocidente a Oriente. O Centro de gravidade da política mundial está a mudar para a Ásia. Não nos deixemos enganar pelo eurocentrismo. A Europa, se não reagir – em conjunto ou com a participação activa de todos os países – ficará arredada do mundo. Queremos continuar a pregar moralismo para o nosso próprio umbigo ou queremos entrar no mundo real? Temos de saber acompanhar esta mudança. Repito: quando se tem a Índia e a Austrália (e não esquecer o Japão), a Europa passa a ser um peso... Estamos ou não no business da defesa dos valores democráticos, pluralistas e cosmopolitas? (normalmente, as pessoas costumam resumir a associação daqueles três termos com uma coisa chamada globalização, um termo que anda de boca em boca mas que explica muito pouco. E já repararam nos países deste Ocidente oriental: EUA, Índia, Austrália e Nova Zelândia. Não faz lembrar nada? Exacto: o Império Britânico. Para se perceber o génio político anglo-saxónico, leia-se “Empire”, de Niall Ferguson, um dos maiores livros dos últimos tempos. Apetece usar uma expressão cinematográfica: um clássico instantâneo. [Henrique Raposo] |




























