Resposta rápida mas quase imediata
| Assim de repente, Rodrigo, estou a ver mil e uma diferentes funções a que o Estado se deveria dedicar com acrescida utilidade e lucro para todos, abstendo-se porém de interferir no que diz apenas respeito à esfera privada dos cidadãos. Garantir o bem-estar da comunidade não quer dizer intervir permanentemente na vida da comunidade. Garantir o bem-estar da comunidade é permitir que cada um dos indivíduos dessa mesma comunidade tenha a liberdade de escolher o sistema de ensino ou de saúde que quer prosseguir; é não impor regimes únicos de segurança social; é permitir o fim do monopólio das empresas públicas no serviços que podem ser prestados pelos privados; é não atropelar constantemente a liberdade de iniciativa com legislação e burocracia entorpecedora. Garantir o bem-estar da comunidade, Rodrigo, não é definitivamente redistribuir a riqueza que foi criada por outros e não pertence ao Estado. Porque, como tu bem sabes, na maior parte dos casos, o Estado não sabe redistribuir, apenas consegue desperdiçar. E não venhas com esses argumentos dos mais pobres deixados ao abandono, porque nenhum liberal de direita defende tal barbaridade e sabe que aos mais pobres deve ser garantida a indispensável protecção social. Mas é precisamente a omnipresença do Estado na economia e na sociedade que impede que esse mesmo Estado se dedique a quem realmente precisa, que cumpra com alguma eficiência essa sua função essencial. [PPM] |


Comments on "Resposta rápida mas quase imediata"
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Zé Pedro Silva said ... (1:45 da manhã) :
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Anónimo said ... (8:55 da manhã) :
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Anónimo said ... (10:06 da manhã) :
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timshel said ... (7:18 da tarde) :
post a commentCaro Paulo,
Subscrevo este post, com uma pequena diferença. Quando dizes, em relação às garantias de bem-estar: “é permitir o fim do monopólio das empresas públicas no serviços que podem ser prestados pelos privados” – eu diria: é permitir o fim das empresas públicas nos serviços que podem ser prestados pelos privados.
O Estado não deve ser gestor, deve ser mero regulador.
Com o resto, concordo incondicionalmente.
No fundo, o Estado é um mal necessário: A sua existência e necessária intervenção na sociedade é, principalmente, de arbitragem entre diversas facções, quer politicas quer económicas quer sociais.
O que o PPM não percebe é que os mais desfavorecidos querem, à viva força, que o estado interfira na sua vida. A filosofia liberal do “desamparem-me a loja”, não é muito popular entre eles.
"porque nenhum liberal de direita defende tal barbaridade e sabe que aos mais pobres deve ser garantida a indispensável protecção social"
eh eh
já estou a ver o PPM a defender um aumento da despesa pública
é que gente a viver com reformas de quarenta contos por mês não me parece que chegue ao nível de "indispensável protecção social"