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segunda-feira, junho 20, 2005

O problema da redistribuição da riqueza

O problema, Rodrigo, tem sido sempre quem a redistribui. O Estado não me parece ser o actor indicado, como aliás provam séculos de prática. O conceito da redistribuição até pode parecer cristão, mas é substancialmente socialista.
O melhor mesmo, antes de mais nada, é oferecer condições para a criação de riqueza e deixar depois que ela siga o seu caminho - liberdade de iniciativa e liberdade de oportunidade são as palavras-chave neste caso.
A interferência do Estado no processo apenas tem o condão de reduzir a riqueza. O caso português é um paradigma desta evidência. A riqueza distribui-se essencialmente através de mais e melhores empresas, que por sua vez criam mais postos de trabalhos, assim diminuindo o desemprego e a pobreza. Tudo o resto são paliativos. Até podem parecer cristãos, mas apenas engordam o peso da despesa do Estado - com a necessidade de criar as respectivas agências e serviços públicos que, teoricamente, se encarregariam de a "redistribuir" - reduzindo a própria riqueza em jogo.

[PPM]

Comments on "O problema da redistribuição da riqueza"

 

Anonymous Anónimo said ... (5:32 da tarde) : 

Exactamente, pá

 

Anonymous Anónimo said ... (12:46 da manhã) : 

Gosto é daquele «como aliás provam séculos de prática»...
O Moita é um patusco, o PPM também... sem querer...

 

Blogger PPM said ... (1:27 da manhã) : 

"Séculos de prática" - mais de duzentos anos já são mais de dois séculos, não são? Recue então até ao séc. XVIII em Portugal, meu caro patusco anónimo. Não lhe chega o que a História nos ensina sobre a omnipresença do Estado na economia, na política e na sociedade?
Foi uma grande patusqueira, não foi?

PPM

 

Anonymous Sofia said ... (4:41 da tarde) : 

Não sei realmente quem será mais indicado para redistribuir riquezas, mas economias mais liberais geram mais assimetrias sociais.
Se pegarmos em 3 indicadores (fui ver aqui - http://www.oecd.org/dataoecd/13/33/34557122.xls ): índice de pobreza , evolução do coeficiente de gini (que explica assimetrias salariais) e índice de pobreza infantil vemos que, por exemplo, os Estados Unidos tem valores bastante piores que a maior parte dos países europeus. Contra países como Dinamarca ou Filândia então fica mesmo atrás. O que se tem verificado nas últimas décadas é que estas assimetrias têm subido e não diminuído.
A riqueza pode diminuir com a intervenção do Estado, mas há que asseguara o mínimo.
Parece-me que o modelo ideal ainda não foi descoberto, estritamente liberal é que não é o mais justo.

 

Blogger PPM said ... (7:02 da tarde) : 

Um liberal tem também de ser realista, Sofia, ninguém aqui defende modelos utópicos nem revoluções liberais.

PPM

 

Anonymous Anónimo said ... (10:11 da tarde) : 

Liberal não é sinónimo de utopia, é sempre necessário algum liberalismo para a conservação de liberdades individuais e sociais...

 

Blogger rui fernandes said ... (2:07 da tarde) : 

Ha´3 autores que todos devemos ler a este propósito: R. Nozick, Marx( eterno para percebermos o que intiligiu ha´muito- o mais importe é a remuneraçao do capital!!- e no meio, J. Rawls. Se o individúo pudesse viver sem a comunidade...mas nao pode. Daí a importancia do Estado. Leiam a dissertaçao de Carlos Farinha Rodrigues, percebem melhor a importancia do papel do Estado.

 

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