Diz-me no que votas e não com quem não votas
| Não, Paulo, não chega. Esse é um “argumento” que eu nem sequer levo em consideração. É um não-argumento. Se todos pensassem assim, estava encontrada a forma de ganhar eleições e referendos: bastaria fabricar um idiota útil suficientemente assustador, pô-lo a apoiar a posição que queríamos ver derrotada, e logo os eleitores sensíveis, os “bons” eleitores, ordeiramente passariam para o lado oposto, mesmo que, no essencial, em nada nele se revissem. Não faz sentido determinarmos as nossas escolhas por oposição às escolhas daqueles que, em tão vastos universos, nos repugnam. Votar pontualmente no mesmo sentido que Le Pen, não é o mesmo - nem levemente parecido - que votar em Le Pen. Se assim fosse, tornar-se-ia difícil votar – onde, em quem e no que quer que fosse. Haverá, com certeza, boas razões para votar sim, mas nunca “essa”. Paulo, tens (tens, não, porque aqui cada um faz o que quer) que arranjar outras “coisas más do ‘não’”, pois essa não cola. [ENP] P.S. Calculo que o "argumento" transposto para o referendo português seja o de não votar ao lado do Louçã. |


Comments on "Diz-me no que votas e não com quem não votas"
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PPM said ... (6:51 da tarde) :
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Anónimo said ... (7:01 da tarde) :
post a commentÉ oportunista, eu sei, mas devolvo-te o pedido: explica-me tu as razões porque o "Não" é tão importante.
Abraços,
PPM
Isto lembra-me aqueles que só aceitam ir a uma festa depois de saber quem vai. O que me parece no minimo sinal de imaturidade e falta de ideias.
Acidental, portanto.