O regresso dos preservativos
| Começando pelo João Pedro Henriques: em primeiro lugar, acho inaceitável a comparação entre a posição da Igreja Católica no que diz respeito aos preservativos e a atitude que alguns membros da mesma Igreja tiveram em relação ao Holocausto. Não são situações equiparáveis e parece-me até um pouco ofensiva tal equivalência, quer para a Igreja, quer para as vítimas do Holocausto. Mas é a minha opinião, não é obviamente a do JPH nem certamente a do Francisco Trigo de Abreu. Dito isto, esclareço que procuro não fazer parte de nenhum rebanho, muito menos da Igreja. As minhas opiniões são só minhas e não falo nem escrevo aqui em nome de ninguém. Não sendo praticante, não me posso sequer afirmar como católico. Simplesmente, insisto que à luz dos textos e dos dogmas da Igreja é compreensível a posição oficial de não aceitação do preservativo - que eu sei e o JPH também saberá que não resulta em excomunhão para quem o utiliza. Essa posição é genérica, tem a ver com os fundamentos da moralidade católica, não sendo subsumível a qualquer situação concreta, em África ou na Europa. Se compreendo a atitude da Igreja, isto não quer dizer que aceite que tal posição dogmática seja cegamente acatada pelos cidadãos católicos - e se estes não estão devidamente informados sobre a necessidade de utilizar preservativo em relações com parceiros desconhecidos ou ocasionais isso não é responsabilidade da Igreja, não é essa a sua função, mas das agências e dos organismos internacionais criados especificamente para o combate à SIDA. Obviamente que nada tenho contra a utilização do preservativo, bem pelo contrário, seja como método anticoncepcional, seja sobretudo no combate ao flagelo do HIV. Mas, para fazer uma comparação, tenho a mesma opinião em relação ao credo das Testemunhas de Jeová: respeito a posição que seguem em relação às transfusões de sangue, não pretendo imiscuir-me no que é a fé dos outros, mas jamais a acataria num caso de vida ou de morte. [PPM] |


Comments on "O regresso dos preservativos"
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Mário said ... (5:13 da tarde) :
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Bruno Fraga Braz said ... (5:58 da tarde) :
post a commentCaro PPM,
Aceito naturalmente a maior parte do seu post, mas não concordo com a parte final! É certo que não é papel da Igreja promover algo (o preservativo) que vai contra a doutrina que defende. No entanto, também não devia ser papel da Igreja combater o preservativo, e no entanto, em África, onde a Igreja tem um papel preponderante,(e onde como sabe, a epidemia também é maior!) esta "combate" todos os dias nas homilias, o uso do preservativo! O que como católico que sou me entristece muito, é que a Igreja parece muitas vezes desfasada da realidade! É que o argumento que usam de o preservativo evitar a vida futura, também pode usado ao contrário: impedindo uma doença mortal como a Sida, o preservativo posssibilita uma vida futura! Como a Igreja não compreende isto, é que me deixa amargurado...mas como vê...tinhamos aqui "pano para mangas"...
A minha humilde posição sobre esta matéria, aqui:
http://osleoesdetolstoi.blogspot.com
Atenciosamente,
B.