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quarta-feira, abril 27, 2005

A memória e a traição

Infelizmente não posso comentar, como desejaria, o artigo do sr. Rosas no jornal “O Público”, no entanto queria deixar apenas uma pequena nota. A História de uma comunidade (como ele bem sabe) não se apaga e quem não homenageia os seus mortos não merece fazer parte dessa comunidade. Quem acha que os desertores, que viraram as costas aos seus irmãos, devem ser homenageados, não sabe sequer o que é pertencer a uma comunidade.

[Pedro Marques Lopes]

Comments on "A memória e a traição"

 

Anonymous João Madeira said ... (11:47 da tarde) : 

"Quem acha que os desertores, que viraram as costas aos seus irmãos, devem ser homenageados, não sabe sequer o que é pertencer a uma comunidade."

Deve ser por isso que o ministro Paulo Portas se recusou a homenagear Maggiolo Gouveia, o militar que desertou do seu cargo de comandante da PSP de Timor para juntar-se a quem defendeu a invasão indonésia. Bonita frase, PPM, mas de memória curta, para quem é do CDS (PP?).

 

Blogger Nuno Barata said ... (10:42 da manhã) : 

Maggiolo Gouveia, foi abandonado à sua sorte opelo Estado Português, um Estado feito de heróis com pés de barro que abandonou Timor à sorte do Comunismo ( na altura 74/75, o Comunismo não era uma brincadeira de rapazes ditos democratas como o Sr. Rosas agora tenta fazer passar, era e é um regime totalitarista, pernicioso, com policias politicas, persiguições e mortes em cadeias para presos politicos). A Indonésia, que mais trade se transformou também num regime totalitário, oferecia muito mais garantias de liberdade.
Naggiolo Gouveia foi um heroi sim!

 

Blogger Ricardo Alves said ... (2:07 da tarde) : 

Maggiolo Gouveia foi efectivamente um desertor, que se passou em armas para uma das facções numa guerra civil. Portas homenageou-o, o que demonstra que para a Direita-PP o que é reprovável não é desertar, é fazê-lo para o lado que consideram politicamente incorrecto.

 

Blogger Ricardo Alves said ... (2:09 da tarde) : 

Evidentemente, levando o raciocínio do autor do artigo às últimas consequências, não se deveria celebrar o 25 de Abril. E acho que é mesmo aí que o autor quer chegar...

 

Blogger PPM said ... (2:40 da tarde) : 

João Madeira, o poste saiu durante alguns minutos assinado por mim, mas é do Pedro Marques Lopes, ainda que concorde com a sua substância. O ministro Paulo Portas homenageou Maggiolo Gouveia.
Melhores cumprimentos,
PPM

 

Anonymous João Madeira said ... (3:11 da tarde) : 

PPM, eu sei que o Maggiolo Gouveia foi homenageado por Paulo Portas. Quando escrevi o comentário, estava a ironizar com a flagrante contradição que o Ricardo Alves também encontrou: para o CDS-PP, só é desertor quem é de esquerda; quem é de direita é um herói abandonado.
Com os melhores cumprimentos,
João Madeira

 

Anonymous Anónimo said ... (5:11 da tarde) : 

PPM

quando é que a direita encarará o 25 comoo um tempo de mudança que permitiu , com altos e baixos a democracia

hoje li no jornal metro, um artigo do RRamos chorando pelo abandono das ex-colónias
a minha pergunta é esta
não é branquar o fascismo dizer que não se entregaram as ex colonias pq os guerrilheiros eram comunas

E cá em Portugal??????????
porque não entregarma o poder???
o pc só valia 16%
não gostar da esquerda tudo bem
mas eu sou de esquerda enão me ponho adizer bem do comunismo ´s para criticar a direita
Sérgio
desculpa o post enorme mas o artigo passei-me com o artigo doRR e do Luciano Amaral
parece que o regime anteiror era de brincadeira

 

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