Carvalhelhos, um elogio à poesia contemporânea
| Carvalhelhos Diz depressa que não consigo soletrar Carvalhelhos Enrolo os eles e atrapalho-me com os agás As palavras fazem o que digo Grito-lhes e acatam os meus pedidos A minha pena sussurra ao ouvido Frases, parágrafos e nasce um livro. Carvalhelhos Fera do domador das palavras Poeta não serei, antes de rimar com ela II Fresca ou natural? Patinho feio, Ovelha pintada da cor dos esquecidos, Carvalhelhos mal soletrada. Vitalis tem nome Luso é fama Pedras a evocada Fastio o proveito Marcas de água de tinta pouco permanente. O meu amor por Carvalhelhos É pena, é romance, é coisa que ninguém entende Nascente transmontana, Que cedo nos leva na corrente, Este amor que nos une é coisa que ninguém entende Que outros gozem o fausto Que outros desejem o que não podem almejar. A água peço pelo nome. Carvalhelhos é fácil de lembrar Na última estrofe do último verso, A dúvida assalta o poeta, e no fim do dia, depois de mim, quem mais a pedirá? [Rodrigo Moita de Deus] PS: Ao Diogo...para que não sinta saudades. |

