Muitos milhões depois...
| Se era céptico em relação ao género de fascículos, a credibilidade que dava aos coleccionáveis dos jornais era mais ou menos semelhante à que vou dando às promessas económicas de José Sócrates. Nem mesmo a colecção Mil Folhas conseguiu demover-me destas teimosas impressões.
Mas ontem, quando fui ao quiosque perguntar pelo segundo volume do Visconde de Bragelone da Planeta Agostini, reparo que em cima do balcão repousavam uns cds de Shubert e de Bach. Ambos coleccionáveis, ambos de qualidade muito respeitável, ambos simpaticamente económicos. Obras do Expresso e do Público que oiço com gozo enquanto vos escrevo esta nota. Por interesse e curiosidade gostava de saber quantos compram estas coisas? Serão mais ou menos que os espectadores do canal2? É que depois de trinta anos de políticas estatais de incentivo à cultura, de milhões gastos em subsídios, de ministérios com milhares de funcionários, tenho para mim que foi preciso chegarem os senhores do Público e do Expresso para ensinarem como se faz. Provavelmente andámos a pagar aos “especialistas” errados...provavelmente. [Rodrigo Moita de Deus] |


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