Auschwitz - 60 anos depois
| Todos assistimos aos testemunhos de sobreviventes de Auschwitz nos telejornais. São impressionantes os seus relatos.
No meu poste anterior procurei dar o meu pequeno testemunho sobre o que vi quando lá estive. Aquelas imagens nunca mais me saíram da cabeça. Portugal devia mesmo associar-se oficialmente à efeméride, quanto mais não seja para se assumir definitivamente como defensor da liberdade e da democracia pluralista. Não sei se isto vai acontecer... De qualquer forma sou da opinião que deveríamos ir mais longe na análise que podemos retirar do que foram Auschwitz e o Holocausto: devemos todos – falo claramente dos que defendem a liberdade e a democracia liberal ocidental – fazer justiça às vítimas dos totalitarismos. Sejam eles de que cariz forem. De esquerda ou de direita. Por outras palavras, ao recordarmos o que foi o extermínio nazi, devemos recordar aos mais esquecidos o que foram os Gulags soviéticos (sobre isto recomendam-se The Gulag Archipelago 1918-1956, de Aleksander Solzhenitsyn e Gulag: A History of the Soviet Camps, de Anne Applebaum), os extermínios produzidos pelos totalitarismos de esquerda, as reminiscências que ainda hoje perduram e se inspiram em ideologias que marcaram pelo horror o passado século XX. É da mais elementar justiça colocar verdade na História. Sabendo de antemão como esta é ensinada no ensino básico e secundário em Portugal – bastante deturpada, por sinal – e de que forma se nega o horror comunista – talvez porque ele não atingiu a Europa Ocidental como o fez o nazismo ou o fascismo – não nos admiremos que os mais novos continuem a engrossar as fileiras radicais da esquerda e direita portuguesas. Um pouco de pedagogia não nos ficava mal. [Bernardo Pires de Lima] |


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