Aleleuia
| No Suplemento Narcísico do Anacleto, Ivan Nunes digna-se citar este vosso amigo e este vosso blog. Como dizia Glenn Miller: at last! A repugnância que ambos lhe causam nunca lhe permitiu tal coisa em anteriores ocasiões (a não ser para demonstrar um conveniente desprezo, no seu imaginário papel de dispensador de links). Cita, mas cita mal. Isto não é O Anacleto. Isto é O Acidental. O Anacleto é um blog de esquerda, do qual Ivan Nunes faz o Suplemento Narcísico. O Acidental é esta confusão que se vê. O Ivan Nunes deve aprender a fazer citações e, já agora, a ter um bocado mais de respeitinho.
Indo agora ao assunto que motivou a descida de Sua Excelência para se dirigir a uma criatura tão asquerosa quanto eu, passo a explicar: Não estava a tentar fazer grande análise política. Era apenas uma graça. Mas queria dizer mais ou menos o seguinte: Uma coisa é uma coligação testada que visivelmente funcionou em termos de estabilidade parlamentar: não foi por causa de imposições ou caprichos do partido minoritário da coligação que os anteriores dois governos não funcionaram. Outra coisa é o Partido Socialista ficar dependente de qualquer solução que se lhe apresente à frente. Porque, na verdade, dependendo das circunstâncias, o PS não desdenhará um só dos potenciais parceiros de coligação: BE, PCP, PSD e até, imagine-se, PP. Ou seja, Sampaio dissolve em Novembro uma maioria parlamentar em nome de minudências que não especifica, para dar origem a uma situação política degradada em que o país pode ficar dependente dos caprichos absurdos de partidos (igualmente absurdos) como o BE ou o PCP, ou então de coligações contra-natura com o PSD ou o PP. Como imagino que vás votar no PS, pergunto-te: gostavas de o ver coligado com o PSD? Ou, horror!, com o PP? Dissolver por nada para se chegar aqui: isso é que faz toda a diferença. Mas enfim, é o nosso Presidente. Digo isto com tanto mais à vontade quanto fui a favor da dissolução, mas em Junho, como escrevi aqui n’O Acidental (não te esqueças o nome é O Acidental). Em Novembro é outra história. [Luciano Amaral] |


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