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terça-feira, dezembro 28, 2004

Aviso à navegação (só uma vez mais)

Por causa de mais um email disparatado, vejo-me obrigado a repetir que O Acidental não é um blogue do CDS/PP.
O Acidental é o meu blogue.
É verdade que eu sou do CDS, e com muito orgulho.
Mas sou também muitas outras coisas, entre as quais ex-jornalista, casado há dez anos, pai há quase seis, licenciado em Relações Internacionais, benfiquista desde que me conheço, interessado em assuntos de Defesa e Negócios Estrangeiros, português nascido em Lisboa, filho de beirões de Viseu, católico muito pouco praticante, irmão assíduo e preocupado, amigo dos meus amigos, adversário dos inimigos dos meus amigos, etc. e tal.
O Acidental reúne um grupo de vozes diferentes e, enquanto existir, será sempre um blogue plural e pluralista onde tudo - mas mesmo tudo - se pode discutir. Em plena liberdade, como é habitual para quem, como eu, é do CDS.

[Paulo Pinto Mascarenhas]

Quem o disse?

"Polícia algum é universalmente popular, particularmente quando usa o bastão para restaurar a ordem e a lei na sua área".

Quem o disse: George W. Bush?
Não: John Fitzerald Kennedy, o autor original das novas fronteiras.

[PPM]

Saído da alma

O Pedro e a Cecília ganham os dois juntos cerca de 500 contos por mês. Por uma razão ou por outra, esse rendimento nunca foi suficiente para os encargos mensais. O que lhes valia eram umas quintas que a Cecília tinha herdado e que foram sendo vendidas ao longo dos anos. As quintas foram todas vendidas e o respectivo rendimento extraordinário acabou. Ora, apesar das muitas promessas feitas a eles próprios, nunca conseguiram reduzir os seus encargos para os limites dos actuais proveitos e as dívidas foram crescendo...
Agora o crédito acabou...
E de quem foi a culpa? Do Pedro? Da Cecília?
É tarde... agora é tarde.

Estas historietas serão necessárias para explicarmos aos nossos filhos as brutais dificuldades que vamos atravessar nos próximos anos.
Nessa altura não vai valer a pena lembrar os fundos europeus “torrados” sem qualquer planificação, a falta de ideias para o país do Prof. Cavaco; as centenas de milhares de empregos artificialmente criados na Função Pública (e pelas milhares de empresas públicas e municipais e mais gabinetes) pelos Soares, Cavacos e Guterres; a incompetência de “projectos de políticos” que a única coisa que sabem fazer é intrigar e colar cartazes; o estado a que a nossa justiça chegou que deu origem a que as dívidas são umas “coisas” que se podem pagar ou não; o nosso fantástico sistema público de saúde que basta ter o “público” no nome para já sabermos que não funciona; os nossos autarcas que parecem ter um plano secreto de destruição do ordenamento territorial; os ministros que saem de empresas privadas para o Governo e depois voltam para as mesmas empresas com quem negociaram como membros do Executivo; os detentores de cargos públicos que estranhamente enriquecem; os organismos públicos que têm como função primordial travar o funcionamento das empresas...

Alguém tinha de pagar esta factura...
E vamos ser nós e os nossos filhos.

[Pedro Marques Lopes]

Os alegados protestos desmentidos

Como já é do conhecimento público, foi totalmente desmentida pelo Governo a manchete de hoje do "Diário Económico" sobre a alegada suspensão dos pagamentos dos subsídios de doença e desemprego nos últimos dias do ano, que serviria para controlar o défice orçamental de 2004.

O mais engraçado é ver a sequência de réplicas à notícia em causa na Lusa, a culminar na última informação disponível: "Subsídios: Suspensão desmentida pelo Governo gera onda de protestos (SÍNTESE)".

Sim, leram bem: a suspensão claramente desmentida gerou uma onda de protestos - mas não é o desmentido à suspensão que está em causa, calculo eu, deve ter sido a alegada suspensão que foi geradora de protestos ainda que seja só alegada e, de facto, não exista. Do Bloco de Esquerda ao PS, passando pelos sindicatos de serviço à causa protestativa, tudo protestou mas sem razão. Alegada ou não.

Pergunta inocente: Será que os protestos também vão ser agora desmentidos?

[PPM]

Informação útil

Para quem quiser obter qualquer informação ou procurar contactos destinados aos cidadãos portugueses que se encontrem na região asiática afectada pelos maremotos, vá à página do Ministério dos Negócios Estrangeiros português e clique no linque chamado "Tragédia na Ásia". As últimas notícias também estão ali.

[PPM]

Onde se lê Casa em Construção deverá passar a ler-se Procuro T0 com cozinha em Braga

Mas também podia ler-se Retratos da Vida de Um Médico ou Viagens na Minha Terra ou Peregrinações Médicas. Quem assina é o João Moreira Pinto, um médico que esteve em Timor e agora foi colocado em Braga. E ele - que só conheço de o ler na blogosfera - que se livre de não manter a escrita em dia.

[PPM]

Prémio para a maior chaga do ano

Vai para... aquele rectângulo de patrocínio que aparece sempre que saímos de alguns blogues portugueses. Ainda por cima só vende produtos brasileiros que não interessam a ninguém e que não quereremos jamais comprar. Espero, ao menos, que o tal patrocinador brasileiro patrocine mesmo. Ou seja, vocês os patrocinados ganham alguma coisa por subscreverem aquela porcaria e obrigarem-nos a levar com aquilo sempre que saímos dos vossos blogues?
Agradeço confirmação.

[PPM]

Eles divertem-se

Texto do Barnabé:
Comunicação de Natal de Santana Lopes: «Oxalá tivesse uma varinha mágica» para acabar com os desempregados.

Título do Barnabé:
"E se os matasses à fome?"

Realmente, eles divertem-se. Muito. Seja lá como ou com quem for. O mau gosto desta esquerda salsifré não tem limites.

[PPM]

Coisas simples, intendência ou ar puro

Apesar de não ter nada a ver com isso, concordo inteiramente com o Paulo em não "linkar" o blogue de José Pacheco Pereira, o Abrupto, aqui n'O Acidental. Se o fizesse, parece-me a mim, o Paulo estaria a recomendar aos seus leitores que visitassem o dito Abrupto. Não sei porque não o faz, mas parece-me bem pela simples razão de que o Abrupto é uma enorme seca. É um blogue entediante, chato e arrogante. Entre postes de quadros, poemas em várias línguas e textos exaustivos de filósofos, José Pacheco Pereira preenche o seu blogue recorrendo ao facilitismo do "copy/ paste", como quem diz: "Eu já li isto, vejam lá se conseguem…".
Sempre que vou ao Abrupto recordo-me de uma frase dita por um velho professor de Direito para descrever outro: "Tem ideias boas e ideias próprias, só é pena que as próprias não sejam boas e as boas não sejam próprias".

[Inês Teotónio Pereira]

Personalidades e personagens

Com alguma graça e ironia qb, o Luís Rodrigues do Random Precision comenta o meu comentário sobre a escolha de George W. Bush como personalidade do ano pela revista "Time".

Recorda o Luís que Hitler, Estaline ou Khomeini também foram nomeados para o efeito. E remata: "Pois é. Se no «Acidental» não perceberam isto, de facto não perceberam nada...".

O que parece é que foi o Luís quem tresleu aquilo que escrevi e interpretou à luz dos próprios preconceitos. Dito de outra forma e explicado por miúdos: George W. Bush foi de facto a personalidade que mais importância teve no ano de 2004 - para o bem ou para o mal. E este é um facto incontestável.

Ainda assim, não resisto a lembrar que nem sempre a "Time" escolheu figuras maléficas como Hitler, Estaline ou Khomeini para personalidade do ano. Para não ir mais longe, deixo aqui alguns exemplares, certamente mais ao gosto do Luís Rodrigues.

Como Mikhail Gorbachev, em 1987:



Ou Lech Walesa, em 1981:



Ou até, para irmos à década em que Estaline também foi nomeado, esta capa:



Sim, é Gandhi, o líder espiritual, escolhido pela "Time" como personalidade do ano em 1930.

[PPM]

E os nossos leitores vêm de...*

Portugal - 621
Estados Unidos - 7
França - 6
Espanha - 5
Brasil - 4
Reino Unido - 3
Dinamarca - 2
Alemanha - 1
Itália - 1
Suiça - 1
Argentina - 1
Singapura - 1
Macau - 1
Bulgária - 1
Koweit - 1

* Dados da Geoloc desde ontem às duas da tarde. E que sejam todos muito bem-vindos, venham do Koweit ou do Brasil.

[PPM]

Sectarismo Histórico

Aqui há tempos, numa reunião que outrora fora clandestina, uma ilustre desconhecida bradava aos céus, do alto do púlpito do certame: "Viva o Marxismo-Leninismo!!".
De punho cerrado - o mesmo símbolo que o PS ainda hoje utiliza, curiosamente - a militante citava palavras do timoneiro Álvaro enquanto os "camaradas" entravam em êxtase. Entretanto, e revendo as imagens várias vezes para me certificar que não estava a ver o Canal Memória, pensei cá para mim: "Oh diabo! atão não é que estamos em 2004, rés-vés 2005!!"
E concluí: A história do século XX foi mesmo branqueada. Apesar dos milhões de mortos que essa profecia assassina provocou, continua a não fazer parte do mesmo esgoto que o nazismo ou o fascismo. Será que alguém ainda teria coragem para bradar aos céus num congresso partidário "Viva o Nazismo!!"? Provavelmente sou eu que estou doido, mas não vi muita gente no último mês pôr os "pontos nos is" nesta matéria.

[Bernardo Pires de Lima]

segunda-feira, dezembro 27, 2004

Peter Pan

Não sabia, mas fiquei a saber através do DN, num atempado artigo de Eurico de Barros: faz hoje 100 anos que a peça Peter Pan, de J.M. Barrie, estreou em Londres. Muito ocupado a ler o último amontoado de letras assinado por um qualquer escritor em moda (da lésbica nigeriana ao comunista português), o intelectual ocidental não tem tempo para livros infantis. E, no entanto, as melhores histórias infantis deveriam contar-se entre a leitura obrigatória de qualquer adulto civilizado: para mencionar só algumas, Alice no País das Maravilhas, os Contos de Hans Christian Andersen, Pinóquio, Cuore ou, claro, Peter Pan. Lidos com 30 ou 40 anos de idade e não apenas com 3 ou 4. A boa literatura infantil é a única que na época contemporânea mantém características que o resto dos géneros (excepção feita a alguns escritores) foi perdendo: a dimensão trágica, no sentido grego (antigo) do termo. Sobre a tragédia, dizia Nietzsche que ela era a única tradição intelectual assente numa moral vital que o Ocidente teria criado, por oposição ao idealismo e racionalismo socráticos e platónicos (e, logo, cristãos), inevitavelmente decadentistas e suicidários. Só a tragédia assentaria numa moral que estaria para além do Bem e do Mal. Nietzsche nunca disse que não existiam Bem e Mal. Sempre disse que existiam, faziam parte da vida, mas que esta só era possível incluindo-os aos dois e superando-os.
Toda a gente gosta de Peter Pan: as crianças divertem-se. Os adultos também. Até ao dia em que começam a pensar naquilo. A pensar na tragédia de Peter Pan, encerrado na sua perpétua infantilidade, desconhecedor da felicidade (porque desconhecedor da infelicidade), eternamente (e infrutiferamente) em busca de uma mãe (que nunca teve); na tragédia de Wendy e Jane, encerradas num corpo e numa imaginação que vão envelhecendo, contactando com Peter uma única vez e viajando até à Terra do Nunca, para jamais lá voltarem. Na tragédia resultante da impossibilidade de coexistência comunicante destes dois mundos.
Tragédia não é melodrama. O meodrama é desgraças e choradinho. A tragédia representa antes o carácter irremediável e absoluto da vida. Para além do Bem e do Mal. Exactamente como Peter Pan.
[Luciano Amaral]

Uma visita de Singapura

Algures na blogosfera encontrei uma espécie de "localizador on line" chamado Geoloc, que podem ver ali em baixo, logo a seguir às ligações perigosas. O mais inesperado é que uma das primeiras visitas assinaladas vinha referida como sendo de... Singapura. Mas quem será este leitor que nos visita de tão longe? Alguém que veio ao engano, acidentalmente, ou porque nos queria mesmo ler? E como é que estão as coisas em Singapura, foram atingidos por alguma possível réplica do terramoto asiático? Se, por acaso, aqui voltar, caro amigo ou amiga, faça o favor de deixar mensagem, dê um sinal de vida, conte-nos como está tudo por aí.
Obrigado.

[PPM]

O Acidental à escuta

Natal: Começar bem. Por João Pereira Coutinho. A não perder.

[PPM]

O que nunca deveria ter acontecido em 2004



Mais de vinte e três mil mortos por causa do terramoto na Ásia.

[PPM]


Só para homofóbicos

Um veado é um veado.
Não é um "viado".
Mesmo quando é beijoqueiro.

[PPM]

O meu Natal

Eu acredito.
Temos todos mais coisas que nos unem do que as que nos dividem. Se calhar, é apenas o caminho a seguir que nos divide. Como acredito que o homem tem em si a essência da sua propria salvação, esta é a minha maneira de dizer Bom Natal.

Utopia

Cidade
Sem muros nem ameias
Gente igual por dentro
Gente igual por fora
Onde a folha da palma
afaga a cantaria
Cidade do homem
Não do lobo, mas irmão
Capital da alegria

Braço que dormes
nos braços do rio
Toma o fruto da terra
É teu a ti o deves
lança o teu desafio

Homem que olhas nos olhos
que não negas
o sorriso, a palavra forte e justa
Homem para quem
o nada disto custa
Será que existe
lá para os lados do oriente
Este rio, este rumo, esta gaivota
Que outro fumo deverei seguir
na minha rota?

José Afonso


[Pedro Marques Lopes]

Personalidade de 2004



Concordo com a escolha da "Time". Bush foi a personalidade do ano em 2004. E quem não o percebeu, não percebeu nada.

[PPM]

quinta-feira, dezembro 23, 2004

E agora para algo completamente diferente

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UM GRANDE NATAL PARA TODOS
OS LEITORES DO ACIDENTAL
(Volto no próximo dia 27, o mais tardar)

[PPM]