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segunda-feira, maio 31, 2004

A padeirização da política portuguesa (III)


Estes dois não são o Miguel Portas e a Joana Amaral Dias.

A padeirização da política portuguesa (II)


Este não é o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda.

A padeirização da política portuguesa


Esta não é uma reunião do Comité Central do Bloco de Esquerda.

O país das virgens ofendidas

Vivemos num país de virgens púdicas. E a família Adams do défice excessivo também tem parentes próximos na blogosfera.

Mensagem cifrada

É engraçado ver que alguns dos blogueiros de esquerda mais demagógicos e caluniadores são aqueles que mais depressa se excitam e exaltam com os ataques de que são alvos os seus políticos de eleição. Contradições que se registam.

Contra Todas As Torturas

Como os nossos leitores mais atentos já devem ter percebido, retirámos hoje aqui do Acidental a nossa petição "Contra Todas As Torturas". Em causa estão, obviamente, os insultuosos ataques anónimos. Não queremos misturar o nome de pessoas de bem, que tiveram a coragem de dar a cara, com a cobardia de alguns energúmenos ambulantes. Mas não pensem que ganharam, porque a petição vai continuar, para já apenas através do email do Acidental. Esperamos mais tarde, quando assegurarmos a fiabilidade de um outro sistema que impeça este tipo de ataques, continuá-la "online". Publicamos, para já, o nome dos signatários que nos deram a honra de partilhar este combate connosco. Podem ser poucos, mas são muito bons.
Obrigado a todos.


João Marques de Almeida
Paulo Pinto Mascarenhas
Inês Teotónio Pereira
Vasco Rato
Sérgio Reis
Francisco Mendes da Silva
Vânia Micaela Mariano Pinto da Silva
João Bello
António Aly Silva
Nuno Costa
André Rafael Severino Monteiro
Rossana Ferreira
Rui Carmo
Pedro Lomba
Frederico Marques
Miguel Henriques
Manuel Carreira
José Luís Lencastre
Gonçalo Soares
Maria João Paiva Raposo
Francisco Correia
Hugo José Esteves Pires
Leonardo Ralha
Pedro Pelichos
Rui Oliveira
Luís Bonifácio
Joana Castro
Nuno Bonneville van Uden
João Lecour
Eduardo da Cunha de Avillez Nogueira Pinto
Miguel Noronha
Nuno Amado
João Reis
Nuno Homem e Sousa
Paulo Jorge Oliveira Ferreira
Filipe Carvalho Sim-Sim
Cláudia Reis Duarte
Mario Rui Gonçalves Chainho
Luciano Amaral
Rui Maia Miranda
Sérgio Fialho Lourinho
Miguel Gentil Gomes
Nelson Eloy Alves Buiça
João Titta Maurício
Bernardo Pires de Lima
João Bento
Herminio Veiga da Silva
Paulo Ramos
Antonio Manuel Cavaco Gouveoa
Carlos Filipe Moreira Duarte
Gonçalo Noronha e Andrade
Beatriz Soares Carneiro
Diogo Maria Sacadura Cabral de Sousa e Alvim
Tomás Almeida
Luis Tirapicos Nunes
André Abrantes Amaral
Diogo Belford Henriques
Lara Freitas
Afonso Manuel Pinheiro de Azevedo e Silva Neves
André de Atalaia Samouco
Paulo Jorge Carvalho
José Ribeiro e Castro
João Vacas
João Sousa
Manuel Leal de Oliveira Marçal
Ricardo Dias Pinto
Luís D'Aguiar
Carolina Bettencourt
Jéssica Martins
Paulo Alexandre de Albuquerque Emiliano
José Tavares H. Domingues
Gui Abreu de Lima
Maria Inês Pinto Mascarenhas
Miguel Almeida
Francisco Costal
Carla Costal
João Rodrigues
Leonardo Ribeiro
Nuno Reis
Paulo Martins
João Freire de Andrade
Vítor Duarte
Vítor Cunha
Mário José Almeida Lopes Barreiro
Maria Carlos Ramalho Carrola Gonçalves Antunes Barreiro
Paulo Xardoné
Francisco Silva
Sérgio Almeida Correia
Diogo Cordeiro Ferreira
José João Costa Correia
Cristina Macau Pereira
Tânia Pereira
Gabriel José Azevedo Pinheiro Cardoso
Manuel Castelo Branco
José Carolino Ferreira Gonçalves
Vasco Amaral Cunha
Frederico Macau Pereira
Tiago Manuel Mesquita Tavares
Ana Rita Vilhena
António Sousa
Rita Costa
Vânia Catarina Peça de Sousa Rosa
Ricardo Martins Marcelo
Hélder Ferreira
José Barros
Afonso David Martins
João Moreira Pinto
cláudia rodrigues
Nuno Manuel da Silva Fonseca
Francisco Silva
Luis Ferreira
João Noronha
Miguel de Lucena e Leme Côrte-Real
Hugo Louro Gil Oliveira
Maria Duarte
Luis C. Canavarro de Morais
Miguel Cortez de Lobao
Joaquim Duarte Silva
Marcos Garrido
Fernanda Leitão
Paulo F. G. F. Rodrigues
Mendo Ramires
António Ferreira
André Azevedo Alves
Pedro Guedes
Manuel Azinhal
Bruno Oliveira Santos
Antónia Grilo
Francisco Machado
Miguel Franco e Abreu
Bernardo Mira
António Meirelles Moita
Luís Aguiar Santos (Causa Liberal)
Gonçalo Pimentel
Nuno Cunha
Mariana Mendes Nina
Pedro Pardal Goulão
Vitor Manuel Caldeirinha Cabeça
Filipe Vicente
Fernando Gouveia
José de Magalhães Mexia
Teresa Félix
Marisa Aires
Cristina Macau
Henrique Pereira
António Carvalho
Ricardo Alexandre Teixeira Mendes
Alexandra de Almeida Teté
João Machado
João de Almeida Tété
João Marques Pombinho
Maria Helena Amorim
João Gonçalves Pereira
Sónia Alexandra Ferreira Abrantes
Domingos Garcia Pulido Pereira
Cristina Victória Pires Macau
Maria Gabriela Oliveira dos Reis Soares
Pedro Manuel da Conceicao Lopes
Adolfo Mesquita Nunes
Maria do Carmo Aragão Barros
Filipa Tavares da Matta
Gonçalo Mendes da Maia

Olá, bom dia

À Bomba Inteligente, que ficou a pensar que roubámos mesmo o DBH ao Quinto dos Impérios, esclarecemos que ele só esteve e só estará aqui de empréstimo. Mas que nós gostamos de o ter como colaborador acidental, lá isso gostamos. Aliás, os quintistas podiam vir todos por atacado, a começar no FMS.
Ao Sérgio Bastos, que nos enviou um email muito simpático, esclarecemos que, quando condenamos TODAS AS TORTURAS, são mesmo TODAS AS TORTURAS, incluindo as da PIDE. Mas o que está em causa na nossa petição é precisamente a falta de memória de alguma esquerda blogueira, sempre fulminante a atacar os erros das democracias ocidentais, mas muito esquecida no que diz respeito às práticas inaceitáveis que tiveram lugar durante o PREC.
Ao Esquizóide Raivoso que, afinal, continua bem vivo e recomendável. Obrigado também pela sugestão do Hugo Chávez para o ditador do dia.
A todos os bloguiadores e a todos os leitores.
A Gerência

sexta-feira, maio 28, 2004

O espaço do leitor

Proponho o seguinte ícone comunista para a sua rubrica "Dia de": Álvaro Barreirinhas Cunhal. É oportuníssimo e convém esclarecer desde já as personagens ilustres que o elogiaram há dias, a começar por Cavaco Silva e a acabar em Júdice.
Explique-nos como é que ele completou o curso na prisão. Como Salazar o deixou fugir de Peniche. Onde e como viveu até ao 25 de Abril. O que fez até aí. Desvenda-nos as suas relações com a KGB e com o ditador da Bulgária. Relembre-nos o quanto foi "boa" a sua acção para a nossa democracia, nomeadamente no manipular dos governos até ao 25 de Novembro, no achincalhamento das FA e dos nossos valores, na razia da Agricultura e da Indústria. No condicionamento dos meios de comunicação. Nas criaturas que criou, CR, Copcon, etc. Fale-nos dos fundos financeiros do PC, como viveu até aqui. Fale-nos do que ele fez e porque fez o que fez aos ficheiros da PIDE que desapareceram. Fale-nos de como ele chegou ao poder no PC. E da sua relação dúbia com Soares. Enfim, esclareça-nos sobre essa personagem mítica que é o nosso ícone comunista: Cunhal.
Esquizóide Raivoso


NR: O Vasco Rato responde que, felizmente, Álvaro Cunhal nunca chegou a ser propriamente um ditador, porque nunca assumiu de forma total o poder em Portugal. Tentámos estabelecer um link ao blogue do Esquizóide Raivoso mas não conseguimos. Acabou com ele? É pena, porque tinha qualidade e não era insultuoso, ao contrário de grande parte dos blogues anónimos que andam por aí.

Parabéns a ياسر عرفات (Yasser Arafat)



No dia 28 de Maio de 1964, faz hoje 40 anos, nasce a Organização de Libertação da Palestina (OLP), presidida desde 1969 por Yasser Arafat (ياسر عرفات, em árabe). Nos anos 70, a OLP era o guarda-chuva de oito organizações terroristas sediadas em Damasco e Beirute. O Exército de Libertação da Palestina mantinha então 12 mil homens armados, lideradas com mão-de-ferro por Arafat, que tinha ainda tempo para dedicar os seus dias à Fatah, a Frente Popular para a Libertação da Palestina, a Frente Popular de Libertação da Palestina-Comando Geral (FPLP-CG), a Frente Democrática para a Libertação da Palestina, a Frente de Libertação da Palestina, a Frente de Libertação Árabe, a Frente de Luta Popular - e outros grupos minoritários. Em 2003, Yasser Arafat apareceu em sexto lugar na lista dos mais ricos "Reis, Rainhas e Déspotas" da revista de negócios "Forbes", com uma fortuna estimada em "pelo menos, 300 milhões de dólares". [PPM]

Ele estica-se...



[DBH]

Este queijo cheira mal


quinta-feira, maio 27, 2004

Os novos amanhãs que cantam

Alguns blogueiros de esquerda têm exibido indignada surpresa com a preocupação da Direita em recordar o passado e preservar a memória histórica. Há quem se tenha admirado com os postes diários em que Vasco Rato revisita um ditador socialista ou comunista. Eu não me espanto, nem me admiro. Num momento em que a vitória da democracia liberal sobre todos os totalitarismos do século passado pode parecer um facto consumado, é indispensável recordar algumas das utopias que serviram de base ideológica à instauração das mais cruéis tiranias. Por detrás dos “amanhãs que cantam” de algumas das esquerdas de hoje –leiam, como paradigma formal, o BE/Barnabé – vislumbram-se projectos de “transformação” e de “aperfeiçoamento” das sociedades ocidentais que, a serem concretizados, poderiam originar novas formas de totalitarismo. Quem esquece, descuida o futuro. [PPM]

Dia de Eric Honecker



Quem viu o filme Goodbye, Lenin percebe com facilidade o absurdo que era a "República Democrática Alemã” de Eric Honecker. Durante décadas, o “socialismo” alemão foi frequentemente apresentado como o mais “eficaz” do bloco comunista. Era o “paraíso dos trabalhadores”, onde a classe operária vivia em conforto e prosperidade. A juventude era feliz, e todos rejeitavam a “decadência” da Alemanha capitalista. Curiosamente, ou talgvez não, os comunistas construíram o Muro de Berlim para impedir a fuga para essa mesma Alemanha do “capitalismo decadente”. Não consta que muitos dos cidadãos “decadentes” tenham ido viver para o paraíso de Honecker.
O ditador acabou mal: morreu no Chile (sim, o de Pinochet), ameaçado com a extradição. Hoje, ninguém recorda Honecker. Excepto Álvaro Cunhal, Carlos Carvalhas e outros que continuam a insistir que o “socialismo alemão” foi uma grande conquista da Humanidade. Pensam assim porque nunca viveram lá.
[Vasco Rato]

Deixem-se de mentiras

Recentemente, alguns blogs de esquerda começaram a caracterizar o Acidental como o “blog oficioso do CDS”; outros insistem em rotular-nos de “extrema-direita”. Enganam-se. Quanto ao CDS, eu não sou e nunca fui militante do CDS. Admito que algumas das minhas posições coincidem com as do CDS, mas outras são abertamente combatidas por esse partido. A minha posição sobre o aborto coincide com a do Bloco de Esquerda, e isso nunca fez nem fará de mim um bloquista. Por outro lado, ideologicamente, não sou conservador nem democrata-cristão. Não vejo, pois, que possa ser um porta voz “oficioso” do CDS. Mas – e que isto fique bem claro – também não sou hostil a um partido democrático que sempre combateu pela liberdade.
Quanto à adjectivação de “extrema-direita”, poupem-me. Trata-se de uma forma de tentar silenciar, ou desvalorizar, os argumentos que apresentamos. Trata-se de tentar colocar o Acidental no mesmo saco dos "Le Pens" que por aí andam. Eu não tenho nada a ver com a extrema-direita autoritária e anti-liberal. Pelo contrario: o Acidental preza, acima de tudo, a liberdade e a democracia. Por isso mesmo, não temos contemplações com partidos políticos portugueses que ainda não se conformaram com a herança da liberdade. É o caso do Bloco de Esquerda e do PCP. Estes – e os blogs que os apoiam directa ou indirectamente – é que são os verdadeiros extremistas. O resto é conversa.
[Vasco Rato]

Viva o FC. Porto, viva Portugal!


[PPM]



quarta-feira, maio 26, 2004

Problemas na blogosfera

Se tiverem problemas a entrar no Acidental retirem o www e escrevam apenas http://oacidental.blogspot.com - vi o aviso na Bomba Inteligente e parece que o problema é geral. Na blogosfera há sempre solução para os problemas. [PPM]

O ataque dos turistas-assassinos


[PPM]

Imperialmente (II)

Como puderam ver, o DBH do Quinto dos Impérios é o novo colaborador do Acidental. Roam-se FMS, JV, FA... [PPM]

Imperialmente

Estou a sentir-me um pouco esquizofrénico.
[DBH]

O comunista-plasticina



Esta manhã, na Assembleia da República, Carlos Carvalhas chamou “cobarde” a Durão Barroso. Acusou de “cobardia” um primeiro-ministro que combate o défice, apoia a intervenção militar no Iraque, reforma a Segurança Social, e tenta liberalizar o Estado e a sociedade portuguesas. Um primeiro-ministro que assume estas posições sabendo que as medidas do seu governo são necessárias mas impopulares. Um primeiro-ministro cercado pela demagogia populista do PCP e Bloco de Esquerda, partidos reaccionários que nada querem mudar.
A acusação de “cobardia” seria hilariante se não viesse de um dirigente político que instrumentaliza os sindicatos para frustrar as políticas definidas por um governo legítimo. De um dirigente que usa os sindicatos para fazer avançar um “projecto de sociedade” apoiado por uns escassos 6 por cento do eleitorado. De um burocrata que não tem a coragem para criticar abertamente o estalinismo do seu partido, ou para se erguer contra o sectarismo de Álvaro Cunhal e dos seus delfins. De um fantasma político que nunca teve a coragem de impor a sua liderança, e que mostrou uma cobardia confrangedora na forma como tratou João Amaral. Carvalhas – o comunista-plasticina – nunca teve coragem para nada. Ele é um bom comunista, mas perdeu uma boa oportunidade para estar calado. [Vasco Rato]

Miguel Portas dixit

Em Castelo Branco, o cabeça de lista do Bloco de Esquerda, afirmou que a campanha para as europeias é “o grau zero da política", uma "campanha rasca" que debate assuntos “que nada têm a ver com as questões europeias". Que fez Portas para corrigir o problema? Condenou o eventual encerramento de maternidades no interior do país. Existirá, concerteza, alguma coerência em tudo isto.
De qualquer forma, é estranho que o Bloco venha agora criticar campanhas “rascas”. A curta vida da seita tem sido caracterizada justamente por campanhas rascas. Foram rascas quando organizaram a campanha contra as propinas. Depois, foram rascas ao explorarem o julgamento das mulheres de Aveiro para fazerem avançar a campanha pelo aborto. E, sobretudo, foram rascas quando deturparam e mentiram sobre a guerra do Iraque. [Vasco Rato]

Ameaça cumprida

T. S. Eliot (Burnt Norton)

Time present and time past
Are both perhaps present in time future,
And time future contained in time past.
If all time is eternally present
All time is unredeemable.
What might have been is an abstraction
Remaining a perpetual possibility
Only in a world of speculation.
What might have been and what has been
Point to one end, which is always present.
Footfalls echo in the memory
Down the passage which we did not take
Towards the door we never opened
Into the rose-garden. My words echo
Thus, in your mind


[Vasco Rato]

Vasco dixit

Vasco Graça Moura, no Público de hoje:
Toda a espécie de tortura e toda a espécie de sevícias são actos inqualificáveis contra a dignidade do ser humano. Referir situações vergonhosas de tortura e de sevícias como as ocorridas em Portugal em 1974 e 1975 não branqueia, nem relativiza outros casos mais recentes e ocorridos noutras paragens. Pelo contrário: são esses casos recentes, mais as comemorações que alguma esquerda festiva fez do 25 de Abril, que os trazem quase automaticamente à lembrança.
Em qualquer país civilizado, as sevícias teriam dado lugar a averiguações consistentes e exaustivas das autoridades e da comunicação social. Veja-se o que se passa agora nos Estados Unidos. Só não aconteceu assim em Portugal, apesar de por cá bastar que um sujeito qualquer dê um espirro para haver logo processos e reportagens.
Continua-se à espera de que as esquerdas envolvidas condenem oficialmente os actos de tortura e de sevícia referenciados no relatório de 1976. Decência é isso. O resto é conversa fiada.

[Vasco Rato]

Discussões internas (III)

Muito bem, Paulo. Emendaste o erro. Como sabes, não tenho nada contra a beleza. Não tenho esse preconceito (tenho outros, é claro). Mas a questão não é essa. A minha objecção reside na forma como tu escolheste fazer a representação da beleza. O problema é, portanto, da expressão estética da beleza. Tu enveredaste pela futebolização da estética, eu preferia que não tivesses colocado uma imagem que trata a candidata da Estónia como se ela fosse um objecto sexual de fantasias adolescentes. Não se trata, pois, de preconceitos “politicamente correctos”, de “esquerda” ou “feministas”. Acho muito bem que se faça um esforço para aumentar o número de mulheres na política, e até defendo a implementação de quotas para garantir uma representação mais equilibrada. Mas –please – deixa o bikini para a praia. [Vasco Rato]

Dia de Nicolae Ceaucescu



Nicolae Ceaucescu, o último dos estalinistas (exceptuando, claro, Alvaro Cunhal) substituiu o ditador Gheorghe Gheorghiu Dej em 1965. Tiranizou a Roménia durante 24 anos. Em 1989, depois de ser derrubado através de um levantamento popular, foi executado. Deixou o país endividado, perseguiu minorias étnicas (particularmente os ciganos). Preservou o poder através da sua polícia secreta, construiu “palácios” megalómanos. Para pagar a loucura, depois de 1979, exportou praticamente toda a produção agrícola do país. Resultado: subnutrição e escassez de bens alimentares num país tradicionalmente auto-suficiente. É a herança comunista – os amanhãs que cantam – em todo o seu esplendor. [Vasco Rato]

Discussões internas (II)



OK, Vasco, espero que esta imagem da candidata ao Parlamento Europeu, Carmen Kass, seja mais do teu agrado. Mas essas ideias de sexismo só podem ser reflexo dos teus próprios preconceitos. Desde quando é que a beleza pode ser incompatível com um pensamento político lúcido e determinado? Para mim, bem pelo contrário, pode até ser um factor que reaproxime os cidadãos das instituições europeias. Abraço. [PPM]

Discussões internas

Paulo Pinto Mascarenhas:
Acabas de comprometer a coesão deste blogue. Ontem, ao colocares a imagem de Carmen Kass, conseguiste dar uma machadada nos valores que pautam a escolha de postes colocados aqui no Acidental. Passo a explicar: não tenho nada contra a menina em questão, e até votaria nela se vivesse na Estónia. Admito que é gira. Mas votaria nela por opção político-ideológica, não porque é uma supermodel num bikini. Por outras palavras, Paulo, ao colocares aquela imagem, sucumbiste ao sexismo puro. Fugiu-te o pé para o chinelo. Racismo, anti-semitismo e sexismo não têm lugar neste espaço; apenas o anticomunismo militante. Não voltes a infringir as regras....
Como castigo, vou colocar mais uns poemas. [Vasco Rato]

terça-feira, maio 25, 2004

Força Estónia



Carmen Kass é uma supermodel da Estónia que agora é candidata ao Parlamento Europeu pelo PPE, o grupo onde está inserido o PSD português, aliado do CDS na Força Portugal. Digam lá se não há razões de sobra para votar nas próximas eleições?
[PPM]

Problemas do foro psicológico

O BE/Barnabé não conseguiu resistir: deu-nos a “interpretação correcta” da proposta de George Bush para demolir a prisão de Abu Ghraib. Os barnabés dizem que Bush anunciou que iria “encerrar” a prisão. Mentira. Afirmou que iria “demolir” a prisão porque esta se havia transformado num “symbol of disgraceful conduct by a few American troops who dishonored our country and disregarded our values”. Convenhamos que George Bush não diz exactamente a mesma coisa que os barnabés lhe atribuem. Mas qual é o verdadeiro motivo de Bush? No universo paranóico-conspirativo do BE/Barnabé, Bush está a “empurrar para debaixo do tapete” os acontecimentos recentes. Trata-se de uma tentativa de “apagar o passado” que – fino raciocínio dos meninos – equivale a “uma confissão” de que “as coisas não correm bem”. À imagem do guru Louçã, estes rapazes distorcem deliberadamente a verdade. É caso para dizer que já se trata de um problema de foro psicológico...
[Vasco Rato]

Estranho

Há já dois dias que Paulo Gorjão não escreve sobre o seu assunto preferido: Paulo Portas, é claro. [PPM]

Contra Todas As Torturas

Há ataques que dizem tudo sobre a natureza dos seus autores. Continua a crescer o número de subscritores da petição "Contra Todas as Torturas", mas também vão surgindo os habituais insultos, sempre cobardemente anónimos. Um deles, em particular, é o retrato de alguma esquerda, que gosta de se afirmar democrática, mas continua a ser profundamente totalitária. "É pena não estares lá preso na altura", escreveu um qualquer infeliz, decerto saudosista dos tempos em que era a esquerda radical que mandava em Portugal. Parece que, para estes ditadores de trazer por casa, as torturas também são mais ou menos aceitáveis, dependendo de quais sejam os seus alvos ou os seus autores. Obrigado por ser tão esclarecedor, caro anónimo. [PPM]

Chega de poesia

Não sei o que se está a passar hoje aqui no Acidental, mas isto já parece um blogue de poesias. Está tudo doido, ou quê? [PPM]

Mudança da guarda

Sixteen years,
Sixteen banners united over the field
Where the good shepherd grieves.
Desperate men, desperate women divided,
Spreading their wings 'neath the falling leaves.
Fortune calls.
I stepped forth from the shadows, to the marketplace,
Merchants and thieves, hungry for power, my last deal gone down.
She's smelling sweet like the meadows where she was born,
On midsummer's eve, near the tower.
The cold-blooded moon.
The captain waits above the celebration
Sending his thoughts to a beloved maid
Whose ebony face is beyond communication.
The captain is down but still believing that his love will be repaid.
They shaved her head.
She was torn between Jupiter and Apollo.
A messenger arrived with a black nightingale.
I seen her o n the stairs and I couldn't help but follow,
Follow her down past the fountain where they lifted her veil.
I stumbled to my feet.
I rode past destruction in the ditches
With the stitches still mending 'neath a heart-shaped tattoo.
Renegade priests and treacherous young witches
Were handing out the flowers that I'd given to you.
The palace of mirrors
Where dog soldiers are reflected,
The endless road and the wailing of chimes,
The empty rooms where her memory is protected,
Where the angels' voices whisper to the souls of previous times.
She wakes him up
Forty-eight hours later, the sun is breaking
Near broken chains, mountain laurel and rolling rocks.
She's begging to know what measures he now will be taking.
He's pulling her down and she's clutching on to his long golden locks.
Gentlemen, he said,
I don't need your organization, I've shined your shoes,
I've moved your mountains and marked your cards
But Eden is burn ing, either brace yourself for elimination
Or else your hearts must have the courage for the changing of the guards.
Peace will come
With tranquillity and splendour on the wheels of fire
But will bring us no reward when her false idols fall
And cruel death surrenders with its pale ghost retreating
Between the King and the Queen of Swords.

[Vasco Rato]

Sobre a guerra das vontades

Exclusivo: Rodrigo Moita de Deus, do Segundo Sentido, escreveu-nos um poste. E nós publicamos com muito gosto.

Quer queira, quer não queira, o Ocidente está em guerra. A declaração de guerra não é processo legítimo, ordeiro e democrático. Não padece de autorizações e basta-lhe a concordância de apenas uma das partes. Não há convites, nem autorizações. Começam e ponto final (como se fosse possível qualquer outra maneira).
Tenho-me pasmado com as teses que por aí andam, afirmando o apoio a uma guerra contra o terrorismo e criticando ao mesmo tempo intervenções militares. Pode-se apoiar uma guerra criticando as batalhas? Ou partem eles do princípio que defendermo-nos do terrorismo é exactamente a mesma coisa que declarar-lhe guerra? Não percebem eles que a guerra não desaparece pela sua negação? A guerra não se vai embora, nem acaba sozinha. A guerra só termina quando uma das partes vencer.
A guerra dura há dois anos e mesmo assim o Ocidente inibe-se. Não deseja o combate, procura terceiras e quartas vias e nem sequer reconhece a existência de um inimigo. O ocidente divide-se, critica-se e atrapalha-se. Quer ganhar uma guerra sem ter inimigos, sem ter batalhas e sem ter baixas.
Retirar do Iraque, criticar a intervenção, condicionar demagogicamente a acção dos soldados constitui uma demonstração de pouca vontade. Na prática é a assumpção de fraqueza que os inimigos esperam, que os inimigos precisam para vencer a guerra. Porque as guerras se vencem apenas pela vontade, o ocidente pode ter mísseis, aviões e tanques e mesmo assim sair derrotado. Porque não há arma tecnologicamente mais avançada que a vontade humana, o ocidente pode sair derrotado. Porque não há limites nem condições numa guerra que é combatida em nome de Deus e da vingança, não há valor que o Ocidente possa pagar para evitar a derrota.
Vontade não tem sinónimo nem há outro vocabulário que lhe ocupe o lugar. Perseverança. Tenacidade. Capacidade de sacrifício. Entrega. Crença. Todas também são vontade e vontade não é nenhuma delas. Vontade é, no caso extremo da análise do iletrado, o querer. Tem sempre razão o sacana do iletrado! Vejamos pois como assenta a palavra ao pensamento: é preciso querer ganhar para vencer. Redutor, básico, iletrado, mas perfeito. Ninguém o faria melhor. Feitos os dois pontos, os rodopios à semântica, e o bailarico ao vocabulário, fica então a nota sincera – e sem segundos sentidos – para todos quantos pensam que a luta contra o terrorismo faz-se sem batalhas: se as guerras se vencem pela vontade, então o Ocidente arrisca-se a perder esta.
É isso que querem? [Rodrigo Moita de Deus]

Precisam que eu traduza?

"I sent American troops to Iraq to defend our security, not to stay as an occupying power. I sent American troops to Iraq to make its people free, not to make them American. Iraqis will write their own history, and find their own way."
George Bush, citado pelo Washington Post de hoje

Concordamos com o Bloco de Esquerda



O anteprojecto da declaração “Começar de Novo”, que estabeleceu o Bloco de Esquerda, faz a seguinte avaliação do PCP:

As dificuldades do PCP devem-se em boa medida aos seus próprios limites. Muitos portugueses têm legítimas dúvidas sobre a natureza do seu projecto para o país e sobre o seu conceito de democracia, quando vêem um partido com diferentes sensibilidades internas ser incapaz de assumir essa realidade, bem como de proceder a uma crítica aprofundada dos regimes que existiam a Leste. Muitos outros não entendem a insistência com que o PCP continua a reclamar um governo com o PS, quando se sabe que mesmo em tal caso e no plano das políticas económicas e sociais, predominaria a continuidade da actual política governamental do PS. Por outro lado, este partido continua a manifestar uma tendência evidente para o sectarismo e a autosuficiência, traduzida na ideia de que a sua frente, a CDU, representa toda a esquerda, quando na realidade integra exclusivamente a que o PCP foi inventando por sua conveniência. Mas o principal limite dos comunistas portugueses respeita a uma persistente dificuldade de articular a sua tradição com a emergência de novos problemas sociais e culturais que exigem respostas corajosas, capazes de contrariar a cultura conservadora dominante na sociedade.
[Vasco Rato]

Poesia emprestada do JPC

João Pereira Coutinho fez o favor de reproduzir um poema inédito de Kingsley Amis, recentemente publicado no Times Literary Supplement. É magnífico; por isso nós também o reproduzimos. Com a devida vénia, é claro.

Things tell less and less:
The news impersonal
And from afar, no book
Worth wrenching off the shelf.
Liquor brings dizziness
And food discomfort; all
Music sounds thin and tired,
And what picture could earn a look?
The self drowses in the self
Beyond hope of a visitor.
Desire and those desired
Fade, and no matter:
Memories in decay
Annihilate the day.
There once was an answer:
Up at the stroke of seven,
A turn round the garden
(Breathing deep and slow),
Then work, never mind what,
How small, provided that
It serves another's good
But once is long ago
And, tell me, how could
Such an answer be less than wrong,
Be right all along?
Vain echoes, desist

Dia de Robert Mugabe



Fundador do ZANU, “movimento de libertação” marxista que o levou ao poder em 1980, o presidente do Zimbabué tem cometido fraudes em todas as “eleições” realizadas desde então. Persegue dissidentes, minorias étnicas e os homossexuais. A comunidade internacional assiste a tudo isto em silêncio porque, afinal de contas, Mugabe lidera um “movimento de libertação nacional”. Nada disto impediu o lúcido bispo sul-africano, Desmond Tutu, de o caracterizar como “uma caricatura do ditador africano”. Ontem, numa entrevista à SKY News, Robert Mugabe disse que não pretendia liderar o Zimbabué “eternamente”. Aparentemente, reconhece que o seu poder é insuficiente para alterar as leis da vida. [Vasco Rato]

segunda-feira, maio 24, 2004

A diferença está na democracia

Texto defende permanência de tropas estrangeiras
EUA e Reino Unido propõem à ONU projecto que dá plena soberania ao Iraque
[PPM]



Mensagem subliminar


(Tirada do Von Freud)

Quem se sentir atingido por este cartoon, a intenção era mesmo essa. [PPM]

Mr. Edward Iron’s Submarine



A campanha “europeia” do Partido Socialista: cartão amarelo, apito amarelo, sorriso amarelo... só lá faltava este submarino amarelo. É uma verdadeira campanha de “cartoons”, de “Looney Tunes”. [Vasco Rato]

O farol deles



O BE/Barnabé rendeu-se, finalmente, à honestidade. Mesmo assim... a bandeira que reproduzem só foi adoptada após o colapso do regime comunista. A bandeira comunista de Enver Hoxha – o farol dos barnabés – tinha uma estrela amarela em cima da águia. Vá lá meninos, façam a mea culpa. [Vasco Rato]

E assim vai a campanha deles



Muito Original



Isto é que é ser original. Muito original. Originalíssimo. Mesmo muito original. [Vasco Rato]

Dia de Fidel Castro



O “caudillo” cubano tomou o poder em Janeiro de 1959. Já lá vão 45 anos sem eleições, sem liberdade. Arruinou a economia do país com as nacionalizações e a reforma agrária. O desastre económico é, segundo Fidel Castro, o resultado do embargo comercial imposto pelos Estados Unidos. Esquece o essencial: Cuba tem relações económicas com o resto do mundo. Resistiu - e resiste - à democratização que tem varrido a América Latina desde os anos 80. Todavia, o tirano é uma “referência” para grande parte da esquerda portuguesa. Pelo menos, José Saramago já teve o bom senso de reconhecer que nem tudo corre bem no “paraíso" de Castro. [Vasco Rato]

sexta-feira, maio 21, 2004

Da indignação e da democracia (III)

Retomando e concluindo, para já, a discussão que pretendi civilizada com o JMF do Terras do Nunca: a razão porque os abusos cometidos em ditaduras são mais graves do que os que têm lugar em democracia, é que nesta o poder é permanentemente escrutinado e os abusos são inevitavelmente revelados. O império da lei e a separação de poderes nas democracias liberais, sobretudo anglo-saxónicas, conduz ao julgamento dos autores materiais e morais. Quando existe responsabilidade política, ela costuma ser devidamente apurada e não há lugar a impunidades. A existência de uma imprensa livre permite, inclusivé, que pessoas como o JMF se possam indignar como bem entendem.
Não estabelecer esta diferença essencial, é colaborar com todos aqueles que, muitas vezes disfarçados de amigos da democracia, são os seus piores inimigos. [PPM]

Quem está vivo sempre aparece (II)


(Washinton Post)

Para que o líder do blogue-sombra do Bloco de Esquerda não tenha dúvidas, aqui fica uma das horrendas fotografias dos abusos cometidos por militares norte-americanos, acompanhada da nossa total condenação. Apesar de tudo, como os EUA são um país democrático, estas práticas inaceitáveis estão a ser investigadas pelas autoridades norte-americanas. Os responsáveis por tais aberrações estão a ser chamados a prestar contas perante a justiça. Lembre-se ainda que todas estas situações foram denunciados por outros militares norte-americanos e reveladas pela imprensa livre dos próprios EUA.
O mesmo, diga-se, não aconteceu e não acontece em Portugal, onde a esquerda prefere o silêncio. Como o sempre justicialista Daniel Oliveira gosta de dar lições de moral aos outros, é bom que o exemplo comece em casa: diga-nos, se fizer o favor, qual a sua opinião sobre os abusos e as torturas praticadas em Portugal durante o PREC. Condena ou continua calado?
[PPM]

Quem está vivo sempre aparece


(Clique na fotografia)

Ainda Joy Division (II)



Colony

A cry for help, a hint of anaesthesia
The sound from broken homes,
we used to meet always here
As he lays asleep she takes him in her arms
Some things I have to do
but I don't mean you harm

I wore a careless glance
and kissed her last goodbye
Hands in the bag she packed a tear
she tries to hide
Cruel wind that howls down
to our lunacy
And leaves him standing cold
here in this colony

I can't see why
all these confrontations
I can't see why
all these dislocations
No, family life just makes me feel
uneasy
Stood alone here in this colony
In this colony
Yeah, God in his wisdom
took you by the hand,
God in his wisdom made you understand
In this colony


[Vasco Rato]

A indignação e a democracia (II)

Proponho, para começar, um exercício meramente académico ao JMF do Terras do Nunca. Mais precisamente uma viagem no tempo. Digamos que, por artes improváveis, aterrávamos ambos em Londres no ano de 1944, em plena II Guerra Mundial. O jornalista JMF conseguia provar então, numa investigação exclusiva para a BBC, que os EUA e a Grã-Bretanha mantinham campos de concentração altamente vigiados, onde estavam detidos várias centenas de militares e de altas autoridades alemãs, verificando-se a existência de alguns abusos e “até” de violentos interrogatórios, com a provável utilização de tortura. Ao mesmo tempo, descobria também, através de “fontes privilegiadas”, que a Alemanha de Hitler conduzia o processo de extermínio dos judeus, a chamada “solução final”, através de sofisticados campos de concentração. Pela lógica exposta no Terras do Nunca, JMF condenaria ambas as práticas. Mas, consequência lógica da sua indignação selectiva, ficaria muito mais chocado com os abusos das democracias anglo-saxónicas do que com os métodos da tirania nazi. Como o próprio explicaria a um jornal da época, “há coisas que me indignam mais que outras. Porque gostava que o nosso lado, o lado da democracia, não tivesse tantos telhados de vidro." [PPM]

Confusões bloguíticas

Agradeço o gesto, Paulo Gorjão. Mas, garanto-lhe, era desnecessário. Sei que Franco e outros que tais não eram rapazes “bem comportados”. A questão é outra: nenhum dos partidos de “direita” em Portugal têm ditadores como referência ideológica. Repito: nenhum. Em contrapartida, o Bloco de Esquerda e o PCP invocam Trotsky, Mao e Lenine como referências ideológicas. E também é verdade que estes partidos defenderam Milosevic, invocando o princípio da “soberania”. O ponto fundamental é este: quando é que esta esquerda irá deixar de ter assassinos como referências? Não acha que se trata de uma pergunta legítima? E, já agora, não acha que as insinuações de António Costa a propósito do CDS são um disparate? [Vasco Rato]

Contra Todas As Torturas

“O Acidental” lançou um abaixo-assinado para se saber toda a verdade sobre as torturas de 1975. Porque nenhuma tortura pode ficar impune, está na altura de se fazer a justiça que sempre foi negada. Assine também.

You are not alone

Da indignação e da democracia

João Morgado Fernandes do Terras do Nunca conseguiu surpreender-me. Em primeiro lugar, afirma condenar a prisão de presos políticos em Cuba, as mulheres sem direitos no mundo árabe, os ataques terroristas seja onde for (seja lá isto o que quer dizer), “a tortura seja onde (e quando for)”. Condena “até” – e este “até” tem muito que se lhe diga – as famosas sevícias do “nosso” PREC. A sua condenação, e respectiva indignação, têm porém diferentes graduações consoante estes actos sejam praticados por democracias ou por ditaduras – e é aqui que começa a minha surpresa.
Ou seja, JMF condena, “com muito mais veemência, a tortura feita pelos americanos do que a que era feita por Saddam”. Incomoda-se mais com “a morte de inocentes às mãos do governo democrático de Israel do que às mãos dos terroristas palestinianos”. “É por isso que, em suma” – continua – “há coisas que me indignam mais que outras. Porque gostava que o nosso lado, o lado da democracia, não tivesse tantos telhados de vidro.”
Compreendendo e partilhando naturalmente a sua preocupação com a democracia, irei tentar explicar-lhe em próximos postes porque penso exactamente o contrário. [PPM]

Por isso é que ele anda sempre tão tenso



"Não sei o que é uma sarapitola"
Francisco Louçã em entrevista ao Independente

Dia de Slobodan Milosevic



Antigo líder do partido comunista jugoslavo, Milosevic converteu-se ao nacionalismo xenófobo. Iniciou guerras contra a Croácia e a Bósnia, arquitectando uma política de limpeza étnica no Kosovo. Em Abril de 2001, foi preso e, agora, está a ser julgado por crimes de guerra. Foi este “carniceiro dos Balcãs” que o PCP e o Bloco de Esquerda defenderam contra a “agressão” da NATO aquando da guerra do Kosovo. Lembram-se? [Vasco Rato]

quinta-feira, maio 20, 2004

Schmitt calling Gorjão

You, dear Paulo (not Portas, the other one), are not with us. You, therefore, must be against us. Carl Schmitt thanks you and suggests that you come again soon.

Onde é que já vimos jornalistas assim?

Hoping for the worst
Toby Harnden talks to an anti-war journalist who wants to see more Iraqis die — so that Bush will be thrown out in November


É preciso subscrever a versão electrónica da Spectator, o que não custa nada. O artigo do correspondente do Daily Telegraph no Médio Oriente é fantástico. Parece que está a falar de alguns jornalistas e blogueiros de esquerda que todos nós conhecemos.
A conclusão é fatal. Ora leia só numa tradução apressada:

Seja qual tiver sido a nossa opinião sobre a guerra antes de esta ter sido lançada, é imperioso que sejam derrotadas as forças do nacionalismo árabe e do Islamismo que agora ameaçam destruir o Iraque. Se a América falhar no Iraque seremos nós todos ocidentais, e não somente Bush, que iremos sofrer. Mas aqueles que estarão em maior perigo, obviamente, serão os iraquianos, que merecem mais do que ver o seu país tratado como um campo de jogos eleitorais pela esquerda ou pela direita americana. Desejar outra coisa é tão doentio como os sorrisos nas caras dos torturadores de Abu Ghraib. [PPM]

Ainda Joy Division (I)


New Dawn Fades

Change of speed, a change of style
A change of scene, with no regrets
A chance to watch
admire the distance
Still occupied - though you forget
Different colours, different shades
Over each mistakes were made
I took the blame
Directionless, so plain to see
A loaded gun won't set you free
So you say

We'll share a drink and step outside
An angry voice and one who cried
We'll give you everything and more
The strain's too much,
can't take much more
Oh I've walked on water,
run through fire
Can't seem to feel it anymore
It was me - waiting for me
Hoping for something more
Me - see me in this time -
Hoping for something else


[Vasco Rato]

A selecção do Adufe Scolari

O Mister Adufe Scolari teve a bela ideia de criar uma selecção da blogosfera e convocou aqui O Acidental para extremo-direito. Foi uma honra, Mister Adufe Scolari, sermos convocados e logo para o lugar do polivalente e brilhante Miguel. Mas, Mister, se puder fazer mais um favor, nas conferências de imprensa chame-nos antes defesa-direito, que é mais acertado. Nós não gostamos de extremos - eles costumam tocar-se - e queremos ficar bem longe do extremo-esquerdo Barnabé. Obrigado. [PPM]

O chefe recomenda

Não sei se este é o mesmo João Sousa que há uns tempos tinha um belo sítio, mas o Sem Emenda merece ser visitado. O Acidental recomenda.

Hoje é dia de Enver Hoxha



O tirano aterrorizou a Albânia entre 1944 e 1985. Durante estes 41 anos, isolou o país do mundo e tranformou-o no mais pobre da Europa. Declarou a Albânia um país ateu, o primeiro do mundo, reprimindo todas as expressões de liberdade religiosa. Matou centenas de milhares e transformou um país num gigantesco campo de concentração. Hoxha foi a inspiração da UDP, partido de Luís Fazenda e do “Major” Tomé, hoje uma das forças políticas que integram o Bloco de Esquerda. [Vasco Rato]

Obviamente, condenamos



Nós não somos iguais a alguma esquerda blogueira e mediática, que só vê e só condena aquilo que lhe interessa ideologicamente.
Vê e condena como nós os abusos verificados no Iraque, mas fica cega, surda e muda perante os abusos verificados em Portugal durante o PREC - e ainda nos acusa de relativismo por os condenarmos.
Vê e condena o que aconteceu ontem em Gaza, como nós, mas desvaloriza ou simplesmente esquece o acto assassino premeditado de snipers palestinianos que liquidaram a sangue-frio uma mãe grávida e as suas quatro filhas (esta é para o Terras do Nunca).
Nós vemos e condenamos sem qualquer preconceito ideológico o que ontem se passou em Gaza.O ataque do exército israelita a uma manifestação palestiniana que matou 10 manifestantes e feriu dezenas de palestinianos, incluindo crianças, só pode ser condenado. Como também o foi pelas "tenebrosas" lideranças das forças da coligação, desde logo por Washington e Londres. [PPM]

Contra Todas As Torturas

A petição do Acidental contra todas as torturas continua a crescer, mas continua também a precisar das vossas assinaturas. Como esperávamos, já foi manchada por um insulto cobarde, obviamente anónimo, o que só demonstra o baixíssimo nível da esquerda a que temos direito e a importância de continuarmos a lutar pelas nossas causas.
Não queria deixar de agradecer a todos os signatários que até agora tiveram a coragem de assumir, com o nome verdadeiro, esta iniciativa. Não desvalorizando outros subscritores, bem pelo contrário, tenho aqui particularmente de manifestar a minha enorme consideração por um político no activo, que dá sempre a cara ao manifesto por todas as causas que considera justas.
Neste mesmo sentido desenvolveu inúmeras iniciativas e apresentou outras tantas propostas em defesa dos direitos humanos como eurodeputado no Parlamento Europeu. Ele chama-se José Ribeiro e Castro, é meu director num outro blogue onde me orgulho de colaborar, o blog do Caldas, e a sua forma empenhada e solidária de estar na política só pode merecer o respeito de todos. É por existirem pessoas como ele, que vale a pena continuar a acreditar na importância dos partidos. Eu voto em si, Ribeiro e Castro. [PPM]

Isto está a começar a melhorar

Europeias
PSD/CDS-PP e PS empatados nas intenções de voto - sondagem Visão
2004-05-20, 10h14

Lisboa, 20 mai (Lusa) -A coligação PSD/CDS-PP e o Partido Socialista estão empatados nas intenções de voto para as eleições europeias de 13 de Junho, com 34 por cento, segundo uma sondagem TNS Euroteste -Visão divulgada hoje.
A coligação "Força Portugal", liderada por João de Deus Pinheiro, e a lista do PS, encabeçada por António Sousa Franco, registam ambos 34 por cento de intenções de voto nas eleições ao Parlamento Europeu, segundo a sondagem da Visão, que indica ainda a CDU como o terceiro mais votado, com 4 por cento.
A coligação comunista liderada por Ilda Figueiredo está um ponto percentual acima da lista do Bloco de Esquerda, liderada por Miguel Portas, que na sondagem da Visão regista 3 por cento das intenções de voto.

quarta-feira, maio 19, 2004

Em Terras do Nunca lemos os textos do princípio ao fim

O Terras do Nunca chamar-se-á assim porque o JMF Nunca lê os textos do princípio ao fim? Parece que sim, porque de outra forma, pensava mais um bocadinho e procurava justificar melhor as suas opiniões, de preferência com factos e não com gargalhadas. Depois da primeira mini-polémica que mantivemos, esperava mais do JMF. Nunca me passou pela cabeça que os seus argumentos se resumissem a tão pouco. [PPM]

Porque O Acidental não é neutro


Ferro: o papagaio de Zapatero



Ferro Rodrigues tem aproximado significativamente o seu discurso das posições assumidas por José Luís Zapatero, o socialista que governa os espanhóis, sobretudo no que respeita à intervenção no Iraque e a um crescente e descabelado anti-americanismo.
O que Ferro não parece compreender é que esta atitude põe em causa uma das linhas permanentes da política externa portuguesa, que sempre distinguiu e continua a distinguir internacionalmente o nosso País: a preservação empenhada do vínculo transatlântico, marca de água da nossa diferença essencial em relação a Espanha, tradicionalmente mais inclinada para as relações com a América do Sul. É certo que, com Aznar e Durão Barroso, se esbateu essa mesma diferença das duas diplomacias, mas foi o ex-presidente do Conselho espanhol quem alterou a habitual distância política de Madrid em relação a Washington.
O que Ferro Rodrigues propõe agora é algo de completamente diferente e que, levado à prática, significará o alinhamento seguidista e naturalmente nivelado por baixo de Portugal com a política externa espanhola. Em suma, será a resignação nacional a uma posição secundária nas Relações Internacionais perante a Espanha. [PPM]

Contra Todas As Torturas

“O Acidental” lançou um abaixo-assinado para se saber toda a verdade sobre as bárbaras torturas de 1975. Porque nenhuma tortura pode ficar impune, está na altura de se fazer a justiça que sempre foi negada. O número de subscritores continua a crescer, e já ultrapassou a primeira centena. Assine também. [PPM]

O eterno retorno do fascismo (II)




Parece que António Costa está empenhado em elevar a retórica da campanha eleitoral para as Europeias. Disse o candidato socialista que “os candidatos do PP na lista da coligação vão sentar-se na extrema-direita do Parlamento Europeu, onde o antigo partido fascista italiano é o principal parceiro do doutor Paulo Portas". Duas observações.
Primeira, o grupo UEN-"União para a Europa das Nações" a que o CDS/PP pertence inclui o Fianna Fail, partido que governa a Irlanda e que actualmente ocupa a presidência da União Europeia. Significa isto que a Irlanda é governada por um partido de extrema-direita? Será que a Irlanda é fascista? O “antigo partido fascista italiano” referido por Costa faz parte da coligação governamental italiana e o seu líder é vice-primeiro-ministro. Significa isto que a Itália é um país com um regime fascista? Se assim é, porque razão é que Costa não pede sanções europeias contra estes dois governos? Recorde-se que o governo de António Guterres (de que Costa fazia parte) avançou com sanções contra a Áustria quando o partido de extrema-direita de Jorg Haider entrou para o governo.
Segunda observação: e o que dizer das companhias de Costa na bancada parlamentar do PS? Pelo menos dois “antigos” dirigentes do PCP ocupavam as vice-presidências da bancada socialista quando Costa a liderava. E o ex-PCP, Pina Moura, não foi colega de governo de Costa? E que dizer quando o actual líder do PS, segundo o próprio, era em 1975 um leninista? Não esquecer ainda Mário Soares, que, durante o Estado Novo, militou no partido de Cunhal. E não esquecer também o deputado socialista Raimundo Narciso: nos anos 70, liderou a ARA, grupo armado do PCP que se dedicava a colocar bombas para derrubar o fascismo. Finalmente, estou enganado ou não houve um ministro da Defesa de Guterres que foi também ministro da Educação de Marcello Caetano? Más companhias?? [Vasco Rato]

O eterno retorno do fascismo (I)



O Bloco de Esquerda afirma que as Concordatas equivalem à "sobrevivência das relações entre a Igreja e os regimes fascistas". Uma vez que foi renegociada a Concordata entre o Vaticano e o Estado português, pode concluir-se que este é um regime fascista? Que a Igreja portuguesa (incluindo o bispo Januário e os capelistas do Rato) é fascista? Que os católicos são fascistas? Seria caricato, se não saísse da boca de um fascista vermelho que ainda hoje encontra a sua inspiração ideológica no assassino em massa (serial killer) que foi Leon Trotsky. [Vasco Rato]

Dia de Pol Pot



Pol Pot morreu em 1998. Nos anos 50, em França, adopta o marxismo. Em 1962, torna-se secretário-geral do Partido Comunista do Cambodja. No poder entre 1975 e 1979, mata mais de um milhão de pessoas. Objectivo: construir a utopia socialista. [Vasco Rato]

terça-feira, maio 18, 2004

A insubstituível


Sylvia Plath

[Vasco Rato]

Contra Todas as Torturas

“O Acidental” lançou um abaixo-assinado para se saber toda a verdade sobre as torturas de 1975. Porque nenhuma tortura pode ficar impune, está na altura de se fazer a justiça que sempre foi negada. O número de subscritores continua a crescer, aproximando-se agora da primeira centena. Assine também.

Ferro: o papagaio de Chirac


Em política externa, o dr. Ferro Rodrigues não resiste ao disparate. Primeiro, nomeou Ana Gomes como rosto do partido para as questões internacionais. Depois, durante a guerra do Iraque, rompeu um consenso interpartidário de 30 anos que privilegiou a relação transatlântica. Agora, segundo o "Diário de Notícias", brinda-nos com esta pérola: «Não admitimos que haja uma Europa europeia e uma Europa pró-senhor Bush».
Ferro não admite que haja governos europeus que possam pensar de forma diferente? Se Ferro não admite que “os outros” possam ter “posições diferentes”, é evidente que “os outros” não podem admitir que Portugal tenha "posições diferentes". Isto é, Ferro simplesmente “não admite” que Portugal seja um país soberano. Este “pensamento” deveria ser suficiente para exclui-lo da liderança do PS. Afinal, a Constituição da República afirma que o país é soberano e independente.
Mas a questão que se coloca é a seguinte: quem estabelece quais são “as posições” que uma “Europa europeia” deve assumir? O senhor Jacques Chirac? Recorde-se que a declaração de Ferro é um eco do célebre “aviso” que Chirac fez aos países de Leste quando declarou que “perderam uma boa oportunidade para estarem calados”. Ferro também perdeu uma boa oportunidade para estar calado. A sua afirmação é arrogante e reveladora de uma intolerância inaceitável relativamente aos parceiros europeus (é útil recordar que a esmagadora maioria dos países da União apoiaram a guerra do Iraque; que as posições de Ferro, Chirac e Schroeder é que foram minoritárias).
Ferro, no fundo, quer que seja o eixo franco-alemão a definir o interesse nacional português. Que sejam Schroeder e Chirac a determinar a política externa da Europa. Quer, muito simplesmente, uma Europa dominada por Paris e Berlim.
Uma última dúvida. Se Barroso é seguidista porque apoia os Estados Unidos, não será Ferro seguidista em relação a Chirac? Seguir a França só fica bem a um jacobino. Mas Ferro lidera um partido português que, tanto quanto se sabe, ainda defende o interesse nacional. [Vasco Rato]

A pedagogia da parede (hoje é dia de Che)



Luís Ortega, jornalista cubano que escreveu o livro "Yo Soy El Che!", afirma que Guevara deu ordem para executar 1,897 pessoas. No livro "Che Guevara: A Biography," Daniel James afirma que Che lhe confessou ter aprovado "vários milhares" de execuções. O mesmo Che Guevara que é hoje uma figura de culto para os jovens do PCP e do Bloco de Esquerda (para não falar do Barnabé).
A pedagogia da parede continua a ter adeptos. [Vasco Rato]

Um fait-divers da extrema esquerda ou eles além de perigosos são...



Tentando contribuir para a memória da "gloriosa história" da UDP, recordo o célebre episódio da visita do camarada Major Tomé ao farol da revolução, a Albânia, em 1975 ou 1976. Resumindo a historieta, foi explicado ao camarada Tomé que o uso de suporte capilar por cima do lábio superior não estaria de acordo com os canônes revolucionários e que não lhe seria permitido entrar nesse paraíso terreno com o respectivo adereço. Não havendo tempo para reunir o comité (ou outro orgão qualquer... who cares?) foi forçado o Major a uma profunda reflexão: seria o bigode um entrave à revolução?
Reza a história, que de facto o camarada conseguiu entrar no "paraíso" e logo teve de cortar o dito... (parece no entretanto que o uso do bigode deixou entretanto de constituir um problema para estes revolucionários). [Pedro Marques Lopes]

Retrato-robot do anónimo da blogosfera


Anónimos de toda a blogosfera, uni-vos!

PS. Quero esclarecer que nada tenho contra os anónimos da blogosfera, em geral, desde que não sejam insultuosos e preservem alguma lucidez e elevação no debate. O que não aceito é anónimos que nos insultam com os piores impropérios e, à mais ligeira provocação, desatam a ameaçar-nos com "bengaladas", "AK-47" e até "snipers". Curiosamente, dizem-se democratas de esquerda, mas o verniz democrático parece estalar com a maior das facilidades. As ameaças, só por si, são passíveis de procedimento criminal. E não nos metem medo. Bem pelo contrário. [PPM]

Gás sarin no Iraque

A confirmar-se a notícia de que gás sarin foi encontrado no Iraque, o que fará o Bloco de Esquerda aos cartazes da "mentira"? E o que dirão os nossos estimados barnabés? Bem podem limpar as mãos à parede e confessar finalmente a verdade: toda a gente acreditava, antes da intervenção no Iraque, que Saddam Hussein estava a desenvolver programas para adquirir armas de destruição maciça. Quem eram os mentirosos, quem são? [PPM]

segunda-feira, maio 17, 2004

Mon ami Barnabé

A insegurança vivida no Iraque tem sido agravada pela inacção da França e da Alemanha. Se o presidente francês, Jacques Chirac, estivesse genuinamente empenhado em democratizar o Iraque, há muito que teria enviado forças militares para o país.
Enquanto os países da coligação agem para estabilizar o Iraque, a França e outros Estados que tais esperam que a coligação seja “castigada pela sua arrogância”. Por cá, o BE/Barnabé partilha da expectativa de Chirac. No fundo, para marcarem “pontos” políticos, não se importam de abandonar os iraquianos à sua sorte. [Vasco Rato]

Mais uma bomba iraquiana

Dia após dia, as televisões ocidentais mostram soldados americanos mortos e fundamentalistas islâmicos a manifestarem-se contra os “ocupantes”. Os “media”, e a televisão em particular, privilegiam o acontecimento dramático, a “má notícia” e, por isso, desvalorizam o que “corre bem” no Iraque. As imagens não mentem; apenas revelam um fragmento da realidade.
Seria de um descomunal autismo dizer que tudo corre bem. É inteiramente desonesto afirmar que a coligação se encontra num atoleiro tipo Vietname. Mas, à medida em que a transferência de soberania se aproxima, grupos minoritários, sem base de apoio significativo, intensificarão os ataques contra a coligação. Mais ataques terroristas, como os de hoje, irão seguir-se até Junho. [Vasco Rato]



O dia da UDP



Hoje é dia da UDP. Sim, da União Democrática Popular, esse pequeno grupo maoísta que faz parte do Bloco de Esquerda. Cuidado com eles... [Vasco Rato]

A diferença ocidental

Muitos foram os que “condenaram” os terroristas que decapitaram Nick Berg, um civil americano à procura de trabalho no Iraque. Porém, essas mesmas pessoas acrescentaram imediatamente que se tratava de um acto de vingança pelos abusos cometidos contra prisioneiros em Abu Ghraib. Convém não esquecer uma distinção fundamental: quem abusou dos prisioneiros está sujeito a leis que castigam tais comportamentos. Os assassinos de Berg pretendem construir um mundo onde não existem leis para proteger inocentes, onde os infiéis merecem morrer não por aquilo que fizeram, mas por aquilo que são - ocidentais. Essa diferença explica porque estamos em guerra contra o terrorismo. [Vasco Rato]

O amigo da onça

Francisco Sarsfield Cabral, hoje, no "DN", escreve: “Os comissários europeus da agricultura, Franz Fischler, e do comércio internacional, Pascal Lamy (que é francês e foi o braço-direito de Delors), propuseram que a UE suspendesse os subsídios às exportações agrícolas, se os seus parceiros comerciais fizessem o mesmo. Tais subsídios representam apenas 6 por cento das ajudas aos agricultores da UE. Pois logo a França se opôs. O que não impede o Governo francês de se apresentar como o amigo dos países pobres.” [Vasco Rato]

Razões para combater o Bloco de Esquerda

Durante o fim de semana, vários dirigentes do PSD, incluindo Durão Barroso, fizeram duras críticas ao Bloco de Esquerda. Já não era sem tempo. Finalmente, perceberam que o Bloco não é um partido de rapazes simpáticos que dizem umas coisas com graça.
O discurso do Bloco é perigoso porque é profundamente anti-político, visando destruir a credibilidade do regime democrático e dos seus agentes. É esse objectivo que explica as insinuações e as mentiras. É um discurso de terra queimada que tem como intuito a descredibilização das pessoas e das instituições. Surpreendente? Não. Afinal de contas, como os partidos que compõem o BE deixam bem claro, pretende-se nada menos do que a revolução e a destruição do capitalismo.
Convém levá-los a sério. [Vasco Rato]

O silêncio dos culpados

À falta de argumentos, arranjam-se estas desculpas esfarrapadas. Depois de Pacheco Pereira, Vasco Graça Moura e Rui Ramos terem referido e citado o "Relatório da Comissão de Averiguação de Violências sobre Presos sujeitos às Autoridades Militares", onde se revelam algumas das mais tenebrosas torturas praticadas no PREC - eufemisticamente descritas pela esquerda como "sevícias" - tinha de aparecer o argumento do "relativismo". Ou seja, segundo a esquerda mediática, quem cita o Relatório, está implicitamente a justificar as torturas praticadas no Iraque.
Por mais que se repita uma mentira, ela não se torna verdade. Aqui, no Acidental, já várias vezes insistimos na condenação de todos os tipos de tortura. Repetimos que têm de ser encontrados e julgados os culpados pelos inaceitáveis abusos praticados no Iraque. O mesmo, aliás, tem sido repetido por Washington, Londres e Lisboa: apure-se a verdade - mas a verdade toda, não aquela que alguns barnabés e alguma imprensa sensacionalista têm inventado - e julguem-se os culpados. As responsabilidades têm de ser assumidas.
O mesmo já não se pode dizer da esquerda, tão justicialista e veemente, mas só naquilo que lhe interessa. Perante o relatório das extremas violências do PREC, preferiu esconder-se atrás do manto diáfano do silêncio. Alguém leu a condenação do Barnabé aos actos criminosos praticados depois do 25 de Abril? Eu não.

Da democracia no Médio Oriente


"Mais de 150 mil pessoas, segundo os organizadores (fontes policiais referem 100 mil), concentraram-se ontem [sábado] ao fim da tarde na Praça Yitzhak Rabin, em Telavive, para uma manifestação a favor da retirada israelita da Faixa de Gaza e da reabertura das negociações com a Autoridade Palestiniana. Trata-se da mais importante manifestação a favor da paz desde há vários anos" (do jornal Público).

No Médio Oriente, Israel é o único país onde tal seria possível. Nunca vi manifestações destas na Palestina. São os benefícios da democracia.

Retrato-robot do anónimo da blogosfera


Anónimos de toda a blogosfera,uni-vos!

Esta manchete não vos interessa?



Capa do "Daily Mirror" em que a direcção do jornal reconhece ter sido enganada ao publicar falsas imagens de "torturas" de soldados britânicos a iraquianos, prometendo revelar quem foram as fontes.

Contra Todas as Torturas

O “Público” de 13 de Maio de 2004 revela as torturas infligidas a presos políticos no nosso país em 1975. Grande parte delas teve lugar no RALIS e no Regimento da Polícia Militar, ambas na vanguarda da “revolução socialista”. Em 1976, foi criada uma “Comissão de Averiguação de Violências sobre Presos Sujeitos às Autoridades Militares”, a qual publicou um relatório sobre as suas averiguações.
No Prólogo escrito pelo então Presidente da República, Costa Gomes, afirma-se que “Portugal viu-se numa situação de Não-Direito, onde as mais desregradas, sórdidas e desencontradas paixões humanas deram campo ao exercício tumultuário do aviltamento colectivo”.
Acrescenta-se ainda que a esta situação “patenteia a vertigem ou a antecâmara do Estado Totalitário Moderno”. Estas acusações são, politicamente, muito graves. Não vale a pena descrever as torturas e as sevícias infligidas aos presos (estão descritas no “Público” de 13 de Maio de 2004 e no Independente de 14 de Maio de 2004).
Vejam as imagens chocantes que chegam do Iraque e percebem o que se passou em Portugal em 1975. No entanto, nenhum responsável político ou militar foi punido pelo que aconteceu. Quando se comemoram os trinta anos do 25 de Abril, temos o direito de saber o que aconteceu. Queremos saber se houve envolvimento dos responsáveis do MFA e dos dirigentes das forças políticas de extrema-esquerda. Como muitos disseram a propósito do Iraque – e nós concordamos – estas situações não podem acontecer num Estado democrático. Quem foram os responsáveis e onde estão eles hoje?
“O Acidental” lançou um abaixo-assinado para exigir que se saiba toda a verdade sobre as torturas de 1975. Apela igualmente às vítimas das torturas que contem o que aconteceu. Está na altura de se fazer a justiça que sempre lhes foi negada. Assine também.

SLB, SLB, SLB, SLB! Glorioso SLB, SLB, SLB, SLB



Desculpa lá, João, mas hoje é dia de festejar o Benfica. Não é todos os dias que se ganha uma Taça de Portugal a um dos finalistas da Liga dos Campeões Europeus. VIVA O BENFICA! [PPM]

sexta-feira, maio 14, 2004

Entourages? Não sei do que é que estás a falar...

Corremos o risco de isto parecer um daqueles chats anónimos, Vasco, mas não, não sei quem é esse tal de Manel. Não é o outro, pois não? Aquele que pede para lhe fazerem perguntas? Olha, estou aqui ligado à SIC/Notícias e, enquanto passavam o trânsito, ouviu-se o som do pivô a bocejar em directo. Foi contagiante. Até segunda.
Bom fim-de-semana para todos. [PPM]

Paulo:

Não vale a pena telefonares. Eu não atendo ninguém, excepto se for o Luciano. Olha, já agora, ó Paulo, conheces o Manel? O tipo que inventou a entourage? O gajo é parvo. Falamos na segunda. [Vasco Rato]

Ó Vasco, Vasco, Ó VASCO, ONDE É QUE FOSTE?

Não me atendes o telefone, não me ligas nenhuma, meu grande salafrário, olha que as audiências estão a descer a pique, onde é que foste, homem? Estou aqui, estou como aos barnabés e ainda te ponho numa fotografia ao lado do Aznar e do Bush no Rossio. Isso era o que tu querias, ponho-te é com o Louçã, o Rosas e o Daniel Oliveira, de punho erguido e cravo na lapela. Acuso-te de andares em lugares mal-frequentados, tipo sede do Bloco de Esquerda ou concerto do Vitorino! Ò Vasco, VASCO, atende o telefone, pá, porque é que ainda não postaste nada hoje, homem? [PPM]

Vão chamar padrinho a outro

Isto vai de mal a pior e não era esta a imagem que vos queria
apresentar desta minha carinhosa pessoa. Mas já que fiz o raio do teste, olhem só o filme que eu sou:

[PPM]