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sexta-feira, abril 30, 2004

Blogues em branco

Quanto ao meu estimado Paulo Gorjão, do Bloguítica, tenho dúvidas se não deveria estar numa categoria isolada, tipo blogues em branco, depois de ter visto que por razões de fulanização política pensa abster-se nas próximas europeias. E então as ideias, não contam, Paulo?

Trabalhos de casa

A minha lista de "linques" está a precisar de umas alterações, nomeadamente na arrumação. Há esquerdistas de estimação que já não são tão estimáveis e há outros que estão nas ligações perigosas e deveriam estar talvez nos esquerdistas de estimação. A minha regra de não ter blogues anónimos também está a ser difícil de cumprir, até porque existem alguns a que faço visitas diárias, como é o caso deste Esquizóide Raivoso , entre outros, e que já mereciam menção. Fica para outro dia, que agora já se faz tarde para esses aperfeiçoamentos.

Nós e os outros

Paulo Rocha Rigueira, com inteira cordialidade, reconheça-se, pretende pôr em causa a minha opinião sobre o angelismo e o moralismo com que alguma esquerda blogueira - e não só - comenta os factos internacionais.
Considera ainda, citando pelo meio Joseph Nye, que a moralidade está sempre presente nas Relações Internacionais, acrescentando que sou simplista na sua abordagem. Longe de mim recomendar-lhe algumas leituras, até porque a fraqueza da minha licenciatura em Relações Internacionais não me permite tal imodéstia. Mas tenho de dizer-lhe que, em autores na matéria em causa, prefiro de longe John Mearsheimer (The Tragedy of Great Power Politics, por exemplo) ou mesmo Tucídedes. Mas gostos não se discutem e a permanente citação de autores revela alguma insegurança nos argumentos próprios.
É precisamente por ser conservador que apoio a intervenção no Iraque - e não por espírito messiânico ou sentido moralista, fraquezas que têm aliás, de alguma forma, afectado o raciocínio lógico de ambas as partes da contenda (refiro-me, neste caso, a defensores e opositores do ataque aliado). Tenho aliás cada vez mais dúvidas que seja possível implantar a democracia ocidental, tal como a conhecemos, na antiga Mesopotâmia.
Defendi e continuo a defender a intervenção no Iraque porque, exactamente como conservador, considero que Saddam Hussein representava um perigo para a segurança internacional - a começar pela própria região - e uma evidente ameaça à já de si escassa credibilidade das Nações Unidas. Como se pode verificar através da leitura do livro do insuspeito Hans Blix, Saddam possuía de facto programas de produção de armas de destruição maciça, mesmo que a esquerda blogueira insista em ignorar tal evidência.
Como diz aliás, e muito bem, o próprio Paulo Rocha Rigueira, "um conservador é pela ordem internacional e não por aventuras morais de propagação da democracia". É isso mesmo, a mim basta-me que o Iraque se torne um país previsível, onde reine a lei e a ordem - o que, reconheço, ainda não acontece hoje e vai demorar algum tempo a ser conseguido. Já agora, para que não fique com o monopólio das citações, recomendo-lhe a leitura daquela que é para mim a mini-bíblia do pensamento conservador: On Being Conservative, de Michael Oakeshott, deixando-lhe também uma pequena frase que resume a minha justificação para apoiar intervenções como a que deu lugar à guerra do Iraque: O conservador olha para as situações tendo em conta a sua propensão para pôr em causa a familiaridade das circunstâncias do mundo em que vive. E é tudo, para já.

A não perder II

O artigo assinado pelo jornalista Carlos Gonçalo Morais, pág. 8 do Independente, sobre a condecoração de Isabel do Carmo. Infelizmente, não existe ligação directa para o texto. Com o título sugestivo "De condenada a condecorada", dá-nos a conhecer o percurso sinuoso da recém-laureada com a Ordem da Liberdade. A senhora não só foi condenada a 11 anos de prisão pelo Tribunal Criminal da Comarca de Lisboa - ao contrário do que certa comunicação social menos rigorosa tinha argumentado para procurar justificar o acto de Jorge Sampaio, dizendo que havia sido absolvida -, como a sentença foi confirmada pela Relação. Mais tarde o Supremo anulou o julgamento e mandou repeti-lo, mas a brigadista revolucionária acabou amnistiada em 1982. Assaltos vários e atentados bombistas diversos, já depois do 25 de Abril de 1974, entre os quais se conta uma bomba na sede do CDS no Porto, a 13 de Março de 1976, marcam o currículo vergonhoso da condecorada de Sampaio. Para além de dois mortos na inconsciência.

A não perder

O retrato do Bloco de Esquerda, de Vasco Pulido Valente, no "Diário de Notícias". Não resisto a publicá-lo na íntegra. Simplesmente genial.

Existem?

Apareceu por Lisboa um cartaz do BE, que demonstra bem a puerilidade da congregação. O cartaz tem o retrato de Barroso, Bush, Blair e Aznar e este comentário: «Eles mentem, eles perdem.» A ideia foi manifestamente sugerida pelo sucesso de Zapatero em Espanha e pretende insinuar que do mesmo erro, a mentira, se vai seguir a mesma consequência, a derrota. Isto não passa, como qualquer adulto compreende, de uma excitação de «intelectuais». Não deve haver (como antes da matança de Madrid não havia em Espanha) mais do que uma ínfima percentagem de votos determinada, exclusiva ou principalmente, pelo apoio à guerra do Iraque; e não há com certeza muita gente que saiba de ciência certa o que são ADM ou que se entenda no labirinto das mentiras de Bush e Blair (de resto, em substância diferentes das que depois repetiram os comparsas). Pior: ninguém percebe o que «perdem», ou perderam, Barroso, Blair e Bush. Mas, para lá desta evidência e do que ela revela sobre a cabecinha tonta e trotskista do sr. Louçã, o BE também anuncia audaciosamente a Portugal, à Europa e ao mundo o castigo (presumo que divino) de Bush e Blair, respectivamente em Novembro deste ano e em 2005, como prelúdio, em 2006, à queda de Barroso e à entronização de uma vingadora Esquerda (que se distingue especialmente por não existir). Até aqui, o «Bloco» reservava a especialidade «bruxa» à iniciativa privada. Agora, não. Porquê? Porque, fora a ritual indignação do sr. Louçã, o «Bloco» já não tem nada a dizer. É um receptáculo de causas da moda; um grupinho de amigos que mede o país pelo seu umbigo. Blair, Bush e Aznar nas ruas de Lisboa parecem um lapso na paisagem. Como o BE na política portuguesa. E uma pessoa quase que não consegue acreditar: no cartaz, no sr. Louçã e no sr. Portas. Verdade que existem? Ou são só uma telenovela?

O baixo nível de Louçã

Estou a ouvir a reprimenda do primeiro-ministro a insinuações inacreditáveis do deputado Francisco Louçã sobre um concurso público, baseadas apenas em insultuosas invenções. A impunidade do Bloco de Esquerda deveria ter limites, mas, pelos vistos, não tem. A democracia tem de proteger-se contra estes comportamentos de quem acusa mas nada prova. Quero ver o que os camaradas blogueiros e a camaradagem da imprensa vai dizer hoje e amanhã sobre este comportamento demagógico e populista do líder do Bloco. Nada, certamente. E é tão ridícula esta pose de padreco do camarada Louçã...

quinta-feira, abril 29, 2004

Chamem-lhe Ordem da Liberdade IV

- Acreditou então na ilusão de alcançar um objectivo. Mas qual? Chegar ao poder? Intervir radicalmente na organização da sociedade de modo a alterná-la totalmente?
Isabel do Carmo - Eu pessoalmente nunca quis chegar ao poder. Mas sempre considerei que as pessoas da minha área deviam chegar.
- Como? Se não era através de eleições...
IC - Por eleições não. Pensava que poderia haver um movimento insurreccional, desarmado - embora protegido pelas armas -, de massas na rua. Aliás isso esteve à beira de acontecer.


Entrevista ao "Público", no aniversário dos 20 anos do 25 de Abril

Chamem-lhe Ordem da Liberdade III

- A partir de quando é que se tornou claro que o Otelo poderia vir a ser a vossa referência, a vossa bandeira e o vosso rosto?
Isabel do Carmo - Imediatamente. Embora ao princípio, algumas declarações dele tivessem sido contraditórias, o Otelo tornou-se muito aberto a certas formas radicais de organização popular. Desde o início protegeu as comissões de trabalhadores e de moradores. E à sua volta, no COPCON, formou-se um grupo de militares muito abertos ao diálogo
connosco. Não se via outra solução nessa altura que não fosse um regime socialista para resolver os problemas económicos das pessoas...


Entrevista ao "Público", no aniversário dos 20 anos do 25 de Abril

Chamem-lhe Ordem da Liberdade II

- Que relações tinham, antes de Abril de 74, com outras "oposições"? Entre aquela ambiguidade que juntava todos contra o fascismo e as várias clivagens entre os diversos movimentos, como se processavam as coisas?
Isabel do Carmo - Era um mar de clivagens. Com o PC essas relações eram péssimas. Depois de sairmos de lá, se pudessem ter-nos-iam limpo da face da terra. Com os maoístas também eram péssimas, não simpatizávamos com essa corrente que considerávamos ultra-estalinista. Mas com as pessoas que vieram depois a formar o MES e com algumas das que mais tarde se integraram no PS, as relações sempre foram excelentes.
- Por exemplo?
IC- O Vitor Wengorovious, o Jorge Sampaio, o José Manuel Galvão Teles... Fazíamos reuniões com muita frequência em casa do Galvão Teles, na altura da CDE. Estávamos com esse pessoal que veio depois desaguar no MES e no PS.


Entrevista ao "Público", no aniversário dos 20 anos do 25 de Abril

Chamem-lhe Ordem da Liberdade

O Acidental inicia uma série de extractos de entrevistas e textos de Isabel do Carmo, recém-condecorada com a Ordem da Liberdade.

- Qual era a articulação entre as Brigadas [Revolucionárias] e o PRP?
Isabel do Carmo - Formam-se as Brigadas justamente para corresponder a esta necessidade da via armada. Tínhamos a noção, o Carlos Antunes e eu, que em Portugal se falava muito e se fazia pouco, distribuíam-se muitos papéis entre os amigos, textos muitos ideológicos, palavrosos, mas... fazia-se pouco. Decidimos que não faríamos nenhum papel. E não fizemos até à nossa primeira acção...
... que foi?
IC - ... a Fonte da Telha: a explosão de uma base da NATO. As Brigadas eram de facto dominantes, mas como existia um conjunto muito amplo de gente que não estava envolvida embora actuasse em diversas outras áreas, criou-se então o PRP. Entretanto, as Brigadas iam levando a cabo muitas acções armadas, foi de longe a organização que mais acções concretizou. Nunca morreu ninguém - à excepção de dois militantes, ao montarem uma bomba.


Entrevista ao "Público", no aniversário dos 20 anos do 25 de Abril

Os amigos do eixo



Schröder promete incorporar a España al eje París-Berlín
Título do El País de hoje, a propósito da visita de José Luis Zapatero a Berlim

Comentário: Quem é seguidista, quem é?

Força Portugal III

Não há também pachorra para o "argumento do golfe". Será que gostar de jogar golfe desqualifica automaticamente um candidato? Calculo que Sousa Franco também pratique um desporto qualquer, nem que seja a bisca lambida ou o burro em pé. Miguel Portas deve jogar à sardinha ou ao braço-de-ferro com o camarada Louçã. E não me custa nada acreditar que Manuel Monteiro seja perito nos matraquilhos e campeão de bilhar.

quarta-feira, abril 28, 2004

Força Portugal II

O levantamento pela Comissão Europeia do procedimento por défice excessivo sobre Portugal deveria ser uma notícia aplaudida por qualquer português. O que estava em causa era o bom nome e a credibilidade do país nas instituições internacionais a que pertence. Ninguém pode esquecer agora que António Guterres e Sousa Franco foram os responsáveis por essa falta de crédito junto da União. Antes ser um esforçado "bom aluno" do que estar sentado virado para a parede com orelhas de burro, depois de ter sido apanhado a mentir em público. As declarações de Ferro Rodrigues hoje no Parlamento só podem ser atribuídas à falta de vergonha em que o PS se tem vindo a especializar. O mais ridículo é que lia um papelinho, certamente escrito à pressa pelo pai do défice excessivo. Sim, refiro-me ao ex-ministro das Finanças, Sousa Franco.

Força Portugal

A urticária que o nome de João de Deus Pinheiro tem provocado na esquerda comentadeira prova que se tratou de uma belíssima escolha para cabeça de lista da aliança Força Portugal. E não me venham com os angelismos políticos do costume, em que incluo a história da falta de memória, que não lembra nem ao diabo, quanto mais a pessoas que deveriam ser adultas e têm a obrigação de ter lido mais do que os romances da condessa de Ségur.

Afinal, o Blogue de Esquerda...

...já tinha comentado a visita de Kadhafi a Bruxelas. Sempre com aquele tom angélico e aquela visão moralista das Relações Internacionais a que alguma esquerda já nos habituou, mas comentou. Ao contrário de outros. Só falta agora dar a sua opinião sobre as festas de Thabo Mbeki, mas talvez seja pedir demais.

O silêncio sobre Thabo Mbeki

Sempre tão atenta a despesas mais ou menos faustosas dos regimes democráticos, admira também o silêncio da esquerda blogueira sobre as celebrações imperiais do presidente sul-africano Thabo Mbeki, que mais tiveram a ver com o início oficial do seu segundo mandato do que com o décimo aniversário do fim do detestável apartheid (27 de Abril de 1984, dia das primeiras eleições livres). Segundo o diário "Le Monde", Thabo gastou 14 milhões de dólares para acolher cerca de 40 mil espectadores, entre os quais representantes de 119 nações, com a presença de 400 artistas. Diga-se - lembra justamente o "Le Monde" - que perto de metade da população sul-africana vive com menos de 2 dólares por dia e as desigualdades sociais vão crescendo a um ritmo assustador. É o ANC, camaradas!

Kadhafi com os anjos europeus


(Reuters)

Surpreende o silêncio da esquerda blogueira a propósito da fabulosa recepção do presidente da Comissão Europeia a Muammar Kadhafi. Se bem me lembro, quando Tony Blair o foi visitar, ia caindo o Barnabé e a Bloguítica. Não acredito que seja por causa das estreitas ligações de Romano Prodi à esquerda italiana.

PS. A fotografia reproduzida é hoje capa do jornal "The Times" e mostra Kadhafi a entrar no gabinete de Prodi em Bruxelas, passando à frente de um quadro do artista barroco, Carlo Maratta. O título diz tudo: Enter Colonel Gaddafi, on the side of the angels?

Questão prévia

O Paulo insiste que eu tenho de responder-lhe se Celeste Cardona é, ou não, uma excelente ministra da Justiça. E eu só tenho resistido a essa simples tarefa porque não me sinto mandatado para o efeito e porque, daqui a um bocado, estaríamos os dois a falar sózinhos - sector a sector, ministro a ministro - do actual Governo.
A seguir a Celeste Cardona, talvez se seguisse o secretário de Estado Nuno Magalhães ou, quem sabe, o ministro do Trabalho e da Segurança Social, Bagão Félix, ou até a secretária de Estado Teresa Caeiro. Se o Paulo jurar solenemente que nos ficamos pela ministra da Justiça, eu arranjarei um tempinho para lhe responder.

A Bomba Inteligente que resolva

Quando se fala da boca, por exemplo de uma mulher, é sempre um problema. Lábios é horrendo e cheira a esturro - tipo "beijei os lábios da minha esposa". Beiços, idem aspas. Mas boca também resulta demasiado generalista: se ela tem uma ferida no "lábio" superior - argh - não posso dizer que tem uma ferida na boca. Mas na boca, onde? São dúvidas como esta que jamais serei capaz de resolver. "Lips" -"kiss her lips" - soa muito melhor, realmente.

terça-feira, abril 27, 2004

Sim, senhor

Belo texto do Rodrigo Moita de Deus no seu Segundo Sentido. Eu só não concordo que ainda exista moral da história.

Ocidental ou Acidental

Não é que não seja um nome que eu não tenha pensado para o meu blogue. Mas o caro João Miranda do interessante Liberdade de Expressão enganou-se ao chamar-me Ocidental. A verdade, verdadinha, é que o Acidental é defensor intransigente da democracia de tipo ocidental.

Em que mãos é que ficou a Espanha?



Zapatero, versão Mr. Bean.

Quem era das FP-25 era o Otelo

Fonte fidedigna e amiga diz-me que o Carlos Antunes era do PRP-Brigadas Revolucionárias, portanto camarada de Isabel do Carmo. E não das FP-25 de Abril. O pornográfico Otelo Saraiva de Carvalho é que era das FP. Agradeço possíveis rectificações. Obrigado.

Última hora

Para o ano, Jorge Sampaio pondera condecorar Carlos Antunes das FP-25 de Abril com a Ordem da Liberdade.

A propósito da capa de hoje do "Público"

Otelo está para a democracia, como Isabel do Carmo para a liberdade.

Democracia à bomba

Como é que a brigadista Isabel do Carmo se distinguiu na "luta pela liberdade"? Só se foi à bomba e depois do 25 de Abril.

Recomendo um Lexotan

Depois de José Manuel Fernandes se ter indignado com o fato de treino do juiz Rui Teixeira, chegou agora a vez de Teresa de Sousa se excitar com a pastilha elástica do ministro Paulo Portas. Foi a Teresa de Sousa no "Público" e a "Gracinha de Sousa Botelho" no "24Horas". Recomendo-lhes outras pastilhas, talvez uns Lexotans diluídos em chá de tília.

segunda-feira, abril 26, 2004

Obrigado ao Homem a Dias...

...pelas simpáticas boas-vindas. O Homem a Dias do Alberto Gonçalves está nas minhas ligações desde o primeiro dia, mas impunha-se o agradecimento pela mensagem que me enviou directamente do seu blogue e que muito me honrou. A sério, também, sou um fiel leitor dele às sextas no "Correio da Manhã" e irei ser um fiel leitor dele às sextas na "Sábado". Claro que o Alberto Gonçalves tinha de escrever na revista mais rápida do Mundo, a única que se publica um dia antes da data que o seu próprio nome indica.

É fatal como o destino

Escrevia sobre política e logo me fugiu a mão para o "nomeadamente". Mas lá "managuiei" o meu "poste" para não ser apanhado em falso por alguma autoridade bloguiadora.

Respondo com uma pergunta

Já agora, Paulo Gorjão, será que tu és um daqueles que acredita realmente que António Costa foi um bom ministro da Justiça, ou, pelo contrário, sabes muito bem que não passou apenas de um razoável administrador dos interesses corporativos do sector, a começar pelo poderoso lobby dos advogados?

Será que vão ser repreendidos por Zapatero?

Soldados españoles matan a dos rebeldes iraquíes al repeler un ataque
Título do El País de hoje

As mais amplas liberdades

Se o regime que ela defendia fosse implantado em Portugal, a brigadista Isabel do Carmo seria agora condecorada com a Ordem da Prisão.

A minha Cuba



"É que"

E já repararam na mania do "é que"? "É que Durão Barroso não concorda com...".

Dois novos blogues

Todos os dias vou descobrindo novos blogues e há dois que vão já para as minhas ligações perigosas. Um deles, pelo bom gosto evidenciado, é o "What do you represent". Fui lá ter através da Bomba, por causa da lista de expressões e palavras a banir. O dono do "What do you represent" (parece que se chama Eduardo) dá quatro bons exemplos de palavras detestáveis, para não dizer pirosas (mas já disse): "esposa", "mala", "prenda" e "colega" . Quanto a esta última, a minha mulher costuma sentenciar, com carradas de razão, que "colegas são as putas" - e a Bomba Inteligente parece concordar. Gosto muito também de ler este "Intermitente" e, pelas visitas que lhe faço, merece ir para as ligações directas. Finalmente, queria destacar um blogueador do "No Quinto dos Impérios", que não conheço, mas merece ser lido, o FMS (vou perguntar ao Belford Henriques quem é este novo talento). Já agora, enquanto escrevia, quase que me deu para lhe chamar "jovem" talento - mas "jovem" também cheira a esturro e deveria ser erradicado.

domingo, abril 25, 2004

Para a Antónia

Something good
Richard Rodgers/Oscar Hammerstein II

Perhaps I had a wicked childhood
Perhaps I had a miserable youth
But somewhere in my wicked, miserable past
There must have been a moment of truth
For here you are
Standing there
Loving me
Whether or not you should
So somewhere in my youth or childhood
I must have done something good
Nothing comes from nothing
Nothing ever could
So somewhere in my youth or childhood
I must have done something good

Foreign Sounds, Caetano Veloso

Esclarecimento a todos os anónimos

Quando eu escrevo que um ex-jornalista é como um Alcoólico Anónimo não deve ser entendido com sentido perjorativo. Nem para os jornalistas, nem para os alcoólicos, nem para os ex-jornalistas, nem, muito menos, para os Alcoólicos Anónimos. O que eu queria dizer é que, tal como o Alcoólico Anónimo nunca deixa de ser um alcoólico, apesar de deixar de beber, também um ex-jornalista nunca deixa de ser um jornalista, apesar de não exercer. Mas a comparação pode não ter sido a mais feliz, admito.

Viva a democracia e a liberdade

É só o que me apetece dizer hoje.

sexta-feira, abril 23, 2004

Na segunda-feira...

...vou começar a abolir o "é".

O país oscila entre...

...o "olá, eu sou Manuela Moura Guedes" e o "adeus, eu sou o Francisco Louçã".

Politicamente incorrecto é...

Defender o Governo, não é?
Alinhar no discurso da oposição mediática é que está na moda.

Ler é aprender

Cada vez que leio a Bomba Inteligente, vou aprendendo um bocadinho. É terrível rever os meus vícios de ex-jornalista (um ex-jornalista é um bocadinho como um Alcoólico Anónimo, não pode ver alguém a beber ao seu lado sem desatar a berrar impropérios contra o terrível hábito). O Homem a Dias também ajuda a demonstrar as insuficiências gerais da "classe" (o nomeadamente é, sem dúvida, um exemplo paradigmático). Paciência. É a vida, como dizia o outro.

Submarinos e a esquerda blogueira V

Para o Paulo Gorjão:

Anónimo adj. 1 que não se quer dar a conhecer; 2 sem nome; não assinado s.m. aquele que não assina o que escreve; 2 indivíduo desconhecido ou que não quer dar a conhecer-se

1. Quando a NATO comenta alguma coisa, se comenta, o texto vem em papel timbrado e devidamente assinado. Desconheço que a NATO emita comentários valorativos sobre a composição das Forças Armadas dos países membros.

2. Dizes tu: “Uma vez que se trata de uma aquisição de material militar para a Marinha, a fonte da fuga de informação será - talvez - alguém ligado ao Exército português colocado na NATO?” Ingenuidade, digo eu. Quem sabe não será talvez alguém ligado ao consórcio derrotado?

3. “Estas, sim, são relevantes - como dizes erradamente a meu ver em relação aos submarinos - na «protecção da nossa costa contra actividades criminosas e na vigilância de possíveis atentados ambientais». Mais. Estas, sim, são relevantes na protecção da nossa enorme Zona Económica Exclusiva.” – Outro erro teu. A protecção da ZEE faz-se com os navios patrulheiros que, curiosamente, também foi este Governo que adjudicou (sim, foi por ordem do primeiro-ministro Durão Barroso). Mas também com os submarinos. Como também estão previstas as fragatas (e não, não é preciso ir arranjar teorias da conspiração para o saber, nem ir buscar referências a informação privilegiada ou "confidencial", que não tenho).

4. A aquisição dos submarinos é apenas uma das prioridades, como deverias saber se tivesses lido a Lei de Programação Militar. Também está disponível ao público em geral.

5. Finalmente, Paulo, não vou continuar a discutir um assunto que me parece sobretudo relevar da imensa frustração da esquerda por verificar que Paulo Portas tem sido um excelente ministro da Defesa e só lá vão dois anos de Governo (CEDN, execução da LPM, patrulhões, F-16, submarinos, profissionalização das Forças Armadas, OGMA, pensões dos ex-combatentes, etc. O resto são conversas de pequena política.)

(Já agora, a obsessão da esquerda que representas com o papel do CDS na coligação também demonstra alguma incoerência formal. Vocês têm de se entender: ou bem que o CDS está a desaparecer e vai diluir-se no PSD, ou bem que condiciona a agenda política do Governo. Escolham).

E a I República...

...foi um longuíssimo PREC de 1911 a 1926. Muitos dos opositores a Salazar não eram de esquerda, como alguns revisionistas pretendem. Humberto Delgado, Henrique Galvão ou Botelho Moniz, eram homens que se reviam na democracia parlamentar britânica - nunca na secção portuguesa da Internacional Comunista que sempre foi o PCP.

Brilhantes

Rui Ramos e Vasco Rato, ontem no Instituto Democracia e Liberdade, nas comemorações dos 30 anos do 25 de Abril organizadas pelo CDS. O historiador Rui Ramos provou que a democracia foi conquistada pelo povo de direita depois do período revolucionário que se seguiu a um golpe militar - e aconselhou a leitura de Álvaro Cunhal, para quem tenha dúvidas. O que a esquerda hoje celebra foi a tentativa de instaurar uma ditadura comunista em Portugal, depois de 48 anos de um ditadura de sinal contrário.

Já sei namorar

A minha filha de cinco anos, a mais velha das três, prefere ouvir no carro o "Já sei namorar" dos Tribalistas à música dos "Patinhos". Tem bom gosto, mas eu não acho muita graça, não.

Segundos sentidos

Pois é verdade, meu caro Rodrigo, o pior é que a experiência compensa tudo, mesmo que o resto vá mingando.

quinta-feira, abril 22, 2004

Submarinos e a esquerda blogueira IV

Falar de soberania nacional é que já é pecado não é?

Submarinos e a esquerda blogueira III

Melhor ainda, para a esquerda blogueira, é não dizer nada sobre o papel essencial que os dois submarinos vão ter na protecção da nossa costa contra actividades criminosas e na vigilância de possíveis atentados ambientais.

Submarinos e a esquerda blogueira II

Pena que a esquerda blogueira - sim, refiro-me a ti, Paulo Gorjão, entre outros - só tenham lido a parte de cima da notícia do "DN" e se tenham esquecido da outra, aquela que indicava que o Estado irá poupar 70 milhões de euros na aquisição, para já não falar das fabulosas contrapartidas para o País. Ou que o anterior Governo socialista pretendia adquirir três (3) submarinos - e não dois (2), como agora foi decidido.

Os submarinos e a esquerda blogueira

É engraçado: a esquerda passa a vida a acusar o Governo de ser seguidista dos EUA e da NATO. Mas quando a NATO, ou uma fonte anónima por ela, afirma que os submarinos agora adquiridos terão sido um desperdício, lá vem a mesma esquerda seguir a deixa - anónima, repita-se - acusando o Governo por manter uma Política de Segurança e Defesa própria e independente.

Grande iniciativa do Acidental II

Recebi a primeira valiosa contribuição para a Operação 25 de Novembro, essa grandiosa iniciativa do Acidental. Infelizmente vem apenas assinada por um tal de Esquizóide Raivoso e, por isso, não pode contar oficialmente para os Prémios Acidentais. Não resisto a publicá-la já de seguida, até porque o bom do Esquizóide se deu ao trabalho árduo de a escrever e de a enviar por e-mail. Só faltou o nome verdadeiro.

"Caro Acidental,

Então, aqui vai o meu contributo lindo para esse 25 de Novembro. Reza assim:

«Do 25 de Novembro lembro-me sobretudo dos imensos óculos negros do general Eanes (sim, desse mesmo que saltava para cima de chaimites e depois ajudava a apagar fogos, literalmente), e da voz rouca de Costa Gomes, "his master's voice", (des)alinhada pela Paz, da URSS. E que a fama e o proveito passaram ao lado do cor. Jaime Neves. E da marcha do MFA ter desaparecido da RTP, para sempre. Foi o fim anunciado para Otelo e para os SUV. Para a "muralha de aço" do camarada Vasco.

Por sinal, esteve intimamente ligado ao "levantamento" de Soares, na Alameda. Enfim, a democracia.

Uma democracia que efectivamente não existiu durante mais de 2 anos, depois da Revolução dos Cravos. O que existiu foi a delapidação do tecido empresarial. A inversão de valores. A destruição do património, todo ele. Devia ter vindo mais cedo, o 25 de Novembro. E merece ser feriado, ah pois.

Nunca percebi por que carga de água a maioria de que eu fazia parte não respondeu ao apelo do Campo Pequeno. Tivesse comparecido e Spínola não teria fugido com o seu bengalim. Nem Osório a salto para Espanha. Ninguém devia ter arredado pé, tinha toda a razão o Almirante Pinheiro. Não é verdade que andámos amedrontados tempo a mais com uma minoria de energúmenos que merecia o patíbulo? Bom, mas como mais vale tarde que nunca cá estamos nós, e ... eles, também, já engravatados, escanhoados e reciclados, de preferência no PE. Haja progresso!»

Sem comentários.

quarta-feira, abril 21, 2004

Obrigado, Gracinha

A formidável Gracinha de Sousa Botelho resolveu meter-se comigo hoje no "24 Horas" e eu agradeço a gentileza. A Gracinha, que é um pseudónimo que chega para a redacção toda do sempre bem-informado diário, direcção incluída, tem de facto alguma graça, mas devia pensar um bocadinho antes de escrever alguma coisa. Se ter um blogue impedisse alguém de trabalhar, este país estaria literalmente perdido: basta pensar em personalidades tão relevantes e essenciais, como é o caso do constitucionalista Vital Moreira; da secretária internacional do PS, Ana Gomes; do eurodeputado Pacheco Pereira; ou do intelectual Vicente Jorge Silva. Isto para não falar dos inúmeros juízes, advogados, jornalistas, assessores, escritores, poetas, empresários - entre muitos outros impecáveis profissionais. Esteja descansada, Gracinha, que o blogue não afecta minimamente o meu trabalho. Seria decerto mais cómodo e simples manter o anonimato, como fazem alguns dos que por aí andam, mas eu não tenho problemas nem dúvidas em assumir aquilo que escrevo, sempre em meu único e exclusivo nome. E, por isso, as funções que exerço não sejam para aqui chamadas, ainda que seja pública e notória a minha militância partidária - basta, Gracinha, ir ver outro blogue em que por vezes colaboro, o tão famoso e informativo blog do Caldas. Recomendo-lhe, já agora, uma visita.

Grande iniciativa do Acidental (just joking)

Aproveitando uma ideia brilhante de um blogue de esquerda e porque pretende comemorar os 29 anos do 25 de Novembro de 1975, o Acidental quer, até ao dia 25 desse mês, dar todo o seu espaço aos seus leitores. O que se pede é o seguinte: que enviem textos com cerca de mil caracteres, com a vossa experiência pessoal ou a vossa opinião sustentada sobre o golpe militar que pôs fim à influência da esquerda militar radical no período revolucionário iniciado em Portugal com o 25 de Abril de 1974. A história que contarem não tem de ser exacta, pode ser real ou inventada, pode ser a sua ou de outro, do pai, da mãe, ou dos avós. Mandem se fazem o favor os vossos textos para o e-mail acima indicado, o mais tardar até ao dia 23 de Novembro de 2004, sendo que os melhores irão sendo publicados. Não tenham pressa, temos tempo até Novembro, mas vão enviando.

terça-feira, abril 20, 2004

Obrigado ao Intermitente

Agradecimentos ao Miguel Noronha do Intermitente pelas boas-vindas e mais ainda pelas explicações sobre a melhor forma de pôr fotografias no blogue. Amanhã vou tentar de novo. E em verdade vos digo: a blogosfera está cheia de pessoas civilizadas e cultas, ainda por cima leitores de Hayek. Desta liberdade é que eu gosto. Se não acreditam no que vos estou a dizer vão ver o blogue dele.

A fotografia não apareceu

Afinal ainda não estou bom nisto. A fotografia do Valentim ao telefone a dizer à mulher que não ia jantar porque tinha encontro marcado com o Vale e Azevedo não aparece no meu computador em casa. Paciência, também não tinha grande piada.

E agora para uma maldade pouco desportista



Os portugueses são únicos. Olhem só o que me enviaram poucas horas depois da detenção do major Valentim Loureiro.

Adenda: Espero, agora, depois de contar com a ajuda do Miguel Noronha, ter conseguido pôr esta fotografia em condições.

João Marques de Almeida no Indy

Este texto foi publicado no Internacional do Independente de sexta-feira e é assinado pelo João Marques de Almeida. A não perder.

Resistir à chantagem

Como conta Robert Conquest no “Great Terror”, um dia, durante as purgas e o terror dos anos 30, um funcionário soviético disse a Estaline que um dos mortos era “inocente”. O ditador respondeu “ainda bem, porque assim nem os que têm a consciência tranquila podem julgar que estão a salvo”. Por outras palavras, para o totalitarismo soviético, não havia “inocentes”. Sendo um mestre do terrorismo, Estaline sabia muito bem o que dizia. É isto que se passa hoje em dia com os europeus, quer na Europa, quer no Iraque. Todos os que morreram em Atocha, segundo os critérios das sociedades livres, eram inocentes, na sua maioria trabalhadores pobres e humildes que iam todos os dias para o trabalho de comboio. Muitos dos reféns no Iraque são jornalistas e trabalhadores humanitários que não estão a fazer a guerra. Limitam-se a informar e, nalguns casos, a ajudar os iraquianos a sobreviver. Mas são eles as vítimas do “novo terrorismo”. Lembro-me igualmente do que vi na televisão no dia seguinte à morte do antigo líder do Hamas, o Sheik Yassin. Nas ruas de Telavive, um jornalista perguntava a cidadãos israelitas de que modo é que tinham reagido à notícia. Uma jovem estudante disse que desejava recordar um antigo amigo dela, morto num ataque terrorista do Hamas, quando bebia um café numa esplanada. Era um estudante universitário, de esquerda, que se opunha à ocupação militar israelita. Não tinha feito nada que justificasse uma morte tão brutal. Como terminou a jovem, “o David era inocente”.
À semelhança de Estaline, os novos terroristas estão a transformar os inocentes em culpados. Na antiga União Soviética, todos podiam ser culpados, bastava que o chefe totalitário assim decidisse. Hoje, para os grupos terroristas, somos todos culpados, não pelo que fazemos, mas só pelo facto de sermos ocidentais. Ninguém tenha ilusões. Quando os terroristas dizem que entregam as vítimas de rapto se as tropas retirarem do Iraque, ou quando propõem “tréguas” à Europa, não estão a oferecer a paz, estão apenas a tentar demonstrar que os europeus são derrotados pelo terrorismo. Ora, os países europeus terão que resistir à chantagem. Em primeiro lugar, o fim da aliança com os Estados Unidos seria um desastre para a Europa. Em segundo lugar, como se viu em Espanha, uma cedência dá origem a mais exigências.
O grupo terrorista responsável pelos ataques do 11 de Março deixou de se contentar com a retirada do Iraque e preparava novos ataques para exigir que a Espanha retirasse igualmente as tropas do Afeganistão. Por fim, a resistência à chantagem permite manter a nossa inocência. No dia em que começarmos a acreditar que somos culpados, e não inocentes, os terroristas começam a ganhar a guerra.

Foi, irra, não é!

Os nossos esquerdistas de estimação, desde logo o Barnabé, insistem em criticar a frase "Abril é Evolução" e repetem a ladaínha de que ninguém pode pôr em causa que o 25 de Abril de 1974 "foi uma revolução em todos os sentidos da palavra", como hoje volta a repisar no "Público" o ex-comunista e actual provável democrata, Vital Moreira. O que eles ainda não perceberam é que não é isso que está em causa. Repito o que já tinha aqui escrito e o que muitos responsáveis pelas comemorações, entre os quais o historiador António Costa Pinto, já disseram à exaustão: não se discute nem se põe em causa se o 25 de Abril de 1974 foi ou não foi revolução. O que se pretende afirmar é que, para bem de todos os portugueses, hoje, trinta anos depois, o 25 de Abril é evolução. Traduzindo para miúdos, isto quer dizer que o 25 de Abril representou a evolução do País e isso pode e deve ser recordado, trinta anos depois. Será que não compreendem a diferença? Ou será que, afinal, eles não gostam do bendito progresso?

Política paroquial

Já me esquecia: a senhora Maria José Morgado saiu da direcção da PJ durante o ministério de Celeste Cardona. Ora a senhora Morgado é casada com o senhor Saldanha Sanches. Será por isso que o senhor Saldanha Sanches sempre que pode ataca tão ferozmente em público a ministra da Justiça?

A morgadinha dos canaviais

Há figuras que aparecem inexplicavelmente no estrelato mediático português. É o caso da senhora procuradora, Maria José Morgado, mais conhecida por falar criticamente sobre as investigações da Polícia Judiciária e sobre a Justiça em Portugal do que por alguma vez ter investigado algum caso sério de corrupção enquanto directora nacional adjunta da mesma polícia. Agora, a propósito da Operação Apito Dourado, lá houve umas boas almas que foram ressuscitar umas palavras que a senhora teria dito a propósito da imensa corrupção no futebol, como se tratasse de uma fabulosa previsão do que está agora a acontecer. Ora, se por um lado não há ninguém que alguma vez não tenha desconfiado da existência de dinheiros mal parados no grotesco mundo da bola, a verdade é que se esqueceram de lembrar também o que a senhora Morgado acrescentou na altura: que alguém no Governo, armado de maquiavélicos propósitos, teria retirado fundos e meios à PJ precisamente para que não se continuasse a investigar a corrupção no futebol - e não só. Como prova a actual detenção de Valentim Loureiro, Morgado tinha tudo menos a razão do seu lado.

Operação Apito Dourado

ÚLTIMA HORA:
Valentim Loureiro acaba de ser detido hoje para interrogatório sob suspeita de tráfico de influências na arbitragem. Deve ser manobra sportinguista, mas uma vez mais se prova que política e futebol não se deviam misturar, como dizia aqui há dias o saudoso Estado das Coisas. O nome da operação policial é que parece o título de um filme porno: "Apito Dourado".

Exactamente, Carlos

O Carlos, também conhecido por MacGuffin, tem aqui um post que vale a pena ler. As sondagens valem o que valem, dependendo em primeiro lugar das circunstâncias e do circo mediático. Em Portugal, sobretudo, a dita opinião pública é dominada pelas emoções mais primárias do momento. Tem uns certos sobressaltos cívicos, muitas vezes induzida pelo circo mediático que é montado, mas rapidamente esquece o que um dia antes era a prioridade das prioridades. Basta recordar o escândalo da Casa Pia ou, ainda mais significativa, a tão lacrimosa causa dos "nossos irmãos" de Timor-Leste. Os lenços e as t-shirts brancas já foram para o caixote de lixo da história. A existência de uma sociedade civil ainda é uma ilusão de alguns fiéis admiradores da rule of law.

segunda-feira, abril 19, 2004

Mas nem todos apoiam os aliens

Mais descansado fiquei com o resultado final da "sondagem" do Opinião Pública: 56 por cento consideram que a deserção de Zapatero foi uma cedência aos terroristas, enquanto 44 por cento dizem que não foi. OK, afinal nem todos andam a ver extraterrestres.

Opinião Pública?

Acabo de ouvir uma bancária de 65 anos no Opinião Pública da SIC a solidarizar-se com o gesto de Zapatero ao mandar retirar as tropas espanholas do Iraque. A senhora, julgo que se chamava Cecília, acrescentava: "posso prever que a Europa se vai superiorizar aos Estados Unidos". Fiquei mais descansado quando, poucos segundos depois, a dona Cecília informava que já tinha visto uma nave espacial e que nós não estamos cá sozinhos. Juro que é verdade. Segundo a própria, não foi a única a ver a nave.
E também não é a única a pensar que o primeiro-ministro português deveria seguir o exemplo do homólogo espanhol.

Era a Natasha Kinski

A fotografia não saíu grande coisa, mas era para lembrar um dos ídolos da minha adolescência, que fez 40 anos em Janeiro. Lembram-se de Tess? Mas o meu preferido, onde ela estava linda e com uma pinta do caraças, foi o Paris Texas. Depois casou duas vezes, uma delas com o execrável Quincy Jones, e teve três filhos. Vou ver se consigo arranjar uma fotografia melhor e já volto. Ou talvez não.

E agora para a minha primeira fotografia acidental














Bela posta, Rodrigo

Talvez pela primeira vez desde que o conheço estou de acordo com este senhor. Leiam o Rodrigo Moita, que por alguma razão é de Deus e não de Alá. Estou a brincar, é claro, não te irrites, esta não tinha segundo sentido.

Onde é que anda, comprometido?

Ele é uma das minhas referências da blogosfera, apesar de muitas vezes não concordar com o que escreve. Ou talvez por isso mesmo. É um espírito crítico e livre, que nos faz falta a todos. Onde é que andas, ó Luciano?

Eles concordam

França e Alemanha apoiam calendário de transição de poder no Iraque
2004-04-19, 16h32
Berlim, 19 Abr - A Alemanha e a França apoiam o calendário anglo-americano para uma transição de poder no Iraque, disseram hoje os respectivos chefes da diplomacia, Joschka Fischer e Michel Barnier, após a sua primeira reunião em Berlim. «Trata-se sobretudo de garantir uma verdadeira transição da soberania no âmbito do calendário que foi decidido», afirmou Joschka Fischer.
Agência Lusa

Será por causa do petróleo?


Pois, pois

A verdade é que quem prendeu todos os terroristas responsáveis pelo atentado de 11 de Março foi um senhor chamado Ángel Acebes, ministro do Interior do agora tão detestado Aznar. Um total de 16 suspeitos estão presos, 15 já foram acusados e 11 são marroquinos. A ver se Zapatero aprende alguma coisa.

Diz a Economist que dizia o Libération

Diz a Economist que uma recente sondagem no Libération demonstrava que 84 por cento dos franceses confiam nos alemães e que só 51 por cento confiam nos britânicos. E até os britânicos confiam mais nos alemães do que nos franceses. Eis a prova de que a memória é realmente curta. A II Guerra Mundial não foi assim há tanto tempo.

Quando cumprir quer dizer desertar

Sempre revolucionário, Zapatero introduz novo significado etimológico para a palavra cumprir: desertar, sair, fugir, escapar, guterrar.

Tenho imenso trabalho mas...

...não posso deixar de dizer que:
Li o editorial do Pedro Rolo Duarte no DNA sobre a campanha "Abril é Evolução" e assino por baixo.
Li o Carlos Quevedo e o Miguel Esteves Cardoso também no DNA e gostava de ter sido eu a escrever o que eles escreveram.
Li o João Pereira Coutinho no "Expresso" e também gostava de ter sido eu a escrever o que ele escreveu.
Li os meus amigos João Marques de Almeida e Vasco Rato no Independente e subscrevo inteiramente.
Li a Ana Sá Lopes no "Público" de sábado e fiquei a saber que a esquerda light continua a viver com 70 revoluções por minuto.
E agora tenho mesmo de trabalhar.

Friendly mail

Mais uma mensagem de boas-vindas ao Acidental. Registo e retribuo os cumprimentos ao João Pedro Dias, do Política Pura, que ainda por cima é do Benfica. Abraço e obrigado.

Jornal Lusófono

Aqui ao lado, nas ligações às notícias frescas, já devem ter reparado no jornal Lusófono. Pois bem, é de um amigo meu guineense que, por sua conta e risco, anda há anos a tentar dar informação de jeito aos africanos de língua oficial portuguesa, residentes ou não em Portugal, aos portugueses de origem africana ou, tão simplesmente, a todos os portugueses interessados em assuntos africanos. Como eu. O meu amigo chama-se António Aly Silva, é director do Lusófono, e já merecia uma referência e uma ligação directa. Abraço, Aly.

Make love, not hate mail

Hate mail. É mais uma expressão nova que aprendo na blogosfera, quem diria? E parece que anda muito por aí, ainda que devesse ser relativizado. Ou, porque não, simplesmente deletado?
Nós por cá, como diria a Conceição Lino, só temos recebido friendly mail . E olhem que não sabe nada mal. Ao ego, claro.

domingo, abril 18, 2004

Olá, já estou por aqui e a gostar do que vejo

Vim só ver como páram os bailes por aqui e gostei da música. Recebi um novo email muito civilizado do Manuel Acácio, editor do Fórum da TSF. Vi que o JPC escreveu sobre o 25 de Abril e a revolução que vai por aí entre a esquerda a propósito da evolução - e estou com ele como ele está com a Ana Sá Lopes do "Público": de acordo e em desacordo. Vi que o Diogo Belford Henriques já voltou e muito bem ao Quinto dos Impérios. A música só parou quando li que houve uma moçoila atrevida que foi antipática com a Bomba Inteligente e escusado será dizer que a minha solidariedade vai toda para a Carla. Mas isso e muitas outras coisas ficarão talvez para mais tarde, que agora tenho de ir ajudar a deitar as miúdas. A ver se depois ainda tenho um tempito para mais umas visitas e pôr outras tantas conversas em dia.
Até já, bloguiadores.

sexta-feira, abril 16, 2004

Bom fim-de-semana

E agora chega de vida virtual. Tenho de levar um Calipo de morango para a Madalena e um Calipo de limão para a Maria Ana. Para a Carlota não levo nada, que ela ainda só gosta de biberão (é assim que se escreve, não é Bomba Inteligente?). Devia levar alguma coisa para a minha querida, mas não tenho tempo nem grande imaginação. Esperam-me as minhas quatro mulheres.
Bom fim-de-semana. O Acidental só regressará acidentalmente antes de segunda-feira. Mas vou ter saudades, que este vício é terrível.

Adenda: Voltei atrás para pôr os hífens no fim-de-semana. Ai,que vício irritante. Já me estão a dizer: "Ó Paulo, vai-te lá embora, Paulo".

Ainda a Rádio Bagdade

Estava aqui a meditar no meu erro em relação ao Fórum TSF de segunda-feira passada. Só que, de repente, lembrei-me que o tal "director do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais, Dr. Álvaro de Vasconcelos", é claramente de esquerda, defendendo na prática a mesma posição do Prof. Freitas do Amaral sobre os EUA, o presidente Bush e a intervenção no Iraque. No máximo, no que diz respeito aos convidados, eram dois anti-intervenção contra um. Dos ouvintes que telefonaram não vale a pena sequer falar. E José Manuel Fernandes, apesar de defender a intervenção, ainda recentemente num editorial do "Público" afirmava ser de esquerda. A haver má-fé ou ignorância sobre o habitual sentido único dos fóruns da TSF, não parecem ser da minha responsabilidade. O meu pedido de desculpas deverá assim ser dirigido em primeiro lugar aos leitores do Acidental e, indirectamente, do Independente, por um erro de precisão, apenas na forma e não de conteúdo.

PS. Este post já seguiu por email para o senhor Manuel Acácio, já que não o quero obrigar a ter de o vir ler aqui ao Acidental ou de, quem sabe, acabar por dar com ele num qualquer jornal.

Já tenho counter

É da Bravenet e começa agora do zero. Sem dramas.

Pedido de desculpas ao Fórum TSF

Recebi hoje a seguinte carta do jornalista Manuel Acácio, excelentíssimo editor do Fórum TSF:

"Exmo. Senhor Paulo Pinto Mascarenhas,

Só hoje, ao ler o Independente, tive conhecimento do seu post intitulado “10H00, Rádio Bagdade”. E fiquei espantado quando li: “Convidado inicial e único - para além dos ouvintes habituais - é nada mais, nada menos do que Sua Excelência o Prof. Diogo Freitas do Amaral, com as suas opiniões muito pouco variadas sobre o carácter anti-democrático da actual Administração Bush.”
Fiquei espantado, porque é mentira! O prof. Freitas do Amaral não foi o único convidado do Fórum TSF, que contou ainda com o director do jornal Público, José Manuel Fernandes, e com o director do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais, Dr. Álvaro de Vasconcelos.
Termina o seu post, com a pergunta “Está tudo dito?”
Não, não está tudo dito! Espero um pedido de desculpas, no blog, pelo erro cometido.
Apesar de tudo, quero acreditar que cometeu um erro acidental e que não se tratou de uma afirmação marcada pela ignorância ou pela má-fé.

Manuel Acácio
Editor do Fórum TSF"

Resposta:

Exmº Senhor Manuel Acácio:

Tratou-se de facto de um erro acidental, de que obviamente me penitencio publicamente (não compreendo aliás o seu "apesar de tudo"). Ainda assim, o Prof. Freitas do Amaral foi o convidado inicial do Fórum, a primeira opinião a ser escutada isoladamente, sem confrontação imediata. Os ouvintes que telefonaram de seguida partilhavam com maior ou menor veemência a opinião inicial. Como costumam dizer os portugueses, a primeira impressão é a que fica. Mas obviamente errei e, por isso, aqui fica o meu sincero pedido de desculpas. Apesar de tudo.
Paulo Pinto Mascarenhas

SOS

Estou farto de ter os links tão perto dos meus postes. Alguém me explica como é que os encosto à direita, como deveria ser? Mexi no Template e agora não consigo reverter a coisa. Ajude-me, quem puder.

A propósito de moral de esquerda

Será que o frenético Barnabé, sempre tão interessado nas desgraças iraquianas, não viu a sondagem de Fevereiro de 2004 da Oxford Research International? Alguma boa alma que a envie ao Daniel e sus muchachos, quanto antes. Volto a pô-la aqui em PDF.E olhem que foi publicada no sítio da tão estimada e credível BBC.

Assim está mal

Ó , será que para ser linkado no Barnabé é preciso oferecer-lhes uma viagem? Não me parece nada bem. Onde pára a tão propagandeada moral de esquerda?

Olá, Nuno Miguel

Está tudo bem? Vejo que sim, na Tradução Simultânea. Abraço.

E mais um abraço de parabéns

Esqueci-me, há bocado: um abraço de parabéns pelo casamento, Nuno. Muitas felicidades para os casados de fresco.

Vinte razões (e mais duas) para apoiarmos a intervenção no Iraque

Refiz as minhas contas e encontrei 20 razões (e mais duas) para manter as forças da coligação no Iraque, incluindo obviamente a GNR:

1) Porque os próprios iraquianos querem que as tropas aliadas se mantenham: de acordo com uma sondagem da Oxford Research International de Fevereiro de 2004 – em parceria com a ARD, German Network TV, ABC News, New York Times, BBC e Japan's NHK – 54.1 por cento dos iraquianos defendem que elas se mantenham até o governo iraquiano estar estabelecido (35.8%) ou até a segurança estar reestabelecida (18.3%). Só 15.1% diz que elas se devem retirar imediatamente.
2) 56.5 por cento dos iraquianos afirmam que as suas vidas são muito melhores ou bastante melhores do que há um ano atrás. 70% defendem que a sua vida é muito boa (13.4%) ou bastante boa (56.6%).
3) De acordo com a mesma sondagem, 71 por cento dos iraquianos têm a clara expectativa de que as suas vidas serão melhores (34.3%) ou muito melhores (36.7%) daqui a um ano. Só 6.6 por cento pensam que serão piores.
4) Campos de refugiados iraquianos das Nações Unidas ao longo das fronteiras estão a fechar, com os refugiados a regressar ao país de origem – é o caso do Campo de Ashrafi, durante 30 anos o maior campo de refugiados iraquianos.
5) Apesar dos avisos da UNHCR (United Nations High Comission for Refugees) de que poderia não ser seguro, cerca de um milhão de iraquianos regressou ao país. A UNHCR esperava dois milhões de novos refugiados da guerra, mas não recebeu nenhum. Evitou-se a crise humanitária.
6) Saddam Hussein está na prisão, os sanguinários filhos do ditador foram eliminados e, das 52 cartas do baralho, todas, à excepção de nove, estão num ou noutro dos citados endereços. Os tribunais iraquianos estão a começar a funcionar e uma Justiça de tipo ocidental está a ser construída.
7) As baixas na coligação em Fevereiro foram as mais reduzidas desde que a guerra começou.
8) Os ataques aos pipelines de petróleo no Iraque caíram em cerca de 75 por cento desde o passado Outono.
9) O fornecimento de água potável de antes da guerra - 12.9 milhões de litros - foi duplicado. O fornecimento de electricidade também já está a um nível superior do que no tempo de Saddam Hussein.
10) As cidades históricas a sul do Iraque, desvastadas por Saddam, estão a ser recuperadas, e dezenas de milhar de iraquianos puderam assim regressar às suas antigas casas.
11) Financiamento à saúde pública é 25 vezes maior do que no ano passado e as taxas de imunização infantil cresceram 25 por cento.
12) O único porto internacional iraquiano foi modernizado e pode agora receber grandes navios sem ter de esperar pelas marés. Há 100 vezes mais partidas diárias de aviões comerciais do que antes da guerra.
13) Frequência escolar subiu dez por cento em relação ao que era há um ano.
14) Apesar de, precisamente antes do início da guerra, Saddam Hussein ter libertado das prisões tudo o que era bandido, as autoridades reportam que o crime em Basra caiu cerca de 70 por cento.
15) A “constituição interina” no Iraque é a mais liberal do Mundo Árabe. 90 por cento dos iraquianos desejam a democracia, ainda segundo a Oxford Research International.
16) Conselhos municipais iraquianos começaram a funcionar. Como dizia Andrew Natsios, da Agência Internacional para o Desenvolvimento ("Spectator"), “os governos locais são a escola da democracia”.
17) Como demonstram todas as sondagens, a maioria esmagadora dos portugueses confia e acredita na capacidade da NATO para ajudar Portugal a combater o terrorismo (sondagem do Instituto Superior de Comunicação Empresarial, "Público" de quarta-feira). Só 3% pensa que Portugal consegue combater sozinho o terrorismo. É do interesse nacional aumentar a segurança interna através da NATO, nomeadamente no combate ao terrorismo.
18) Temos de ser fiéis aos nossos compromissos internacionais, nomeadamente no que diz respeito aos laços transatlânticos, para podermos depois também exigir apoio quando e se o País necessitar.
19) É importante democratizar o Iraque para dar um exemplo à região. Um Iraque estável e democrático pode ser o início de uma solução para o Médio Oriente. Antes, é preciso instaurar a lei e a ordem.
20) Ao contrário do que acontecia durante o regime de Saddam Hussein, o Iraque deixou hoje de ser uma ameaça para os países vizinhos.
21) O regime não tinha aparentemente armas de destruição maciça mas dispunha de programas que possibilitariam reconstruí-las a qualquer momento. Foi o próprio chefe de inspectores, David Kay, quem o disse no Senado dos EUA. Neste momento, esta é menos uma preocupação para o Ocidente.
22) Fez-se respeitar as resoluções do Conselho de Segurança da ONU que exigiam o desarmamento e o fim dos programas de Saddam Hussein para o desenvolvimento dessas armas. É preciso agora impedir que um novo ditador as possa vir a desenvolver.

Nota de rodapé: Todos os dados numéricos são ou das Nações Unidas ou da Oxford Research International. Ouviram-se os mais descabelados e demagógicos disparates sobre esta última sondagem, provenientes sobretudo da extrema-esquerda. Não é minimamente razoável admitir que o anti-Bush "New York Times", a anti-Blair e anti-Bush BBC, ou a German Network Television, fossem capazes de patrocinar e publicar uma sondagem que não fosse credível. Como é.

E sai mais um orgulho para a minha alma

Muito obrigado ao mestre Manuel Falcão - o Grande Chefe Miguel chamava-lhe Falconetti nas noites mais longas e felizes da nossa querida "Preguiça" - pela mensagem muito simpática de acolhimento aqui ao Acidental. O Manel é dos homens que mais sabe de media em Portugal e é talvez o principal responsável pela criação da 2: (aproveito para pôr uma cunha: preciso rapidamente de novos episódios dos Sete Palmos de Terra). O mestre pode e deve ser lido na Esquina do Rio , uma extensão da coluna semanal dele no Jornal de Negócios, onde sai impressa todas as sextas-feiras no suplemento Privado.

Daqui a bocado também choro...

Daqui a bocado estou como uma tal de desassossegada e desato a rebolar e a rir e a chorar ao mesmo tempo. Estou a exagerar, como sempre, mas não é que no meio de umas viagens à descoberta por estas bandas deparo com o Nuno Guerreiro, antigo grande correspondente de O Independente nos States, com quem discutia por telefone a política interna americana, quase sempre com pontos de vista diferentes mas sempre com enorme amizade? Pois é, não só o reencontro, como o blogue dele é quase uma obra de arte de tão bonito e ainda por cima deu por mim antes de eu dar por ele. Chama-se Rua da Judiaria e vai directo para a minha lista de links. Apesar de ser de esquerda, as usual, tem de seguir para as Ligações Perigosas. Saudades, camarada, e olha que o Kerry não tem hipóteses, não sei se leste o último número da Spectator mas os americanos vão perceber que o Bush é que...

quinta-feira, abril 15, 2004

Segundo sentido, marche

Mais uma adesão cheia de bons augúrios à blogosfera. Claro que, sempre original, o rapaz tinha de escolher um tal de "braveblog" para se hospedar. Mas nem está mal visto: o Rodrigo Moita de Deus é uma brava esperança no firmamento literário português - hoje estou cheio de lugares-comuns, deve ser da hora e do almoço na Doca do Peixe com a mulher da minha vida.
Voltando à vaca fria, ou seja ao Rodrigo, só posso dizer que este Segundo Sentido vai dar muito que falar. E que escrever também. Já o pus nas minhas ligações. Vão lá ver e depois digam se eu vos estava a enganar. Não estava, pois não?

E não dizias nada, ó Zé?

Desfeito o mistério: o Estado das Coisas é nada mais, nada menos do que o José Bourbon Ribeiro, meu amigo de longuíssima data. E não me dizias nada, homem? Nem um simples pré-aviso?
Avante, camarada.

Parabéns às blogomulheres

Eu sei que já vou muito atrasado, porque tenho andado meio despassarado e cheio de trabalho, mas não posso deixar de voltar atrás no tempo para dar os parabéns à Bomba Inteligente por um ano de blogosfera. É obra, sim senhora. A propósito, aproveito para dizer que as mulheres são cada vez mais o melhor da blogosfera. Desculpem se isto vos parecer machismo debilóide, mas agora que ando por dentro deste mundo, comecei a descobrir vários portos femininos cheios de graça. E não só. Como é o caso desta Maria Limonada, desta \«(.)(.)»/, ou desta Inês. Mas a Bomba continua a ser para mim a primeira.
Com todo o respeito, é claro.

Que grande confusão, ó Gorjão...

Então se, por tua suposição, eu prefiro o CDS ao PP, deveria aderir à Nova Democracia? Mas que pensamento dedutivo tão labiríntico, ó Paulo. Essa nem o Manuel Monteiro se lembraria, meu caro. Depois, fica a saber, não envio recados velados por interpostas pessoas, sobretudo por amigos. Se te deres ao trabalho de verificar, constatas que eu tenho razão no que te digo, basta ires ao Google ou aos arquivos recentes do "Público".
Quanto à questão dos fundadores, também não me parece a mais indicada: diz-me quantos fundadores sobram hoje do PSD, do PS ou do PCP (neste último caso, talvez sejam muitos, por razões gerontocráticas conhecidas) que eu respondo-te quantos sobram no CDS/PP. Afinal de contas já se passaram 30 anos, Paulo. Eu tinha oito anos na altura, vê bem, nunca poderia ter sido fundador, mesmo que fizesse uma birra. Abraço.

Quem é a minha sobrinha, Pedro?

Então tu conheces uma sobrinha minha e não me dizias nada, seu malandro?

A diferença entre um político à procura de votos nas Europeias e um especialista em Relações Internacionais

Miguel Portas e Vasco Rato, ontem à noite nos Debates Imprevistos da SIC. Agora, o Bloco de Esquerda não pára de falar na "solução do Vaticano para o Iraque", como se Roma tivesse alguma vez resolvido um conflito internacional. Que eu me lembre, assim de repente, a última oportunidade foi no tempo das Cruzadas e não resultou propriamente numa solução pacífica.
O meu amigo Vasco Rato esteve no seu melhor.

Mar sem ondas

Cem por cento de acordo com este post do Nuno Mota Pinto sobre a comunicação do Bush ao país, ontem de madrugada, sobretudo na fase das perguntas e respostas. A melhor, para mim, foi aquela frase de que os EUA não são um "Estado imperial" mas um "Estado libertador". Acrescento que, ao contrário de alguns comentadores de direita mais permeáveis ao argumentário de esquerda, se eu vivesse nos EUA não teria dúvidas em votar na reeleição do actual presidente. No alien John Kerry é que jamais.

Mãos moles

Não há nada pior do que dar um aperto de mão a alguém e receber em troca uma superfície viscosa com textura de lesma. Diz-me como apertas a mão e dir-te-ei quem és. Mesmo que nunca te diga.

quarta-feira, abril 14, 2004

Assossegue-se, desassossegada

Li algures num blogue uma referência de uma auto-intitulada "blogger muito básica" a um "post" meu sobre o Pedro Mexia. O facto de o ter visto a almoçar em muito boa companhia era apenas uma piada amigável, nada mais do que isso. Eu deixo o rapaz em paz, esteja descansada, mesmo que pense que ele próprio não se importe com isso. A referência ao blogue dele era só porque gosto quase tanto de o ler como a "blogger muito básica", nada mais. Ainda que não me rebole a rir nem desate a chorar por causa disso, é claro.

Revolução infantil

"A verdade é que, 30 anos depois, a revolução ainda é uma criança."
Fernando Rosas no "Público" de hoje

Comentário: Só se for atrasadinha, coitada. Com 30 anos e ainda uma criança...

Os cravos do dr. Rosas

A esquerda e os humoristas, intencionais ou não, continuam a implicar com a frase "Abril é Evolução". O dr. Fernando Rosas, por exemplo, escreve hoje um imenso tratado sobre o tema no "Público" e insiste, porque insiste, que "Abril é revolução". É preciso que se diga que, para ele, a revolução "é a matriz genética da democracia política e social constitucionalizada em 1976", com a consequente institucionalização da parafernália programática marxista-leninista, incluindo as nacionalizações selvagens, o Conselho da Revolução, o MFA, o caminho obrigatório para o socialismo, etc., etc.. etc.
Essa "revolução", que o dr. Rosas ainda anda alegremente a "repensar" e a "reinventar" (sic), dispensamos nós todos, muito obrigado.
Mas o mais grave, para um académico, é o facto de partir de um pressuposto errado para construir a sua tese. Quando se diz "Abril é Evolução", dr. Rosas, fala-se do 25 de Abril de 2004, trinta anos depois da data que se comemora. Sendo discutível, até para historiadores como o dr. Fernando Rosas, que o 25 de Abril de 1974 tenha sido uma revolução - muitos alegam que se tratou apenas de um golpe militar -, não é isso que está em causa nas actuais comemorações. Para além de pretencer ao foro da inveja e da falta de deontologia profissional a crítica encapotada ao colega historiador António Costa Pinto, a verborreia do dr. Rosas encalha no erro histórico: nas comemorações não se está a falar do passado, que se respeita, mas do presente e do futuro. Afirma-se que, independentemente das preferências políticas de cada um, a democracia trouxe também consigo o desenvolvimento económico, social e cultural do País. Ninguém sequer está a discutir se o 25 de Abril de 1974 foi revolução, como escreve o arqueólogo Rosas, ou não foi revolução. Pode até ter sido. Mas a mensagem, o que é relevante demonstrar aos portugueses é que, trinta anos depois, "Abril é Evolução".
Contra os possíveis saudosismos de ambos os extremos políticos.

Olá, Paulo Gorjão

O Paulo Gorjão, do Bloguítica, admirou-se ligeiramente por eu o ter posto entre os meus esquerdistas de estimação, uma categoria abrangente, é um facto, já que não se pode confundir o blogue dele com o Glória Fácil, nem o Glória Fácil com o Barnabé, que já se confunde com o Blogue de Esquerda, nem que seja por causa do Bloco homónimo. Confusos? Não interessa, agora estou a falar com o Paulo, que conheço há muito anos, entre outras coisas como chefe de redacção da belíssima revista "Política Internacional".
Pois o Paulo ficou admirado por eu o classificar como "esquerdista de estimação". Não fiques, Paulo, porque os esquerdistas de estimação são os blogues de esquerda que eu mais visito regularmente e não me parecem restar dúvidas que tu és politicamente de esquerda - talvez PS, não? Uma das provas mais evidentes foi o facto de me teres chamado "militante do PP" e não militante do CDS, como eu próprio me assumi, para que não restassem dúvidas a ninguém - é que há por aí muitos fervorosos militantes de diversos partidos que não gostam de se assumir, e é pena.
Esta não é só uma questão de semântica: eu já percebi que quem não gosta do CDS e o pretende atacar tem tendência para lhe chamar simplesmente PP. O José Pacheco Pereira é o melhor exemplo: quando ataca o CDS nos seus artigos ou no Abrupto chama-lhe PP; quando, por qualquer razão, pretende aproximar-se politicamente, já lhe chama CDS. O mesmo acontece em alguns jornais ditos de referência: como no "Público", para não ir mais longe.
Se for preciso, eu posso dar provas do que digo, mas agora não tenho tempo nem paciência. De qualquer das formas, fica aqui um forte abraço para o Gorjão, que continuo a ler todos os dias, apesar de ser esquerdista. De estimação, acrescente-se.

terça-feira, abril 13, 2004

Mais obrigados

Poderá parecer-vos agradecimentos a mais, mas este pessoal da blogosfera é realmente fantástico. Por isso não posso deixar de anunciar mais dois orgulhos que tenho na alma. O primeiro foi uma simpática mensagem de boas-vindas do Pedro Lomba, ilustre personalidade que comecei a apreciar como leitor da saudosa Coluna Infame - desculpem o lugar-comum, mas é difícil andar por aqui sem falar da saudosa Coluna Infame - e mais tarde no Independente e no DN. Além de ser um belíssimo escritor e um dos mais promissores colunistas da nova geração, é sobretudo um gajo porreiro. O que me faz alguma falta, confesso, é a sua Flor de Obsessão.
O segundo orgulho que trago na alma foi uma menção honrosa num blogue de que desconheço o autor e que só agora começou - mas que aconselha logo à partida este vosso humilde Acidental (eu sei que já pareço o Manuel Monteiro, mas é de propósito). Finalmente, já me esquecia do mais importante, ainda houve um terceiro motivo de alegria: uma prestimosa e avontadada leitora do Bomba Inteligente, a Sónia A. , viu o meu pedido de ajuda e prontificou-se a dar-me instruções sobre a forma mais rápida de pôr fotografias neste blogue. Não vai ser tarefa fácil, mas vou tentar. Muito obrigado a todos pela invulgar hospitalidade.

E como é que se põem fotografias?

Alguma boa alma é capaz de me explicar?
(Obrigado à Cláudia Souto do capitaomantras.blogspot.com pelas instruções sobre a difícil técnica de introduzir comentários).

O Acidental indiscreto

Hoje ao almoço vi:
1) Pedro Mexia, muito bem acompanhado (será por isso que o Dicionário do Diabo anda tão pouco activo?)
2) Paulo Camacho, acompanhado pelos dois editores de imagem que são gémeos e ambos são também muito bons profissionais mas de quem não me lembro do nome nem do apelido.
3) Muitas mães muito giras (as mães portuguesas estão cada vez mais bonitas).
4) Muitos homens muito feios (será que os homens portugueses estão cada vez mais feios?)

Os EUA são mesmo anti-democráticos, não são?

Iraque
Chefe de gabinete de Moqtada Sadr libertado pelo exército EUA - Imprensa
2004-04-13, 15h22

Bagdad, 13 Abr (Lusa) - Hazem al-Araaji, chefe de gabinete em Bagdad do dirigente radical xiita Moqtada Sadr, foi hoje libertado pelas forças norte-americanas após várias horas de detenção, testemunhou um correspondente da France Presse no local. Al-Araaji foi posto em liberdade no hotel do centro da capital iraquiana onde estava detido, após ter concedido entrevistas a meios de comunicação italianos.
O colaborador de Sadr relatou à imprensa que esteve detido cinco horas no aeroporto internacional de Bagdad, não foi interrogado pelas autoridades e recebeu desculpas dos militares norte-americanos.
"Condeno este comportamento desumano", declarou.
Fonte: Agência LUSA

Comentário:
E o bom do radical xiita Hazem ainda tem a lata de condenar o "comportamento desumano". Com pedidos de desculpa e tudo...

Iuuuupiiii, a Bomba Inteligente "linkou-me"!

Desculpem, eu sei que estou a fazer figura de novo-bloguiador, mas acabei de ler um email da Bomba Inteligente a notificar-me que linkou o Acidental! A Bomba Inteligente, esse vulto ímpar, essa referência única da blogosfera, linkou-me no blogue dela!!!!! Hoje ninguém me vai aturar todo o dia.
Viva a Bomba Inteligente!!!!!!!!!!!!!

PS. Sou leitor da Carla Hilário de Almeida Quevedo desde os tempos em que traduzia magistralmente textos para as saudosas revistas do MEC no Independente. Os resumos e os comentários semanais dela sobre o "Big Brother" ficaram também na história feliz do Indy. Desculpem o exagero, mas eu sou fã da senhora e do felizardo do respectivo marido. Pronto, já disse tudo o que tinha a dizer.

segunda-feira, abril 12, 2004

E mais uma boa notícia para acabar por hoje

Fernando Henrique Cardoso prepara regresso à presidência do Brasil em 2007(revista "Veja" e Agência Lusa). Lula já era.

Agradecimentos

Isto da blogosfera ainda é um mistério para mim, apesar de há muito ser leitor compulsivo de um número ilimitado de blogues. Ouvi agora falar de um tal de "tecnorati" que parece ser de grande utilidade para os bloguiadores - esta a melhor expressão que encontrei para caracterizar quem escreve por aqui. Não andando à procura de audiências, escrevo naturalmente para que alguém me leia e é sempre um prazer especial receber emails de amigos, conhecidos e puros desconhecidos a darem-me conta de que já me descobriram nos blogues, três dias apenas depois de aqui ter chegado - tudo indica que o JPC tem mesmo muitos leitores e que a publicidade que me fez já começou a produzir os seus efeitos.
Agora, ser mencionado por outros blogues com clientela assegurada é que já começa a ser uma honra. Seguem os meus agradecimentos especiais ao brilhante MacGuffin do Contra-a-corrente pelas simpáticas e inesperadas palavras - já agora, parabéns também por ter irritado a malta do Barnabé. Agradeço ainda aos Meninos de Ouro , que ignoro absolutamente quem sejam, mas que, nem que seja só pela referência ao Miguel Esteves Cardoso, pelos destinos de férias e pelas fotografias escolhidas (é a Salma Hayek, não é?), merecem ser vistos diariamente (vão, não tarda, para os meus links). Para o Fato, em especial, deixo também aqui um abraço amigo, por ser um gajo porreiro (é pena ser também do FC. Porto) e pelo email enviado. Há mais agradecimentos, mas ficam para uma próxima ocasião. Já agora, alguém me explica como é que se pode abrir a página a comentários dos leitores? Agradecido.

E agora para duas boas notícias

"BRITISH HOSTAGE FREED IN IRAQ"
Manchetes de hoje no "The Times" e no "The Daily Telegraph"

Ainda a tempo

No número de 27 de Março da Spectator, excelente e divertido artigo de Mark Steyn sobre um ano de guerra no Iraque (sim, nós sabemos que a guerra ainda não acabou e que guerra é guerra, não são flores nem discursos demagógicos). Cito apenas, em tradução livre e apressada, as 10 razões adiantadas por Steyn para celebrar a intervenção das forças aliadas:

1) Saddam Hussein está na prisão, os filhos dele estão no "paraíso" e, das 52 cartas do baralho, todas, à excepção de nove, estão num ou noutro dos citados endereços.
2) As baixas na coligação em Fevereiro foram as mais baixas desde que a guerra começou.
3) Os ataques aos pipelines de petróleo no Iraque caíram em cerca de 75 por cento desde o passado Outono.
4) O fornecimento de água potável de antes da guerra - 12.9 milhões de litros - foi duplicado.
5) As cidades históricas a sul do Iraque, desvastadas por Saddam, estão a ser recuperadas, e dezenas de milhar de árabes regressaram às suas antigas casas.
6) Financiamento à saúde pública é 25 vezes maior do que no ano passado e as taxas de imunização infantil cresceram 25 por cento.
7) O único porto internacional iraquiano foi modernizado e pode agora receber grandes navios sem ter de esperar pelas marés. Há 100 vezes mais partidas diárias de aviões comerciais do que antes da guerra.
8) Frequência escolar subiu dez por cento em relação ao que era há um ano.
9) Apesar de, precisamente antes do início da guerra, Saddam Hussein ter libertado das prisões tudo o que era bandido, as autoridades reportam que o crime em Basra caiu cerca de 70 por cento.
10) A constituição interina no Iraque é a mais liberal do Mundo Árabe.

Satisfeitos? Ninguém está, mas alguma coisa já se fez.

Obrigado, amigo

Acabo de ler a simpática referência do meu amigo João Pereira Coutinho (http://www.jpcoutinho.com) a este vosso humilde Acidental. São amigos como ele que nos fazem acreditar que este Mundo ainda não está totalmente perdido. E não é só por causa da amizade - acreditam se eu vos disser que passei a comprar o jornal "Expresso" (www.expresso.pt) só por causa dele? Pois é verdade, pena é que na edição online nos obriguem a gramar com as mais desinteressantes opiniões, incluindo a do omnipresente arquitecto, mas não nos deixem reler o "Estado Crítico" assinado por JPC se não nos registarmos. Lá vou ter de me registar...

10H00, Rádio Bagdade

Oiço o Forum TSF de manhãzinha no carro, assinalando 1 ano de intervenção no Iraque. Espero isenção e equilíbrio, vozes contraditórias, discussão, enfim, democrática. Esperas o quê? Para começo de conversa, esperava ouvir duas versões iniciais sobre a polémica. Esperava o quê? Convidado inicial e único - para além dos ouvintes habituais - é nada mais, nada menos do que Sua Excelência o Prof. Diogo Freitas do Amaral, com as suas opiniões muito pouco variadas sobre o carácter anti-democrático da actual Administração Bush. Cito: "Os Estados Unidos deixaram de ser uma solução para passarem a ser um problema para o Mundo". Cito: "Espero que o povo americano tenha a sensatez de punir o candidato George Bush nas próximas eleições".
Está tudo dito?

quinta-feira, abril 08, 2004

As aventuras do Acidental no mundo dos blogues

O Acidental não promete continuar a chamar-se assim. Tentou primeiro, com muito pouca imaginação, chamar-se "O turista acidental". Mas descobriu que já existia uma "turista acidental" que escreve sobretudo sobre viagens (turistacidental.blogspot.com) e se chama Filipa. Apesar de os temas serem diferentes, resolveu mudar o nome para Acidental, mas também já existia alguém que tinha gostado do nome: ainda que nunca tenha escrito nada, o "http" está ocupado.
Por isso, e porque embicou com este nome, resolveu acrescentar o precioso "o". E aqui têm o tortuoso parto que originou este "O Acidental", sempre disponível em http://oacidental.blogspot.com.
Agora vou dedicar-me aos links, mais uma aventura nova.

Apresentação II

O Acidental é do Benfica mas reconhece uma grande equipa como o FC. Porto e tenta sempre torcer por ele no estrangeiro, apesar de sofrer depois com a irritante arrogância dos seus dirigentes.
O Acidental tem raiva dos dirigentes benfiquistas que deixaram sair o Mourinho, o DECO e o MANICHE!
O Acidental ainda acredita que o Benfica pode ganhar ao Porto na Taça de Portugal. Se o Gil Vicente lhes ganhou...
O Acidental aplaude de pé a grande exibição do FCP ontem em Lyon.

Apresentação I

O Acidental, como o próprio nome indica, só virá aqui quando bem lhe apetecer. Não assume compromissos nem entra em grupos de blogues, ainda que não deixe de ter os seus preferidos, à direita e à esquerda.
O Acidental não se leva a sério e não promete descobrir a pólvora, ao contrário de outros blogues mais empenhados e idealistas.
O Acidental adora jornais diários e semanais, revistas com as mais diversas periodicidades e até é capaz de levar revistas do coração ou sobre televisão para a casa de banho.
O Acidental acredita nos partidos como base fundamental do sistema democrático e não alinha no discurso demagógico de todos aqueles que os criticam de fora mas nunca fizeram nada para os mudar por dentro.
O Acidental é de direita, mais concretamente militante do CDS, e não tem nenhuma vergonha de o afirmar sempre que for necessário, ainda que neste blogue assuma apenas a pele de cidadão português maior de idade que gosta de escrever e de ler opiniões diferentes. No que diz respeito a assuntos partidários tem outros meios para expor as suas ideias.
O Acidental é licenciado em Relações Internacionais e acompanha assiduamente tudo o que se vai passando no Mundo. Apoia a intervenção no Iraque e acredita que o Governo português se limitou a defender o interesse nacional quando se colocou ao lado dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha.
O Acidental é europeu mas não é europeísta: a União Europeia não é para ele uma questão de fé mas de pura razão prática. Desconfia de directórios e do eixo franco-alemão.
O Acidental é casado, tem três filhas e, por isso, dorme muito pouco.
(Continua...)

NIGÉRIA MISÉRIA

Não acredito propriamente nas virtudes dos abaixo-assinados e não sei se estou a contribuir para salvar alguém. Mas um amigo meu enviou-me esta mensagem por email e já o subscrevi. Aqui fica, para quem o quiser assinar, sem mais comentários. Basta clicar no "link" disponível.

"TRISTEMENTE, INFORMO QUE FOI APROVADA A LAPIDAÇÃO de AMINA!
A AMNISTIA INTERNACIONAL PRECISA DE TODOS NÓS. FOI APROVADA A MORTE DE AMINA POR LAPIDAÇÃO.
O Supremo Tribunal da Nigéria ratificou a condenação à morte de Amina
por lapidação. Apenas adiaram a sentença em virtude de ainda estar a
amamentar o seu filho.
Depois será enterrada até ao pescoço e, em seguida, apedrejada, a menos que um dilúvio de e-mails repudiando a condenação faça com que as autoridades nigerianas voltem atrás na decisão. Através de uma campanha de assinaturas como esta salvou-se uma outra mulher na mesma situação. Não se perde nada, mas ganha-se no sentido humanitário.
Não duvidem e façam-no por favor.
Safiya também seria lapidada porque teve um filho depois de divorciada. A Amnistia Internacional pediu apoio através da nossa assinatura na sua página web. Parece que receberam menos assinaturas desta vez.
Por favor, façam circular esta mensagem.

VÃO LAPIDAR OUTRA MULHER NA NIGÉRIA e desta vez reuniram-se poucas
assinaturas: NÃO CUSTA NADA: BASTA ENTRAR NO SITE (http://www.amnistiapornigeria.org) e assinar. A carta já está feita.
Vamos apoiar, reenviando essa mensagem a todos os nossos contactos?
Como diz na mensagem, realmente não nos custa nada, e para Amina pode significar a VIDA!!!
Conto consigo, com sua solidariedade."

Cada um faça como muito bem entender. Eu já assinei.

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