Um silêncio ruidoso
| Não consigo compreender o silêncio do primeiro-ministro sobre a demissão de Henrique Chaves nem o silêncio sobre as graves acusações por este proferidas. Tenho para mim que o senhor em causa está melhor fora do Governo e, se calhar, nunca lá devia ter estado. Mas, infelizmente, não é esse o problema. A questão é outra: um ministro demitiu-se depois de três dias no cargo e proferiu acusações violentíssimas ao primeiro-ministro. Ora, o PM responde politicamente pelos seus ministros; a demissão de um ministro (ainda para mais da forma que foi) não é propriamente igual à demissão de um qualquer funcionário do Estado; o Governo tem um mandato concedido pelo Povo através da Assembleia da República e a demissão de um governante nestas circunstâncias tem de ser explicado aos cidadãos pelo máximo representante político do Governo.
[Pedro Marques Lopes] PS: Caro Paulo, não te deixes provocar por pessoas que não querem compreender a essência do Acidental. Pior do que isso, comentam-no sem o lerem. Se o lessem, já tinham percebido que uma parte significativa dos teus convidados nem sequer são do CDS quanto mais “portistas” (apesar de, pelo menos, dois dele serem do glorioso FCP). A ignorância é muito atrevida. |


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