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sexta-feira, novembro 19, 2004

Oh seu mija na agulha

O Barnabé escreveu sobre o mar. Podia ter escrito sobre quântica ou sobre o mau momento do Penafiel, mas escreveu sobre o mar. Advertência: O post que se segue contém linguagem que pode ferir a sensibilidade de alguns leitores.

Manifesto marinho anti Barnabé
de finíssimo recorte literário
*

Temo que dos meus tempos aqui, fiquem para a história as palavras do Barnabé.
Se o Barnabé é ícone para um milhão. Abaixo os tempos! Abaixo o milhão! Abaixo o flautista que os ridiculariza! Abaixo os ratos que o seguem!

O Barnabé tem a memória de um peixinho de aquário!
O Barnabé só pesca o que lhe interessa.
O Barnabé é uma tainha!
O Barnabé é a refutação viva da evolução das espécies.

O Barnabé está para o mundo como as Berlengas estão para os portugueses. Ecossistema selvagem só notado quando há asneira.

O Barnabé não discute, disparata.
O Barnabé não argumenta, difama.
O Barnabé tem é postas e ideias congeladas em mar alto.

O Barnabé é reaccionário!
Confunde o interesse da nação com o interesse que tem na nação.
O Barnabé não gosta das ideias dos outros.
O Barnabé não gosta de nada que não compreenda.
O Barnabé não compreende nada!

O Barnabé é o velho do Restelo de uma geração next.
Com ambições a um misto de Monstrengo com Capitão Iglo.
Se o Barnabé é democrata, eu sou marxista.

O Barnabé não gosta do país!
O Barnabé desenha o mundo num rabisco.
O Barnabé escreve a golpes de pilo.
“Hoje somos por isto, amanhã por aquilo,
a culpa é do sistema e também do fisco”.

O Barnabé é heterónimo do Louçã
O Barnabé tem personalidade de calda.
O Daniel é a mão do Francisco. O Rui é a mascara do Tomé.
O Barnabé é mãe medusa e suas crias, em mistério para a psiquiatria.

O Barnabé gasta palavras como se fosse milionário.
Tanta palavra escrita e ainda hoje não sei em que acredita.

O Barnabé agoira-me o intestino.
Antes as galés que lá voltar.
O Barnabé é burguês!
O Barnabé é beirão!
O Barnabé é burguês da beira!

O Barnabé é complexado.
O Barnabé é recalcado!

O Barnabé é falso farol! É falso profeta!
É lobo em pele de cordeiro.
É bardo, artista e curandeiro.
É tonto, é doido, é um estorvo.
É bicho danado de mau agoiro.
O Barnabé é filho de si próprio!

O Barnabé pensa que é culto.
O Barnabé pensa que sabe escrever.
O Barnabé pensa que é importante.
O Barnabé vive sob o efeito de drogas duras!

Se o Barnabé é o contributo da minha geração para o Portugal deste século. Então que se foda o Barnabé. Que se foda a geração. Porque o país, esse, já está fodido.

Abaixo o Barnabé! Abaixo! Desliguem-no!

* Para ser lido com a devida entoação

[Rodrigo Moita de Deus]

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