Oh seu mija na agulha
| O Barnabé escreveu sobre o mar. Podia ter escrito sobre quântica ou sobre o mau momento do Penafiel, mas escreveu sobre o mar. Advertência: O post que se segue contém linguagem que pode ferir a sensibilidade de alguns leitores.
Manifesto marinho anti Barnabé de finíssimo recorte literário* Temo que dos meus tempos aqui, fiquem para a história as palavras do Barnabé. Se o Barnabé é ícone para um milhão. Abaixo os tempos! Abaixo o milhão! Abaixo o flautista que os ridiculariza! Abaixo os ratos que o seguem! O Barnabé tem a memória de um peixinho de aquário! O Barnabé só pesca o que lhe interessa. O Barnabé é uma tainha! O Barnabé é a refutação viva da evolução das espécies. O Barnabé está para o mundo como as Berlengas estão para os portugueses. Ecossistema selvagem só notado quando há asneira. O Barnabé não discute, disparata. O Barnabé não argumenta, difama. O Barnabé tem é postas e ideias congeladas em mar alto. O Barnabé é reaccionário! Confunde o interesse da nação com o interesse que tem na nação. O Barnabé não gosta das ideias dos outros. O Barnabé não gosta de nada que não compreenda. O Barnabé não compreende nada! O Barnabé é o velho do Restelo de uma geração next. Com ambições a um misto de Monstrengo com Capitão Iglo. Se o Barnabé é democrata, eu sou marxista. O Barnabé não gosta do país! O Barnabé desenha o mundo num rabisco. O Barnabé escreve a golpes de pilo. “Hoje somos por isto, amanhã por aquilo, a culpa é do sistema e também do fisco”. O Barnabé é heterónimo do Louçã O Barnabé tem personalidade de calda. O Daniel é a mão do Francisco. O Rui é a mascara do Tomé. O Barnabé é mãe medusa e suas crias, em mistério para a psiquiatria. O Barnabé gasta palavras como se fosse milionário. Tanta palavra escrita e ainda hoje não sei em que acredita. O Barnabé agoira-me o intestino. Antes as galés que lá voltar. O Barnabé é burguês! O Barnabé é beirão! O Barnabé é burguês da beira! O Barnabé é complexado. O Barnabé é recalcado! O Barnabé é falso farol! É falso profeta! É lobo em pele de cordeiro. É bardo, artista e curandeiro. É tonto, é doido, é um estorvo. É bicho danado de mau agoiro. O Barnabé é filho de si próprio! O Barnabé pensa que é culto. O Barnabé pensa que sabe escrever. O Barnabé pensa que é importante. O Barnabé vive sob o efeito de drogas duras! Se o Barnabé é o contributo da minha geração para o Portugal deste século. Então que se foda o Barnabé. Que se foda a geração. Porque o país, esse, já está fodido. Abaixo o Barnabé! Abaixo! Desliguem-no! * Para ser lido com a devida entoação [Rodrigo Moita de Deus] |


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