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terça-feira, novembro 30, 2004

Genealogia do Fim

Peças como a que na 6ª feira passada saiu no jornal Público da autoria de um indivíduo que assina Vasco Pulido Valente (mas não deve certamente ser o mesmo que outrora usava nome idêntico) só podem ser levadas a sério se entendidas num sentido cómico. É como as declarações de Mário Soares – estão a ver quais são, não estão? aquelas dos golpes de estado e do fascismo e rebeubéu. Ou as do Prof. Cavaco sobre a moeda boa e má. Parece que o horror e a incompetência só agora chegaram ao governo. Não queria estar aqui a relembrar o óbvio: os autores deste governo e suas crises chamam-se José Manuel Durão Barroso e Manuela Ferreira Leite. Um foi (literalmente) desta para melhor. A outra errou dramaticamente na sua política orçamental, assim desperdiçando (para décadas) o capital político futuro de quem queira reformar o Estado português e (consequentemente) a economia nacional. Ora, estas pessoas fazem parte da “velha”, “respeitável” e “competente” classe política de que toda a gente agora parece ter tantas saudades.
O governo é horrível? Sem dúvida. Mas não pelas razões que se lhe costumam apontar. O governo é horrível porque existe. Santana Lopes, para ser levado a sério, deveria desde o início ter encontrado qualquer pretexto para ir a eleições. De uma vez por todas responsabilizava o cavaquismo de gestão (do ex-José Manuel Durão Barroso) pela crise criada e das duas uma: ou ganhava as eleições e tinha o partido na mão ou as perdia, mas na verdade a responsabilidade não lhe podia ser atribuída. E os Profs. Cavacos e Marques Mendes desta terra não tinham autoridade nenhuma para (no congresso e nos jornais) lhe fazerem qualquer espécie de crítica. Aproveitava para calar de vez no PSD essas criaturas cujo único objectivo parece ser destruir o PSD e apresentava-se a eleições com cara nova. Em vez disso, o que é que temos? Um grupo de sujeitos a que alguém chama “governo”, rapando o fundo do tacho e presos pela trela do Dr. Jorge Sampaio (do Dr. Sampaio, meu Deus, pode haver maior humilhação?), o qual se atreve mesmo, como ontem de manhã, a fazer reprimendas e “sérios avisos”.
Só que, como é evidente, para fazer isto, o Dr. Lopes tinha de ter uma ideia de governo na cabeça. E uma ideia de governo que, de uma vez, enfrentasse o PREC recauchutado em que infelizmente ainda vivemos. Mas já todos percebemos que naquela cabeça essa ideia (qualquer ideia?) não parece mesmo existir (se existe, está muito, mas muito, recalcada). Tudo isto que estive para aqui a dizer, na verdade, era pedir demais ao Dr. Lopes. Agora, mais vale que vá mesmo ao fundo. Vem aí o Guterrismo de gestão? Pois que venha, ao menos vamos ao fundo com camisola de gola alta.
[Luciano Amaral]

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