A memória de Inês
| Excelente artigo de opinião de Inês Dentinho no "Diário de Notícias" de hoje, infelizmente sem link directo*. A prova que atingiu o alvo - demonstrar que os comentadores e os jornalistas que criticam hoje o actual primeiro-ministro, quando cumpriu apenas três meses de mandato, limitam-se a repetir palavra por palavra os ataques dirigidos a Durão Barroso no início da legislatura - é a reacção expedita de Pacheco Pereira (PP), no Abrupto.
Não querendo reconhecer a evidência, PP retoma aqueles métodos especulativos em que se tornou especialista, confirmando que Inês Dentinho é uma antiga jornalista (há algum problema nisso?) e que, como assessora política do primeiro-ministro só poderia ter escrito o que escreveu a pedido do próprio (vê-se logo que não conhece a Inês Dentinho), até porque - pasme-se - um assessor político não deve "em princípio" (PP escreve "em principio", mas aqui já vai com acento) escrever artigos para os jornais (não deve "em princípio" porquê? E em última análise, pode?). Será que o assessor político perde os seus direitos de cidadania, nomeadamente a liberdade de expressão, porque é assessor político? PP devia procurar fazer também um esforço de memória e acrescentar que nunca se lembrou de escrever o mesmo sobre outros assessores políticos de outros governos mais do seu agrado que escreviam de modo regular para os jornais, nomeadamente para a imprensa de fim-de-semana. Se eu também fosse especulativo e utilizasse os mesmos métodos, diria que o que PP e outros pretendem é calar a voz de quem governa hoje o País, "amordaçar" e "censurar" quem pretende apenas defender-se dos sucessivos ataques de que é objecto. Ataques que, como se pode ler no competente acto de memória que é o artigo de Inês Dentinho, são apressados e prematuros. Mais do mesmo, como se costuma dizer. [PPM] * Afinal, o artigo tem um link directo. Está aqui. |


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