Liberais, mas pouco
| Eles são liberais, mesmo muito liberais, mas depois nem sequer aceitam opiniões diferentes do mainstream mediático em que se incluem. Se as temos - as tais opiniões diferentes - só pode ser porque existe uma razão qualquer mal escondida, uma teoria da conspiração por desvendar, ou, mais simplesmente, resolve-se tudo de uma penada com o insulto da praxe.
Se querem saber, eu até acho que é muito mais fácil e tem muito mais glamour estar no papel deles, ao lado do ilustre Pacheco Pereira e do camarada Francisco Louçã, escrever na espuma da onda politicamente correcta, todos os dias a bater no governo, a defender as presumíveis vítimas da censura e da opressão tentacular do Estado. Mas, ainda assim, aceito as opiniões deles, leio-as e não as considero um frete ao José Sócrates ou ao Manuel Monteiro, nem que as estão a escrever apenas porque pertencem a uma qualquer organização partidária, às "Novas Fronteiras" ou ao "perguntemaomanel.com". Nem sequer penso que estão à espera de uma recompensa prometida. São opiniões e ponto final, posso não concordar com elas, quase nunca concordo com elas, mas são tão respeitáveis como outras quaisquer. Sim, é verdade, neste caso estou a falar do Bruno Cardoso Reis do Cartas de Londres e do CAA do Blasfémias. Tanto moralismo apregoado, tanto liberalismo esquecido. [PPM] |


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