E o cão do José Castelo Branco, não foi censurado?
| Não tem limites nem vergonha a histeria generalizada que atingiu as oposições a propósito das supostas pressões sobre a TVI que teriam levado o reconhecido anjo de coro que se chama Marcelo Rebelo de Sousa a abandonar os seus comentários dominicais. Agora, toda a gente descobre uma pressãozita e todo o gato-pingado é vítima da mão malévola do actual Governo ou dos seus representantes. Depois do inacreditável Dias Ferreira, mais conhecido por chamar "bestas" aos seus adversários num programa em directo na RTP, até Manuel Monteiro já saiu a público para denunciar o que chamou de perseguição da Antena 1, a propósito de um debate para o qual não foi convidado pela simples razão de ser irrelevante. O engraçado é que alguns dos pilares da deontologia - e aqui incluo algumas vacas sagradas da blogosfera - vão atrás de todas estas mentiras e repetem-nas na ideia de que assim se tornarão verdades. Gostava imenso, por exemplo, de ver aqueles que denunciaram o caso do inacreditável Dias Ferreira como "um precedente" do actual comportamento do primeiro-ministro, darem a mão à palmatória e reconhecerem que se limitaram a escrever mentiras. Mas claro que isso jamais acontecerá, como também jamais se irão referir às palavras de Mário Crespo, hoje no Fórum TSF, a propósito do processo de saneamento de que foi alvo por um grupo de imaculados e intocáveis directores de informação da RTP nos tempos em que o sr. Arons de Carvalho mandava.
Não, isso não interessa nada. O que interessa é atacar "o Santana". Nem que, para tal, se invente uma censura qualquer ao cão do José Castelo Branco. [PPM] |


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