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sexta-feira, outubro 29, 2004

Boa Tarde, América


A vidinha não me tem deixado escrever muito em blogs (bastante gente, com toda a certeza, agradecerá). Provavelmente não regressarei ao teclado antes de sabermos o resultado das eleições americanas. Espero que tudo corra bem, desde logo no sentido formal, isto é, que não estejamos três dias agarrados aos televisores à espera de saber a última decisão judicial sobre a contagem dos votos. E espero que corra bem também no sentido de o ticket Bush-Cheney ganhar. A corrida continua empatada. Está aqui um site com todas (mas todas) as sondagens que vão sendo feitas dia-a-dia (subdivididas por estados e tudo) – hoje, por exemplo, a média das sondagens nacionais dá uma margem de 2,3% de vitória para Bush (ontem eram 2,0%). Esta diferença é estatisticamente irrelevante e, portanto, persiste o empate. Para quem era o facínora, o assassino, o novo Hitler, o maior horror que tinha caído sobre a terra desde as sete pragas, Bush parece um homem muito frágil, dependente da decisão aleatória de uns quantos indivíduos para continuar a aterrorizar o mundo.
Se ganhar, Bush tem muita coisa para rever no segundo mandato. Mas, dos dois candidatos, é o único que tem algumas intuições certas: da natureza do que são uma sociedade e uma economia liberais (não do liberalismo que toda a gente reclama para si mesmo hoje em dia e que permite, por exemplo, desqualificar Buttiglione para o cargo de comissário europeu) e da natureza do desafio civilizacional que foi colocado às sociedades ocidentais pelo terrorismo islâmico. Para se compreender ambas as coisas talvez seja necessária uma consciência trágica, no sentido grego do termo, coisa que visivelmente falta aos desdramatizadores que tanto abundam por aí. Para eles, nada é propriamente muito grave (a não ser Bush). Anda-se para aqui a exagerar tudo isto só para nos enchermos de medo. John Kerry faz parte dessa categoria de pessoas e representa, desde 1971, a rendição da América perante todos os inimigos externos – o comunismo no Sudeste asiático e na América Latina (vide a sua amizade com os Sandinistas nicaraguenses) e o Iraque (votou contra a I Guerra do Golfo). E representa a europeização da economia e da política americanas no que essa europeização tem de pior. A economia europeia cuja decadência só não vê quem não quer ver e a política europeia que acaba agora de nos oferecer uma constituição que ninguém pediu ou votou. Não será Bush um candidato fantástico, mas representa melhor a tradição política em que me revejo do que o seu adversário.
É por isso que daqui envio ao texano tóxico uma expressão inglesa de que gosto muito: God Speed, W.
[Luciano Amaral]

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